Introdução
Além disso, a acerola na forma de suco concentrado e a polpa integral congelada são opções efetivas de exportação. Outros mercados como Japão, China e Estados Unidos também são compradores da acerola do Nordeste.
Descrição Botânica e Variedades
Essa observação reforça a hipótese da existência, no Baixo Médio São Francisco, de Malpighia glabra e Malpighia punicifolia. No Submédio São Francisco, verificou-se que o tempo decorrido entre a floração e a colheita é de cerca de 3 a 4 semanas.
Clima
Sabe-se que frutas pequenas e enrugadas com baixo teor de vitamina C ocorrem em locais onde a precipitação total anual é inferior a 1.000 mm. porque a luz é uma fonte de energia para a fotossíntese.
Adubação e calagem
O método mais simples, barato e rápido de avaliar a fertilidade do solo é através da análise química. No caso de culturas intermediárias, ou quando as características do solo são desconhecidas antes da instalação do pomar, também é recomendável fazer uma amostragem de solo entre as linhas usando o mesmo método descrito acima. Representação do método de coleta de amostras de solo com enxada ou pá reta.
Como a aceroleira cresce e produz satisfatoriamente em solos com pH entre 5,5 e 6,5, é imprescindível que seja realizada uma análise química do solo pelo menos a cada dois anos para avaliar a eficácia da aceroleira. não apenas para aplicar corretivos, mas também para regular os níveis de cálcio e magnésio. Além disso, sabe-se que o uso de matéria orgânica produz uma melhora acentuada nas características físicas, químicas e biológicas do solo.
Preparo do solo
Em geral, nas áreas irrigadas do Nordeste do Brasil, tem sido adotado um layout retangular com espaçamento de 4 m x 4 m ou 4 m x 3 m. Dependendo da eventual necessidade de aproveitamento mais eficiente da superfície, pode-se adotar no início um espaçamento mais adensado de 4 m x 2 m, sendo que a partir do segundo ano pode-se eliminar uma das duas plantas da fileira e voltar para o espaçamento de 4 m x 4 m. O uso do sistema de layout quincunx aumenta a densidade de plantio e permite até 15% mais plantas na mesma superfície.
As covas podem estar no próprio sulco ao usar um sistema de irrigação por gravidade. Devem medir 40 cm ou 60 cm de diâmetro, tridimensionalmente, podendo ser abertos manualmente (enxada ou outra ferramenta) ou mecanicamente, principalmente em grandes áreas, devido a maior colheita (Figura 11).
Propagação e preparo de mudas
A estaquia garante maior produção precoce de mudas e plantas geneticamente idênticas às originais, ou seja, “clones”. Os pomares plantados na região do Submédio do São Francisco, com mudas de mudas, começaram a produzir entre 5 e 12 meses após o plantio no local definitivo. Detalhe da posição do galho de acerola na planta e extensão do galho para retirada da estaca destinada à produção de mudas.
Embora haja maior rapidez na obtenção de mudas de acerola quando se utiliza estacas ao invés de enxertia, deve-se utilizar esta última. Embora em pequena escala, foi observado na região do Submédio São Francisco que plantas de acerola de pólos foram derrubadas por fortes ventos.
Plantio
Para evitar o afogamento, a estaca deve ser colocada de 10 cm a 15 cm de distância da planta, levando à ancoragem e formando um oito entre o caule e a estaca. O plantio das mudas deve ser feito de forma que o colo (região entre as raízes e o tronco) fique um pouco acima do nível do solo. Em solos arenosos, as regas devem ser mais frequentes e, em solos argilosos, menos frequentes.
O plantio em áreas dependentes de chuva deve ser feito no início da estação chuvosa.
Podas e raleio
Isso reduz o peso dos galhos e evita que se quebrem, principalmente no local de inserção no tronco. Também é necessário eliminar os brotos que surgem nas pernas ou nos galhos principais até 10 cm do tronco, principalmente os voltados para a parte interna da copa, para permitir a formação de uma copa mais aberta e arejada no centro . A poda de ramos indesejáveis deve ser realizada assim que surgirem os rebentos, para evitar que a planta desperdice energia com ramos que posteriormente terão necessariamente de ser podados.
Quando a poda de formação é feita tardiamente, além de ser mais trabalhosa e cara, pode determinar a formação de uma copa defeituosa (Figura 15). Nas plantas adultas bem formadas e já em produção, a poda é feita para diminuir a altura da copa, que não deve ultrapassar.
Irrigação
O principal objetivo da irrigação é fornecer água às culturas de forma econômica e eficiente, de forma que a quantidade de água seja suficiente para atender às necessidades hídricas das plantas nas diferentes fases de seu desenvolvimento. Nesta última, há maior controle sobre a quantidade de água aplicada, possibilitando a adubação, ou seja, a distribuição de fertilizantes na forma solúvel na água de irrigação e em pequenas quantidades, aumentando a eficiência da cultura em absorvê-la. nutrientes. A característica que distingue a irrigação localizada dos demais tipos de irrigação é que, nesta, procura-se aplicar água apenas no volume de solo utilizado pelas raízes das plantas, reduzindo o volume administrado e permitindo menores perdas de água. água e nutrientes, respectivamente por percolação e lixiviação.
Em relação à quantidade de água a ser aplicada a cada irrigação, alguns fatores devem ser levados em consideração, como: a profundidade efetiva do sistema radicular (a profundidade do solo onde se concentram cerca de 80% das raízes), o armazenamento de água capacidade do solo e requisitos atmosféricos. Uma forma de estimar a quantidade de água que uma planta necessita é a evapotranspiração de referência (ETo, em mm).
Consorciação
Na etapa final, deve-se deixar o sistema ligado até completar o tempo total de irrigação, com o objetivo de espalhar o adubo, lavar o sistema de irrigação e levar o adubo até as camadas do solo com maior concentração de raízes. Porém, se o produtor estiver preparado para movimentar as linhas laterais dos sistemas de irrigação localizada - por gotejamento ou microaspersão - será possível mesclar outras culturas entre as fileiras de aceroleiras. O consórcio só pode e deve ser praticado na fase de formação do pomar de acerola, como forma de amortizar ou acelerar o retorno dos investimentos realizados.
Culturas de ciclo curto, principalmente aquelas não atacadas por pulgões, devem ser selecionadas para favorecer o aumento da renda familiar. Apenas certifique-se de que as plantas não interfiram na distribuição de água, neste caso o microaspersor.
Controle de Invasoras
A aceroleira é uma planta rústica, porém o pomar deve ser mantido livre da competição de ervas daninhas. Para controlar ervas daninhas em uma área, você pode optar por usar vários métodos de controle ou integrar métodos. Portanto, deve-se ter cuidado com o solo utilizado no preparo das mudas, pois pode conter sementes ou acréscimos de plantas invasoras.
Quando a aceroleira já estiver formada, a capina deve ser realizada até 1 m além da projeção da copa. Ao utilizar ervas daninhas, deve-se ter cuidado com o sistema radicular, pois a enxada pode danificá-lo.
Pragas da aceroleira
Os equipamentos de pulverização devem ser cuidadosamente selecionados para ter a máxima eficiência no controle de plantas invasoras. Embora algumas pragas já tenham sido associadas à lavoura e causem estragos em determinadas condições, ainda não existem estudos que determinem níveis populacionais de controle e prejuízos econômicos. O monitoramento por inspeção da lavoura pode detectar os horários de ocorrência de insetos-praga e avaliar se é necessário ou não tomar medidas de controle.
O uso de armadilhas do tipo McPhail ajuda a determinar o momento certo para controlar a mosca-das-frutas C. O nível de controle é de 0,5 moscas por MAD (Fly per Trap per Day), limpando-se e repondo o atrativo.
Controle de doenças
A morte descendente e a perda de vigor das plantas de acerola podem ser causadas por Lasiodiplodia theobromae. O uso de irrigação por aspersão convencional deve ser evitado, pois causa molhamento foliar e conseqüentemente promove o aumento de infecções por patógenos que requerem água livre nas plantas. Quando as plantas são severamente atacadas por um patógeno, recomenda-se remover o material doente da área e depois queimá-lo.
As plantas afetadas enfraquecem e apresentam menor desenvolvimento, tanto na parte aérea quanto nas raízes, que encurtam e engrossam (Figura 23), devido à junção de galhas vizinhas. Gerencie bem a irrigação para evitar que as plantas sofram estresse por falta ou excesso de água.
Colheita e pós-colheita
O potencial da acerola como fonte natural de vitamina C (ácido ascórbico) é grande, assim como sua capacidade de aproveitamento industrial. Quando a colheita da acerola é destinada à indústria farmacêutica (para produção de remédios, cápsulas e concentrados de enriquecimento em pó), os frutos devem, portanto, ser colhidos no início do amadurecimento, quando a quantidade de vitamina C é maior. Todas essas situações podem ser causadas pelo manuseio ou acondicionamento inadequado dos frutos em embalagens ou caixas de colheita.
Por serem bastante perecíveis, recomenda-se que os frutos sejam levados ao seu destino logo após a colheita. Em temperaturas acima de 20 °C, mas abaixo de 30 °C, a fruta pode ser armazenada por apenas 3 dias sem sinais de danos.
Coeficientes de produção e rentabilidade da exploração
Neste perímetro irrigado, a produtividade média da cultura da acerola no primeiro ano foi de 0 t/ha; no segundo ano 12 t/ha; no terceiro, 15 t/ha; no quarto ano e ano seguinte 20 t/ha. Partindo do pressuposto de que o preço médio anual de venda da acerola para industrialização no polo produtor da região do Vale do Submédio São Francisco é de R$ 0,65 o quilo da fruta madura e R$ 1,20 o quilo da fruta verde, com produtividade média de 20 t /ha a partir do quarto ano. Se compararmos esse valor, que corresponde à receita bruta total, com o custo total de produção por hectare, veremos que o lucro ou margem líquida da exploração da acerola na.
Avaliação econômica de um sistema típico de produção de acerola na região do Submédio São Francisco (2009). Desempenho igualmente significativo pode ser observado no escore da margem de segurança correspondente a -0,38, condição que revela que a quantidade produzida ou o preço de venda de um produto pode cair em até 38 se as receitas forem iguais às despesas. %.
Literatura recomendada
O mesmo desempenho significativo pode ser observado no resultado da margem de segurança, que corresponde a -0,38, condição que indica que, se a receita for igual à despesa, a quantidade produzida ou o preço de venda do produto pode cair em até 38 . %. procedimentos de colheita e pós-colheita. Influência do estádio de maturação e das condições de armazenamento na conservação da acerola (Malpighia glabra L.). Evaporação real da acerola (Malpighia glabra L.) durante o primeiro ano de implantação nas condições climáticas de Fortaleza (CE).
Revista Brasileira de Fruticultura, Cruz das Almas, v. Análise econômica da produção de acerola para mesa, em Jales-SP: um estudo de caso.
Coleção Plantar
Cultura da manga (2ª edição) Produção de mudas de manga (2ª edição) Cultura da pimenta-do-reino (2ª edição). A cultura do neem A cultura do cupuaçu A cultura do minimilho A cultura do urucum (2ª edição) A cultura do mamão (3ª edição) A cultura da goiaba (2ª edição).