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ADEUS A JOSÉ SARAMAGO

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Academic year: 2023

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Cinco anos depois da sua morte, a Fundação José Saramago aproveita esta frase para a usar, com um ligeiro ajustamento, como mote para estes dias: «Conta os anos nos dedos e fica com a mão cheia». No final deste mês, dezenas de pensadores de várias partes do mundo vão reunir-se no México para debater uma ideia de José Saramago e redigir uma Declaração Universal dos Deveres Humanos a entregar às Nações Unidas.

VIAGEM

JOS AO LADO DE É SARAMAGO

A INFINITA RICAR

VIEL DO

José Saramago já não está, já não escreve e fala com aquela clareza impressionante. Nestes cinco anos José Saramago foi lembrado nos principais encontros literários realizados pelo mundo.

LITERATURA UNIVERSAL

OS CONSTRU

TORES DA

Outro tradutor experiente que já trabalhou em mais de uma dezena de títulos de José Saramago é o holandês Harrie Lemmens. Há quase três décadas na profissão, a alemã Marianne Gareis enfrentou um complexo obstáculo ao traduzir um dos sete títulos de José Saramago: «Para mim, a maior dificuldade foi traduzir As Intermitências da Morte, porque in ale-.

O Evangelho segundo Jesus Cristo. Foi um trabalho rápido, três meses em que convivi com o texto de

A leitura dos livros de José Saramago não é fácil, exige uma participação ativa do leitor, mas a recompensa desta leitura exigente é a satisfação de uma nova visão do homem, do mundo, do amor, da sociedade. O primeiro livro de José Saramago que traduzi com muito gosto e dedicação foi O Ano da Morte de Ricardo Reis.

TENS UM

TRABALHO»

PILAR, ENTRE RICAR VISTA POR VIEL DO

Alguns meses depois, a espanhola Pilar del Río, leitora de José Saramago, tornar-se-ia sua sócia. Como e por que se decidiu que Pilar del Río seria a tradutora de José Saramago.

JOS É SARAMAGO

CONTINUA

A FALAR

ESCUTEM, HARRIE MENS LEM

No dia 18 de junho de 2010, o tradutor Harrie Lemmens estava em seu carro, em Amsterdã, a caminho de uma reunião para falar sobre a obra de José Saramago, quando recebeu a notícia da morte do escritor. Depois de conversar com os leitores, Lemmens voltou para casa e decidiu escrever à editora de José Saramago na Holanda para propor um posfácio ao romance que acabara de traduzir, Caim. José Saramago, que nunca se calou perante ninguém nem nada, agora calou-se para sempre.

Enumerá-los é como abrir as janelas uma a uma: Levado do Chão, Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, A Balsa de Pedra, A História do Cerco de Lisboa, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Um Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes, A Caverna, O Duplo do Homem, Um Ensaio sobre a Lucidez, Morte Ocasional, A Jornada do Elefante, Caim. Janelas que não só oferecem uma visão geral do mundo deste extraordinário contador de histórias, mas também refletem o mundo de quem lê seus livros. B Altasar e Blimunda, Ricardo Reis, Senhor José, Sara, Joana Carda, Cipriano Algor, Raimundo, a mulher do médico e todas as outras personagens que povoam os seus romances tornaram-se queridos tanto pelos seus leitores como por outros.seus tradutores.

Tal como as criaturas anónimas, trabalhadoras escravas, exploradas pela história, que Saramago menciona no Memorial do Convento e todas as outras figuras reais, fictícias e míticas que dá vida.

O ESCRITOR

COMO MESTRE

NA MORTE DE

CAR LOS REIS

As palavras a que dou voz emocionada neste acto prolongam certamente o que têm sentido inúmeros leitores, amigos e fãs do grande escritor português José Saramago pelo mundo desde que se apagou a chama sobre quem o deu. versos e gestos tão humanos quanto só a ficção pode torná-los. José Saramago deixou um legado inestimável e precioso, fruto de um milagre favorecido pela literatura e pela sua palavra: a água que a criança, descalça, trazia do poço transformada, corria num longo rio de muitas histórias e escorria, sempre viva e sempre cristalina, nas histórias que o escritor nos contou, nos poemas que escreveu, no teatro que construiu. E assim, com José Saramago e José Saramago, recebemos o legado de uma memória longínqua mas sempre presente: a memória das noites infantis cujas trevas só podiam ser quebradas pela magia do contador de histórias.

José Saramago aprendeu a ser escritor cultivando a "escrita muito difícil" que herdou dos outros. Também por isso, tanto na vida literária como na vida pública em que se inscreveu, José Saramago nunca deixou de questionar os outros e questionar as verdades instituídas e as instituições dominantes. De José Saramago temos uma literatura que é fermento de eternidade, essa mesma eternidade que só garante a arte, para além de todas as fragilidades da vida.

Assim, hoje podemos dizer de José Saramago o que Eça de Queirós disse no seu tempo sobre a grande arte, a grande literatura e os seus intérpretes: “A arte é tudo – tudo o resto é nada.

SARAMAGO ,

CHORANDO

SEM CHORAR FER

NANDO BERLÍN

Quantos acontecimentos vivenciamos nestes últimos cinco anos em que tanto necessitamos de sua clareza. Como muitos outros, o leitor que sou, tive dificuldade em compreender o que José Saramago quis dizer quando disse que escrevia para se preocupar. Também vimos maré após maré: atrás de professores, expatriados, bombeiros, prefeitos, vereadores.

Não enquanto o trabalho da Fundação José Saramago continuar a tornar tão visível esta forma de entender o mundo. E assim, durante nove meses, a partir daquele dia 18 de junho, nos comprometemos a falar sobre isso, relembrá-lo, lê-lo. Nessa data, cada refeição em família, encontro de amigos ou celebração íntima deve servir como uma homenagem ao escritor, partilhada através de uma fotografia, um desenho ou algumas linhas.

Eu o fazia, com um bom número de amigos e conhecidos, a cada 18, muitos meses depois daquele junho em que acabaram as flores de Lanzarote.

BRE A LUCIDEZ

AUTOR

AS NOTAS DO

ENSAIO SO-

SARA JOSÉ MAGO

Pensei que a esposa do primeiro cego se divorciou do marido e que a mãe do menino estrábico apareceu e cuidou da criança. Os outros - a esposa e o marido do médico, a menina dos óculos escuros e o velho da venda preta - permanecem. Entre na casa dos personagens principais: a esposa do médico e seu marido (também o cachorro, que mora com eles), a esposa divorciada do primeiro ladrão, a menina de óculos escuros e o velho da venda preta, além do menino com o estrabismo (a mãe nunca apareceu, não é?), o autor e a família (todos? Lembro que ele era casado e acho que tinha filhas).

Os «serviços secretos», incapazes de descobrir as razões pelas quais as pessoas começaram a votar em branco (ser um direito não lhes parece suficiente), decidem usar um exemplo: ao precursor, isto é, matar a mulher do médico. A mulher do médico será morta a tiros ao sair na varanda onde as três mulheres do Ensaio sobre Cegueira se lavavam. ATENÇÃO: APÓS A «LIGAÇÃO», OS PERSONAGENS DECIDIRAM NÃO FALAR SOBRE O QUE ACONTECEU, ESPECIALMENTE SEM REFERÊNCIA AO FATO DE QUE A MULHER DO MÉDICO NÃO PERDEU A VISTA.

Como previu, ele será a força motriz por trás do que acontecerá até o assassinato da esposa do médico.

N DND

M AMA

N TNT

Ao escolher a Gardunha, alargou o território da sua intervenção e, mais do que deslocar escritores e participantes entre a cidade e os caminhos da serra, realizou aquela utopia que sempre tão apregoada em tempo eleitoral, o envolvimento das comunidades da mesma região em um momento que você deseja compartilhar. Lá fora, o sol da primavera é pingado por um vento constante vindo das montanhas. Havia também versões femininas", explica o Sr. Virgílio, "como a Coral, a Orquídea ou a Pimpinela, com histórias que as senhoras apreciavam." , para encontrar nas prateleiras de hoje aqueles livros que se apresentam como "literatura feminina".

Subir ao topo da serra para um piquenique junto à Casa do Guarda e meia dúzia de intervenções dos escritores que compõem esta edição da Festa Literária da Gardunha é também uma forma de trazer a obra de Orlando Ribeiro a este encontro. Voltando aos caminhos da serra, agora do outro lado das longas encostas, é difícil não regressar a Orlando Ribeiro. A partir da Portela de Alpedrinha, nas costas da Gardunha, o contraste é impressionante entre as serras que bloqueiam o horizonte próximo a norte e o planalto para o qual não se avista o fim: acima dela as manchas de áreas verdes tornam-se cada vez mais desbotadas , indeciso e distante.

Não que seja necessário inventá-los para torná-los realidade, mas há algo impensável em encher uma clareira nas montanhas com pessoas querendo ouvir falar de livros e ao mesmo tempo querer saber sobre as árvores e o país que as sustenta.

B RBR

S ESIE

Por ela, passamos pela linha de produção da Fábrica de Histórias, um projeto em que as crianças são as autoras. Fundada logo no início de Cabeçudos, a Fábrica de Histórias começou a funcionar há 3 anos e tem na bagagem 12 títulos (o último ainda em edição). Assim, o que se propõe aos alunos é que escrevam, ilustrem e revejam o texto que será depois paginado pela equipa da Fábrica de Histórias.

Para tal, a Fábrica de Histórias leva à escola várias oficinas que desencadeiam ideias e estratégias criativas. A estrutura da escola aposta que a Historiefabrikken pode oferecer um projeto para o segundo ciclo. Por fim, a professora partilhou com a equipa da Fábrica de Histórias que algo mudou no comportamento de alguns alunos que já não manifestavam medo de desenhar.

No entanto, esta é reconhecidamente a mais artística de todas as que Cabeçudos editou e que a Fábrica de Histórias ajudou a produzir.

Raposa

Rumpelstiltzkin

Livros Horizonte

Aqui e ali, a cor povoa a indistinção entre o espaço e as pessoas: quando a menina colhe as primeiras flores amarelas, pára e cheira-as mesmo em frente à banca de fruta, também ela colorida. Os táxis enfileirados em duas faixas são amarelos, assim como a casa ao fundo do longo e escuro viaduto que a menina atravessa com o pai sem primeiro colher o segundo buquê de flores que cresce na parede. O vestido da mulher que espera na estação tem flores coloridas, o próprio ônibus, que vira uma esquina ao longe enquanto a menina na calçada colhe mais flores, é pontilhado de vermelho.

Garrafas azuis, laranja, rosa e amarelas são vistas em uma vitrine e, por fim, uma Chinatown, com balões de papel pendurados na calçada, os pés de uma escultura e um homem de feições asiáticas encostado em uma janela fumegante. Primeiro ele coloca alguns em um pássaro caído no chão, depois aos pés de um homem adormecido em um banco.

ESPELHO MEU

Literacia

Crianças inglesas leem mais

Setúbal Ilustrada

Bibliotecas inovadoras

Três portugueses no INELI

Astrid Lindgren

Diários da Segunda Guerra Mundial

Casa dos

Estudantes do Império. Farol

Até 28 jul

Who Cares Exposição de

Até 30 jul

Funk Brasil - 40 anos de Baile

Até 2 ago

El Mago Desnudo

Até 23 ago

Alvar Aalto 1898-1976

Arquitetura orgánica, arte

Até 14 set

10 Picassos del Kunstmuseum

Até 20 set

Yto Barrada

Salon Marrocain

Paisagem Opaca

Tom de Festa O Festival de

Festival de Músicas do

Referências

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