The development of the pink shrimp (Farfantepenaeus paulensis; F.brasiliensis) fishery off the southern and southeastern Brazilian coast was analyzed, from an environmental and socio-economic perspective, as a model to evaluate the effectiveness of Brazilian environmental policies on the sustainability of the fisheries assessment. the fishing sector in Itajaí, Santa Catarina, Brazil. A second approach consisted of interviews with eight entrepreneurs who started their activities as shrimp fishermen in Itajaí, and the qualitative evaluation of the determinants of their success (or lack of success). The subsequent period was marked for the first time by a slight biological recovery of the pink shrimp, a trend subsequently reversed in 1985 when: a) oil prices were reduced, (b) conservation measures were implemented for the first time to encourage new fishermen into fishing, and (c) new federal incentives were made available for fleet development.
This year was the second critical moment of the pink shrimp fishery which was followed by a new and still persistent stock collapse. Today, the species can only be considered as the first resource to motivate the development of the fishing industry.
INTRODUÇÃO
O processo de avaliação e concessão de incentivos aos projetos apresentados concentrou-se no âmbito da Superintendência de Desenvolvimento da Pesca (SUDEPE), vinculada ao então Ministério da Agricultura, cuja criação foi considerada por alguns autores como o marco da industrialização da pesca. no brasil. (Dias Neto et al, 1997). Quando comparada a outras indústrias nacionais, como soja, frango, suínos e outras indústrias agrícolas, fica clara a estagnação que ocorreu no setor pesqueiro do Brasil. A razão desta realidade é pouco estudada e/ou conhecida. No entanto, o pressuposto básico é que isto deve estar relacionado com o facto de o sector das pescas utilizar recursos naturais renováveis como matéria-prima, o que por sua vez requer políticas governamentais para o apoiar.
A gestão pesqueira é entendida como um conjunto de procedimentos que garantem o bom funcionamento e rentabilidade do sistema pesqueiro, e inclui ações de promoção e planeamento da captura, processamento e comercialização do pescado. Essa pescaria, segundo Valentini et al (1991), teve início junto com o processo de incentivo à industrialização da pesca no Sudeste e Sul do Brasil, que é alvo de gestão há trinta anos e continua sendo um dos mais importantes atividades está no mundo. setor hoje pesqueiro catarinense.
JUSTIFICATIVA
O estado de Santa Catarina, especialmente o município de Itajaí, recebeu a maior parcela de recursos oriundos de incentivos fiscais, que foram direcionados principalmente para a pesca do camarão rosa, o que provocou uma verdadeira “corrida do ouro” na pesca brasileira. Itajaí se desenvolveu a ponto de ser atualmente considerado o maior porto pesqueiro do país, e o recurso de camarão rosa se esgotou, com consequências drásticas para a biomassa do recurso no ambiente natural. Este estudo analisa o desenvolvimento dos empreendimentos pesqueiros do camarão rosa no município de Itajaí, levando em consideração as medidas de planejamento e fomento do recurso provenientes do poder público federal entre 1960 e 2002.
As medidas de manejo adotadas para o camarão rosa, quando confrontadas com as consequências ecológicas e econômicas delas decorrentes, podem servir de subsídio para os atuais e futuros órgãos administrativos da pesca brasileira na elaboração de suas próprias políticas de gestão pesqueira, e assim contribuir para o desenvolvimento sustentável da pesca brasileira. a atividade.
OBJETIVOS
GERAL
ESPECÍFICOS
METODOLOGIA
IDENTIFICAÇÃO DAS POLÍTICAS DE GESTÃO PESQUEIRA DO
IDENTIFICAÇÃO DO DESEMPENHO DAS EMPRESAS DO SETOR
O presente estudo utilizará métodos qualitativos de análise e entrevistas como técnica de coleta de dados, considerando experiências anteriores com análises socioeconômicas da pesca brasileira, onde há oportunidades limitadas para obter: (a) um elevado número de colaboradores; (b) dados financeiros confiáveis sobre a empresa, seja por falta de registros precisos, seja por serem considerados confidenciais por seus administradores. Foi solicitado ao entrevistado, como item do formulário, que preenchesse uma tabela com as funções da administração pesqueira - conforme descrita por Paiva (2004) - em contraste com os órgãos federais de gestão pesqueira que existiram entre os anos de 1960 a 2002, responsáveis pela preparação, aplicação e fiscalização destas ações. Para sanar essas deficiências, foram realizadas pesquisas nos arquivos públicos do município e região de Itajaí, nos arquivos do Sindicato das Indústrias Pesqueiras de Itajaí e também por meio de comunicações pessoais obtidas de empresários e apoiadores do setor.
Contudo, durante a entrevista, os empresários, além de responderem à questão colocada, sugeriram ações e competências que consideram ser o ponto de partida para a agência nacional de gestão das pescas que visa promover a sustentabilidade das pescas. Dessa forma, foram avaliados qualitativamente os efeitos dos elementos relacionados à gestão da pesca do camarão rosa no desempenho dessas empresas, levando em consideração casos de sucesso (ou seja, continuidade da pesca desse recurso) e de fracasso (ou seja, descontinuidade da pesca desse recurso). recurso). recurso) ao longo do período definido, entre os anos de 1960 a 2002.
ANÁLISE DA ORIGEM DA FROTA ATUAL DE ARRASTEIROS
Realizadas e transcritas todas as entrevistas, iniciou-se o processamento dos dados, que consistiu em elencar todas as respostas de cada questão, tabulá-las e estruturá-las em uma tabela de respostas do questionário (você pode visualizar esta tabela no Anexo 02, página 86). ). As questões foram agrupadas por similaridade de temas, criando quatro grandes grupos de respostas: sobre empresas, sobre a oferta de camarão rosa, sobre o governo federal e sugestões para a gestão pesqueira nacional. Por fim, na apresentação dos resultados, as empresas foram classificadas como persistentes, ou seja, empresas que ainda atuam no estoque de camarão rosa, ou desistentes, ou seja, empresas que não atuam mais no estoque de camarão rosa.
Aqueles que desembarcaram camarão rosa pelo menos uma vez em cada ano considerado foram classificados como ainda utilizando o recurso. Aqueles que não desembarcavam camarão rosa nem uma vez por ano foram classificados como usuários de outros recursos de fundo.
RESULTADOS
CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA
- A PESCA INDUSTRIAL NO MUNICÍPIO DE ITAJAÍ
- A PESCARIA DO CAMARÃO-ROSA
- A GESTÃO PESQUEIRA NACIONAL
No final da década de 1940, a cidade de Santos (SP) era o mais importante centro pesqueiro do sudeste e do sul do país. A embarcação Falcon, no final da década de 1940, foi pioneira na pesca do camarão rosa em pesqueiros ao sul do litoral paulista. No início da década de 1950, havia apenas quatro barcos na frota da indústria trabalhando com camarão rosa, todos baseados em Santos.
No final da década de 1950, a Marpesca e a empresa Krause (localizada no município de Penha) começaram a exportar camarão rosa para os Estados Unidos. No início da década de 1960, o país viveu uma fase de euforia, com grandes conquistas de desenvolvimento marcando a nação.
EVENTOS CRÍTICOS PARA A PESCARIA DO CAMARÃO-ROSA
- EVENTOS AMBIENTAIS
- EVENTOS RELACIONADOS À GESTÃO PESQUEIRA
- A ÇÕES DE FOMENTO
- A ÇÕES DE ORDENAMENTO
- EVENTOS EXTERNOS AO SISTEMA PESCA
- CONCLUSÃO DA SEÇÃO
Total de desembarques da frota da indústria do camarão rosa no Sudeste e Sul do Brasil comparado com dados de esforço de pesca (horas de arrasto), entre os anos de 1965 e 1999 (gráfico superior) e variação na captura por unidade de esforço no mesmo período (curva inferior). As linhas verticais marcam os anos de 1972 e 1985 identificados como críticos para o desenvolvimento da pesca do camarão rosa. Tabela cronológica de eventos relevantes para o desenvolvimento da pesca do camarão rosa no sudeste e sul do Brasil.
O progresso desta empresa na atividade industrial do camarão rosa é bastante interessante, sendo a única que não abandonou completamente a sua atividade neste sentido. Uma dessas duas é a mais antiga das empresas entrevistadas, cujo fundador atuou como mestre na pesca do camarão rosa. Duas empresas contínuas responderam que a administração da empresa tinha conhecimento da biologia e dos locais de pesca do camarão rosa (ver figura 10), uma alegando conhecimento prático e a outra conhecimento teórico.
Os quatro fatores mais citados referem-se a problemas de manejo na pesca do camarão rosa. Todas as empresas entrevistadas, sejam persistentes ou desistentes, entendem que são necessárias medidas de planejamento para a pesca do camarão rosa, como pode ser visto na Figura 14. Os itens também mencionados foram falhas no monitoramento do período de defeso e pesca artificial sem licença de pesca do camarão rosa.
18 – Como é possível conciliar a sustentabilidade dos estoques de camarão rosa no ambiente natural e a rentabilidade da pesca desta espécie. 23 – A empresa participa ativamente da tomada de decisões para o manejo do camarão rosa. através da União, individualmente, pressão política sobre o órgão de governo). 27 – Como garantir a sustentabilidade dos estoques de camarão rosa no ambiente natural?
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DAS EMPRESAS DE PESCA DE
- SOBRE AS EMPRESAS
- SOBRE O RECURSO CAMARÃO-ROSA
- SOBRE O ÓRGÃO GESTOR FEDERAL DE PESCA
- A ÇÕES DE ORDENAMENTO
- A ÇÕES DE FOMENTO
- A VALIAÇÃO DAS FUNÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO PESQUEIRA EXERCIDAS
- SUGESTÕES PARA A GESTÃO PESQUEIRA NACIONAL
- CONCLUSÃO DA SEÇÃO
DISCUSSÃO
O presente trabalho analisou o desenvolvimento socioeconômico da pesca industrial do camarão rosa (Farfantepenaeus paulensis, Farfantepenaeus brasiliensis) no litoral sudeste/sul do Brasil, especificamente no município de Itajaí, Santa Catarina, e comparou-o com a política governamental de gestão pesqueira. para a fonte em questão. Esse instrumento legal desenvolveu a cadeia produtiva do camarão rosa voltada ao mercado externo, gerando uma movimentação de recursos humanos e financeiros tão intensa que foi descrita por alguns empresários entrevistados como uma nova “corrida do ouro”. A SUDEPE, então órgão do governo federal responsável pela gestão da pesca, não atendeu ao alerta e as empresas que atuavam na cadeia produtiva do camarão rosa começaram a ter dificuldades para cumprir seus compromissos.
As empresas faliram ou fundiram-se com outras do setor pesqueiro e o camarão rosa continuou a ser pescado sem restrições até a segunda metade da década de 1980, comprometendo o futuro da pesca. Atualmente, cerca de 200 arrastões duplos, remanescentes dos dois momentos críticos da pesca do camarão rosa, operam a partir do porto de Itajaí principalmente sobre recursos demersais que, assim como o camarão rosa, não sofrem nenhuma medida de conservação até 1986, e são considerados uma pesca de grande porte. , “recursos não controlados” pelas autoridades públicas (Perez et al., 2001). Tal como o camarão rosa, várias destas espécies alternativas também mostraram sinais de sobrepesca, como é o caso dos valiosos recursos do fundo do mar (Perez et al., 2002).
O fracasso destas ações e a vulnerabilidade do Estado em recuperar a confiança no setor produtivo desencadeou um processo de descrédito generalizado do Estado, desinformação e não participação nos processos de gestão, motivado pela típica percepção da “tragédia dos comuns” (Hardin, 1968). ), que amanhã haverá menos recursos do que hoje e que a sobrevivência económica da pesca deverá, portanto, depender do imediatismo e da rejeição de planos de gestão a longo prazo. Relatório da reunião técnica sobre gestão do arrasto nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. 3 - Capital de fundação (% capital próprio, financiamento, incentivos fiscais,...) (Foram utilizados benefícios (fiscais, económicos ou outros) provenientes dos órgãos de gestão pesqueira do governo federal).
7 – Quando e por que você escolheu o camarão rosa? boas capturas, preço de venda mais elevado, produto de exportação, incentivos governamentais) (influência do órgão gestor federal da pesca: incentivos à captura, descrição da biologia e das áreas de pesca, ações de planejamento). 10 – Quando e como a empresa percebeu a queda na captura de camarão rosa. quais são os anos de pico e declínio das capturas; comprometeu a confiança depositada no órgão de gestão das pescas na altura) (Responsabilidades: excesso de barcos, concorrência desleal, falta de planeamento e supervisão, falhas de recrutamento). 21 - As alterações na entidade gestora foram corretas e justas. contribuiu para a manutenção da pesca industrial do camarão rosa; Houve comunicação prévia?