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ALERGIA ALIMENTAR:

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Academic year: 2023

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Em busca de conter o crescimento dos AAs ao longo dos anos, estratégias preventivas têm sido implementadas, dentre elas, um olhar mais atento à introdução de alimentos no primeiro ano de vida. Pensando na perspectiva da educação em saúde, as ações educativas devem ser desenvolvidas e implementadas de forma condizente com a promoção da saúde dos indivíduos. Assim, este relato técnico teve como objetivo elaborar um manual de alergia alimentar para educação em saúde na Atenção Primária à Saúde (APS), levando ao reconhecimento dos sinais alérgicos graves e à desmistificação da introdução alimentar.

Em busca do aumento dos AAs ao longo dos anos, estratégias de prevenção têm sido implementadas, incluindo um olhar mais atento à introdução alimentar no primeiro ano de vida9. O início da introdução alimentar representa um momento de novidade, e por vezes até de incerteza, para os responsáveis ​​por iniciar essa nova rotina alimentar para a criança5. Para que a alimentação complementar ocorra com segurança, dependerá, portanto, dos esclarecimentos necessários e da promoção de informações suficientes sobre a introdução alimentar do bebê, tanto aos pais quanto aos responsáveis ​​pelos bebês a partir dos seis meses de vida5.

Um estudo estimou que 53,7% das mães de uma Unidade Básica de Saúde (APS) receberam algum tipo de orientação dentro da APS, das quais 27% relataram introduzir alimentos antes dos 6 meses de idade da criança15. Vale ressaltar que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a criança deve receber exclusivamente leite materno até o sexto mês de vida16. Na SEE, as equipes de saúde devem realizar ações conjuntas com os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e assim atuar de forma interdisciplinar, ética, resolutiva, ser acolhedora, criar vínculo e ajudar o usuário a se responsabilizar pelo cuidado em saúde22. .

Nesse sentido, o presente trabalho buscou desenvolver um manual de educação em saúde para que possa servir de apoio em todo o processo de educação em saúde, e ser implementado como ferramenta na construção do conhecimento sobre AA e introdução alimentar.

Específicos

Resultados

Eles explicam o que é alergia alimentar, como é classificada, qual população é mais prevalente, quais alimentos são mais propensos a resultados alérgicos, possíveis fatores causais e protetores para alergia alimentar. Este manual oferece, como diferencial em relação aos demais manuais dedicados à AA e introdução alimentar para lactentes, a abordagem desses dois assuntos, que se interligam na etapa da alimentação infantil, em um único produto didático. A seguir, após as explicações sobre alergia alimentar, entre as páginas 14 e 24, discute-se o reconhecimento dos sinais e sintomas da alergia alimentar.

Isso ilustra as diferentes manifestações alérgicas, como imediata, não mediata/tardia e mista. Os guias que já foram desenvolvidos sobre AA são em grande parte para pessoas que já foram diagnosticadas com o tipo de alimento ao qual são alérgicas, ao contrário deste produto que foi desenvolvido onde as crianças ainda não apresentaram reação de alergia alimentar, pois não ainda começou a complementar a nutrição. Portanto, caso apresentem sinais ou sintomas alérgicos, o manual fornece o recurso informativo para reconhecer a gravidade e orientar como proceder diante dessa ocorrência.

Saber como agir diante dos sinais e sintomas é de interesse e importância para o público, por isso a página 25 tem como objetivo apenas esclarecer o que fazer caso a criança, ao se alimentar pela primeira vez, apresente algum sinal. ou sintoma alérgico. Para completar o tema proposto para o produto desenvolvido neste trabalho, entre as páginas 26 e 31 abordamos a apresentação dos alimentos (IA), o que é IA, como introduzir alimentos potencialmente alergênicos, desfazer mitos sobre IA, orientações nutricionais gerais para uma introdução alimentar saudável , exemplo de rotina alimentar e como montar uma refeição para bebês a partir do sexto mês de vida. É importante ressaltar que não existem manuais desenvolvidos para alergia alimentar destinados ao período de convivência da criança com os alimentos.

Manuais já produzidos para a abordagem informativa da familiaridade infantil com os alimentos foram desenvolvidos na linha de conscientização da textura dos alimentos, preparos e receitas culinárias. Este material didático também promove o conhecimento da alimentação saudável e balanceada do bebê no primeiro contato com os alimentos, e reforça a quebra de mitos e crenças alimentares sem comprovação científica, além de fornecer informações atualizadas sobre a AU de alimentos que são disse ser alérgico.

Figura 2: O que é a AA e os tipos de classificação.
Figura 2: O que é a AA e os tipos de classificação.

Possíveis Aplicabilidades do Produto

Impactos Para a Sociedade

Com base no manual proposto, tem-se a oportunidade de promover, de forma segura e consciente, o conhecimento atualizado sobre as fórmulas infantis durante o período de introdução alimentar, sem colaborar para induzir exclusões de grupos alimentares necessários. Conforme discutido anteriormente, a introdução tardia de alguns alimentos pode facilitar a tendência da criança a desenvolver alergias alimentares. Por outro lado, expor a criança a determinados alimentos precocemente pode não ser o melhor caminho para seu desenvolvimento fisiológico, imunológico e nutricional.

Dessa forma, a alimentação e a nutrição, como requisitos básicos para a promoção e proteção da saúde, devem ser defendidas por seu papel e protagonista como componente essencial da atenção integral à saúde e para garantir a segurança alimentar e nutricional. Sabemos que na APS a Estratégia Saúde da Família representa o ambiente que promove o primeiro contato com a comunidade e desenvolve um vínculo que se torna ideal e rico em conhecimento do território, seus equipamentos sociais, aspectos culturais e hábitos da comunidade. , para campanhas de educação em saúde, para o manejo de problemas nutricionais e também para o desenvolvimento de informações sobre a gravidade das alergias alimentares. Como as crianças até três anos são a população mais acometida por processos de alergia alimentar, onde esses casos são cada vez mais presentes e reconhecidos nas emergências pediátricas, o reconhecimento de sinais e sintomas de alergia alimentar pode ajudar a reduzir desfechos fatais e até minimizar o atendimento hospitalar de emergência.

Disponível em: https://asbai.org.br/conheca-o-passo-a-passo-para-o-diagnostico-da-alergia-alimentar-2/Acesso em: 28 de julho Introdução de alimentos no primeiro ano de vida e prevenção de alergias alimentares: quais são as evidências? Manual da Sociedade Brasileira de Pediatria para nutrição de lactentes, pré-escolares, escolares, adolescentes e escolas.

Berzuino MB, Fernandes RCS, LimaMA, Matias ACG, Pereira IRO Alergia alimentar e o cenário regulatório no Brasil. Nutrição complementar: um documento de posição do Comitê de Nutrição da Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN) Comitê de Nutrição. Análise da implantação da Rede Amamenta Brasil: desafios e perspectivas para a promoção do aleitamento materno na atenção primária.

Contribuições e desafios da Estratégia Saúde da Família na Atenção Primária à Saúde no Brasil: uma revisão de literatura. Fatores associados à introdução precoce de alimentos ultraprocessados ​​na alimentação de crianças menores de dois anos. Diretrizes NASF: Núcleo de Apoio à Saúde da Família/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Secretaria de Atenção Básica – Ministério da Saúde.

Imagem

Figura 1: Capa ilustrativa de apresentação e contracapa objetivando o tema proposto.
Figura 3: Ranking dos alimentos catalogados como responsáveis pelos desfechos alérgicos  alimentares e possíveis causas para AAs
Figura 2: O que é a AA e os tipos de classificação.
Figura  4:  Continuação  da  abordagem  sobre  possíveis  causas  de  AAs,  quebra  de  mitos  alimentares sobre introdução alimentar tardia e possíveis fatores de proteção
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Referências

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