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Ambulacao total por teste

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Academic year: 2023

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Além disso, estudos epidemiológicos indicam que a co-utilização aumenta a probabilidade de abuso e dependência do etanol. No teste Rotarod, cada sessão consistiu de 5 tentativas em modelo de aceleração contínua (4 a 40 rpm/min em tentativa de 2 minutos). Nossos dados indicam que a coexposição a uma bebida energética potencializa o efeito de hiperatividade induzido pelo etanol, além de gerar uma resposta ansiogênica no teste de campo aberto.

No entanto, a bebida energética reverteu o comprometimento da coordenação motora criado pela exposição crônica ao etanol em ratas. O presente estudo fornece evidências experimentais de que as bebidas energéticas e o etanol interagem durante a adolescência, resultando em padrões comportamentais que podem aumentar o risco de desenvolver abuso ou dependência do etanol. Concentração de etanol no plasma de animais submetidos ao modelo de exposição aguda após 1 hora e após 3 horas de chá.

Concentração plasmática de etanol em animais expostos ao modelo de exposição crônica após 1 hora e após 3 horas de gavagem. Concentração de Etanol no Sangue (Concentração de Etanol no Sangue) Comitê de Ética no Uso de Animais.

Figura 1 –  Figura 2 –  Figura 3 –  Figura 4 –  Figura 5 –  Figura 6 –  Figura 7 –   Figura 8 –  Figura 9 –
Figura 1 – Figura 2 – Figura 3 – Figura 4 – Figura 5 – Figura 6 – Figura 7 – Figura 8 – Figura 9 –

Efeitos crônicos do etanol, bebidas energéticas e sua interação . Concentração plasmática de etanol (BEC)

Durante seu metabolismo, o etanol é oxidado principalmente pela álcool desidrogenase (ADh), e uma pequena parte é oxidada pela isoforma do citocromo P450 (Zeigler et al., 2004). Embora estes episódios também ocorram em adultos, os adolescentes parecem ser mais propensos a estes eventos (Zeigler et al., 2005). Alguns dos danos mais graves causados ​​pelo álcool ao cérebro jovem ocorrem em áreas responsáveis ​​pela memória e aprendizagem (Zeigler et al., 2005).

Adolescentes com problemas com álcool apresentam volume hipocampal 10% menor em comparação com adolescentes que nunca consumiram etanol (Zeigler et al., 2005). A cafeína e a taurina podem aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial, causar distúrbios do sono e desidratação (Attila et al., 2011). Há também relatos de enxaquecas, distúrbios gastrointestinais, palpitações cardíacas e morte associada a bebidas energéticas na idade adulta (Costa et al., 2014).

A cafeína é um alcalóide pertencente à classe das xantinas, com fórmula química C8H10N4O2 (Figura 2) com potencial neuroativo e é encontrada em algumas sementes, alimentos extraídos do cacau, alguns medicamentos e na composição de diversas bebidas (refrigerantes, chá, café e fontes de energia) (Brenelli et al., 2003; Altimari et al., 2006). Sua síntese ocorre a partir de aminoácidos sulfurados, cisteína e metionina, principalmente no fígado e cérebro (Carvalho et al., 2006). Existe também associação entre essa combinação e casos de isquemia miocárdica e vasoespasmo coronariano (Snipes, 2014; Attila et al., 2011).

Indivíduos propensos a distúrbios de arritmia cardíaca parecem ter um risco aumentado de arritmia (Wiklund et al., 2009).

Figura 1 - Representação esquemática da molécula de etanol
Figura 1 - Representação esquemática da molécula de etanol

Ambulacao total por teste

ANOVAs foram realizadas para avaliar a deambulação por intervalo em cada uma das sessões experimentais. Em comparação com o grupo controle, a exposição ao etanol promoveu hiperatividade durante os dois primeiros minutos do teste (ETOH>VEH, P<0,05 em ambos os intervalos; Figura 9). Esse desempenho com exposição ao etanol foi prolongado ao longo da sessão experimental quando houve coexposição com BE (BE+ETOH>VEH, P<0,001 do 1º ao 4º intervalo, P<0,01 no 5º intervalo; Figura 9).

Da mesma forma que foi observado na primeira sessão, a exposição ao etanol promoveu hiperatividade nos dois primeiros minutos do teste (ETOH>VEH, P<0,001 no 1º intervalo e P<0,05 no segundo; gráfico 1), enquanto os animais co A hiperatividade BE+ETOH exposta foi mantida durante toda a sessão experimental (BE+ETOH>VEH, P<0,01 no 1º e 2º intervalos, P<0,05 nos intervalos seguintes; Gráfico 1).

Ambulacao teste 1

Ambulação teste 3 - Fêmeas

Ambulação teste 3 - machos

Quanto às fêmeas, apenas os animais expostos à exposição combinada permaneceram hiperativos no primeiro e segundo intervalos (BE+ETOH>VEH, P<0,01 em ambos os intervalos), enquanto os animais expostos ao etanol tenderam a (P=0,06) hiperativos apenas no primeiro intervalo da sessão (Gráfico 2B). Para avaliar os níveis de ansiedade foram utilizadas variáveis ​​de latência para saída do centro no início do teste e corrigidas para deslocamento no centro da arena. No primeiro teste, a ANOVA mostrou efeito do TRATAMENTO (F P<0,01) para o tempo de latência para saída do centro (Gráfico 3), onde os animais que receberam a exposição combinada apresentaram diminuição da latência em relação aos controles (P<0,05).

Na segunda sessão de teste não foi observado efeito significativo ou interação para a latência para sair do centro da arena (Gráfico 3), mas a ANOVA indicou efeito de TRATAMENTO (F P<0,05) para a medida de deambulação no centro. Os animais expostos ao BE apresentaram aumento da deambulação no centro da arena (P<0,05 em todas as comparações), indicando efeito ansiolítico (Gráfico 4). As ANOVAs não indicaram interações significativas para deambulação no centro da arena em nenhum dos testes avaliados (Gráfico 5).

Gráfico 6 - Tempo de latência de saída do centro da arena no teste do campo aberto
Gráfico 6 - Tempo de latência de saída do centro da arena no teste do campo aberto

Ambulação total no centro

Legenda: (A) Por intervalo na primeira sessão de teste; (B) Por intervalo na 2ª sessão de teste; (C) Por intervalo na terceira sessão de teste.

Ambulação no centro teste 1

Ambulacao no centro teste 2

Ambulação no centro teste 3

Essa interação se deve ao fato de apenas os animais dos grupos VEH e BE apresentarem aumento no tempo de latência para descer da plataforma do primeiro (T0) para o segundo. Da mesma forma, observamos que a exposição ao etanol promoveu perda de memória, que não foi revertida pela exposição combinada ao BE (VEH > ETOH e VEH >. BE+ETOH, em ambos P<0,05) (Gráfico 7B). P<0,05, VEH×ETOH e VEH×BE+ETOH (B) T24-T0/T0, índice de aprendizagem corrigido pela latência encontrada na primeira sessão experimental.

Gráfico  9  -  Concentração  plasmática  de  etanol  nos  animais  submetidos  ao  modelo  de  exposição aguda após 1 hora e após 3 horas da gavagem
Gráfico 9 - Concentração plasmática de etanol nos animais submetidos ao modelo de exposição aguda após 1 hora e após 3 horas da gavagem

Rotarod

Ao considerar as comparações entre a concentração plasmática de etanol obtida no modelo de exposição aguda, observamos uma interação MODELO × PERÍODO (ANOVA: F(1.105); d.f.=18,2; P<0,001), o que pode ser explicado pelo fato de ter havido um aumento no BEC de 1 a 3 horas apenas em animais que foram expostos de forma aguda (Gráfico 6), enquanto animais expostos cronicamente têm tendência a diminuir o BEC após 3 horas de gavagem (Efeito do PERÍODO: F(1,43 ); d.f.=3 . 6; P=0,06) (Gráfico 9). Adicionalmente, a análise post-hoc revelou que os animais expostos ao etanol (ETOH e BE+ETOH) apresentaram menor ganho de peso corporal em comparação aos animais controle, sendo as diferenças significativas a partir do sexto dia de exposição (PN36) (Gráfico 10B). . Essa interação se deve ao fato de apenas os animais controle e o grupo BE apresentarem aumento no tempo de latência para sair da plataforma do primeiro (T0) para o segundo teste (T24) de esquiva passiva.

Animais expostos cronicamente ao etanol (ETOH e BEC+ETOH) apresentaram tempos de latência mais curtos em comparação aos controles (P<0,01 em ambas as comparações). Conforme observado durante a exposição aguda, a amnésia gerada pela exposição ao etanol não foi revertida pela exposição combinada ao BE (VEH > ETOH, VEH > BE+ETOH, BE > ETOH e BE > BE+ETOH, em todos os casos P<0,05) (Gráfico 11B ) ). O efeito TEST é explicado pelo fato dos animais melhorarem o desempenho com testes repetidos (Gráfico 12A e B).

Os animais expostos ao BE tenderam a apresentar melhor desempenho em comparação aos animais VEH (BE>VEH, P=0,06), enquanto os animais expostos ao ETOH tenderam a apresentar pior desempenho (ETOH

Legenda: (A) Nos homens, diferenças próximas da significância (PS, P=0,06) foram encontradas 1 hora após a gavagem entre os grupos VEH×BE e VEH×ETOH; (B) Nas fêmeas # P<0,05 comparado entre ETOH×BE e ETOH×BE+ETOH; PS significa P=0,06 para comparação entre ETOH×VEH.

Gráfico  12  -  Concentração  plasmática  de  etanol  nos  animais  submetidos  ao  modelo  de  exposição crônica após 1 hora e após 3 horas da gavagem
Gráfico 12 - Concentração plasmática de etanol nos animais submetidos ao modelo de exposição crônica após 1 hora e após 3 horas da gavagem

Rotarod - Machos

Rotarod - Fêmeas

Dadas as diferenças entre humanos e roedores, estas doses são compatíveis com o consumo abusivo episódico (binge drink) que ocorre durante a adolescência (Eckardt et al., 1998). Diferentes classes de TDAh também são encontradas no cérebro em diferentes estágios de desenvolvimento e em diferentes regiões (Galter et al., 2003). Estudos realizados em roedores sugeriram que o período de desenvolvimento durante o qual ocorre a exposição ao etanol determina a manifestação de hiperatividade (Teixeira et al., 2014; Spear, 2014; Guerri e Pascual, 2010).

Curiosamente, foi relatado que indivíduos mais suscetíveis aos efeitos estimulantes do etanol correm maior risco de abuso e dependência (King et al., 2011). Dado que os indivíduos mais susceptíveis aos efeitos estimulantes do etanol foram descritos como estando em maior risco de abuso e dependência (King et al., 2011), os nossos resultados sugerem que o aumento dos efeitos estimulantes do etanol, resultantes da exposição ao BE pode ser um fator predisponente ao uso problemático do etanol. Na verdade, a ansiedade tem sido associada ao abuso de etanol tanto em humanos (Castaneda et al., 1996) como em modelos animais (Pelloux et al., 2015; Izídio e Ramos, 2007).

O abuso crônico de álcool pode levar à demência alcoólica, que consiste no comprometimento permanente da memória e da cognição (Zorumski et al., 2014). À medida que o consumo de álcool aumenta, a extensão dos danos causados ​​às funções cognitivas aumenta proporcionalmente (Zorumski et al., 2014). A taurina também foi reconhecida como um suplemento que pode ter um efeito positivo na memória e reverter os danos causados ​​pelas neurotoxinas (Lu et al., 2014).

A ataxia pode ser causada por disfunção no cerebelo, córtex motor, corpo estriado ou medula espinhal (Rustay et al., 2003). O etanol durante a adolescência causa prejuízos marcantes na função motora de longo prazo avaliada em diversas tarefas comportamentais, tais prejuízos têm sido associados a alterações celulares no córtex cerebral (Guerri et al., 2010). Uma revisão dos efeitos da ingestão moderada de álcool no tratamento de ansiedade e transtornos de humor.

Effects of ethanol on hippocampal function in adolescence: A look back and thoughts on the future. The acute effects of ethanol on hippocampal long-term potentiation and long-term depression are mediated by different mechanisms. Effects of alcohol-mixed energy drinks on information processing, motor coordination, and subjective reports of intoxication.

Long-term effects of peripubertal binge EtOH exposure on hippocampal microRNA expression in rats. The effects of ethanol on spatial and non-spatial memory in juvenile and adult rats examined using an appetitive paradigm.

Imagem

Figura 1 –  Figura 2 –  Figura 3 –  Figura 4 –  Figura 5 –  Figura 6 –  Figura 7 –   Figura 8 –  Figura 9 –
Figura 1 - Representação esquemática da molécula de etanol
Figura 2 - Representação esquemática da molécula de cafeína
Figura 3 - Representação esquemática da molécula de taurina
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Referências

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