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ana paula

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Academic year: 2023

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Após o segundo capítulo, o próprio direito ao esquecimento, como um dos direitos vinculados ao direito à personalidade. Portanto, o direito ao esquecimento está diretamente relacionado aos direitos da personalidade e deve ser respeitado.

DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO: DA LIBERDADE DE

Liberdade de expressão e de imprensa

A liberdade de expressão consiste no direito à livre comunicação mental, no direito de dar a conhecer aos outros os seus pensamentos (na fórmula do artigo 11 da Declaração Francesa dos Direitos Humanos de 1989: a livre comunicação de pensamentos e opiniões). A Constituição da República de 1988 estabelece em seu rol de garantias a liberdade de expressão conforme disposto no inciso 5º, IV da Lei Maior. Como acrescenta José Afonso da Silva, relativamente ao seu entendimento do que é a liberdade de expressão.

1º Nenhuma lei poderá conter dispositivo que possa constituir obstáculo à plena liberdade de informação jornalística em qualquer meio de comunicação, observado o disposto no art. Portanto, não é possível compreender a liberdade de imprensa como algo que prejudica a sociedade, mas sim como uma instituição informativa para ela. Com a proliferação e amplitude das redes sociais, a liberdade de expressão cresce exponencialmente, dando a todos uma nova abertura para esta expressão.

Como parte integrante do direito à liberdade de expressão, neste contexto existe a liberdade de informação, pois uma é complementar à outra, pois se o indivíduo pode expressar as suas ideias, tem direito à informação sobre o que os outros expressam. em torno deles.certos assuntos.

Liberdade de informação

Portanto, é importante sistematizar o direito à informação, por um lado, e a liberdade de expressão, por outro. Liberdade de imprensa x direito à privacidade: reflexões sobre a violação dos direitos pessoais In: Revi. Além disso, a relação entre a preservação dos direitos pessoais e o direito à liberdade de expressão e informação é desafiadora.

Um dos maiores desafios do mundo contemporâneo é a resolução do conflito entre o direito à personalidade (entendido como honra pessoal, intimidade, imagem, vida privada) e a liberdade de expressão e informação. O marco civil não cobre integralmente o direito ao esquecimento, mas a liberdade de expressão e informação não pode ser totalmente ampla, há limites para este conceito, especialmente quando a dignidade da pessoa humana é protegida. Obviamente, o direito ao esquecimento não se sobrepõe ao direito à liberdade de informação e de expressão de pensamento quando o interesse público está presente.

Embora não haja supremacia nos princípios constitucionais, os direitos da personalidade devem ser entendidos como um eixo de condicionamento no julgamento de casos concretos em que a liberdade de informação e expressão conflita com o direito ao esquecimento.

O DIREITO AO ESQUECIMENTO COMO UM DOS DIREITO DA

Conceito de Direito de personalidade

Esta ligação entre o direito à personalidade e a dignidade humana vem desde o início, pois são valores individuais e desde então devem ser respeitados e preservados, mesmo que tenham tido abordagens diferentes. Pode-se dizer que a integridade da pessoa humana sempre foi objeto de preocupação na Justiça, mas nem sempre sob o mesmo ponto de vista. Confirmando este entendimento, Pablo Dominguez Martinez afirma que a história da dignidade humana remonta a muito tempo.

A história da dignidade humana remonta à Roma Antiga, passando pela Idade Média e até ao surgimento do Estado liberal. No passado, a dignidade humana era um conceito intimamente relacionado com o estatuto pessoal de certos indivíduos ou com a reputação de certas instituições. Embora deva ser levado em conta o uso da hermenêutica, deve sempre prevalecer o núcleo essencial da proteção dos direitos pessoais, o que remonta à posição dos princípios jurídicos fundamentais diretamente relacionados com a dignidade humana.

Existem muitos precedentes que incluem os direitos fundamentais derivados da dignidade da pessoa humana como um valor essencial.

Características do Direito a personalidade

Nesse sentido, os direitos da personalidade, considerados essenciais para todos, são permanentes, uma vez que nascem com o indivíduo e o acompanham durante toda a sua vida e mesmo após a morte, uma vez que esses direitos prevalecem. Pelas suas características, os direitos da personalidade são gerais, extrapatrimoniais, absolutos, alienáveis ​​ou indisponíveis, irrevogáveis, indescritíveis, intransferíveis ou perpétuos, intangíveis, necessários, essenciais e importantes. A partir de uma simples leitura do referido dispositivo, são descritas as características de não renúncia e proibição de transmissão de direitos de personalidade, ressalvadas as hipóteses expressamente previstas na lei, de modo que sejam contrárias a essas características.

Assim, quando se afirma que os direitos da personalidade são inatos, eles baseiam-se na vida humana desde o nascimento. Os direitos da personalidade estão tão afastados da disposição individual quanto da própria personalidade, uma vez que se enfatiza que a sua intransmissibilidade é resultado da própria instabilidade da pessoa e da irradiação dos seus próprios efeitos, nem dos poderes que em todos os direitos da personalidade contidos são não, ou o seu exercício, suscetível de ser transferido ou concedido de outra forma. Se os direitos da personalidade não estiverem disponíveis, são igualmente absolutos e não há como relativizá-los, pois são considerados um dever comum de todos, pertencem a todos.

Para Ricardo Lôbo, não cabe às pessoas simplesmente abdicarem dos seus direitos de personalidade como bem entenderem, uma vez que a dignidade da pessoa humana é dirigida a todos os cidadãos e não de forma isolada.

Reconhecimento e positivação dos direitos de personalidade

Dada a natureza extrapatrimonial dos direitos da personalidade e o facto de serem inatos e essenciais à realização da pessoa, estes apresentam condições que os tornam únicos e abrangem critérios que os tornam essenciais, na medida em que sem os quais a dignidade humana não pode ser alcançada . percebe. No âmbito do direito privado, foi apenas a partir dos séculos XIX e XX que se concretizou a proteção dos direitos da personalidade, com o objetivo de proteger a pessoa não contra a interferência governamental, mas em relação à interferência de todos os outros indivíduos. No Brasil a partir de 1988, com a promulgação da Constituição da República e que destacou a positivação dos direitos da personalidade, o Código Civil de 2002 trouxe um capítulo para que pudessem ser consagrados e respeitados no ordenamento jurídico brasileiro.

Tratar os Direitos da Personalidade em capítulos próprios, como é o caso do nosso atual Código Civil, parece saudável. Por regularem questões de natureza privada, como os direitos subjetivos e a personalidade, e por estarem sancionados no texto constitucional, pode-se aceitar que os direitos da personalidade sejam o ponto de encontro privilegiado entre o direito privado, as liberdades públicas e o direito constitucional. Após esse belo entendimento, a proteção do ser humano não se trata apenas da proteção dos danos que lhe são causados, mas da proteção dos seres da lei como um todo, esta é a razão dos direitos da personalidade, ou seja, da positividade e da valorização em nosso sistema jurídico. jurídico.

À luz disto, fica claro que a confirmação dos direitos da personalidade representa uma grande conquista social.

O EMBATE ENTRE O DIREITO DE INFORMAÇÃO E DE

A Liberdade de expressão e informação e o marco civil da internet- Lei

Com a entrada em vigor da Lei n. 12.965 Em 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet), a legislação nacional passou a tipificar práticas que até então eram consideradas fora do controle estatal, relacionadas a direitos e garantias para o uso da Internet no Brasil Um tema importante reforçado pelo Marco Civil, definida na Constituição Federal, é a liberdade de expressão, cujo objetivo é garantir segurança jurídica aos provedores e usuários de internet56. Disponível em https://juniornegri.jusbrasil.com.br/artigos/186126589/liberdade-de-expressao-marco-civil-da-internet-lei-12965-14. Existem diversas bases de utilização da Internet no Brasil, e a Seção V é dedicada especificamente ao propósito social da rede.

A finalidade social da rede pode ser entendida como a democratização do uso da Internet na sociedade. A função social da Internet proporciona e humaniza o conhecimento entre as pessoas independente de sua classe social, o que significa que agora todos têm acesso, pois o preço utilizado é acessível a pessoas de baixa renda, e assim os pais podem contribuir para a formação acadêmica de seus filhos com menos sacrifício a tudo o que garante o direito ao conhecimento, que é a maior riqueza na formação de um povo. Assim, se prestarmos atenção ao que contém a função social da Internet, vemos que a rede ganha cada vez mais usuários.

O Marco Civil da Internet é um grande avanço na legislação brasileira, pois define e consolida os direitos e obrigações para o uso da Internet no Brasil e protege os princípios fundamentais que protegem tanto a livre expressão do pensamento quanto a vida privada, imagem e honra de Usuários.

Direito ao esquecimento nas redes sociais

O conflito entre a liberdade de informação e expressão e os direitos inerentes à personalidade, no contexto da Internet, leva o juiz a resolvê-lo com base numa nova realidade social, com a invocação de novos direitos, muitos deles decorrentes de princípios constitucionais. proteção. respeitada a dignidade da pessoa humana. As questões centradas no direito ao esquecimento e na Internet giram em torno da facilidade de circulação da informação e do tempo que ela permanece na rede, podendo durar longos períodos de tempo. Se a função social da Internet é levar a informação que procuram ao maior número de pessoas, a preservação dos direitos da personalidade é cada vez mais importante neste cenário do direito ao esquecimento.

O problema é que o legislador tem tentado implementar elementos que tentam implementar a liberdade de expressão na Internet, sem ser alvo de censura ou mesmo violar a privacidade das pessoas. Como resultado, a legislação responsabiliza o fornecedor por qualquer outro bloqueio de conteúdo que não as formas especificadas na norma legislativa, como um insulto à liberdade de expressão e um exercício de censura da sua parte. No entanto, existem certamente limites a este privilégio, uma vez que a liberdade de expressão não é absoluta, pelo que o conflito entre os valores constitucionais deve ser avaliado caso a caso para decidir qual prevalecerá num determinado caso específico. .64.

A jurisprudência, diante disso, tem reconhecido o direito ao esquecimento como forma de preservação do direito à personalidade, o que faz sobressair a proteção da pessoa humana quando há aparente conflito entre princípios considerados intransponíveis.

Casos concretos- análise

Neste caso particular, tornando necessária a consideração dos valores, a aceitação do direito ao esquecimento, neste caso, com a consequente compensação, constitui um corte desproporcional à liberdade de imprensa, face à perturbação criada pela memória .67 . Num outro caso, conhecido como “massacre da Candelária”, o reconhecimento do direito ao esquecimento aconteceu como forma de proteger um homem que foi considerado inocente no caso em questão. O Supremo Tribunal de Justiça reconheceu que o réu, condenado ou não pela prática de infração penal, tem o direito ao esquecimento e que não é sua responsabilidade carregar o estigma do crime e esse direito é garantido.

Ao considerar a liberdade de informação e os direitos pessoais, considerou a aplicação do direito ao esquecimento, alegando que neste caso o nome e a imagem do autor deveriam ser poupados, independentemente da veracidade da informação, por causa da ação do tempo e a violação da dignidade da pessoa humana.71. Diante do exposto, é imprescindível o reconhecimento do direito ao esquecimento em todo o nosso ordenamento jurídico, cabendo ao magistrado conduzir a análise do caso de forma totalmente livre de vínculos com regimes processuais, que preservem a dignidade da pessoa humana. garantia. na sua totalidade. O direito ao esquecimento é reconhecido como um direito da personalidade que decorre da dignidade da pessoa humana.

O direito ao esquecimento não é expressamente reconhecido pela Constituição Federal e pela legislação infraconstitucional, mas tem aparecido frequentemente em decisões proferidas pelos tribunais brasileiros, especialmente pelo Superior Tribunal de Justiça.

Referências

Documentos relacionados

Foram encontradas algumas outras imagens de pequenas dimensões em igrejas e museus durante visitas que fizeram parte deste percurso de pesquisa. Um pouco maior que