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Analise de caso de Pai Caetano (1791)

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Academic year: 2023

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Chegamos ao que se esperava do conceito de feitiçaria nas Minas Gerais do século XVIII, mas falta uma explicação de por que a feitiçaria se tornou um conceito historicamente. Como vimos, nas Minas Gerais do século XVIII, a bruxaria era mais que uma lei, era um conceito e era preciso banir da sociedade tudo que a refletisse.

A Feitiçaria nos estudos historiográficos e nas

Pensando a feitiçaria: Um estudo historiográfico

Note-se que há uma nova coincidência entre a história da cultura e a da mentalidade: o afastamento da chamada história das ideias, da história do pensamento formal, da filosofia ou dos 'grandes pensadores'.30 . Assim (...) é possível eleger três modos diferentes de tratar a história cultural que, sem prejuízo de outros, nos permitem distingui-los com alguma clareza da “velha” mentalidade histórica: 1.

A história da feitiçaria: as bulas papais, a Inquisição e as feiticeiras

Entre as provações de Mariana encontramos uma como a de Antonio Pereira Gomes, sobre artimanhas diabólicas.73. Daniela Calainho mostra em seu texto onde podemos encontrar fontes relacionadas à inquisição colonial.74 Livro com ampla gama de artigos sobre o assunto, além de extensa biografia sobre a igreja colonial mineira e os tribunais com o Termo de Mariana : História e Documentação (1998).75 Podemos encontrar textos que, além de estudos por meio de pesquisas, demonstram as denúncias que eram comuns em Minas Gerais. 34;As Ansiedades Escatológicas: A Representação do Diabo e Seus Agentes na Imaginação Medieval." In: Alétheia - Journal of Studies on Antiquity and Medieval.

A Diocese de Mariana foi criada em 1745 pela Bula Condor Luis Artenae do Papa Bento XIV a pedido de Dom João V95, tendo seu primeiro bispo Dom Manuel da Cruz96 chegado à região em 1748. 34;Localização urbana em Minas Gerais no Século I XVIII: a colina do sagrado ao profano." In.: O TERMO DE MARIANA: História e documentação. Instalação do Bispado de Mariana e festas oficiais: aspectos de uma fonte documental." In: TERMI I MARIANA..idem, pp. 170-174.

Die distrik van die bisdom Mariana was verantwoordelik vir die kerklike distrikte Vila Rica, Rio das Mortes, Rio das Velhas en Serro Fino, Pitangui, Campanha, Aiuruoca, Tamanduá, Cuieté en die distrik Serro do Frio.

A Justiça no mundo moderno

  • Paradigma Estadualista X Paradigma Corporativista
  • A Justiça no Mundo Moderno
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  • O funcionamento da Justiça Civil

Este conceito, até então meramente descritivo, rapidamente assume a dimensão de um conceito normativo ou de uma ideia poderosa: O Estado deve ser separado da sociedade civil. Esse poder do povo não vinha da ação, mas do costume, da natureza, em que o direito era dado por Deus e podia ser delegado por meio de pacto com o soberano. Diogo de Vasconcelos, a partir de trabalho apresentado no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), demonstra a estrutura organizacional da Câmara e suas funções.

Por meio de uma análise marxista, Prado Junior buscou explicar as raízes econômicas do atraso brasileiro.121 Para melhor compreender o processo histórico brasileiro, sua leitura exigia um distanciamento para compreender a implantação da colônia portuguesa, pois os problemas decorrentes de um Brasil agroexportador seria fruto da "herança colonial", o que dificultaria a entrada do Brasil contemporâneo no capitalismo. A chegada dos portugueses ao Brasil é apenas parte de uma nova ordem de ocupação e povoamento, ou seja, apenas um episódio à parte de um todo, e é desse todo que se deve analisar. Para ele, esses funcionários estavam inseridos em uma complexa rede relacional em que eram concessionários de um cargo régio, por lealdade ao rei e seus interesses.

Assim, era preciso considerar também a escravidão e o capitalismo mercantil, razão pela qual concordava mais com a ideia de um Antigo Sistema Colonial proposta por Fernando Novais.

TABELA I: HIERARQUIA DA JUSTIÇA
TABELA I: HIERARQUIA DA JUSTIÇA

Pai Caetano e sua feitiçaria

A representação do excepcional

49 Contrapondo-se a esses estudos, Robert Chartier propõe uma forma de interpretar essas camadas sociais - no caso as de bruxos e juízes - mas sem criar um todo, ou seja, por meio do conceito de representação, esse autor defende que existem várias formas para interpretar um comportamento, não seguindo assim a metodologia implementada pela história das mentalidades que percebem o comportamento local, da comunidade como uma nuvem de ideias que segue todos os grupos sem se alterar.conceitos desenvolvidos por Chartier. Foram justamente as condições particulares encontradas nas sociedades que levaram o Brasil a criar as constituições do Arcebispado da Bahia como forma de dar conta do comportamento brasileiro, sem recorrer às constituições de Lisboa, que davam conta das realidades existentes na Europa. Em Itaverava, o garimpeiro português José Caetano foi atrás do curandeiro Mateus para que ele adivinhasse o mal que estava presente em sua equipe e causou a morte de vários negros140; estes são apenas alguns exemplos da busca por feiticeiros como forma de ir contra a própria feitiçaria.

A vigilância que se produziu na sociedade pode ser observada pelas denúncias de “boatos” que se tornam uma forma de instrumento de controle que serve de poder para os visitantes. Foi nesse momento, segundo Chartier, que a micro-história se consolidou; o campo de estudo dos motivos e estratégias que colocam uma determinada comunidade em ação. É preciso lembrar que o controlador visitante tinha uma forma própria de olhar para o criminoso, seus conceitos, o que pode afetar indiretamente sua redação ao denunciar o criminoso em questão.

Para Ginzburg, não há duas classes separadas que não troquem ideias, por isso a noção de circularidade é tão importante, demonstrando que “havia uma relação circular criada por influências mútuas, que se movia tanto de baixo para cima quanto de baixo para cima”. principal. até o fim".

Pai Caetano

Nestes dois casos, porém, antes da execução, eles nos avisarão, para que possamos ver a qualidade da pessoa e a maneira como tais coisas foram feitas, e com base nisso ordenar o que deve ser feito. E como entre os rústicos se usam muitos abusos156, como adoecer por silvão157 ou machieiro158 ou virgem lameira159, e assim usam a benção com uma espada que matou um homem ou que três vezes atravessou o Douro e o Minho, outros cortaram solas em árvores baforeiravye160, outros cortam seu latão161 em umbrais, outros colocam as cabeças de recepcionistas162, em ouro ou prata, ou outras coisas; outros proclamam o endemoninhado; outros pegam as imagens dos santos junto à água e ali fingem jogá-las com ela, e garantem que se a certa altura os ditos não lhes derem água ou qualquer outra coisa que puderem, jogarão a dita imagem no água, outros viram pedras e jogam na água para a chuva; outros lançam uma peneira163, outros alimentam o bolo para descobrir um roubo; outros têm mandrágoras164 em suas casas, com a intenção de que por meio delas haja favor dos senhores ou haja lucro nas coisas em que se ocupam; outros derramam água sobre a cabeça de um cachorro, para obter um pouco de lucro. Em 9 de março de 1791, na cadeia pública de Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto, o tabelião juntamente com o Capitão Juiz Ordinário foram examinar os bens e o que foi encontrado na posse do negro Caetano da Costa no Casa. do Taquaral dessa mesma aldeia.

58 crucificado em latão em cruz de madeira de meio côvado = figura de barro de meio corpo que parecia Moira [Moor?] = dois cavalos-marinhos, um com cinco reis de cobre amarrados por uma corda em volta do pescoço, o outro com um dente de onça = uma pedra que é como o mármore = uma colher de prata e seu brilho, que ao todo pesa quatorze oitavas e meia = dois cacos engraçados meio cinzas = um toco de vela = cinco cartelas de fios de saltério = um, digo três navalhas, = uma flauta [?] palheta167. Todos os objetos negros de Caetano estavam na posse de um carcereiro da cadeia pública, Manoel Pacheco Ferreira, que estava sujeito às leis de um fiel guardião168 e foi advertido a não falar sem ordem judicial. Nesse sentido, Caetano da Costa se dedicava à produção de patuás e bolsas, com a pele de um animal que se assemelha a um lagarto.

Quanto aos objectos de origem cristã, temos várias relíquias, duas Verónicas em cobre, revistas com várias imagens, um pergaminho com o registo de São Francisco, incenso, uma oração, cruzes, uma imagem de Nossa Senhora crucificada, uma oração de São Caetano, um livro encadernado intitulado Triunfo Eucarístico, representando o Senhor crucificado em cobre em uma cruz de madeira de meio palmo de comprimento, uma pedra semelhante ao mármore, possivelmente a pedra do altar da igreja, conhecida como Pedra d'ara e uma vela romba.

GRÁFICO I: DENÚNCIAS NAS MINAS SETECENTISTAS
GRÁFICO I: DENÚNCIAS NAS MINAS SETECENTISTAS

As Testemunhas

Disse que residia na freguesia de São Bartolomeu, onde também residia o arguido, e que a opinião pública era de que era feiticeiro e estelionatário. Disse ter ouvido dizer publicamente que o negro Caetano, que morava na casa do padre José Francisco Ferreira de Noronha, no Alto da Cruz, era feiticeiro. O capitão Luís Pinto da Fonseca Ribeiro, branco morador da Rua do Padre Faria nesta vila, que vive do garimpo, de 41 anos, disse que conhecia os negros há oito ou dez anos e sempre ouvira dizer que os negros eram apelidados de mágicos ou calunduseiro, e ainda, Pai Caetano anda por aí dizendo que costuma trazer boa sorte e é curandeiro de várias doenças, e também dança várias danças chamadas calundus.

Ele disse que há três anos um negro, Caetano, se mudou para a casa ao lado dele e por isso presenciou sussurros, batuques à noite, dizendo que era um baile chamado calundu, que várias pessoas foram ver. No oitavo depoimento, Miguel do Rosário, de 27 anos, forro crioulo, morador do Caminho Novo do Alto da Cruz e vivendo de suas vendas, disse que conhecia o negro Caetano há sete anos e o ouviu xingá-lo publicamente . como um mago mágico e enganador. A testemunha disse que viu, e por ser público, que Caetano tinha fama de feiticeiro enganador e de maus costumes, praticava calunda, sem sujeição e obediência à Igreja, pelo que foi excomungado.

Disponível em http://www.historia.fflch.usp.br/sites/historia.fflch.usp.br/files/CALUNDU_0.pdf. Disponível em http://www.abralic.org.br/anais/cong2008/AnaisOnline/simposios/pdf/024/ANDRE_PEREIR A.pdf. Disponível em http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&output=search&sclient=psy-.

Analise do discurso

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TABELA I: HIERARQUIA DA JUSTIÇA
TABELA II:  Práticas  mágicas nos foros Civil, Eclesiástico e Inquisitorial em Vila Rica  entre 1748-1800
GRÁFICO I: DENÚNCIAS NAS MINAS SETECENTISTAS

Referências