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Academic year: 2023

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Análise da efetividade do IPTU progressivo ao longo do tempo no município de Maringá-PR / Anderson William Pereira;. O objetivo desta pesquisa é analisar a efetividade do IPTU progressivo ao longo do tempo, utilizado no município de Maringá-PR.

JUSTIFICATIVA

O segundo capítulo discute o estatuto da cidade, em relação às diretrizes progressivas de aplicação do IPTU, bem como sua relação com a função social da propriedade. Neste contexto, este estudo buscou analisar a efetividade do IPTU no município de Maringá, levando em consideração a legislação e sua relação com a função social da propriedade.

OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICOS

Objetivo geral

Com a forte pressão social pelo acesso à propriedade liderada pelos movimentos de reforma urbana, a Constituição Federal de 1988 deu novos contornos à discussão e com o surgimento da Lei Urbanística 10.257, que regulamentou e possibilitou aos municípios a utilização dos instrumentos da Carta Magna . , em seu capítulo sobre política urbana, que visa democratizar o acesso à propriedade, tomando como base a função social da propriedade. Com a criação desses importantes instrumentos políticos urbanos, o IPTU progressivo ao longo do tempo, parcelamentos de PEUC ou sanções obrigatórias de construção e desapropriação, que têm potencial para cumprir a função social da propriedade.

Objetivos específicos

O uso combinado com outros instrumentos municipais de políticas públicas pode contribuir significativamente para o pleno desenvolvimento das cidades e para o bem-estar social. Analisar a lei utilizada no município de Maringá quanto à sua eficácia na constatação da função social da propriedade. Neste capítulo, discutiremos brevemente o direito urbanístico e suas peculiaridades como norma de importância social.

O objetivo deste trabalho não é aprofundar a aplicação do byrite, mas explorá-lo de forma inicial e relacioná-lo com o objetivo desta pesquisa, que é a análise da eficácia da progressividade do IPTU como instrumento . da ordem pública em relação à função social do imóvel no município de Maringá.

ORIGENS DO DIREITO URBANÍSTICO

Para este trabalho consideraremos o direito urbano em seu aspecto normativo, conforme Silva (2010, p.. O direito urbano objetivo consiste no conjunto de normas que visam organizar os espaços habitáveis, a fim de melhores condições de vida dos homens na comunidade “Para estabelecer diretrizes de uso e habitação e na busca do pleno desenvolvimento social e ambiental da sociedade, a aplicação de políticas públicas adequadas ao combate aos problemas urbanos visa, portanto, enfrentar a constante evolução dos problemas urbanos.

Assim, a regulação do uso do solo, da habitação, do saneamento, da infraestrutura são desafios que a legislação urbana tem enfrentado na busca pelo bem-estar social.

SURGIMENTO DAS CIDADES

Portanto, à medida que a cidade se desenvolve, traçar um paralelo com a legislação urbanística, na busca por regular o desenvolvimento da cidade. Podemos, portanto, constatar que a sua evolução tem ocorrido de forma gradual, lenta e de acordo com as necessidades da sociedade, pois à medida que evolui, os problemas tendem a tornar-se obstáculos à administração pública. Portanto, podemos concluir que à medida que as cidades se desenvolvem, sempre encontrarão situações que atendam às necessidades da população.

Portanto, a sua regulamentação é necessária para garantir o seu desenvolvimento de forma ordenada e sustentável, garantindo o acesso à cidade para todos.

O INICIO DA PROPRIEDADE NO BRASIL

E que as aglomerações urbanas só se desenvolveram espontaneamente no Litoral, em decorrência do tipo de economia predominante, voltada para o comércio exterior, até o ciclo do café.” Assim, eram distribuídas pela coroa, por meio de sesmarias, ou muitas vezes assumidas de forma clandestina, visto que as expansões territoriais facilitaram a prática desse tipo de propriedade. Segundo Ferreira3 (2005), as cidades brasileiras são o retrato de uma colonização que sua riqueza é distribuído de forma desigual e limitado a uma classe privilegiada.

A Constituição alterou significativamente os padrões até então, pois mesmo a regulamentação e a alocação comercial envolviam alguma restrição de acesso, contribuindo para a segregação socioespacial ainda no início da colonização brasileira.

O FENÔMENO DA URBANIZAÇÃO E SUA RELAÇÃO COM A

34; A Lei de Terras de setembro de 1850 transformou-a em mercadoria, nas mãos de quem já possuía a "lettra sesmaria" ou prova de ocupação "pacífica e indiscutível", e da própria Coroa, oficialmente dona de todo território fundiário. ainda não ocupada e que desde então passou a realizar leilões para sua venda." Muito ativas na década de 1970, essas organizações, conhecidas na época como movimentos sociais urbanos, uniram-se a entidades representativas de determinadas categorias profissionais, como arquitetos, engenheiros, geógrafos e sociais. trabalhadores, formou, na década de 1980, o Movimento Nacional pela Reforma Urbana (MNRU) com o objetivo de lutar pela democratização do acesso a boas condições de vida nas cidades brasileiras”. Semeadas por debates e embates, as ideias da reforma urbana ganharam corpo conceitual e maior consistência política no âmbito da Assembleia Nacional Constituinte, eleita em 1986, cujo regulamento previa não apenas a realização de audiências públicas, mas também permitia a apresentação de iniciativa popular. propostas.

Dessa forma, a reforma urbana no Brasil foi realizada por movimentos sociais que buscavam a implementação de políticas públicas, que contribuíssem para que houvesse igualdade de acesso à moradia e condições básicas para que as classes desfavorecidas tivessem mais acesso à propriedade.

O ART. 3º DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº29/2000

Mukai (2001) levanta uma questão interessante, que nos leva a uma análise temporal, que pode ser observada, na questão da medida adotada pela constituição, que careceu de regulamentação somente após intenso debate sobre o assunto, pode ser adotada mais depois e após a adoção da carta da cidade. 34; o projeto de lei que acabou virando Estatuto da Cidade não foi originado por um parlamentar que fosse arquiteto, urbanista, advogado, geógrafo, sociólogo, economista, assistente social, ou que tivesse sido líder de movimentos populares pró-habitação, muito menos ele, era empresário ou ligado ao capital imobiliário. Após contínuos debates e diversas modificações, finalmente garantiram a aprovação da referida emenda constitucional, legitimando o texto através da emenda 29/2000, que garantiu a prerrogativa do município quanto à possibilidade de uso da progressividade e garantida por regulamentação através do estatuto da cidade .

Através da emenda popular 29/2000, pela qual a Constituição Federal foi atribuída em seu correspondente artigo 156, I, no qual trouxe a possibilidade de alíquotas variáveis, que posteriormente surgiram como estatuto da cidade jurídica.

IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO (IPTU)

Discutiremos o contexto normativo em que se baseia a função social da propriedade e seu desenvolvimento histórico. 10.257 de 2001, na qual formulou regulamentação para que os municípios revissem ou alterassem a legislação vigente, a fim de possibilitar a implementação de instrumentos destinados ao cumprimento da função social da propriedade. Portanto, o foro acima reservado aos municípios e ao Distrito Federal (DF) é facultativo, cabendo aos entes acima mencionados o uso e a finalidade do imóvel.

Outra modalidade seriam os imóveis sem uso considerados imóveis em que existam edificações, mas que não atendam ao mínimo necessário para cumprir a função social do imóvel.

FATO GERADOR

O IPTU tem em seu destaque uma vantagem fiscal e extrafiscal, está atrelado à ideia de arrecadação, ou seja, apenas como intermediário da arrecadação. Como intermediário da administração, pode incentivar ou desestimular determinada região da cidade, área em que se forma a zona da cidade. Isto significa que o não cumprimento dos requisitos do artigo 32 do Código Tributário Nacional, o cumprimento do zoneamento resultará em irregularidades e, em muitos casos, poderá ser cobrado o Imposto Territorial Urbano (ITR)11.

Embora se defenda que a sua aplicação em relação à propriedade, a progressividade tende a ter um carácter confiscatório, embora não seja este o seu objectivo em que procura contribuir para a regulação de políticas públicas que visam a função social da propriedade juntamente com as necessidades comunais, também respeitando o meio ambiente.

FUNDAMENTO DA PROPRIEDADE

2. São proibidas ações que não tragam conforto ou benefício ao proprietário e sejam motivadas com a intenção de prejudicar terceiros. 3. A coisa pode ser confiscada ao proprietário, nos casos de expropriação, por necessidade pública ou benefício útil ou social, bem como nos casos de requisição, em caso de perigo público imediato. 4. A coisa pode ser confiscada ao proprietário ainda que o bem requerido ocupe uma grande área, esteja na posse de um grande número de pessoas há mais de cinco anos, de forma contínua e de boa fé, e tenham realizado obras conjunta ou separadamente e serviços que o juiz considere de significativa importância social e económica.

De acordo com o referido artigo 122.814 do Código Civil, que determina de que formas é garantido o direito de propriedade, o referido artigo explica que esse direito não tem caráter absoluto, pois elenca situações em que o imóvel deve respeitar as normas de natureza social, o meio ambiente e sua finalidade em termos de interesse social.

PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA

Como podemos perceber, o referido princípio, orientado pela Constituição Federal, atribui personalidade, ou seja, levando-se em conta a capacidade financeira do contribuinte, ou seja, dependendo do patrimônio e do poder aquisitivo do contribuinte, poderá ou não poderá ser atribuído caráter tributário ou adicional-fiscal. 34; A progressividade é uma técnica de tributação pela qual o montante do imposto devido é medido utilizando uma escala de taxas noutra escala interligada, geralmente com base na maior ou menor divulgação da capacidade de pagamento de contribuições. Dado que a progressividade enquanto técnica de tributação desempenha um papel de extrema importância na regulação e aplicação das políticas públicas, a observância do princípio da capacidade dos entes municipais pagarem contribuições, se devidamente aplicado, reduz as distorções fiscais e cria assim um certo equilíbrio na economia. relação entre entidades municipais, sendo o contribuinte o proprietário imóvel.

Trataremos agora dos instrumentos previstos na Constituição Federal, que visam buscar a regulamentação e a utilização da propriedade urbana para o cumprimento da função social da propriedade.

PARCELAMENTO, EDIFICAÇÃO OU UTILIZAÇÃO DE COMPULSÓRIOS

A política de desenvolvimento urbano implementada pelo governo municipal, de acordo com as diretrizes gerais estabelecidas em lei, visa organizar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar dos seus habitantes. 34; A obrigação de subdividir, construir ou impor o uso imposta pelo governo aos proprietários de imóveis urbanos só pode ser sustentada com base em uma concepção de direitos de propriedade sujeitos a uma política pública que lhe imponha o cumprimento de uma função social. Esta obrigação obrigatória, que é imposta pela Câmara Municipal aos proprietários de imóveis urbanos, assenta num conceito social funcional, segundo o qual o direito de propriedade não pode ser exercido exclusivamente para satisfazer os interesses individuais do proprietário, sem ter em conta o interesses do coletivo. ".

Partindo do pressuposto da função social da propriedade, os PEUCs têm sido utilizados pelos municípios para contribuir para a efetividade da função social da propriedade, embora sejam definidos por lei, desde a constituição de 1988 e regulamentados pela promulgação do estatuto da cidade. , e sai na frente o município de Maringá, importante localidade do norte do Paraná, que é uma das duas cidades que utilizam o PEUC.

A PROGRESSIVIDADE DO IPTU

A progressividade do IPTU, segundo instrumento na ordem dos instrumentos orientados pela Constituição Federal e objeto de nossa pesquisa, embora os municípios em geral utilizem pouco de sua importância para o ordenamento jurídico, Maringá tem sua utilização como uma das pioneiras no Brasil do seu uso. Ressalte-se que o IPTU progressivo ao longo do tempo tem caráter regulatório quanto à sua utilização, o que impõe alíquotas progressivas ao proprietário para que ele possa destinar adequadamente o imóvel. Aliada à utilização de áreas estratégicas, sua utilização ganha eficiência e eficácia, pois o poder público deve definir em seu plano diretor quais áreas e como serão tratadas para melhor estruturar o desenvolvimento urbano.

Ainda não foi implementado pela portaria, pois sofre imprevistos que impedem sua implementação e assim deixam o conjunto de instrumentos com certa fragilidade devido à sua ineficiência em termos de desapropriação de terras para cumprimento da função social da propriedade.

LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL 632/2006

PLANO DIRETOR

A lógica urbana adotada pelo plano diretor da cidade de Maringá sofreu sua primeira alteração com revisão aplicada em 2010. As mudanças trazidas pela mudança do plano diretor municipal, o aumento do seu coeficiente de aproveitamento, a transformação da macrozona . No que diz respeito à utilização de seus instrumentos de política pública, que prevêem o uso de parcelamento, construção ou uso de sanções coercitivas e desapropriativas utilizadas pelo município de Maringá, o plano diretor se afasta da lógica urbana como mecanismo de implementação de recursos públicos. políticas destinadas a contribuir para o acesso ao imobiliário.

A aplicação do estatuto da cidade foi examinada como diretrizes orientadoras da aplicação dos instrumentos de política urbana da constituição federal e por fim analisa a aplicação do plano diretor como padrão para a aplicação das políticas do governo municipal, analisando a eficácia das políticas progressistas . impostos sobre a propriedade ao longo do tempo, juntamente com as outras ferramentas da Carta Magna.

Referências

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Tem como objetivo refletir sobre a assistência prestada à gestante de baixo risco, durante o pré-natal na Estratégia Saúde da Família, assim como detectar os principais