11 As alternativas ao consumismo estrito, um dos motivos da insustentabilidade ambiental, foram analisadas no Capítulo 2 por Nádia Bernuci a partir de um estudo de caso com uma rede de consumo responsável, cuja estratégia de compra conjunta de produtos agroecológicos remete à avaliação do meio ambiente e da saúde. questões, mas também a cooperação coletiva, a voz das mulheres e a criação de laços de confiança entre produtores e consumidores. A mudança de valores também é discutida por Carl Mota no capítulo 3, mas do ponto de vista da reciclagem do lixo. No capítulo 4, Érica Quadros coloca o tema da ética animal em um contexto informacional, refletindo sobre o conflito das narrativas informacionais que as corporações utilizam no sistema capitalista para vender seus produtos em meio à desinformação que afeta o consumidor.
Wladmir Motta começa com a crise ecológica global no Capítulo 5 para discutir o processo de criação e adoção de inovações ecológicas no âmbito da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), cada vez mais adotada para determinar os impactos ambientais de um projeto, produto/serviço, desde a origem até a disposição final. A inovação ecológica também é discutida no Capítulo 6 por Narjara Xavier, que enfoca a agricultura de pequena escala, particularmente aquela relacionada à produção agroecológica, utilizando o Serviço Brasileiro de Resposta Técnica (SBRT) como instrumento de pesquisa. O artigo de Patrícia Prado no capítulo 7 discute a criação de conhecimento e o processo de inovação sob a perspectiva de sistemas, com foco em organizações baseadas em projetos, onde ela identificou as restrições associadas ao processo de inovação dentro da empresa.
Mantendo o foco no processo de inovação, André Quadros no Capítulo 8 explora o desenvolvimento de planos de contingência em relação aos processos de aprendizagem organizacional, inovação e comunicação de risco em resposta a uma emergência de usina nuclear. Por fim, no Capítulo 9, Rodolpho Rangel analisa a incubadora "RJ Criativo".
1 QUESTÕES AMBIENTAIS
Como a Agnotologia pode ser inserida no contexto do regime de informação e gestão ambiental da IES. Considerando o contexto do Regime de Informação em que se inserem os membros da RFEPCT, procurou-se identificar os principais elementos desta estrutura (Figura 5) que representam: (i) atores sociais; (ii) dispositivos de informação; (iii) artefatos de informação; (iv) ações/práticas de informação institucional. A elaboração de uma proposta de Agenda Ambiental não é uma tarefa trivial, não só pela complexidade de suas interações no Regime de Informação a que está submetida, mas também pelas peculiaridades que caracterizam as IES.
Neste sentido, a partir da recolha de dados e análise dos resultados obtidos na investigação sobre o Regime de Informação e sustentabilidade ambiental no RFEPCT e dos referidos pressupostos, foram identificados elementos relevantes - tanto na sua envolvente interna como externa - para a construção de um Agenda Ambiental. Ao analisar o conceito de 'regimes de verdade' – conjuntos ordenados de proposições, instituições e disciplinas que organizam e controlam discursos, impondo estratégias de manutenção do poder, por meio de uma política universal de verdade sujeita a disciplinas e sanções normatizadoras – é possível compreender as limitações do regime de informação. A sustentabilidade ambiental e o regime de informação... se este é o primeiro passo para a consolidação de uma Agenda Ambiental integrada da RFEPCT que seja capaz de promover encontros, interacções entre os seus membros com vista à construção de uma cultura institucional comprometida com a sustentabilidade ambiental, social e direitos transparentes.
Sustentabilidade ambiental e sistema de informação -layrargues/. LÉNA, Philippe; ISSBERNER, Liz Rejane. Além disso, a conexão entre os participantes também se dá por meio dos recursos das tecnologias de informação e comunicação (TIC). Neste estudo, uma rede de informação entre dois núcleos de ER foi mapeada para compreender a dinâmica da informação e do conhecimento.
O sistema de opressão e exploração de animais humanos e não humanos é amplamente sustentado pela falta de informação qualificada.
2 ECOINOVAÇÕES
No questionário nacional, o objetivo foi entender o estado da arte da ACV no Brasil e buscar entender suas limitações e oportunidades. Além disso, buscou esclarecer se a pegada está sendo utilizada e quais são as expectativas para sua utilização no Brasil, e se pode ser considerada como uma forma de promover a disseminação e maior utilização da LCA no Brasil. Outra visão que, embora compartilhada, tinha dimensões distintas estava relacionada ao uso da ACV como subsídio para P&D e também para a inovação.
Para o público internacional, esta atitude e uso da LCA é mais evidente com 31,73% das indicações em relação ao último lugar para os entrevistados nacionais (14,82%). Outro fator importante mencionado foi a preocupação dos entrevistados internacionais com questões relacionadas ao alcance da ACV na cadeia de valor da qual a empresa faz parte e com avaliações que utilizam ferramentas de categoria única, como pegada de carbono e pegada hídrica. . Ainda dentro dessa perspectiva, quais são as razões para usar a ACV e quais os benefícios que ela traz, a pesquisa de campo investigou os principais impactos ambientais avaliados nos estudos de ACV, onde a pegada de carbono, o consumo de energia e o consumo de água são os impactos mais discutidos e elaborados na ACV . estudos.
Nesta subseção, os grupos de questões que embasaram esta análise e discussão estavam relacionados às mudanças promovidas nas empresas após o uso da LCA e inovação e LCA. Aqui, é importante ressaltar a utilização da ACV como ferramenta de avaliação e comparação, o que também foi apontado na pesquisa e é uma das funções inerentes à metodologia, conforme enfatizado na literatura. Também esteve em pauta a utilização da LCA como metodologia para comprovar o desempenho ambiental das inovações.
Ambos os temas foram propostos e avaliados como potenciais direcionadores para o uso da ACV no Brasil ou em países onde a metodologia ainda é pouco difundida e utilizada. No Brasil, a visão negativa também pode estar relacionada ao menor envolvimento do público com as questões ambientais, problemas relacionados ao entendimento do público sobre as informações que serão veiculadas por meio da rotulagem e também à menor divulgação e uso do selo LCA no país. Os comentários recebidos indicam que o uso de rótulos poderia de fato contribuir tanto para uma maior utilização da ACV quanto para a difusão da ideia da abordagem do ciclo de vida, mas tal conquista não necessariamente contribuiria para um melhor entendimento da população local . sociedade sobre o impacto ambiental dos produtos que consomem.
A proposta de usar a pegada de carbono como precursora da LCA foi aceita pela comunidade internacional de pesquisa/especialistas com aprovação de 73,20% dos entrevistados, com uma preocupação de 15,46% dos entrevistados sobre uma possível perda de percepção das vantagens de usar o Metodologia LCA. Outra questão em relação ao uso da pegada de carbono como primeiro passo na implementação da LCA é que essa metodologia, principalmente pelos resultados e compromissos assumidos pelos países participantes da COP 21, tende a ser mais utilizada e eventualmente onerada. , inclusive jurídicos. , nesses países. Assim, o presente estudo sugere que a pegada de carbono seja considerada uma metodologia a ser utilizada como precursora dos estudos de ACV nas empresas brasileiras, fator que tende a facilitar uma implementação abrangente da ACV no Brasil.
Proposta do processo de implementação da pegada de carbono e posterior implementação da LCA em empresas nacionais; Estudos e propostas de treinamento para empresas sobre os benefícios da utilização da LCA em termos de impactos relacionados à emissão de gases de efeito estufa, consumo de energia e água;
3 INOVAÇÕES
A Engenharia da Petrobras organiza o processo de lições aprendidas em três fases principais: (i) coleta; (ii) análise; e (iii) divulgação. O processo de inovação na Engenharia da Petrobras envolveu dois tipos de inovação, que para esta pesquisa foram categorizados como inovação compulsória e inovação opcional. O processo de gestão da inovação na Petrobras Engenharia tem etapas, características, atribuições e responsabilidades claramente definidas.
As evidências mostram que estruturas e processos de governança precisam ser desenvolvidos para a difusão da inovação. Com o objetivo de captar a percepção de parte da população sobre o Plano de Emergência, o questionário serviu de base para a obtenção de uma espécie de indicador que contribuiu para pensar o processo de comunicação entre o sistema de planejamento emergencial e a população local. Essas dimensões da aprendizagem são observadas na dinâmica evolutiva do plano de contingência da CNAAA por meio da implementação, uso, interação, adaptação e falha, práticas que evidenciam a transversalidade da aprendizagem organizacional no sistema de planejamento de contingência.
É fato que as organizações participantes em suas áreas de atuação têm ao longo do tempo impulsionado e influenciado a dinâmica evolutiva do sistema de emergência da CNAAA. Para melhor compreender o processo de comunicação de risco entre o sistema de emergência da CNAAA e a população local, representada pelos moradores e trabalhadores da Praia Vermelha, são identificadas as percepções que essa população tem sobre alguns aspectos do plano de emergência. Como você avalia o nível de conhecimento técnico das organizações que atuam nas medidas emergenciais previstas para sua localidade?
72% percebem as organizações participantes do Plano de Emergência como tendo um nível de conhecimento técnico bom ou muito bom. Gostaria de apresentar propostas de melhorias para as ações do Plano de Emergência previstas para sua localidade. Ao compreender a importância dos processos de aprendizagem organizacional, inovação e comunicação de riscos na construção da trajetória evolutiva do Plano de Emergência da Usina Nuclear Brasileira, foi possível identificar e compreender a relação entre esses processos e sua importância na dinâmica de aprimoramento do planejamento de emergência, permitindo a apresentação final de um modelo sistematizado e integrador (Figura 1).
Acredita-se que o processo de aprendizagem e inovação organizacional esteja no cerne do próprio sistema emergencial por meio das ações das organizações participantes. O processo de comunicação do risco, no modelo proposto, dá-se, assim, na relação, no estabelecimento de fluxos bidirecionais de informação, entre o sistema de emergência e a população potencialmente afetada pela inovação apresentada. Durante a pesquisa, foi possível observar uma trajetória de desenvolvimento gradativo no processo de comunicação de risco no plano de emergência da CNAAA, onde ações foram realizadas desde a década de 1980.
Por fim, é importante reiterar a importância dos processos de aprendizagem organizacional, inovação e comunicação de riscos para o sistema de emergência nuclear, valorizando a participação e cooperação dos atores envolvidos, o que inclui a população potencialmente afetada em caso de emergência nuclear. A aprendizagem organizacional foi observada como um facilitador dos fluxos de informação e uma vantagem para a empresa no processo de incubação.