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Arte e Culturas na Escola

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Academic year: 2023

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Tocar e trocar música: alunos e professores do Colégio Pedro II e intercâmbios culturais entre Brasil e Espanha 127 Inês de Almeida Rocha. O trabalho do grupo foi apresentado na II Mostra de Iniciação Artística e Cultural do Colégio Pedro II.

Figura 1 - Peça Tubarões Voadores no Parque de Madureira
Figura 1 - Peça Tubarões Voadores no Parque de Madureira

Os arranjos vocais

Além dessas ações comuns aos dois bolsistas, eles também desenvolveram habilidades específicas para cada um. Dessa forma, um dos alunos trabalhou mais na criação dos arranjos e na direção do grupo, e o outro se preocupou mais em organizar o conjunto e acompanhar as músicas cantadas pelo coral no teclado.

A regência coral

Em um ambiente onde a leitura tende a ser o fracasso programado de um encontro cujas vítimas são o texto e o leitor, a mudança de foco – do ensino da literatura para a leitura literária – parece particularmente promissora. À medida que a obra atua no leitor, ele atua nela; mas, ao contrário da obra alienante, é uma obra significativa – não só porque produz sentidos, mas porque implica uma apropriação do texto pela subjetividade do leitor. Os trabalhos do 3º trimestre de 2015 iniciaram-se com a leitura e discussão em aula de um fragmento do romance, em fragmentos, Eles são chues, de Luiz Ruffato: o capítulo intitulado “Aquela mulher”.

Alguns elementos desta realidade urbana que se destacam: o calor; o assassinato do homem anônimo que queimou sob os arcos; travestis; imigrantes nordestinos; violência "caveirão" (carro da polícia) na frente de um espoliado. O primeiro passo para a construção do conhecimento é baseado na cisão, ou seja, no questionamento. Caminho traçado percebemos a necessidade de um embasamento teórico sobre o assunto que tomamos como questão.

Figura 3 – O aluno Felipe Pissurno acompanhando o coro ao teclado
Figura 3 – O aluno Felipe Pissurno acompanhando o coro ao teclado

A Entrevista com o grafiteiro Márcio Bunys

A experiência com a produção autônoma, experimental e coletiva de curtas-metragens de animação no âmbito das atividades e conteúdos das aulas de artes durante os quatro anos de aulas regulares do ensino fundamental da rede pública municipal1 abriu um caminho profícuo para a atuação de uma professora de Educação primária. Esta iniciativa foi significativa porque ocorreu num ano de advocacia urgente para assegurar o ensino das artes no ensino básico, para evitar mal-entendidos e retrocessos na criação do novo currículo comum nacional e na reforma do ensino secundário3. Conforme aponta a professora, pesquisadora do ensino de arte e arte na educação (Arte/Educação), Ana Mae Barbosa (2002), a importância da arte na escola é tanto para o desenvolvimento da percepção, imaginação e inteligência racional.

4 No CPII, a disciplina de Artes Visuais está presente no currículo até o primeiro ano do ensino médio.

O ciclo inicial do NEPA

Piaget (1973), lógico-matemático, até porque na animação os conceitos de ordem e sequência estão sendo operados na divisão do tempo e do movimento. A linguagem da animação muda de operativa para figurativa e de figurativa para operativa, sempre operando com conceitos de tempo, movimento, ação e proporção. A ideia de emancipação intelectual, aplicada à relação entre o mestre e o aprendiz, estabelece-se como o fio condutor da crítica ao estado problemático do espectador, ou como o autor chama, o paradoxo do espectador.

A relação entre assistir e fazer filmes de animação levanta a questão da relação entre o espectador (aluno e professor) e a arte.

Espectadores-realizadores

No processo de aprendizagem dos princípios básicos da animação, um dos alunos pesquisou e encontrou um vídeo com animações explicativas sobre cada um desses princípios, trazendo a descoberta para compartilhar com o grupo – situação de pesquisa que também evidencia o processo de libertação. , sobre o qual o filósofo e professor Jacques Rancière discorre em O Espectador Emancipado (2010). Segundo os diretores do Anima Escola, projeto idealizado pela equipe do festival internacional de animação brasileiro Anima Mundi, a linguagem da animação deve estar presente nas escolas como fonte de conhecimento e não apenas como recurso didático que capacita professores e alunos . encontrar novas formas de expressão e conhecimento que os ajudem a viver na sociedade moderna, marcada fortemente pela presença do audiovisual7. As fronteiras do campo de conhecimento das artes visuais são maleáveis, com uma membrana permeável para fluxos e diálogos constantes com outros campos do conhecimento.

Considera-se que em um projeto de iniciação artística e cultural, a partilha se dá no microespaço social, o colégio, que pode ou não ter espaço de extensão para isso, mas o comum, neste caso, é tanto o aprendizado de uma língua arte – cinema de animação – assim como o espaço escolar e as práticas de iniciação artística audiovisual ainda reservam a exclusividade do papel e das atividades que cada aluno realiza nessa partilha, bem como a exclusividade do conhecimento (dos signos). e linguagem ) em cada uma das áreas acionadas e relacionadas.

Pequenos Frames

A pesquisa também foi direcionada ao desejo de ampliar essa rede de conhecimento compartilhado fora do Campus Centro, estabelecer diálogos pedagógicos e artísticos com outros projetos de animação do Colégio Pedro II, e nesse sentido buscar parcerias com projetos audiovisuais de outras instituições públicas. Educação. Resumo: Pretendendo ser um registro e uma reflexão crítica ao mesmo tempo, este texto se debruça sobre um projeto interdisciplinar de leitura e dramatização que existe há 25 anos no Colégio Pedro II. E também a pesquisa pioneira do brasileiro Luiz Machado sobre o cérebro, a cognição e a inteligência límbica, intuitiva - que forma a base para sua defesa de uma teoria da grande inteligência, da qual a inteligência racional seria uma parte menor ou inferior.

Mas principalmente com base na certeza de que a arte – especialmente a arte da palavra e a formação literária – pode ser um dos mais frutíferos caminhos de luta em prol de uma Educação para a transformação pessoal e social.

Figura 4 - Desenhos para a vinheta de “Sonhos de uma manhã de verão”, roteiro  adaptado de Sonho de uma noite de verão, de William Shakespeare
Figura 4 - Desenhos para a vinheta de “Sonhos de uma manhã de verão”, roteiro adaptado de Sonho de uma noite de verão, de William Shakespeare

Refletindo a práxis: senti-la?

A criação de arte é, portanto, baseada nesse viés crítico, que é ainda mais claro para nós hoje do que era então. Esta vivência no projeto, aqui brevemente registrada, levou-nos finalmente à constatação de que estes jovens respondem muito bem à intervenção através de afeto e atenção plena, e muitos têm grandes dons, paixões e talentos para dar. ao serviço do coletivo, mas para despertá-los ou ter sucesso, eles requerem uma pedagogia mais individualizada do que aquela cujo objetivo é uni-los todos em um. A ideia de que a experiência subjetiva molda a realidade tanto ou mais do que a experiência objetiva; que isso não se limita realisticamente ao que pode ser tocado, medido ou quantificado com os instrumentos de algum materialismo científico; a noção de cidadania planetária11 como perspectiva capaz de superar o egocentrismo e o etnocentrismo e dar um passo em direção a visões de mundo ainda mais amplas12; a ideia de que trabalharão juntos pode vencer a concorrência; a ideia de que existe uma interconexão entre tudo e todos em nossa existência: o que acontece com um ser afeta todos os outros na Terra em maior ou menor grau; a noção de que a cultura e a arte em particular são fenômenos verdadeiramente interdependentes; a ideia de que as narrativas e ideologias dominantes, apesar de seu caráter de discurso hegemônico, representam apenas visões de mundo e, como a própria história oficial, podem ser questionadas; a noção de que a literatura, apesar das suas óbvias peculiaridades, não é um objecto estético isolado, mas sim um discurso verdadeiramente polifónico e, por isso, privilegiado porque traz no seu seio a multiplicidade de vozes da sociedade que a ajuda a fazer nascer; a noção de que através da literatura e seu simbolismo abordamos o patrimônio imaterial da cultura humana, tocamos os aspectos profundos da psique, as dimensões transcendentes ou, por assim dizer, as dimensões espirituais do ser - como maiores ou mais participantes de nosso ser e ser. neste mundo como a materialidade mais elogiada em nossas sociedades pós-modernas.

Ao contrário, a Literatura apresenta sua própria versão do processo histórico, do qual participa justamente ao integrar a ele essa versão de si mesma.

Praticando a reflexão - atravessá-la?

Na obra A morte de uma disciplina, o já citado Spivak, além de 'desterritorializar' a literatura, apostando na criação de pontes e passagens de fronteira, propunha um projeto utópico de 'solidariedade e planetidade', no qual defendia um mundo novo ordem, na qual o individualismo das eras da globalização foi "deslocado" para noções permeáveis ​​de cidadania planetária e coletividade. Concluídas estas fases, passamos à parte mais propriamente teatral e artística da criação, em que, a partir da distribuição e escolha da “fala” de cada elemento do grupo que opta por atuar em palco, criamos um significado visual compomos para o que dizemos e cantamos, através da construção de uma espécie de fio condutor e/. Em consonância com essas reflexões, o projeto Fazer Arte tem buscado oferecer caminhos dentro de uma pedagogia sistêmica28, sinérgica, mais marcada por algo justamente por seu compromisso com a inclusão, evitando a disjunção e a desqualificação, mesmo daquilo que veio “antes”. ' ou existe 'oposto'.

Hoje, por exemplo, estamos em meio a uma indiscutível "Reforma do Ensino Médio" - que visa retirar direitos dos alunos, eliminar conteúdos, aligeirar ou superficializar - e projetos autoritários como "Escola sem educadores passivos, transformados em reprodutores acríticos de mensagens insignificantes e irrelevantes para a vida de seus alunos.

Figura 1 - Ensaio do Grupo Fazendo Arte para o espetáculo Sobre mim e ti: além de  nós, de Oz e do arco-íris
Figura 1 - Ensaio do Grupo Fazendo Arte para o espetáculo Sobre mim e ti: além de nós, de Oz e do arco-íris

A viola e seu sucessor, o violão

Resumo: O objetivo deste artigo é apresentar o percurso e o panorama das oficinas de violão realizadas no Colégio Pedro II no Espaço Musical e no Campus I, ambos no Complexo de São Cristóvão. Aspectos do violão clássico e do violão popular se complementam ao invés de serem mutuamente exclusivos. O violão representa um importante elemento da identidade cultural e musical brasileira, e em meados do século XIX, durante o período de desenvolvimento das áreas urbanas, assumiu a forma como a conhecemos e tornou-se um importante instrumento de acompanhamento musical, principalmente de gêneros populares. .

A partir do século XIX, com o crescimento das áreas urbanas e a promoção de novas formas de sociabilidade, a viola foi substituída pelo violão2, que assumiu o papel de principal acompanhante dos gêneros urbanos, sejam eles líricos ou satíricos, constituindo a instrumentação para acompanhamento. modinhas, lundus, cançonetas, choros, maxixes e sambas (TABORDA, 2002).

Entre o erudito e o popular

O violão foi uma “[..] ferramenta indispensável na abrasileiração das danças europeias e no clima dos maxixes, choros e sambas, gêneros que se enraizariam na música popular e se difundiriam amplamente com o advento do processo fonográfico iniciado em 1902". (TABORDA, 2002, p.149). Essa dimensão estrutura as formas de vida e está ligada à história, ao ensino e à aprendizagem. Ele também enfatiza que esta dimensão se apresenta em vários níveis, desde atividades mentais aleatórias que não podem ser efetivamente incorporadas à vida até outras atividades que se tornam significativas, têm caráter de responsabilidade e criatividade e têm um impacto mais evidente na infraestrutura socioeconômica, e sugere, assim, fazer revisões parciais ou totais dos sistemas ideológicos estabelecidos (BAKHTIN; VOLOCHÍNOV, 2010, p.124-125).

Por outro lado, é por meio desse novo, consistentemente emergente, que se torna possível promover uma revisão do sistema já estabelecido que o absorve, mas não deixa de receber sua influência e se apropriar de novas características.

Breve histórico do percurso

Desenvolvido em 2016, contou com o apoio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura (PROPGPEC)/Diretoria de Culturas e anuência do Departamento de Educação Musical do Colégio Pedro II com auxílio de bolsista de iniciação artística e . Mais uma vez, recorro à escrita para registrar e refletir sobre as experiências que vivi em minha trajetória profissional no Colégio Pedro II. 5 "BRASILEIROS DE GRANDES E ALTOS VALORES ESTUDAM AQUI": Cultura material e manuais escolares no Colégio Pedro II.

Espero que o Colégio Pedro II não perca sua tradição de dar a seus alunos e professores a liberdade de sonhar. doutorado em literatura; Professora Titular do Departamento de Língua e Literatura Portuguesa do Colégio Pedro II. Doutor em Educação (UERJ/ProPEd); Mestre em Música (UFRJ); Diplomado em Música (UNIRIO) e Professor de Música do Colégio Pedro II, Campus São Cristóvão I.

Foto do grupo se apresentando no Leceo  Francés de Castilla y León.
Foto do grupo se apresentando no Leceo Francés de Castilla y León.

Colégio Pedro II

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Figura 2 - Peça Tubarões Voadores no Espaço Cultural Filhos de Tauma
Figura 3 - Roda de Leitura no Campus Tijuca II
Figura 6 - Recorte da peça Ciberfagia ou Tempo de areia
Figura 4 - Oficina de Teatro no Campus Tijuca II
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Referências

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Os exemplos da União Europeia, em especial da Alemanha e do Brasil, aqui analisados de forma resumida, indicam a importância da atuação e articulação dos agentes públicos e