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Artigos RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA

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Academic year: 2023

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124, inciso I, impõe a solidariedade nos casos de “interesse comum na situação que constitua fato gerador da obrigação principal”. Não se trata de qualquer tipo de interesse comum, mas relacionado à situação que constitui o fato gerador. A caracterização da solidariedade a partir do interesse comum na situação constitutiva do fato gerador exige a demonstração de que os sujeitos passivos praticaram conjuntamente o fato jurídico tributário ou usufruíram de seus resultados, em razão de confusão patrimonial”.

Em suma, o simples fato de as empresas fazerem parte de um mesmo grupo econômico não significa que tenham um interesse comum na acepção do art. 124, inciso I, do CTN, porque no caso em questão não é meio suficiente para imputar a obrigação tributária. É claro que, em princípio, pode ocorrer que empresas de um mesmo grupo estejam ambas no mesmo pool de uma relação que pode se tornar um fato gerador, caso em que o inciso I do art. 124 do CTN. Com relação ao art. 134, as hipóteses nele consideradas dizem respeito a relações que não se aproximam da situação do grupo econômico, sendo, portanto, impossível admitir que tal dispositivo justifique a responsabilidade considerada neste estudo.

Mais arte. 134 tratava apenas de sociedades de pessoas, o que limitaria sua aplicação, ainda que fosse o caso, a esses tipos de sociedades. O artigo 135 do CTN, por sua vez, atribui responsabilidade aos sócios, em qualquer tipo de sociedade. Pelas mesmas razões, rejeitamos qualquer consideração sobre o art. 50 do Código Civil, que permite a desconsideração da personalidade jurídica em caso de abuso da personalidade jurídica.

Uma vez caracterizado o abuso, o art. 50 permite que as consequências de certas relações jurídicas sejam imputadas aos sócios, sem prejuízo da possibilidade de aplicação do art. 135 do CTN.

É legítimo o procedimento da Administração Fazendária de alargar as hipóteses de responsabilidade tributária previstas no CTN,

Com efeito, a interpretação sistemática, pela correlação dos meios de interpretação com os outros vigentes, corresponde ao “cânone de todo o ordenamento jurídico”, na expressão de Alfredo Augusto Becker17. A norma jurídica contida na lei (literal fórmula legislativa) é o resultado lógico de um complexo de ações e reações que ocorrem no ordenamento jurídico onde foi adotada. O princípio da lei - explica EZIO VANONI - deve ser colocado em relação às normas das leis a elas relacionadas e, em geral, às de todas as leis vigentes no ordenamento jurídico em questão.

Desde o momento de sua criação, exerce-se um complexo de ações e reações entre todas as normas de um mesmo sistema, que resulta da necessária combinação de normas na ordem vigente. Miguel Reale, “as normas jurídicas são dispostas e coordenadas segundo o 'lucidus ordo', conforme reiterado ensinamento de Rui Barbosa”18. É preciso reconhecer - como já pude fazer como Relator no julgamento do RE 161.343-SP, Primeira Turma (DJU) que os postulados que informam a teoria do ordenamento jurídico partem da premissa fundamental de que esta, ' além de uma unidade, forma também um sistema' (NORBERTO BOBBIO, 'Teoria do Ordenamento Jurídico', p Polis/Editora UnB), e por isso as normas que o compõem devem manter um elo de essencial coerência. .

A concepção sistemática do ordenamento jurídico exige que o homem reconheça, desta forma, uma situação de coexistência harmoniosa entre as prescrições normativas que integram a estrutura em que se encontra oficialmente inserido. Qualquer relação de incoerência normativa que se possa verificar no princípio transitório em causa será subsumida - tendo em conta os aspectos essenciais da matéria em discussão - ao conceito teórico de antinomias solúveis, na medida em que a aparente situação de antagonismo se encontre corrigível pela aplicação do critério da especialidade.".

Pode a lei ordinária prever a responsabilidade tributária de sociedade que detenha competência decisória concreta sobre atos de

Além disso, é importante não esquecer que o parágrafo primeiro do art. 108 proíbe o uso de analogia para demandar tributo não previsto em lei. Resposta: art. Os artigos 121 e 128 do CTN estabelecem que a imputação da obrigação tributária a terceiros que não realizam fato gerador depende de previsão legal expressa. Como se vê, o dispositivo legal em questão exige que o responsável esteja em relação ao fato gerador, o que significa que não basta a mera existência de relação com o contribuinte, caracterizada pela existência de poder de controle societário para justificar a imposição de responsabilidade fiscal.

Assim, a mera existência do poder de controle (interno ou externo) sobre o contribuinte não permite a imputação de responsabilidade tributária. Exerce-se sobre o contribuinte uma relação de controle societário ou mesmo de poder decisório, mas o controlador mantém-se equidistante quanto ao fato gerador. Isso não ocorre com a hipótese de responsabilidade tributária considerada, que não tem justificativa constitucional.

Refira-se que mesmo o exercício concreto do poder de decisão não revela, por si só, a participação da sociedade de investimento no facto gerador, com o objetivo de caracterizar o interesse comum que permite a imputação da responsabilidade tributária solidária e individual. . 53 “Art. 11 - As disposições normativas serão redigidas com clareza, precisão e ordem lógica, observando, para tanto, as seguintes normas: I - para obter clareza: a) utilizar palavras e expressões em seu sentido comum, exceto quando a norma tratar de uma questão técnica, caso em que será utilizada a nomenclatura específica da área em que se utiliza a legislação;”. O mesmo se pode dizer de outros vícios jurídicos, inclusive a fraude contra lei imperativa (art. 106, inciso VI) e o abuso no exercício de direitos (art. 18.754), inclusive o direito de contratar (art. 42.155).

Existe uma modalidade de abuso no exercício do direito, assim catalogada no Código Civil, que tem sua peculiaridade: é o abuso da personalidade jurídica (art. 50). Além disso, uma leitura atenta dos dois itens de arte. 118 demonstra que, se sua correlação com os incisos do art. 116, nada seria relevante para o fato gerador, pois, conforme o inciso I, a legalidade dos atos seria irrelevante e, conforme o inciso II, a irrelevância seriam as consequências dos fatos. 57 “Art. Art. 118 - A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se: I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis ​​ou terceiros, bem como a natureza de seu objeto ou de suas consequências; II - as consequências dos fatos efetivamente ocorridos”.

Art. normalmente o seu próprio; II - tratando-se de situação jurídica, a partir do momento em que for definitivamente constituída, nos termos da legislação aplicável.' .. desde a perda da eficácia do art. 14 da Medida Provisória n. 66, de 2002, por falta de finalidade negocial, não mais vigora como regra que autoriza a desconsideração de atos ou negócios jurídicos para fins tributários; assim, é efectivamente possível a realização de um acto ou negócio jurídico, incluindo a constituição de uma pessoa colectiva, com o único fim de obter poupanças fiscais, desde que tal seja efectuado de acordo com o seu ordenamento jurídico; esta validade existe mesmo entre pessoas jurídicas do mesmo grupo empresarial; .. a simulação, a dissimulação, a fraude contra a lei imperativa, o abuso no exercício de direitos, inclusive contratuais, e outros vícios jurídicos são definidos pelo Código Civil, e, quando existentes, impedem que os atos ou negócios jurídicos por eles afetados sejam efeitos de produção legal; entretanto, nenhum desses vícios se caracteriza pelo simples fato de haver atos ou negócios jurídicos, inclusive a constituição de nova pessoa jurídica, mesmo dentro de grupos empresariais, pelo simples fato de visarem a redução de impostos; a desconsideração da pessoa jurídica, por abuso de personalidade, não significa a inexistência da pessoa jurídica ou a nulidade dos atos ou negócios praticados, pois significa apenas a extensão da responsabilidade pelas consequências de determinados e determinadas relações de obrigações, contraídas em nome da pessoa jurídica, com o patrimônio particular de seus administradores ou sócios que praticaram o abuso; .. sem regra geral “antielisiva”, fixada nos limites constitucionais do poder de tributar, não é possível desconsiderar no plano tributário as consequências de atos ou negócios jurídicos validamente praticados de direito privado. A responsabilidade tributária dos sócios-gerentes e diretores da pessoa jurídica, prevista no artigo 135, inciso III, do Código Tributário Nacional, sempre foi objeto de muita discussão. Ademais, verificada a dissolução irregular da sociedade, é possível o redirecionamento da exclusão tributária contra o sócio-gerente da sociedade à época do fato gerador.

124, II, (..) não autoriza o legislador a criar novas hipóteses de responsabilidade tributária sem observar os requisitos exigidos pelo art. Sempre que possível e de acordo com os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal (art. defesa em relação às provas materiais colhidas pela Fazenda Estadual para justificar a aplicação do art. 68 Isto significa que a demora na convocação dos sócios-gerentes, se imputável a mecanismos judiciais e não ao erário público, não significa que o crédito tributário tenha caducado, ainda que tenha decorrido o prazo de prescrição, nos termos do disposto do § 2º do art. 219 do Código de Processo Civil ( § 3º do art. 240 do novo Código) e da súmula n.

É certo que o direito processual civil brasileiro é dominado pelo princípio da instigação formal ("Art. 262 - O processo civil é iniciado por iniciativa ... da parte, mas desenvolve-se por instigação oficial" - Código de Processo Civil69), porque , como ensina Cândido Rangel Dinamarco , "apesar do interesse primordial das partes em resolver os litígios em que se encontrem envolvidas, não se pode ignorar que o processo é instrumento público para o exercício de função pública - jurisdição.

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Acho que não temos mais uma nova mídia, mas sim uma convergência de mídias. Não interessa mais se é cinema, vídeo ou televisão, mas sim como que o realizador