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aspectos entrelaçados no processo de ensino e aprendizagem

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Academic year: 2023

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Como a interação entre emoções básicas e inteligência pode contribuir para um melhor processo de ensino e aprendizagem dos alunos da turma 3001, do 3º ano do ensino médio, de uma escola estadual da cidade de Campos dos Goytacazes/RJ. Investigar como a interação entre emoções básicas e inteligência intervém no processo de ensino e aprendizagem de alunos da turma 3001, do 3º ano do ensino médio, de uma escola estadual da cidade de Campos dos Goytacazes/RJ.

Daniel Goleman e as Emoções

Goleman (2007, p. 26) também enfatiza a importância das emoções ao dizer que “as emoções em sua gênese são impulsos deixados pela evolução para ações imediatas e planos imediatos que são utilizados no cotidiano das pessoas”. O próprio nome Homo sapiens, uma espécie pensante, é enganoso à luz do que a ciência atual diz sobre o lugar que as emoções ocupam em nossas vidas.

Considerações de Henri Wallon sobre Emoção

Wallon (2007) destaca que as emoções no início da vida servem como garantia para a sobrevivência da espécie humana, pois satisfazem necessidades básicas. Assim, embora as emoções pertençam ao aspecto fisiológico, também pertencem ao aspecto social.

Emoções e Interações Humanas na Visão de Humberto Maturana

A evolução humana só foi possível e continuará esta possibilidade apenas se for baseada no amor. O autor esclarece que o amor é a emoção subjacente ao social; é o que constitui o domínio da ação humana em relação à aceitação do outro na sua legitimidade na convivência.

A Afetividade na Perspectiva de Piaget

Segundo Piaget (1975) apud Souza (2003) “A formação do símbolo da criança”, em que o autor iniciou a apresentação de sua tese sobre a relação entre afetividade e inteligência, enfatizando que ambas são indissociáveis ​​e integradas no desenvolvimento psicológico de a criança. criança, impossibilitando a existência de uma psicologia da emotividade e de outras inteligências para explicar o comportamento. Quando a criança começa a perceber a importância da interação com outras pessoas, ela ultrapassa a fase do egocentrismo e desenvolve uma percepção de si mesma e dos outros como referências.

Vygotsky e a Relação Entre Cognição e Emoção

Para Vygotsky, a teoria das emoções era incompleta na compreensão e explicação do desenvolvimento das emoções primitivas às emoções refinadas, porque, através da explicação puramente mecanicista das emoções, as qualidades superiores das emoções humanas eram ignoradas. Portanto, não é possível que a teoria das emoções se baseie apenas em processos corporais, ou seja, no orgânico.

Perspectivas Científicas Sobre Inteligência

Dois fatos importantes foram destacados nas respostas: a capacidade de aprender através da inteligência e a capacidade de adaptação ao ambiente. A influência dos gregos nas noções de inteligência pode ser vista em Sócrates, para quem o indivíduo possui conhecimento inato e as diferenças individuais de inteligência são herdadas; a Platão, na sua definição de áreas cerebrais associadas a diferentes tipos de resolução de problemas; a Aristóteles, que desenvolveu um sistema lógico formal para testar hipóteses e tirar conclusões dedutivas.

Teorias da Inteligência

Esses três teóricos defendem a ideia de que o sujeito é um ser dinâmico, ativo, que interage com o ambiente, age, influencia e é influenciado por ele.

Piaget e os Estágios do Desenvolvimento Humano

Durante a fase de operações formais, a criança desenvolve todo o equipamento estrutural cognitivo necessário para pensar como um adulto, bem como o raciocínio e a lógica necessários para resolver todos os tipos de problemas e atingir a maturidade. Afetivamente, na etapa operacional formal, o adolescente aprende a assumir o papel de adulto, o que envolve o desenvolvimento afetivo e cognitivo necessário para tal adaptação, onde esses dois aspectos não são independentes.

Vygotsky: a interação entre o desenvolvimento e a aprendizagem

Assim, num processo dinâmico e contínuo de desenvolvimento e aprendizagem, Vygotsky afirma que “o que é hoje a zona de desenvolvimento proximal será o nível de desenvolvimento real amanhã. Segundo Vygotsky, a aprendizagem, tanto geral quanto específica na escola, além de possibilitar, direcionar e estimular processos de desenvolvimento.

A Psicogênese do ser humano Integral Segundo Wallon

Portanto, como vimos anteriormente, a teoria da emoção é de grande relevância na obra de Wallon. Mas através da comunicação estabelecida entre o bebê e o meio humano, através de reações caracterizadas por emoções, esses movimentos tornam-se expressivos, organizados e intencionais. Em sua psicogênese, entende-se que em cada uma dessas etapas é estabelecido um tipo de interação pela criança, tanto com o meio humano quanto com o meio físico.

Através dos estágios de desenvolvimento apresentados por Wallon, pode-se compreender que com o desenvolvimento do sujeito, as emoções se desenvolvem em sua complexidade e em suas expressões e mudanças.

A Dinâmica do Desenvolvimento Humano na Teoria Walloniana

A passagem de uma fase para a seguinte é uma reformulação da mesma, que pode ser tornada visível através do comportamento da criança. Nesta idade, na maioria dos países, é obrigatória a frequência escolar, pois, como já foi referido, o desenvolvimento cognitivo da criança é acentuado e a sua sociabilidade aumenta. Wallon nos mostra a existência de três leis que regulam o processo de desenvolvimento desde a criança até a idade adulta: a lei da alternância funcional, a lei da predominância funcional e a lei da integração funcional.

A última lei, denominada lei da diferenciação e integração funcional, refere-se a novas possibilidades que não suprimem ou se sobrepõem às conquistas das etapas anteriores, mas, pelo contrário, integram-se a elas na etapa seguinte, num processo permanente de integração. e diferenciação.

A Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner

Assim, a Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner (1985) tem sido uma alternativa para argumentar o conceito de inteligência como uma capacidade inata, geral e única. Gardner (1994), em sua teoria das inteligências múltiplas, estabeleceu oito princípios que são considerados os requisitos básicos que constituem uma inteligência integral, ou seja, para considerar o que é uma inteligência, ela deve atender a esses oito requisitos para não confundir isso. com talento, habilidade ou habilidade. Os achados psicométricos complementam a Teoria das Inteligências Múltiplas, mostrando que a inteligência não se desenvolve isoladamente, apenas em pessoas incomuns.

Para o autor, há sempre uma dialética em ação entre “(..) os papéis e funções valorizados em uma cultura, por um lado, e as capacidades intelectuais individuais possuídas por seus habitantes, por outro” (GARDNER, 1994, p. 245).

As Inteligências Múltiplas

Inteligência corporal-cinestésica - Gardner destaca como principal característica dessa inteligência a capacidade de resolver problemas utilizando parte ou todo o corpo de forma hábil e extremamente diferenciada. Inteligência musical - A manifestação desta inteligência se dá através da capacidade de apreciar, compor ou reproduzir uma peça musical. Desde muito cedo, as crianças especialmente dotadas desta inteligência demonstram capacidade de liderar outras crianças, como o são excepcionalmente.

Inteligência Intrapessoal – Pessoas que demonstram profundo autoconhecimento e elevada autoestima possuem forte inteligência intrapessoal.

Como as Inteligências se Desenvolvem?

Na sucessão de fases, após adquirir competências no uso de simbolizações básicas, a criança continua a evoluir para adquirir níveis mais elevados de competências em domínios importantes e valorizados na sua cultura. Com essa evolução na compreensão dos sistemas simbólicos, as crianças aprendem sistemas de segunda ordem que, segundo Gardner, são: a ortografia dos sistemas (escrita, símbolos matemáticos, música escrita, etc.). Nesta etapa, o indivíduo escolhe uma área de estudo específica e focada, desempenhando funções importantes em sua cultura.

Inteligência Emocional

Mais tarde, na década de 1980, Reuven Bar-On utilizou o termo EQ – Quociente Emocional, que se refere ao aspecto emocional localizado em determinada parte do cérebro. Howard Gardner (1995) apresenta sua teoria das inteligências múltiplas e enfatiza que dentre as sete inteligências apresentadas estão as inteligências intrapessoal e interpessoal que demonstram a influência do aspecto emocional. Portanto, leva em consideração algumas competências essenciais no aspecto emocional: autoconsciência, controle de sentimentos dolorosos, determinação para o otimismo, persistência, empatia, cooperação, capacidade de automotivação.

Pesquisas relacionadas à estrutura do aspecto emocional do cérebro mostraram a existência de circuitos que determinam o comportamento humano.

Aspectos Estruturantes da Inteligência Emocional Segundo Goleman

Segundo o autor, as emoções dão coragem e direcionam as diferentes ações das pessoas nas situações cotidianas. Vygotsky (1998) considera as emoções em sua perspectiva sociocultural como um elemento cultural, pois de acordo com cada cultura elas são expressas com características específicas. É um elemento importante nas diferentes fases da vida humana. As emoções e a afetividade são fundamentais no processo de ensino e aprendizagem relacionadas à motivação e à relação professor-aluno.

Outro ponto importante para o qual o autor chama a atenção é que os adultos, neste caso os professores, devem aprender a ler as emoções através dos seus sinais, devido à plasticidade que apresentam na linguagem corporal.

Figura 1- Estrutura da Inteligência Emocional  Fonte: Goleman  (2012 - p. 9)
Figura 1- Estrutura da Inteligência Emocional Fonte: Goleman (2012 - p. 9)

Caracterização da pesquisa

Com base em estudos realizados a partir das diversas teorias apresentadas e principalmente com a contribuição da Teoria da Inteligência Emocional de Goleman e da teoria Walloniana, a pesquisa teve como objetivo investigar como a interação entre emoções básicas e inteligência pode contribuir para o processo de ensino e aprendizagem dos alunos do aula. 3001, do 3º ano do ensino médio, do Colégio Estadual Ernesta Guerra (nome fictício), na cidade de Campos dos Goytacazes/RJ. No turno noturno é oferecido o Ensino Médio, do 1º ao 3º ano; NEJA (Nova Eja) e o projeto de autonomia. A turma pesquisada foi selecionada de acordo com os critérios estabelecidos, que foram: a maior turma do 3º ano do ensino médio da escola, a turma que apresenta mais expressividade em seu comportamento no cotidiano escolar e que possui melhor frequência de alunos.

Quanto à organização do currículo para as áreas de conhecimento do 3º ano do ensino médio, as disciplinas são: Língua Portuguesa, Produção Textual e Literatura (mesmo professor), Matemática e Física (mesmo professor), História, Geografia, Biologia, Inglês, Química, Filosofia, Sociologia e Educação Física.

Questionários: principal instrumento utilizado para análise da pesquisa

O corpo docente é definido como sendo da turma escolhida para ser pesquisada e é composto por dez professores, sendo dois do sexo masculino e oito do sexo feminino. Antes da aplicação do questionário aos 34 alunos, foram analisadas as respostas às questões selecionadas, organizadas em grupos ou individualmente e apresentadas por meio de gráficos, que estão expostos. O questionário aplicado aos professores é composto por vinte e sete questões e foi aplicado a dez professores regentes.

Este questionário é um instrumento metodológico para comparar e analisar a percepção que os professores têm em relação ao aspecto emocional dos alunos em geral, mais relevante para a pesquisa.

Análise e discussões dos dados levantados por meio de questionários dos

Os alunos também responderam às questões 7 e 8, quais emoções estão mais concentradas e desconcentradas na aula. O Gráfico 8 mostra os motivos da satisfação e insatisfação dos alunos com as aulas. Os alunos apresentaram algumas das formas mais comuns de demonstrar satisfação e insatisfação nas aulas.

Para os alunos, o principal motivo de satisfação em sala de aula são as amizades, o segundo é a aprendizagem estruturada e o terceiro é a relação professor-aluno. Através do gráfico 19, veremos como os alunos demonstraram com suas emoções sua satisfação em sala de aula, segundo a opinião dos professores. Os professores também responderam como os alunos demonstraram através de suas emoções, sua insatisfação dentro da sala de aula e isso é mostrado no gráfico 20.

Gráfico 1- Emoções que os alunos sentem com mais frequência em sala de aula
Gráfico 1- Emoções que os alunos sentem com mais frequência em sala de aula

Instrumentos complementares: entrevistas com discentes e docentes e tabela

Quando ela pergunta à estudante Carla: “Quando você tem um problema em casa ou com os colegas, você fica abalada emocionalmente. Você acha que isso atrapalha seu aprendizado?” “Como eu disse, estou chocado e não consigo me concentrar. Vale destacar que foi possível perceber como as crenças, valores, emoções e história de cada entrevistado influenciam seu comportamento com os alunos e o que eles consideram importante no processo de ensino e aprendizagem.

Verificamos que as hipóteses do estudo em questão convergiram de forma satisfatória e completa com os resultados encontrados. Não estou me gabando, mas é uma realidade, e esse alicerce que temos ajuda muito a entender e levar em conta a importância das relações afetivas com os alunos e a lidar com essas questões também com eles. Na sua opinião, o que mais atrapalha o relacionamento interpessoal dos professores da turma 3001 com os alunos.

Tabela 1- Disciplinas  e respectivas percentagens  de aprovação
Tabela 1- Disciplinas e respectivas percentagens de aprovação

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Figura 1- Estrutura da Inteligência Emocional  Fonte: Goleman  (2012 - p. 9)
Gráfico 1- Emoções que os alunos sentem com mais frequência em sala de aula
Gráfico 2: Percentual de alunos que acredita que seu estado emotivo pode influenciar  seu processo de aprendizagem
Gráfico  3:  Percentual  da  maneira  que  o  estado  emotivo  influe ncia  no  processo  de  aprendizagem dos alunos que disseram acreditar
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Referências

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