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Academic year: 2023

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Monografia apresentada ao curso de Serviço Social da Universidade Federal de Ouro Preto como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Serviço Social. Monografia apresentada ao Curso de Serviço Social da Universidade Federal de Ouro Preto como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Serviço Social. Mestre Rafael Sanago Mendes - Universidade Federal de Ouro Preto Mestre Cibelle Dória da Cunha Bueno - Universidade Federal de Ouro Preto.

À Universidade Federal de Ouro Preto, ao curso de Serviço Social e aos professores Rafael Mendes, Cibelle Dória, Taciana Gonçalves e demais docentes por serem os pilares da minha formação profissional. Desde o início da minha formação acadêmica no curso de Serviço Social da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), fui motivado por um tema: a alimentação como direito básico. Assim, com base nessas observações, tive a convicção de que o Serviço Social precisa abordar esse tema com mais cuidado e atenção na atual situação de um país assolado pela pandemia do COVID.

Este trabalho está estruturado em duas partes, sendo a primeira um apanhado histórico da política alimentar no período 1930-2021 no Brasil. Procurei entender como era feita a política alimentar no Brasil, e prestei atenção ao projeto ao qual ela pertencia.

BREVE HISTÓRICO DAS POLÍTICAS DE ALIMENTAÇÃO NO BRASIL

Em 1951, a CNA foi regulamentada como a instituição responsável por fiscalizar o governo na elaboração da política alimentar nacional. Em 1953, foi adotado o primeiro plano nacional de alimentação e nutrição, considerado o "embrião" do planejamento nutricional brasileiro, com o objetivo de combater a FOME no Brasil, vista como resultado de sua estrutura econômica e social. O Plano Nacional de Nutrição propunha ações voltadas para o auxílio alimentação e nutrição, prioritariamente para o grupo materno-infantil e em segundo plano para o ambiente escolar e para os trabalhadores.

A dedicação às questões relacionadas à crise alimentar que assolava o país foi fundamental para futuras políticas de combate à FOME que viriam a ser criadas posteriormente. Entre 1974/75, a Pesquisa Nacional de Gastos Familiares (ENDEF) apontou que 67,0% da população apresentava consumo energético inferior ao mínimo exigido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para aquele período. Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) elaborado pelo Ministério da Educação e Cultura por meio da Campanha Nacional de Alimentação Escolar; Isso é.

Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), desenvolvido pelo Ministério do Trabalho por meio da Secretaria Nacional de Saúde e Segurança do Trabalhador. Enquanto algumas políticas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) foi uma iniciativa que anos depois se tornou bastante importante para a promoção da alimentação saudável para os alunos, além de impulsionar a economia local com a compra de produtos. Entre 1987 e 1989, porém, houve um esgotamento político, técnico e financeiro dos programas de alimentação e nutrição do Brasil.

Isso levou ao esgotamento crescente dos recursos financeiros e ao desaparecimento dos programas de alimentação e nutrição. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi reformado pelo governo federal em junho de 1996 com o decreto nº. 1946 com o objetivo de prestar serviços diferenciados aos agricultores familiares. Durante o segundo mandato do governo FHC, o Decreto n. 710 do Ministério da Saúde de 10 de junho de 1999, que aprovou a Política Nacional de Nutrição e Nutrição (PNAN).

O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) foi criado em 15 de setembro de 2006 pela Lei n. 13.346. Em janeiro de 2012, entrou em vigor o 1º Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN), com o objetivo de promover a segurança alimentar e nutricional, com ações voltadas para a produção, abastecimento alimentar,. Foi utilizado como base legal para a formulação da estratégia de políticas e programas existentes, tais como: Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN); Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS);.

No dia 3 de novembro de 2015, durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (5ª CMSAN) intitulada “Comida de verdade no campo e na cidade: pelos direitos e pela soberania alimentar”. Em 2019, foi implementado o segundo e último Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (II PLANSAN), e até então continuávamos sem a menção do terceiro plano.

Ô JOSUÉ, EU NUNCA VI TAMANHA DESGRAÇA, QUANTO MAIS MISÉRIA TEM, MAIS URUBU AMEAÇA 7TEM, MAIS URUBU AMEAÇA7

A mudança na compreensão deste assunto só foi possível através da obra de Josué de Castro em "Geografia da Fome", que estabeleceu o entendimento de que a FOME era uma disfunção social, decorrente da forma como uma sociedade se organiza para a produção e distribuição de comida. alimentos. Portanto, a produção e distribuição de alimentos é uma questão de sobrevivência, e como tal é uma questão de soberania popular/nacional. Recentemente, segundo o movimento, cerca de 5 mil toneladas de alimentos e 1 milhão de cestas básicas foram doadas em solidariedade aos mais atingidos pela pandemia do Coronavírus (MST, 2021).

Existem várias formas de contaminação, desde o contato direto com o produto até a ingestão de alimentos com altas porcentagens de agrotóxicos ou mesmo a ingestão de água contaminada. Diante disso, a família desenvolve estratégias para viabilizar a alimentação mesmo em pequenas quantidades de alimentos. Uma família com uma quantidade limitada de alimentos é considerada como tendo um nível "Moderado" de insegurança alimentar.

A insegurança alimentar “grave” é quando o indivíduo/família experimenta uma privação severa no consumo alimentar. Com a interrupção do fornecimento de alimentos produzidos pela agricultura familiar, houve a preocupação em aumentar o consumo de alimentos ultraprocessados, ou seja, de baixo ou nenhum valor nutritivo, o que afeta diretamente a saúde da população, justamente em um momento crítico em que os sistemas de saúde estavam à beira do colapso. Segundo pesquisa realizada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (PENSSAN), 9% (19 milhões) da população brasileira encontra-se em situação de insegurança alimentar grave.

Situação ainda mais precária para a população rural do país, principalmente em locais onde não há água disponível para a produção de ração animal (FGV, 2021). Segundo Daniel Balaban, representante do Programa Mundial de Alimentos da ONU e diretor do Centro de Excelência contra a Fome, em entrevista que Porque em vários países (onde atua para combater a FOME), a FOME surge pela falta de produção de alimentos.

Na tentativa de "mitigar" o impacto da FOME, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) oferece a venda de alimentos ultraprocessados ​​com prazo de validade vencido como solução para combater a insegurança alimentar. Isso é contrário ao que preconiza a Soberania Alimentar, como o consumo consciente de alimentos saudáveis ​​in natura ou levemente processados. Regula a venda de alimentos para bebês e crianças pequenas, bem como produtos de puericultura relacionados.

Institui o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - SISAN, com o objetivo de assegurar o direito humano à alimentação adequada e dá outras providências. O Programa de Aquisição de Alimentos: Limites e Possibilidades de Políticas de Segurança Alimentar para a Agricultura Familiar.

Referências

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