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Avaliacao educacional - Faculdade Parque

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Academic year: 2023

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Os capítulos seguintes verticalizam esse tema, tendo como foco uma discussão crítica em torno do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Robinson Moreira Tenório e Rivailda Argollo, por sua vez, retomam as considerações gerais sobre a implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).

A seguir, apresentamos uma revisão da literatura sobre avaliação de políticas, explicando os conceitos que consideramos fundamentais para um estudo nessa linha. Concluímos com um pequeno ensaio sobre avaliação pública, os valores do diálogo, politização, participação e cidadania são elementos fundamentais nas políticas educacionais brasileiras.

Reflete as diretrizes das políticas governamentais e, muitas vezes, perde seu caráter de diagnóstico de situações que precisam ser melhoradas, tornando-se um instrumento de controle do Estado. Se o objetivo é aumentar o controle do estado sobre o que é feito na escola, a avaliação externa faz isso bem.

Nesse sentido, cabe verificar quem a avaliação está a serviço: a serviço da regulação, do aumento do controle estatal, do poder coercitivo sobre os professores, sobre a escola, mais supervisores.

No Capítulo VII, especificamente sobre a administração pública, é aberta formalmente a participação da sociedade nas políticas sociais e na avaliação de desempenho. Habermas (1984) destaca a esfera pública como um lugar de encontro e um lugar de conflito entre princípios divergentes da organização da sociedade e movimentos sociais que são cons-.

A avaliação pública consiste em atribuir valor às políticas, suas consequências, o aparato institucional em que ocorrem e as próprias ações que pretendem mudar o conteúdo dessas políticas. A avaliação pública é pautada prioritariamente por uma orientação ético-política; implica uma avaliação que desconstrói, descreve, reflete, critica e organiza para melhorar as políticas, ao mesmo tempo em que transforma as relações entre indivíduos e grupos.

Historicamente, a expansão da pesquisa social aplicada e da pesquisa sobre a prestação e melhoria dos serviços militares, preocupação com programas de treinamento vocacional, planejamento familiar e desenvolvimento comunitário, ampliará os estudos focados na "pesquisa avaliativa", especialmente na década de 1990. Década de 1950 ao início da década de 1960 No campo da educação superior, a avaliação foi estimulada por meio da ação direta dos governos com a criação de agências nacionais de avaliação para fazer frente à expansão e diversificação desse nível de ensino.

Esse tem sido um dos principais condicionantes para que o setor educacional demande mecanismos de avaliação institucional e tem levado o governo federal a buscar a implantação de um sistema nacional de avaliação.

Um novo cenário pode ser observado nas últimas décadas, não apenas com o crescimento das instituições privadas em todo o país1, favorecido pela maior flexibilização da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) - Lei n, mas também com uma nova configuração de ensino . . O sistema de avaliação, portanto, amplia o controle do Estado e provoca mudanças na organização e gestão das instituições de ensino, estimulando a expansão competitiva do ensino superior, conforme os decretos n. 2.306/97 e revogado pelo decreto n. tornou sua estrutura mais flexível.

Na prática, isso representa "um estímulo à ampliação das matrículas e à diversificação institucional, a naturalização dessa área como serviço e, na maioria das vezes, a limitação do ensino superior à função docente", cuja missão institucional deve se adequar à lógica da O mercado. Esses fatores têm favorecido a expansão do ensino superior privado, pois tendem a responder mais rapidamente à demanda por qualificação profissional e, por outro lado, contribuem para o acesso a determinados setores do mercado de trabalho, pela facilidade de obtenção do ensino superior oferecer. diploma..

O próprio termo avaliação surgiu no Brasil em 1983 com o Programa de Avaliação da Reforma Universitária (PARU). Na década de 1990, surgiu no cenário brasileiro uma nova experiência de implantação de um modelo nacional de avaliação da educação superior.

Aprova, em extrato, a Avaliação dos cursos universitários do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES. Aprova, em extrato, o Instrumento de Avaliação Externa das Instituições de Ensino Superior do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES.

Tyler (1976), considerado um precursor da avaliação educacional, mostra a utilidade da avaliação no campo educacional, pela necessidade de verificar se os resultados das atividades escolares foram alcançados de acordo com o planejado e, ainda, pela necessidade de o efeitos dos planos de ensino e currículos que foram introduzidos na escola. Como resultado, conforme observado por Dias Sobrinho (2003), surge um conflito entre as epistemologias positivista e naturalista, conduzindo, por um lado, a uma compreensão da avaliação como um processo voltado para o crescimento e aperfeiçoamento e, por outro lado, para a renda. Por outro lado, a avaliação como um processo de medição voltado para o controle.

Os avaliadores devem estar bem treinados e convencidos de que seu papel será sempre o de contribuir para que a instituição supere suas dificuldades, aumentando gradativamente o nível de qualidade do trabalho que realiza. Nessa lógica, quando uma instituição atende aos critérios, significa que a qualidade de seu trabalho está garantida.

Figura 1 – Mudanças sociopolíticas contemporâneas.
Figura 1 – Mudanças sociopolíticas contemporâneas.

Os efeitos de uma classificação negativa em instituições de ensino superior privadas de médio e pequeno porte mantidas por famílias ou grupos de pequenos negócios podem ser devastadores e ameaçar a sobrevivência institucional. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior foi, portanto, concebido como uma política pública voltada para pequenas instituições de ensino superior espalhadas por todas as regiões do Brasil.

ciência do estado”, “doutrina do estado”, “ciência política”, que geralmente são usados ​​para significar a atividade ou série de atividades que de uma forma ou de outra tem como referência a política, ou seja, o estado. As definições de ciência política flutuarão entre dois pontos de vista: os que a definem como a ciência do Estado e os que a definem como a ciência do poder.

O grau de conflito depende da relação estabelecida entre os custos e os benefícios gerados pela política; .. políticas redistributivas – são políticas que impõem, em c) . no curto prazo, as perdas e baixas de alguns grupos sociais e indicam ganhos futuros, ainda que incertos, para outros grupos. Envolve a transferência de recursos ou vantagens entre grupos sociais, de modo que o nível de conflito é alto; .. políticas constitutivas - também chamadas d) políticas.

A complexidade do processo de implantação de uma política do porte do SINAES é muito alta, com sua abrangência e sobretudo com sua capacidade de gerar reflexos no funcionamento das IES, principalmente as de pequeno porte. Portanto, defendem a visão de que os processos de avaliação de políticas públicas devem dar atenção especial aos processos de implementação.

A implementação do SINAES nas IES, por outro lado, também preocupava a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e o Ministério da Educação. O processo de implantação do SINAES no âmbito das IES é, portanto, um dos pontos críticos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior.

Dorothy Nelkin (1975), cientista social americana que coordenou um importante estudo intitulado The Political Impact of Technical Knowledge, elenca seis proposições relacionadas a essa clássica e conflituosa relação entre as dimensões política e técnica, que merecem ser transcritas pela importância de suas .

É importante ressaltar a grande contribuição do PAIUB para a consolidação de uma cultura de avaliação institucional, pois, ainda que efêmera, promoveu mudanças institucionais, conquistou o apoio das instituições de ensino superior, transformou-se em modelo de avaliação institucional (interno a elas ) adotou seus princípios básicos em muitos deles até hoje. Esse modelo de avaliação recebeu duras críticas políticas no meio acadêmico e amplo boicote estudantil em instituições públicas, até ser substituído em 2004 pelo atual Sistema de Avaliação da Educação Superior (SINAES), uma nova concepção de avaliação da educação superior baseada em outra lógica, parte de um conjunto de políticas governamentais voltadas para a ampliação do sistema por meio da democratização do acesso de forma que sua qualificação se integre a um processo mais amplo de revalorização do ensino superior.

É uma tarefa muito complexa realizar o processo de autoavaliação em uma instituição de ensino superior e, principalmente, nas universidades. Isso requer treinamento específico dos avaliadores, além de dedicação e recursos para o desenvolvimento do processo avaliativo.

Mas o autor percebe que, além da legitimidade política, os autoavaliadores precisam de uma sólida formação humanística e técnica em avaliação educacional. Ao transporem valores, atitudes e práticas da luta política para a gestão empresarial, os empreendimentos fracassam, enquanto o movimento social perde fôlego e demole a imagem de uma liderança competente que precisa reconstruir sua imagem.

Desafios e necessidades apresentados às Comissões de Avaliação (CPAs) das IES com vistas à implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Por fim, traz algumas considerações e levanta novas questões para estimular a discussão do ponto de vista da continuidade e aprimoramento do processo de avaliação institucional.

Se compararmos a experiência de outros países, o Brasil demonstra que, apesar do estudo da avaliação desde a década de 1970, passou por longos períodos de estagnação ou medidas isoladas que não contribuíram para a consolidação do sistema nacional de avaliação educacional. Na década de 1980, as primeiras iniciativas de desenvolvimento foram sistematizadas no Programa de Avaliação da Reforma Universitária (PARU) e nos estudos do Grupo Executivo para a Reforma do Ensino Superior (GERES).

A fim de aliar uma visão abrangente dos processos avaliativos à concepção normativa, foi instalada a Comissão Especial de Avaliação da Educação Superior (CEA), designada pelas Portarias MEC/SESu nº 11 e 19/2003, com o objetivo de . A referida lei recomenda em seu artigo 6º que a coordenação e supervisão do sistema serão atribuídas ao órgão colegiado, a Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior (CONAES), cabendo ao INEP o apoio técnico da Comissão e operacionalizando a avaliação no contexto do SINAES.

Figura 1 – Componente da avaliação do SINAES Fonte: Elaborado pelos autores
Figura 1 – Componente da avaliação do SINAES Fonte: Elaborado pelos autores

O seminário teve como objetivo apresentar o SINAES, bem como sensibilizar a comunidade do CEFET-BA para a construção do projeto de avaliação institucional e consolidação da proposta do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), com vistas a obter uma contribuição mais efetiva de todos os segmentos. Dada a estrutura multicampi da instituição, representantes da CPA e do grupo de trabalho estão em todos os campi para apresentar o SINAES e a proposta em construção para o projeto de autoavaliação institucional.

SINAES: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior: as bases para uma nova proposta de avaliação da educação superior brasileira. Inicia-se com o ensino médio por meio do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), com o objetivo de monitorar as políticas educacionais implementadas no país.

O que vemos em alguns cursos de odontologia é a aplicação de ferramentas superficiais de avaliação interna, que são feitas apenas com o intuito de atender as exigências do MEC em sua função normativa. Desta forma, salientamos a necessidade de criar e implementar propostas de avaliação interna pautadas por interesses menos político-económicos e mais pedagógicos, humanos e sociais.

Que papel desempenham as avaliações externas e internas na melhoria desta dimensão da formação? Sem pretender abarcá-los como um todo, na Figura 1 apontamos para quatro dimensões que se apresentam como eixos norteadores para (re)significar a formação do cirurgião-dentista contemporâneo.

Figura 1 - Eixos norteadores para a (re)significação da formação do cirurgião-dentista  contemporâneo.
Figura 1 - Eixos norteadores para a (re)significação da formação do cirurgião-dentista contemporâneo.

Foram selecionadas 21 disciplinas do curso público e 26 do privado, excluindo-se disciplinas cujos professores não estivessem envolvidos diretamente em atividades práticas envolvendo pacientes. Após o sorteio, a amostra foi composta por 17 professores do curso público e 17 do curso privado, que participaram de entrevistas não diretivas, as quais foram gravadas e transcritas na íntegra.

Estruturalmente, o projeto pedagógico do curso privado tem uma primeira apresentação que oferece uma perspectiva mais ampla. Isto é seguido por uma apresentação específica do curso que está considerando; (1) a introdução na qual ele descreve a história da profissão; (2) a justificativa da necessidade social de realizar o curso na Bahia, com referência a um referencial teórico abrangente; (3) a proposta de trabalhar com educação (graduação e pós-graduação), pesquisa e informação; (4) os objetivos do curso, com base nas DCN; (5) aspectos gerais da organização do curso; e (6) o sistema de avaliação (instituição, corpo docente e aluno).

Nesse sentido, apesar da dinâmica dos ambulatórios, procure atender os pacientes no horário agendado ou dar satisfação em caso de atraso, ou mesmo comunicar-se com os pacientes em caso de ausência. Basta chamá-los pelo nome, olhá-los nos olhos, tocá-los com cuidado e respeito, ouvir com sensibilidade o "mundo da vida" que os pacientes trazem ao serviço.

Enquanto a variância é a média das diferenças ao quadrado entre as observações e a média, o desvio padrão, extraído de uma raiz quadrada, mede a distribuição das observações em torno da média. O percentil pth tem pelo menos p% dos valores abaixo desse ponto e pelo menos (100 - p)% dos valores acima.

A existência de uma medida de desempenho passado reduz a dependência de medidas sobre as condições socioeconômicas dos alunos. A variância entre escolas é um componente da variância total e refere-se a quanto a média de uma determinada escola difere da média de todas as escolas combinadas.

O sistema mais desviante é o de Campinas, no qual a variância interescolar como percentual da variância total ficou 4,1% acima da média. Campinas, o mais dissimilar dos sistemas considerando apenas os resultados da segunda onda, agora ocupa o segundo lugar em termos de variância total e o terceiro em disparidade entre as escolas.

Gráfico 1: Variância das notas em Leitura para a segunda onda, por sistema
Gráfico 1: Variância das notas em Leitura para a segunda onda, por sistema

APÊNDICE A

As políticas de avaliação para o ensino superior começaram a ser discutidas no Brasil a partir da década de 1980 por meio de iniciativas como o Programa de Avaliação da Reforma Universitária e o Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB), que foram desenvolvidos entre os anos de 1983 e 19951. O Exame Nacional de Avaliação e Desenvolvimento do Estudante (ENADE), a avaliação do curso e a avaliação institucional tornaram-se elementos desse sistema nacional.

Em 2004, o Exame foi aplicado ao conjunto dos cursos de Ciências da Saúde e Agrárias; em 2005, ao grupo de Engenharias (dividido em oito áreas, abrangendo 46 Engenharias) e aos cursos de graduação; Questões gerais de formação foram comuns a todos os alunos de todas as áreas de conhecimento.

Tabela 1: Dados-síntese sobre a aplicação do ENADE quanto às áreas,  cursos e número de estudantes respondentes, no período  de 2004-2006
Tabela 1: Dados-síntese sobre a aplicação do ENADE quanto às áreas, cursos e número de estudantes respondentes, no período de 2004-2006

A porcentagem de alunos brancos e a porcentagem de alunos ricos (que vêm de famílias que ganham mais de 20 salários mínimos por mês) são geralmente maiores para os mais velhos do que para os calouros. No que diz respeito às instalações físicas e condições de funcionamento do curso, os resultados para os 13 itens avaliados variaram bastante, mas, assim como nos aspectos já discutidos, os graduandos em geral foram mais negativos do que os calouros e alunos das instituições. as instituições eram geralmente mais críticas do que as das instituições privadas.

Em segundo lugar, os exames ENEM e ENADE devem ser justapostos para permitir comparações entre eles. O INEP propõe até o final de 2009 concluir a avaliação de todas as instituições e todos os cursos com baixo CPC (1 ou 2) que participaram do ENADE em 2007.

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Figura 1 – Mudanças sociopolíticas contemporâneas.
Figura 1 – Componente da avaliação do SINAES Fonte: Elaborado pelos autores
Figura 1 - Eixos norteadores para a (re)significação da formação do cirurgião-dentista  contemporâneo.
Tabela 1: Amostra e variância das notas para a segunda onda, por sistema
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