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BACHAREL EM DIREITO.

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Academic year: 2023

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Em relação a isto, a vulnerabilidade das mulheres no crime de violação está ligada para complementar a abordagem pretendida. A inprescritibilidade do crime de estupro contra a mulher são dois objetivos fundamentados para a busca de resposta à principal questão levantada pelo tema.

Crime de estupro na perspectiva do Código Penal Brasileiro

Como mostra o depoimento acima, desde o início houve um comportamento semelhante ao crime de estupro, que nos dias atuais está estritamente relacionado ao comportamento sexual praticado ilegalmente. O pesquisador Yuri Carneiro Coelho (2014) define o crime de estupro como o mais irritante dos crimes contra a liberdade sexual, tipo de crime que sem dúvida causa maior carga de violência psicológica à vítima pelas consequências psicológicas e físicas sofridas. . Portanto, são necessárias dolo na conduta precedente (violência ou ameaça grave que cause constrangimento) e dolo ou culpa quanto ao resultado qualificativo (lesão grave ou morte) [..] (NUCCI, 2014, p. 105).

Considerando o crime de estupro na perspectiva do Código Penal, faz-se necessária, portanto, uma análise mais aprofundada, conforme será explicado a seguir.

Bem jurídico tutelado e sujeitos do crime

como único bem jurídico protegido, considerou-se apenas a liberdade sexual das mulheres, ou seja, a atribuição do crime de violação a um género, uma vez que a liberdade sexual dos homens tinha, se quiserem, um lugar nas entrelinhas do crime código. Com essa ideia unilateral, apenas o homem foi incluído no campo do gênero ativo do crime de estupro, tornando-o simplesmente um “agressor sexual”, o que foi historicamente uniforme no direito penal. Sobre esse fato, Damásio Evangelista de Jesus (1999) destaca que apenas o homem era sujeito ativo do crime de estupro, pois somente a figura masculina poderia manter a união física com a mulher, o que é o coito normal.

Com a nova lei, o crime de estupro ganhou enriquecimento jurídico para evitar que condutas criminosas, como o estupro de um homem, fiquem impunes.

Tipicidade objetiva

Incluído nesta lista de formas de atos libidinosos está o “beijo sensual” tão comum nos dias de hoje, também conhecido como “beijo roubado”. Portanto, caso seja obtido pela força ou ameaça grave, é importante reconhecer o crime de estupro. Apesar das dúvidas, o beijo lascivo, ainda hoje, mesmo após a entrada em vigor da Lei nº. A Lei nº 12.015, de 7 de agosto de 2009, é entendida como crime de estupro, quando a vítima é obrigada pelo costume a fazê-lo. de violência ou ameaça grave.

Além do comportamento classificado como ato lascivo, é necessário que o autor do ato lascivo seja o sujeito passivo, aliado ao uso da vergonha, para que possa naturalmente ser considerado um ato lascivo para com a vítima.

Tipicidade Subjetiva

Com isso, quando um indivíduo deseja satisfazer sua luxúria, ele agride sexualmente a vítima e comete o crime de estupro. Vale ressaltar aqui que a conduta de estupro, uma vez cometida, exige que a vítima se oponha à conduta do agressor, que, vencido pelo desejo sexual, inicia o ato para a autorrealização. Se a vítima consentir com o ato, a doutrina é bastante clara e diz que o estupro está excluído.

BITENCOURT (2016, p.57) afirma que “é necessário que a vítima, confrontada com o abuso sexual sofrido, ponha em perigo a sua vida para transmitir a sua opinião divergente sobre o comportamento do agressor e, assim, a violência ou ameaça grave sobre o parte do agressor. .”

Consumação do crime de estupro

COELHO (2014) destaca que em algumas situações, a vítima pode interpretar seu silêncio como uma desaprovação pela agressão sofrida devido ao estado de choque e pânico diante de um acontecimento tão cruel. Outro aspecto muito discutido na doutrina é o fato mutatis mutandis praticado pela vítima, ou seja, a vítima de estupro jamais poderá ser obrigada pelo ordenamento jurídico a repelir a agressão injusta de suas forças em um ato heroico isolado, pois, conforme via de regra, é sexual o agressor sempre mais forte que a vítima.

Crime de estupro na forma tentada

Classificação Doutrinária

É crime comum (não exige nenhuma qualidade ou condição especial do sujeito ativo, que agora pode ser homem ou mulher, sem distinção); material (crime que provoca a transformação em crime externo, deixando vestígios); intencional (não há previsão sobre a forma de culpabilização); livremente (pode ser praticado em qualquer forma ou meio escolhido pela entidade ativa); imperativo (verbo nuclear significa realizar uma ação); Utilizando as classificações acima, COELHO (2014, pg.743) reitera que o crime de estupro “deve ser classificado como crime comum, material, imediato, não subjetivo, multisubsistente, gratuito e cometimento ou desperdício, quando o agente tiver o dever de fiador”.

Continuidade delitiva do estupro

Na década de 1990, uma nova lei, a Lei 8.072/9, foi criada para classificar uma série de crimes, inclusive o crime de estupro, como crime hediondo, em formas simples e qualificadas, impondo essencialmente severidade hostil a esses crimes aplicados. Portanto, é de extrema importância mencionar que, além de equiparar o crime de estupro a crime hediondo, também foram atribuídas a não possibilidade de fiança e a obrigatoriedade inicial de a pena ocorrer em regime fechado. Portanto, a vontade dos eleitores desde as últimas décadas é uma clara tentativa de igualar o crime de estupro à sua real magnitude, pois é um crime bárbaro que dilacera os aspectos emocionais, psicológicos e físicos da vida da vítima.

Ressalte-se que o caráter hediondo do crime de estupro em todas as suas modalidades não o torna, nas estatísticas, o crime menos possível que exige novas medidas do constituinte para endurecer a prática do crime de estupro.

Importunação ofensiva ao pudor frente ao princípio da proporcionalidade

Aos poucos, porém, o constitutivo derruba as barreiras arcaicas do Estado para trazer soluções modernas à sociedade dentro do prisma criminal, citando como exemplo o crime de estupro, cada vez mais compatível com as consequências que deixa na vida das vítimas. . A referida afirmação deixa uma lacuna no âmbito jurídico em que desqualifica condutas que causem essencialmente danos à vítima nos mesmos moldes do estupro. É uma cadeia de ações, definidas como insultos à imputação de modéstia, praticadas contra as vítimas em locais públicos.

Um exemplo é a reportagem publicada por André Rosa no site de notícias g1.com, em que relata o ato de um indivíduo que ejaculou sobre uma mulher no transporte público na presença de outras pessoas.

Pena e ação penal

O crime de estupro tipificado no Código Penal Brasileiro é geralmente processado por meio de ação penal pública, sujeita a representação. O STF questiona o tipo de ação penal para o crime de estupro por meio de súmula que acrescenta exceção à norma penal. Dessa forma, na visão do nosso Supremo Tribunal Federal, sempre que o crime de estupro for cometido com força efetiva, a ação penal será iniciativa pública incondicional, tornando letra morta parte do disposto no art. .

Ressalte-se que a regra aceita pelo ordenamento jurídico brasileiro é que o crime de estupro será enquadrado como ação penal pública incondicional quando a vítima for menor de 18 (anos) conforme esclarecido pelo art.

A mulher como principal vítima do crime de estupro

Em princípio, o crime de violação é cometido não só contra um alvo, mas contra todos os que estão sujeitos a este crime bárbaro. Está estipulado na lei que o crime de estupro pode ser cometido contra o sexo feminino, masculino ou vulnerável, sendo considerados por lei as crianças menores de 14 anos, as pessoas com doença ou deficiência mental que não possam obter poder discricionário para cometer o crime. crime. da ação. Imensuráveis ​​são as vítimas cujos pedidos diários de ajuda são abafados pelos terríveis danos causados ​​pelo crime de violação.

O foco principal não é dizer que o ordenamento jurídico brasileiro é lento no andamento processual, caso contrário, informa-se que faltam meios para que toda uma investigação de estupro seja concluída de forma efetiva, com a punição adequada do agressor e a indenização mínima para o agressor e a vítima do dano, a punição do agente que cometeu o crime de estupro.

Da presença da imprescritibilidade na esfera penal

V – Para os crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, previstos neste Código ou em legislação especial, a partir da data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos, salvo se nesse momento tiver sido proposta infração penal. 11 do Código Penal, dispondo que a prescrição, antes do trânsito em julgado da sentença, passa a aplicar-se aos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, previstos no Código Penal ou em legislação especial, a partir da data em que a vítima completa 18 (dezoito) anos, salvo se até essa data tiver sido proposta infração penal (GRECO, 2015, p.512). Temendo a colisão de garantias fundamentais e a impunidade de possíveis crimes, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, já se pronunciou.

A discussão sobre o tema “inexplicabilidade” nas infrações penais é tão grande que é possível constatar que a ideia principal dos estudiosos do país é que mesmo sendo o crime muito relevante para a sociedade, ele não pode ser generalizado criando exceções . à regra da prescritividade dos crimes em geral, pois isso generalizará todo um cenário que poderá até levar a um possível ato autoritário total que só queira prejudicar o suspeito.

Colisão entre direitos fundamentais e imprescritibilidade penal no crime

Portanto, a natureza não estatutária do crime de estupro será um acréscimo ao ordenamento jurídico, o que poderá incentivar uma mudança na essência do crime de estupro. Com isso, a conduta ilícita abandonada pode ser punida por limitações não estatutárias, confirmadas e inseridas no texto constitucional. A PEC 64/2016, apresentada pelo senador Jorge Viana (PT-AC) e apoiada por outros senadores, traz um indício de avanço no setor mais deficiente do crime de estupro, a denúncia.

Em entrevista ao senador Jorge Viana, ele relatou a importância de tornar indescritível o crime de estupro, pois isso irá endurecer o código penal diante do crime de estupro e, sua proposta permitirá, por um lado, que a vítima . refletir, ser fortalecido e denunciado.

Perspectiva sobre a PEC nº 64/2016

Nos tempos atuais, em que os meios de comunicação social expõem diariamente os acontecimentos decorrentes da prática de crimes contra diversas vítimas, é evidente que o legislador usaria o seu poder garantido para responder ao clamor das estatísticas. A Lei nº 64/2016 é classificada como uma forma eficaz de rigidez em relação ao crime de estupro, pois é um comportamento que persiste na vítima por anos, mesmo que as marcas físicas sejam curadas.

Quanto a legalidade da PEC nº 64/2016 perante a CRFB/88

Atributos positivos da PEC nº 64/2016

Além disso, as estatísticas mostram que a incidência de crimes de estupro contra qualquer tipo de vítima aumentou drasticamente nos últimos anos, sem se saber exatamente qual o principal motivo do crime. É de conhecimento comum que qualquer vítima de estupro tem medo de denunciar ou simplesmente comentar o ocorrido. Por conta disso, muitos crimes são esquecidos e até mesmo excluídos diante do grande crime de estupro.

Dito isso, a inexplicabilidade do crime de estupro será uma resposta ao grito uníssono de uma sociedade exausta pelas perversidades cometidas na esfera social, ressagrando as crenças da população no direito penal brasileiro.

Referências

Documentos relacionados

O Direito Penal brasileiro adotou, em relação ao tempo do crime, a teoria da Atividade, por isso, considera-se praticado o crime no momento da conduta (ação ou omissão), ainda