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Bacia do Alto Paraguai

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Academic year: 2023

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Coordenador do Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia da Informação para Gestão da Bacia do Alto Paraguai. A Bacia do Alto Paraguai (BAP) é composta por dois grandes ecossistemas, definidos pelo relevo e regime hídrico: o Planalto, caracterizado pelo bioma Cerrado, e a Planície, onde se forma o bioma Pantanal (BRASIL, 1997).

Figura 1 – Transição entre Planalto e Planície da Bacia do Alto Paraguai
Figura 1 – Transição entre Planalto e Planície da Bacia do Alto Paraguai

Uma viagem no tempo

Tese (Doutorado em Ecologia e Conservação) – Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O desenvolvimento humano dos municípios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul está inserido no bioma Pantanal.

Figura 1 – Localização geográfica da BAP, evidenciando                                                   a área de Planalto e Planície em que se insere o bioma Pantanal
Figura 1 – Localização geográfica da BAP, evidenciando a área de Planalto e Planície em que se insere o bioma Pantanal

Linha do tempo

A geografia da região

A Bacia do Rio Paraná é a maior contribuinte para a Bacia do Rio da Prata, seguida pela Bacia do Rio Paraguai. Dos rios que compõem a bacia do Rio da Prata, o Paraguai é o que mais penetra em direção ao centro do continente.

Uso e ocupação do solo na BAP

Zonas Húmidas Naturais Não Florestais - zonas húmidas de várzea, sujeitas a inundações periódicas ou permanentes, localizadas ao longo de cursos de água e em zonas deprimidas onde a água se acumula. Outras áreas não vegetadas - áreas de solo exposto (principalmente solo arenoso) não classificadas como formações campestres ou pastagens.

Figura 6 – Mapa de uso e ocupação do solo da BAP (1985)
Figura 6 – Mapa de uso e ocupação do solo da BAP (1985)

O caso do Rio Taquari

O rio Taquari é um exemplo simbólico de um grave problema ambiental e social que evidencia a importância da conservação das matas ciliares e da manutenção da segurança hídrica nas bacias da BAP. No estudo "Impactos Ambientais e Socioeconômicos na Bacia do Rio Taquari - Pantanal" de Galdino, Vieira e Pellegrin (2005), realizado no âmbito da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), não foram encontradas soluções de intervenções remediadoras no baixo Taquari estão previstas, mas na bacia superior.

Figura 10 – Mapa de uso e cobertura da Bacia do Rio Taquari (2018)
Figura 10 – Mapa de uso e cobertura da Bacia do Rio Taquari (2018)

Fragilidade potencial da BAP

Vale ressaltar que esta classificação é apenas um método de avaliação das áreas dentro da extensão de cada sub-bacia. O diagnóstico dessa análise é o entendimento de que cada sub-bacia possui diferentes dinâmicas de uso e ocupação.

Figura 14 – Mapa da distribuição da fragilidade potencial na BAP
Figura 14 – Mapa da distribuição da fragilidade potencial na BAP

Nascentes da BAP

Estratégias de gestão para esse território como um todo podem trazer avanços positivos em termos de identificação e recuperação de áreas degradadas, recuperação de mananciais e, principalmente, segurança hídrica para toda a Bacia do Alto Paraguai. Neste capítulo, trazemos reflexões sobre o uso de tecnologias de geoprocessamento para gestão e monitoramento de bacias hidrográficas, e apresentaremos a plataforma GeoPantanal desenvolvida para hospedar, entre outros, dados geográficos e socioeconômicos da Bacia do Alto Paraguai (BAP) .

Tabela 3 – Total de nascentes na BAP por sub-bacia
Tabela 3 – Total de nascentes na BAP por sub-bacia

Histórico do projeto Cabeceiras e da plataforma GeoPantanal

A atividade incluiu um sobrevoo na região das nascentes do rio Paraguai, com o objetivo de observar as ações antrópicas e os impactos significativos nessa área. O projeto também passou a abranger a maior parte das nascentes do rio Paraguai localizadas nas áreas do Planalto no entorno do Pantanal mato-grossense.

Figura 2 – Lagoa com vitórias-régias na região do Amolar
Figura 2 – Lagoa com vitórias-régias na região do Amolar

Plataforma GeoPantanal

Sub-bacia do Rio Cabaçal, Imóveis Rurais - Sub-bacia do Rio Correntes, Imóveis Rurais - Sub-bacia do Rio Cuiabá, Imóveis Rurais - Rio Jauru, Imóveis Rurais - Sub-bacia do Rio Miranda, Imóveis Rurais - Sub-bacia do Rio Negro, Imóveis Rurais – Sub-bacia do Rio Paraguai, Imóveis Rurais – Sub-bacia do Rio Sepotuba, Imóveis Rurais – Sub-bacia do Rio São Lourenço, Imóveis Rurais – Sub-bacia do Rio Taquari, Nascentes, Imóveis do Planalto, Sede do Município. APP 150m Rio da Prata, APP 150m Rio Miranda, APP 150m Rio Mimoso, APP 30m Rio Mimoso, APP 30m Rio da Prata, APP 30m Rio Miranda, APP 50 Rio Mimoso, APP 50m Rio Mimoso, APP 50m Rio Mimoso, APP 30m Rio da Prata, APP 30m Rio Miranda, APP 50 Rio Mimoso, APP 50m Rio Mimoso, Certificado MS, Imóveis Rurais Rio Aquidauana SNCI, Imóveis Rurais Incra Rio Aquidaban, Imóveis Rurais Rio Mimoso, Imóveis Rurais Rio Aquidauana, Imóveis Rurais Rio Betione, Imóveis Rurais Rio Betione SNCI, Imóveis Rurais Rio Formosoruralo Rio Miranda, Imóveis Rurais Rio Paraguai Sigef MS, Imóveis Rurais Rio Paraguai Sigef MT, Imóveis Rurais Rio Paraguai SNCI MS, Imóveis Rurais Rio Paraguai SNCI MT, Imóveis Rurais Rio Perdido Sigef, Imóveis Rurais Rio Imóveis Rio , Perdido Rritore Rio Taquari Sigef, Imóveis Rurais Rio Taquari SNCI, Imóveis Rurais Sigef Rio Aquidaban, Imóveis Rurais Sigef Rio da Prata, Imóveis Rurais Sigef Rio Mimoso, Imóveis Rurais Sigef Rio Miranda, Imóveis Rurais Sigef Rio Salobra, Imóveis Rurais S. Rio da Prata , Imóvel rural SNCI Rio Mimoso, Imóvel rural SNCI Rio Miranda, Imóvel rural SNCI Rio Salobra, Rio Aquidaban, Rio Aquidauana, Rio Betione, Rio da Prata, Rio Formoso, Rio Mimoso, Rio Miranda, Rio Miranda, Rio Miranda Paraguai, Rio Paraguai em Porto Murtinho, Rio Perdido, Rio Salobra, Rio Taquari.

Figura 3 – Plataforma GeoPantanal
Figura 3 – Plataforma GeoPantanal

O futuro e as mudanças climáticas

As mudanças climáticas, HadGEM2-ES da Inglaterra e MIROC5 do Japão, mostram uma diminuição na precipitação acumulada anual e um aumento no número de dias secos consecutivos no Pantanal. A combinação da diminuição da precipitação acumulada com o aumento da temperatura e do número de dias secos consecutivos levará a uma possível extensão do período seco no Pantanal no final do século XXI.

O futuro e a perda de vegetação

Arco de perda de vegetação do Pantanal

No entanto, o bioma é fortemente afetado pela perda de vegetação que ocorre no Planalto, que possui 39% de vegetação nativa. A projeção de perda de vegetação no Pantanal mostrada pode parecer pequena quando comparada a outros biomas como Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.

O futuro e os serviços ecossistêmicos

Erosão do solo e produção de sedimentos

Economia baseada em serviços ecossistêmicos, prevê-se uma perda de 1 bilhão de toneladas de solo na BAP (0,9 no Planalto e 0,1 na Planície), enquanto o cenário iv) Tecnologias verdes prevê a perda de 1,8 bilhão de toneladas na BAP prevê ( 1,6 no Planalto e 0,1 em Planície). O cenário que leva em conta apenas as mudanças climáticas prevê a perda de 0,7 bilhão de toneladas de solo na BAP até 2050 (0,6 no planalto e 0,1 na planície).

Figura 3 – Espacialização da projeção da produção de                                             sedimentos em 2050 na BAP para cada cenário
Figura 3 – Espacialização da projeção da produção de sedimentos em 2050 na BAP para cada cenário

Regulação da qualidade da água

Portanto, é fundamental ordenar o uso e ocupação do solo na BAP, garantindo a disponibilidade de alimentos, energia e água para a manutenção da biodiversidade. O estabelecimento desses resultados pode ser útil para uma melhor adaptação e aumento da resistência do Brasil às mudanças climáticas relacionadas à cobertura e uso da terra.

Armazenamento de carbono

Planalto e a 51% na Planície. Cenário iv) As tecnologias verdes prevêem uma redução na eficiência de retenção de nutrientes de cerca de 45% para o planalto e 51% para a planície. Os resultados mostram que em todos os cenários a maior redução na eficiência de retenção de nutrientes ocorrerá no platô.

Variáveis complicantes

O futuro do Taquari e as dinâmicas de avulsões

Apesar de ser um evento comum e natural, dois importantes arrombamentos transformaram o ecossistema do Pantanal: Zé da Costa e Caronal. Em 2019, a maior parte do Taquari oficial secou (LOUZADA; BERGIER; ASSINE, 2020), o que prova que o Caronal já é um leito.

O futuro e a biodiversidade

Esta análise também indicou que existem muitas áreas onde ocorrerão maiores taxas de extinção local ao longo da BAP, principalmente na região norte; a região de colonização das espécies no futuro estará limitada à parte sul da BAP (região de transição entre o Chaco e o Pantanal) e a alguns planaltos em ambientes específicos, como Chapada dos Guimarães, Serranía de Santiago (Bolívia) e Amolar. Essas regiões são importantes para refúgio e estabelecimento de espécies no futuro e precisam de mais atenção no planejamento local de conservação.

O futuro e a restauração

Recentemente, no Pantanal, em áreas com necessidade de restauração devido ao uso antrópico, foi mapeado o potencial de regeneração natural, classificando as regiões como de alto ou baixo potencial (POTT et al., 2018 – figura 5). Além disso, existe ainda uma terceira opção não convencional, muito inferior aos custos descritos acima e com alto potencial de implantação no Pantanal, recentemente apresentada para o bioma no capítulo sobre recomendação de técnicas de restauração de BPBES (RODRIGUES et al . ., 2019), após o experimento bem-sucedido realizado na Base Pantanal.

Figura 5 – Classificação das microbacias do Pantanal                                              segundo o potencial de regeneração natural
Figura 5 – Classificação das microbacias do Pantanal segundo o potencial de regeneração natural

Perspectivas futuras

Summary for policy makers of the Global Assessment Report on Biodiversity and Ecosystem Services of the Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services. Contribution of Working Group I to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change.

Os pilares da sustentabilidade

A própria coleta e armazenamento de dados se beneficia dos avanços tecnológicos em hardware e software, mas o volume de dados. A Política Nacional do Meio Ambiente é categórica de que um de seus objetivos primordiais é “divulgar dados e informações ambientais e conscientizar a população sobre a necessidade de manter a qualidade ambiental e o equilíbrio ecológico”.

Ciência cidadã para o desenvolvimento sustentável

Ciência cidadã no projeto

Em síntese, as abordagens e metodologias da ciência cidadã necessariamente têm um caráter determinado, levando em consideração diferentes aspectos e dimensões. O estudo, então, examinou diferentes possibilidades de escolha do campo de aplicação de uma experiência piloto de ciência cidadã na região (ALBAGLI; ROCHA, 2020).

Visão: mapas interativos dos ecossistemas pantaneiros

A Visão permite a gestão de dados com base na componente geográfica do território, através do armazenamento, manipulação, análise e reporte de dados referenciados em GeoJSON – um formato para troca de dados geoespaciais baseado no JavaScript Object Notation (JSON) (BARCELOS; SILVEIRA ; MOURA, 2019). Para a conceção da base de dados do BAP na Visão (figura 1), foram utilizadas várias bases de dados públicas, com recorte e análise de informação relevante para a região.

Figura 1 – Interface do Visão
Figura 1 – Interface do Visão

Produção de conhecimento sobre o Pantanal

Conhecimentos ante a depredação socioambiental

Mazzetto Silva (2012) atribui à Marcha para o Oeste o surgimento do modelo conservador de modernização, reforçando a ideia do “campo como atraso – o velho, algo a ser superado. O gradual apagamento e enfraquecimento das identidades culturais significa a perda do conhecimento local acumulado, que por muito tempo, antes da marcha para o oeste, permitiu ao povo pantaneiro desenvolver atividades condizentes com a sustentabilidade do bioma (ROSSETO; BRASIL JUNIOR, 2003).

Valorização dos conhecimentos no/para o Pantanal

O arcabouço oficial de produção de conhecimento no Pantanal

  • Etapa 1
  • Etapa 2

A instituição com mais grupos de pesquisa em BAP é a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul com médicos generalistas distribuídos em 24 áreas, seguida da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) com médicos generalistas distribuídos em 16 áreas e a Universidade Estadual do Mato Grosso (Unemat) com médicos generalistas distribuídos em 8 áreas (anexo 3). Busca na plataforma Lattes, visando identificar a produção dos líderes de pesquisa identificados na pesquisa no DGP, no período a partir de dois critérios: que indiquem no título i) a relação com a região do Pantanal e ii) a relação com temas socioambientais.

Tabela 1 – Quantidade de GPs associados às palavras-chave pesquisadas
Tabela 1 – Quantidade de GPs associados às palavras-chave pesquisadas

Considerações preliminares

Sandra Mara Alves da Silva Neves, do GP Sensoriamento Remoto, Pesquisa e Ensino de Geografia – Serpegeo, da Unemat, com 62 artigos em geografia;. Edineia Aparecida dos Santos Galvanin, do GP Sensoriamento Remoto, Pesquisa e Ensino de Geografia – Serpegeo, da Unemat, com 23 artigos em geografia;.

Aplicações Hidroambientais com Redes Neurais Artificiais - AHRNA Grupo de Pesquisa em Tecnologias Ambientais da UFMS. Psicologia Análise do Comportamento e Saúde - Pesquisa Conceitual, Básica e Aplicada Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Psicologia - GEPeHP.

Nepi/Pantanal – Centro de estudos e pesquisas interdisciplinares em políticas públicas, direitos humanos, gênero, vulnerabilidades e violência. Biodiversidade no Pantanal Carolina Joana da Silva Solange Kimie Ikeda Castrillon Ecologia de Ecossistemas Aquáticos.

O uso do solo e da água do entorno do córrego Jacobina, município de Cáceres, Mato Grosso. As faces da reforma agrária: o assentamento Canaã, no município de Bodoquena, sudoeste do Mato Grosso do Sul.

Imagem

Figura 1 – Transição entre Planalto e Planície da Bacia do Alto Paraguai
Figura 2 –  Morro  do Azeite  próximo  ao  Rio  Miranda,  localizado                                     no planalto da Bacia do Rio Miranda
Figura 1 – Localização geográfica da BAP, evidenciando                                                   a área de Planalto e Planície em que se insere o bioma Pantanal
Figura 2 – Pantanal na época das cheias
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