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BRASILEIRA PARA A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

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Academic year: 2023

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A divisão de temas para a transformação digital da economia e da sociedade é proposta como ferramenta para entender a cadeia de ações propostas. Transformação digital da economia (desde a economia baseada em dados, como de um mundo de dispositivos conectados, e como de novos modelos de negócios possibilitados por tecnologias digitais), e;.

Infraestrutura e Acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação

Grande parte da população brasileira está coberta por redes fixas de acesso em banda larga, com a expansão da oferta de redes de acesso em fibra ótica; Possibilitar a utilização de recursos de diversas origens para a construção de redes de transporte de dados e acesso em banda larga.

Figura 1. Modelo de Hiato de Mercado e Hiato de Acesso
Figura 1. Modelo de Hiato de Mercado e Hiato de Acesso

Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

As empresas do setor de TIC representam 14,6% do investimento total das empresas em P&D no Brasil. Gastos em P&D das empresas do setor de TIC: OCDE e Brasil (% do gasto total das empresas em P&D).

Gráfico 3.  Investimento total em P&D: OCDE e Brasil (% PIB)
Gráfico 3. Investimento total em P&D: OCDE e Brasil (% PIB)

Confiança no Ambiente Digital

Proteção de Direitos e Privacidade

A proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital é um tema que requer atenção redobrada, pois a Internet e outras tecnologias digitais aumentam os riscos à sua segurança e privacidade. Há ainda uma série de outras dimensões em que é preciso definir com mais clareza como os direitos serão protegidos no ambiente digital. A proteção dos direitos humanos no ambiente digital deve ser realizada por meio do desenvolvimento de mecanismos de cooperação institucional entre instituições públicas e parcerias com agentes de mercado.

A aprovação da Lei de Proteção de Dados Pessoais e a criação ou nomeação de uma autoridade nacional para a sua aplicação são medidas importantes para estabelecer um ambiente de confiança no mundo digital. A cooperação institucional e as campanhas educativas também são um importante instrumento para a proteção efetiva de crianças e adolescentes. Por fim, é imperativo abrir um amplo debate sobre as novas tecnologias digitais e a proteção de direitos no ambiente digital.

Defesa e Segurança no Ambiente Digital

O Brasil precisa criar uma estratégia nacional abrangente de defesa e segurança cibernética e planos de mobilização para diferentes níveis e áreas de governo. O PNSI se concentra na segurança cibernética por meio da dimensão de gerenciamento de segurança da informação e reconhece o valor econômico e social da informação na economia de dados. Para medir o sucesso da defesa e segurança cibernética do país e calcular o custo do fracasso, as autoridades públicas e o setor privado também devem se unir para produzir dados e estatísticas confiáveis ​​sobre as vulnerabilidades e os custos econômicos do cibercrime no Brasil.

Desenvolver uma política nacional de cibersegurança, incluindo a identificação de uma autoridade nacional responsável pela concepção de um sistema nacional de cibersegurança envolvendo os setores público e privado. Consolidar o marco legal da segurança cibernética, alinhar as disposições penais e processuais existentes na legislação brasileira e avançar no fornecimento de novas ferramentas de investigação para o mundo digital. Formar recursos humanos especializados e investir em investigação e desenvolvimento na área da ciberdefesa e segurança com o objetivo de promover a autonomia tecnológica nacional em termos de conhecimento e produtos.

Educação e Capacitação Profissional

O Brasil conta atualmente com aproximadamente 150.000 escolas públicas de ensino fundamental, muitas das quais são pequenas escolas rurais (38% do total de escolas) com apenas 8% do total de alunos. Em termos de acesso à Internet, 59% das escolas primárias públicas têm acesso à Internet, embora haja disparidade entre as escolas rurais que têm acesso (24% do total de escolas rurais) e as escolas urbanas (85% do total de escolas urbanas). Em relação à incorporação da tecnologia à rotina pedagógica, apenas 3% das escolas públicas de educação básica possuem computadores em todas as salas, ante apenas 19%.

Os cursos superiores de tecnologia atingiram 1.029.000 matrículas em 2014, das quais 133.000 foram na área de matemática e ciências da informação. 70 Disponível em: http://www.unesco.org/new/en/communication-and-information/access-to-knowledge/open-educational-resources/what-is-the-paris-oer-declaration/, acessado em 30.6.2017. De acordo com o diagnóstico descrito acima e as diretrizes já enunciadas no PNE e na BNCC, a estratégia de transformação digital brasileira voltada para a educação digital deve ter como objetivo promover o acesso amplo de alunos e professores a recursos de aprendizagem de qualidade e possibilitar práticas pedagógicas inovadoras. medidas com a universalização do acesso à internet em alta velocidade nas escolas públicas de ensino fundamental; garantir financiamento de longo prazo em cooperação com estados e municípios;

Figura 7. Quatro Dimensões no uso de tecnologia na educação
Figura 7. Quatro Dimensões no uso de tecnologia na educação

Dimensão Internacional

Governança da Internet

O progresso do Brasil na governança da Internet tornou-se uma referência internacional consolidada há vários anos. Quanto à governança em si, o modelo multissetorial do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) tem sido apresentado internacionalmente como um exemplo positivo desde sua fundação, em 1995, como uma das primeiras organizações responsáveis ​​pela governança da Internet no mundo. É preciso manter a liderança do Brasil na governança da Internet, abraçando os princípios da multissetorialidade, com base nos princípios de governança da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação75.

As discussões relacionadas à governança da Internet devem ocorrer em um ambiente de representação multissetorial equilibrada e proporcional em todos os fóruns de discussão – a rede é global; portanto, suas questões devem ser abordadas em seu impacto global, com cooperação global. O Brasil também deve continuar a buscar condições adequadas para a plena participação dos diversos setores, em seus diversos papéis e responsabilidades, nos fóruns, processos e órgãos de governança da Internet, incluindo o papel dos governos, quando for o caso. Promover questões de governança da Internet em fóruns, negociações, mecanismos e articulações relacionadas a esta agenda, utilizando parcerias em diversos campos (União Européia, Mercosul, IBAS, BRICS, G20, ONU, entre outros).

Processos de Coordenação e de Integração na Economia Digital

Trata-se de uma iniciativa nova que ganha força nos processos de coordenação e integração econômica de nossa região. Isso pode representar uma oportunidade econômica excepcional para o país, abrindo mercados para produtos brasileiros com projeção por meio de plataformas digitais e marketplaces, contribuindo para vantagens comparativas na logística de entrega na região. O envolvimento do setor privado nos processos de coordenação e integração é fator fundamental para a inserção do país nos mercados globais.

Um dos focos desta estratégia prende-se com as plataformas e marketplaces digitais, conforme descrito no eixo económico para a transformação digital, especialmente no capítulo referente a “Novos modelos de negócio”. A importância desse segmento de mercado de plataformas digitais para e-commerce tende a crescer com o processo de integração e consolidação da cadeia de valor na América Latina. Alargar o envolvimento ativo do país nas negociações sobre casos de coordenação e integração na economia digital, a nível internacional, e assegurar a representação e participação nas discussões e deliberações sobre esta temática.

Internacionalização das Empresas Brasileiras na Economia Digital

Outras ações de políticas públicas e parcerias com associações e entidades privadas83 podem constituir uma ampla rede de apoio para a promoção e capacitação de PMEs no ambiente digital, com foco nas oportunidades do comércio eletrônico internacional. Promover a expansão do comércio eletrônico de exportação de bens e serviços, identificar oportunidades e barreiras e apoiar a integração das empresas brasileiras neste segmento de mercado. Estabelecer parcerias com associações e entidades de apoio às pequenas e médias empresas (PME) para as incentivar e formar para a sua atuação no comércio eletrónico internacional.

Incentivar a interação entre empresas e entidades interessadas em expandir as exportações por meio do e-commerce, inclusive por meio de eventos, rodadas de negócios e palestras. Desenvolver selos de qualidade para exportação de comércio eletrônico (por exemplo, do Inmetro ou Apex-Brasil). 83 Por exemplo, SEBRAE (www.sebrae.com.br) e Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (www.camara-e.net).

Transformação Digital da Economia

Economia Baseada em Dados

Data centers são repositórios centralizados, integrados a uma rede de telecomunicações, com a finalidade de armazenar, gerenciar e distribuir dados e informações. Esses são elementos-chave para o segmento de computação em nuvem na cadeia de valor da economia de dados. Com base nesse cenário, identifica-se como estratégico para o Brasil construir mecanismos de atração de data centers.

Ao mesmo tempo, aumentar o número de data centers no país significa mais controle sobre o conteúdo e, consequentemente, maior segurança dos dados de empresas e cidadãos. Fluxo livre de informações e computação em nuvem como alguns dos fatores essenciais para a inovação no mercado de dados. Promover a cooperação entre representantes governamentais, universitários e empresariais para facilitar o intercâmbio de conhecimentos e tecnologias relevantes para o mercado de dados.

Figura 8. Fluxo global de dados e comunicações
Figura 8. Fluxo global de dados e comunicações

Um Mundo de Dispositivos Conectados

Além das transformações sociais em curso, espera-se que as aplicações de IoT e as tecnologias digitais promovam o aumento da produtividade e competitividade dos países. Diante desse reconhecimento, esforços têm sido feitos para expandir o uso de IoT e tecnologias digitais no Brasil. Em 2014, foi criada a Câmara IoT, fórum multissetorial que reúne governo, universidades, centros de pesquisa e empresas com o objetivo de definir modelos de governança, medidas de promoção da inovação, infraestrutura e regulação para o desenvolvimento da Internet das Coisas no país, que passará pela criação de um plano nacional de IoT .

Para atingir esse objetivo, o Plano Nacional de IoT atuará em diferentes dimensões, estabelecendo diretrizes gerais e propondo iniciativas concretas. Adotar o Plano Nacional de IoT e implementar plataformas de teste para fornecedores de Internet das Coisas nos elos da cadeia de valor de cada uma das quatro verticais identificadas como prioritárias: Saúde, Agricultura, Indústria e Cidades Inteligentes. Implementar ações voltadas para o desenvolvimento de um ambiente dinâmico e competitivo no segmento de dispositivos IoT, sensores, máquinas e dispositivos.

Figura 9. Dimensões da Internet das Coisas
Figura 9. Dimensões da Internet das Coisas

Novos Modelos de Negócio

Um dos principais impulsionadores da economia digital é o comércio eletrônico facilitado e impulsionado por plataformas digitais que permitem a transação de bens e serviços. O programa desempenha um papel fundamental na expansão do comércio eletrônico internacional para empresas nacionais. Fortalecimento da atuação internacional das plataformas brasileiras de e-commerce, em linha com a iniciativa do Programa e-Xport Brasil, conforme detalhado no eixo Dimensão Internacional.

Promover ações como a criação de programas e serviços logísticos e o acesso a fundos de financiamento específicos, com vista à dinamização das pequenas e médias empresas (PME) focadas no comércio eletrónico. Incluir disposições relativas à atuação internacional das plataformas de comércio eletrônico nos novos acordos comerciais multilaterais e bilaterais que o Brasil está negociando. Promover o equilíbrio competitivo entre os operadores económicos atuantes nos diferentes segmentos da prestação de serviços audiovisuais e musicais em ambiente digital.

Figura 10.  Atores do Ecossistema de Plataformas Digitais
Figura 10. Atores do Ecossistema de Plataformas Digitais

Transformação Digital: Cidadania e Governo

São elas a Plataforma de Análise de Dados do Governo Federal (GovData), a Plataforma de Interoperabilidade ConectaGov178 e a Plataforma de Reconhecimento Cidadão Digital (Predic). O ConectaGov é um barramento de interoperabilidade de dados governamentais que visa facilitar a integração e reutilização de dados para prestar serviços aos cidadãos. 180 Compilações de princípios aplicáveis ​​a uma política de dados governamentais abertos podem ser acessadas em http://.

A existência de um ecossistema de dados públicos que visa simplificar a prestação de serviços à sociedade e melhorar a gestão e eficiência das despesas. Cessão total de certidões e documentos de serviços públicos digitais já contidos em bases de dados governamentais. Consolidar a Política de Dados Abertos do Governo Federal, fortalecer a cultura de transparência, controle social e inovação e promover um ecossistema que estimule novos modelos de negócios para a prestação de serviços.

Figura 12.  Comparação internacional do custo operacional de serviços de governo por tipo de  transação
Figura 12. Comparação internacional do custo operacional de serviços de governo por tipo de transação

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Figura 1. Modelo de Hiato de Mercado e Hiato de Acesso
Gráfico 1.  Evolução dos Acessos em Serviço
Gráfico 2.  Quantidade de Acessos por Serviço em 2016 (em milhares de acessos)
Figura 2. Municípios com backhaul com e sem fibra  ótica
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Referências

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