O objeto deste tópico é a discussão sobre a possibilidade de penhora parcial da obrigação de não alimentos pelo credor, em função do salário do devedor, depois de feitas todas as diligências para penhorar os bens elencados no artigo 655 do Código Civil . esgotado.. A exceção está prevista no parágrafo segundo daquele artigo, por permitir a fixação parcial do salário do devedor para pagamento de pensão alimentícia. Atualmente, a jurisprudência mineira mudou de posicionamento, onde alguns juízes passaram a aceitar a penhora parcial do salário do devedor nessa situação.
Assim, tendo em vista o disposto no artigo 649, IV, do Código de Processo Civil, é possível a penhora parcial do salário do devedor, quando a dívida não decorrer de obrigação alimentar. O segundo capítulo trata da penhora e analisa os efeitos das ações processuais, os efeitos das decisões, principalmente sobre o que vem a ser a inaplicabilidade relativa do salário. Por fim, o último capítulo será dedicado ao exame da possibilidade de penhora parcial não alimentícia do salário do devedor no Código de Processo Civil.
PROCESSO DE EXECUÇÃO
- Princípio da Efetividade da Execução
- Princípio da Menor Onerosidade ao Devedor
- Partes na Execução
- Responsabilidade Patrimonial
Ocorre, assim, que o Código de Processo Civil determina condições processuais especiais que variam da finalidade para a qual a jurisdição foi invocada, tendo em vista a finalidade do juiz estadual. O artigo 791, III do Código de Processo Civil ensina que quando o devedor não estiver na posse de bens penhoráveis, a execução será suspensa. O Código de Processo Civil, de fato, apresenta uma lista de bens indispensáveis para que o devedor assegure o mínimo necessário para ter uma vida digna.
Nessas condições, o artigo 620 do Código Civil dispõe: "Quando o credor puder promover a execução por diversos meios, o juiz determinará que esta se torne o mais onerosa possível para o devedor" 16. 585, do Código de Processo Civil e execução contra a Fazenda Pública, neste caso com base no artigo 730 do referido código. O artigo 591.º do Código de Processo Civil estipula que o devedor é responsável, “pelo cumprimento das suas obrigações, com todos os seus bens correntes e futuros, ressalvadas as limitações previstas na lei”.
O artigo 620 do Código de Processo Civil estabelece o chamado princípio da menor objeção ao devedor. Conforme estipulado nos artigos 566.º e 568.º do Código de Processo Civil, a execução só pode ser facilitada pelo credor ou por pessoas coletivas, ou seja. O artigo 580.º do Código de Processo Civil enumera os requisitos necessários à promoção de qualquer execução, nomeadamente: a revelia do devedor e a existência de título executivo.
O Código de Processo Civil apresenta dois tipos de títulos obrigatórios: os judiciais elencados no artigo 475-N do referido código e os extrajudiciais previstos. A lista de títulos extrajudiciais é extensa, pois além dos elencados no artigo 585 do Código de Processo Civil, existem outros previstos em lei própria, como a Lei Uniforme de Genebra aprovada pelo Decreto n. Nesse sentido, o artigo 262 do Código de Processo Civil dispõe: “O processo civil inicia-se por iniciativa da parte, mas desenvolve-se por impulso oficial”29.
Em geral, o artigo 6º da atual Lei de Processo Civil estabelece que ninguém pode reivindicar o direito de outrem em seu próprio nome, a menos que seja permitido por lei. No entanto, é possível penhorar bens de terceiros, conforme prevê o artigo 592.º do Código de Processo Civil. O artigo 591 da atual lei de processo civil ensina: "O devedor responde pelo cumprimento de suas obrigações com todos os seus bens presentes e futuros, ressalvadas as limitações estabelecidas em lei" terá o patrimônio condicionado ao cumprimento da obrigação.
DA PENHORA
- Conceito, finalidade e natureza jurídica da Penhora
- Efeitos
- Impenhorabilidade
- Indicação de bens à penhora e ordem preferencial
- Penhora por Oficial de Justiça e por termo nos autos
- Penhora por meio eletrônico
- Avaliação dos bens penhorados
- Auto de penhora e do depósito
- Dos atos de expropriação de bens
- Adjudicação
- Alienação por iniciativa particular
- Pagamento ao credor
O penhor tem função ao mesmo tempo individualizadora e garantidora, pois serve para individualizar os bens ou direitos a serem expropriados para garantir o pagamento da dívida. Tem por objetivo individualizar e confiscar os bens objeto de cerceamento judicial, tornando-os indisponíveis e reservando-os para futura expropriação. O segundo objetivo é manter os bens individualizados na mesma situação em que se encontravam no momento da constrição.
Os bens vinculados são assim confiados a um depositário que tem o dever de zelar pela sua segurança, de acordo com as sanções da lei. Trata-se de utilização direta quando os bens penhorados serão utilizados diretamente para cumprimento do crédito, serão entregues ao credor, passarão a fazer parte de seu patrimônio. Por outro lado, é uso indireto quando os bens são expropriados e convertidos em dinheiro, que é entregue ao credor até o limite do crédito.
Os efeitos processuais são a obrigação de garantir o juízo, de individualizar os bens que darão suporte à atividade executiva e de gerar o direito de prioridade ao credor. A individualização dos bens que darão suporte à atividade executiva, para Arnaldo Marmitt, seria o mesmo que “Destacar os bens que, dentro do acervo de outros que compõem o patrimônio do devedor, estão reservados para garantia do empréstimo que está sendo executado” 47. Apuramos os bens absolutamente não penhorados, previstos no artigo 649.º do Código Civil e na legislação extravagante, nomeadamente na lei que dispõe sobre a não penhora de bens familiares e nos planos de benefícios da segurança social.
Atualmente, o artigo 652, § 2º do Código de Processo Civil dispõe que no pedido inicial de execução, o credor poderá indicar os bens a serem dados em garantia. Se o credor não especificar, independentemente de qualquer requerimento, caberá ao oficial de justiça proceder à penhora dos bens que constituam o valor da dívida, ou o juiz poderá, de ofício ou a requerimento do credor, ordenar a penhora do devedor intimação para especificar os bens objeto de penhora, na forma do art. 652, § 3º, da referida lei. No Brasil, a sentença pode ser requerida independentemente de os bens penhorados serem imóveis ou móveis.
Será realizada em esquadria, quando entre os bens penhorados existam alguns imóveis que se realizem no átrio do edifício do foro. Será arrematado quando forem vendidos todos os bens móveis, no local onde estarão os bens móveis ou em local determinado pelo juiz. Não havendo pagamento espontâneo, o bem penhorado ficará sujeito à expropriação, a ser paga pelo credor.
DA POSSIBILIDADE DA PENHORA PARCIAL DO SALÁRIO DO DEVEDOR
Princípio da Dignidade da Pessoa Humana
A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui um Estado democrático de direito, fundado na soberania, na cidadania e na dignidade da pessoa humana, conforme disposto no artigo 1º da Constituição da República Federativa de 1988. A dignidade da pessoa humana significa que, diferentemente das coisas, o ser deve ser tratado e considerado como um fim em si mesmo, e não para alcançar determinados resultados. A dignidade da pessoa humana deriva do fato de que a pessoa, que é racional, é capaz de viver em condições de autonomia e de se guiar pelas leis que ela mesma promulga, todo ser humano tem dignidade e não tem preço (... ) 63 .
A dignidade da pessoa humana é valorizada e agregada aos direitos fundamentais, pois este princípio se aplica não apenas aos direitos individuais, mas também aos de natureza econômica, social e cultural. Isso porque, no Estado Democrático de Direito, a liberdade não é apenas física, mas inclui barreiras econômicas, sociais e políticas que podem limitar a plena realização da personalidade humana. Desta forma, o Estado não pode utilizar a pessoa como simples mecanismo de poder ou como mero objeto necessário para atingir determinados objetivos, mas deve sempre prover o máximo.
A dignidade como propriedade interna da pessoa (todas as capacidades da humanidade estão presentes em cada homem e mulher) é irrevogável, intransmissível e é um elemento que qualifica a pessoa como tal e dela não se pode separar.65. Depois de considerado o princípio da dignidade da pessoa humana, que se agregou ao apresentado no primeiro capítulo, quando se discutiu o princípio da eficácia da execução, resta-nos agora mostrar, sem qualquer contradição entre esses princípios, a possibilidade de apreensão parcial de salários.
Da possibilidade da penhora parcial do salário do devedor no Código de Processo Civil Processo Civil
Interpretando literal e individualmente o referido artigo, cabe a voz do Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais Dr. No entanto, a redação daquele artigo não deve ser analisada isoladamente, devendo ser analisada também a situação do credor. Diante disso, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a nosso ver acertadamente, mudou seu posicionamento, tornando possível a penhora parcial do salário do devedor quando a dívida não decorrer de obrigação alimentar, desde que outros meios para atender a demanda a dívida pára.
Nesse sentido, para responder à hipótese de pesquisa, destacamos os argumentos bem fundamentados utilizados pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, dr. Além disso, refira-se que a percentagem do salário do devedor passível de penhora está limitada, conforme jurisprudência, a uma percentagem máxima de 30%. trinta por cento) dos rendimentos do devedor, pelo que se entende que esta percentagem já é admitida no ordenamento jurídico do nosso país, para que o devedor tenha uma vida digna. Assim, o Tribunal do Distrito Federal entendeu corretamente que 30% (trinta por cento) dos salários podem ser penhorados justamente porque esse percentual pode ser utilizado como garantia no contrato de empréstimo bancário consignado em folha de pagamento.
Por outro lado, o credor encontra, mesmo parcelado, a possibilidade de receber seu crédito, sem prejuízo. Dessa forma, o credor pode cumprir seu crédito dentro do percentual limite mensal do salário do devedor, sem colocar em risco sua vida, o que garante a eficácia do processo. Tal mudança é tão marcante que o novo Código de Processo Civil já permitirá, ainda que de forma limitada, a possibilidade em artigo específico de penhorar salários em alguns casos.
Ficou comprovado que, embora não haja legislação específica sobre o tema e não haja consenso sobre a possibilidade de penhora parcial do salário do devedor inadimplente, ela tem sido amplamente aceita em nosso ordenamento jurídico, inclusive pelo Tribunal de Justiça da Justiça de Minas Gerais. Através do presente trabalho, procuramos demonstrar a importância da aplicação da penhora parcial ao salário do devedor, quando a dívida não decorre de obrigação alimentar em nosso ordenamento jurídico. Ademais, cumpre observar que o percentual penhorável do salário do devedor está limitado ao percentual máximo de 30% (trinta por cento) dos rendimentos do devedor, o que garante a eficácia da execução, conforme tem entendido a jurisprudência.
Diante do exposto e da relevância do tema aqui tratado, cabe observar que a nova lei de processo civil, ainda que de forma limitada, em artigo específico permitirá a penhora de salários em alguns casos.