O trabalho trata das propriedades mecânicas, físicas e diferentes usos do bambu e uma proposta de seu uso para melhoria de habitação social na comunidade de Portelinha, Córrego Boa Vista em Caratinga Minas Gerais. Frente a esse cenário, o presente trabalho aborda questões relacionadas à habitação social e realiza um estudo sobre a utilização do bambu como material alternativo na construção de moradias para pessoas de baixa renda na comunidade de Portelinha, localizada em Caratinga-MG.
Objetivos
Objetivo geral
Objetivos específicos
Metodologia
Com o desafio gerado pelo défice habitacional e habitacional de baixo custo, surge a necessidade de habitação social (HIS). De 1964 a 1986, período da ditadura militar, foram instituídos o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o Banco Nacional de Habitação (BNH) e as Sociedades Habitacionais (COHAB), que arrecadavam recursos por meio do Fundo de Garantia do Tempo. Serviços (FGTS) criado em 1966.
Déficit Habitacional no Brasil
Diversos testes de resistência já foram realizados em laboratórios no Brasil, um dos objetivos dos centros de pesquisa é desenvolver uma norma brasileira específica para o uso do bambu na construção civil. Vários testes foram realizados na PUC-RJ, comprovando que é rentável usar bambu em vez de aço. Ele aplica concreto no interior do bambu para torná-lo sólido, já que seu interior é oco.
31 Disponível em
LEI DE POLÍTICA NACIONAL DE INCENTIVO AO MANEJO E CULTIVO DO BAMBU E OUTRAS DISPOSIÇÕES aprovadas no Congresso em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff. Dispõe sobre a política nacional de incentivos ao manejo e cultivo sustentável do bambu e dá outras providências.
Direito a moradia
Apresentação do bambu como material construtivo não convencional
As pesquisas sobre a disponibilidade de materiais sustentáveis para a construção civil cresceram significativamente na última década, incentivadas por órgãos governamentais, instituições de pesquisa e setor privado em diversos países, como alternativa ao uso de matérias-primas não renováveis que esgotaram a matéria-prima. suprimentos. recursos naturais do planeta. Permitirá também a utilização de um material amigo do ambiente, o que permitirá uma redução significativa dos custos energéticos no fabrico de componentes de construção.
Bambu: um material multifuncional
Os povos indígenas do Brasil sempre utilizaram o bambu para confeccionar diversos utensílios como flautas, traqueias12, cestos para uso doméstico e para colheita no campo, entre outros. No Brasil, não é culturalmente utilizado com todo o potencial que oferece, guardado na hora errada, sem levar em conta a secagem adequada e sem tratamento, o que.
Característica e preparo do bambu para seu uso em construção
O manejo cuidadoso da pilha é importante para o desenvolvimento do bambu e é um dos tratamentos que ajuda a planta a sobreviver. A secagem do bambu deve ser realizada de forma equilibrada para evitar deformações e rachaduras, sendo necessária ventilação para perda de umidade.
Caraterísticas mecânicas e normatização
A ligação consiste em abrir um furo na parte superior da parede de bambu aparafusada. As construções de paredes podem ser tratadas com esteiras de bambu diretamente no local, ou os painéis podem ser montados em oficinas com aberturas de janelas e portas preparadas (Figura 54). Os tapetes de bambu podem ser entrelaçados com diversos motivos e deixados expostos no interior como paredes decorativas ou misturados com terra ou argamassa comum (foto 56).
As paredes também podem ser feitas com meio colmo de bambu ou com colmo inteiro, conforme mencionado anteriormente (figura 60). O Anexo 6 traz uma tabela com os preços das varas de bambu na região sul/sudeste em 2008. A arquiteta responsável pelo escritório de arquitetura Amima Leiko Hama Motomura32 é um exemplo de profissional que utiliza regularmente o bambu em sua arquitetura no Brasil.
Em geral, uma casa do programa Vivenda Casa de Cristo com todos os componentes de bambu e madeira é construída em 2,5 horas. Avaliação da utilização do bambu como material alternativo para construção de habitação social.
Locaização do objeto de estudo Comunidade da Portelinha
Processo de regulamentação do Bairro Boa Vista
Em Portelinha, houve uma tentativa de regularização em fevereiro de 2016, por meio da qual foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)23 “entre o MPMG, a incorporadora e o município, pelo qual assumiram obrigações visando à regularização do loteamento, por meio de aprovação de reprogramação de o projeto de planejamento urbano” (MPMG, 2019), que inclui obras de infraestrutura urbana e recuperação de danos ambientais, além de garantir que os moradores de baixa renda que ocupam o lugar nas subáreas permaneçam no local e tenham preferência na compra. 23 O Conselho Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Interesse Social - CMHDUIS, faz uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei Municipal nº com as alterações introduzidas pela Lei nº, de 8 de abril de 2014, atentas as deliberações unânimes dos membros presentes. Conselho durante reunião ordinária realizada em 25 de fevereiro de 2016. A lista de beneficiários do loteamento Boa Vista (comunidade Portelinha), para inclusão no projeto habitacional publicada em 25 de fevereiro de 2016, contempla 92 beneficiários.
Foi revisado com os vereadores presentes na reunião ordinária realizada em 28 de abril de 2016 com 176 beneficiários e por último em 30 de junho de 2016 com 96 beneficiários, conforme site da Prefeitura de Caratinga (PMC), deixando o número real e os nomes dos beneficiários em o momento deste estudo confuso.
Delimitação da área de estudo
Naquele dia, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) encaminhou ao município de Caratinga e ao proprietário do terreno uma proposta de acordo que prevê a regularização do imóvel. O objetivo do acordo proposto é regular a posse sustentável de terras de importância social no loteamento de Boa Vista de acordo com a Lei Federal nº para garantir o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e o direito a um ambiente ecológico. equilibrado, com partilha de responsabilidades. Até que o Ministério Público tomasse essas medidas para intervir em favor desta população, sem o apoio do poder público como forma de protegê-la e lutar por ela, os moradores ficavam à mercê de especuladores imobiliários e advogados.
Essa população desconhece seus reais direitos, os moradores vivem na incerteza, com medo de perder o pouco que possuem, que, apesar de precariamente construído, é uma casa abrigada.
Análise da infraestrutura e modo de vida da Comunidade da Portelinha
Segundo o MPMG26, “a ausência de infraestrutura urbana ameaça a qualidade de vida dos moradores, o meio ambiente ecologicamente equilibrado e o meio ambiente. Esta falta de mobilidade acaba por prejudicar as crianças que ficam sem transporte escolar, que já é escasso. Segundo a Fundação João Pinheiro, o poder público trata a ausência de qualquer elemento de infraestrutura básica como domicílios carentes (as variáveis da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) utilizadas nos cálculos dos critérios de inadequação dos domicílios estão no Anexo 3).
Domicílios sem infraestrutura são todos aqueles que não dispõem de pelo menos um dos seguintes serviços básicos: iluminação elétrica,
Análise de renda
A parte habitacional da Comunidade com maior poder de compra, como mostra o gráfico 2, investe na sua habitação. A incerteza sobre o futuro do loteamento faz com que eles se sintam inseguros quanto a investir na melhoria ou ampliação de suas casas e depois serem removidos ou realocados. Ao analisar os métodos construtivos das residências na comunidade Portelinha, percebe-se que as residências possuem poucos cômodos em seu interior, apesar de possuírem mais de um morador.
Esses moradores sonham em ampliar ou melhorar suas casas, mas a renda familiar mal dá para sobreviver, sem esperança ou expectativa de quando conseguirão melhorá-las.
Estrutura e vedações
As casas foram construídas com tijolos cerâmicos de forma rudimentar, em mutirão ou com mão de obra própria. O bloco de vedação cerâmico não deve apresentar defeitos sistemáticos, como fraturas, superfícies irregulares ou deformações que impeçam seu uso na função especificada, e as características visuais face a face do bloco cerâmico devem atender aos critérios de avaliação de aparência especificados, tais blocos terá a forma de um prisma reto. O aumento da umidade nas paredes das residências promove o aparecimento de mofo e a propagação de fungos, deixando os moradores expostos a diversas doenças respiratórias, além de deixar o ambiente sem conforto térmico.
No inverno, essa falta de conforto é bem visível por causa do vento frio que entra pelas frestas e buracos das paredes.
Cobertura/telhados
Bambu em Caratinga
Na busca por estudos de espécies na região de Caratinga em Minas Gerais, foram realizadas visitas planejadas às autoridades competentes. Devido à falta de informações sobre as espécies em nossa região, recorremos à busca de sites de espécies na Internet. Durante quatro anos, ela visitou cidades da região de Viçosa, coletando e catalogando espécies regionais. Segundo ela, faltam pesquisas sobre esse grupo diversificado de espécies em Minas Gerais.
O tipo de bambu encontrado na zona rural de Caratinga pode resolver 80% das patologias prediais da fundação ao telhado, além de realizar sonhos de tão necessária ampliação da casa.
Ferramentas, cortes e tratamento proposto
O corte do bambu da espécie Gigantheus deve ser feito próximo ao nó para não acumular água em seu interior, apodrecendo o rizoma e virando depósito para insetos. Após o corte, deixe no mato por três semanas para diminuir a umidade e consequentemente o peso do pau. Deve ser deixado sem contato com o solo, galhos e folhas (figura 46 da espécie Gigantheus encontrada em Santa Bárbara do Leste).
Após o tratamento, deixa-se secar à sombra por três meses na horizontal sem contato com o solo, monitoramos pragas e umidade, é necessário virar com a mão de vez em quando e cuidar para que não enrole.
Métodos construtivos usando o bambu nos principais elementos
- Fundações
- Laje do piso e tipos de ligações
- Ligações dos pilares com as fundações
- Vedações/paredes
- Esquadrias
- Cobertura/telhado
- Análise de custos
Nas placas de bambu, o principal problema é o contato com a umidade durante o período de cura do concreto, onde o bambu aumenta de diâmetro e depois retorna ao seu diâmetro original, criando vazios entre o concreto e o bambu e causando fissuras, fazendo com que a resistência diminua. . Estas placas, reforçadas com formas permanentes de bambu, permitem um vão de 3 a 4 metros de apoio a apoio. As esteiras de bambu são muito versáteis e são utilizadas em diversos painéis, tanto painéis manuais na construção civil ou artesanato, quanto painéis pré-fabricados em larga escala em indústrias, como a Hogar de Cristo, localizada em Guayaquil, Equador.
Os desenhos mais utilizados em telhados tradicionais asiáticos são aqueles que utilizam telhados inteiros cortados ao meio, dispostos em canal de cabo, ou aqueles que utilizam pedaços formados pela retirada da casca do bambu (Shingle.. Telhas), de aproximadamente 3 cm. largura por 40 cm de comprimento, com abertura na parte traseira para fixação em ripas de bambu, espaçadas no máximo 15 cm entre si (Figura 45) (JAYANETTI; FOLLETT, 1998 apud PADOVAN, p.67 2010 ).
Obras com bambu
O uso do bambu é apresentado ao mundo como um excelente material para a construção civil, como na primeira Bienal Internacional de Arquitetura do Bambu, realizada em setembro de 2007, na pacata vila de Baoxi, na província de Zhejiang, na China. Outro exemplo no Brasil é o projeto do Centro Cultural Max Feffer em Pardinho (Figura 72), São Paulo, que é reconhecido mundialmente como um exemplo de arquitetura sustentável. Além de menção honrosa na 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, realizada em 2009, esta construção recebeu o prêmio de certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) (GALERIA DA ARQUITETURA, 2011).
32 Leiko Motomura é formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.
Casa no Parque Augusto Franco Aracaju
Hogar de Cristo
A habitação custa 1/7 da habitação social mais barata fornecida pelo governo, as linhas de crédito tornam-se mais acessíveis às famílias para que possam comprar a sua própria casa e poder subsidiá-la. As doações são feitas às fábricas para ajudar famílias que não têm outras fontes de renda.
Habitação social de bambu no México
1º Esta lei institui a Política Nacional de Incentivo ao Manejo e Cultivo Sustentável do Bambu - PNMCB, visando o desenvolvimento da cultura do bambu no Brasil por meio da atuação do governo e de empresas privadas. I - avaliação do bambu como produto agrícola-florestal-cultural capaz de satisfazer necessidades ecológicas, econômicas, sociais e culturais; I - promoção da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico voltados ao manejo sustentável, ao cultivo, aos serviços ambientais e à utilização de produtos e subprodutos do bambu;
IV – criar parcerias com entidades públicas e privadas para maximizar a produção e comercialização de produtos derivados do bambu;