PSDB – Partido Social Democrata Brasileiro PSDC – Partido Social Democrata Cristão PSL – Partido Social Liberal. PTB – Partido dos Trabalhadores Brasileiros PTC – Partido Cristão dos Trabalhadores PTN – Partido Nacional dos Trabalhadores PT do B – Partido dos Trabalhadores do Brasil PV – Partido Verde.
Introdução
17 No segundo capítulo, levanta questões sobre as decisões partidárias e quais dimensões do posicionamento político serão trabalhadas durante o trabalho, quais serão as variáveis que precisam ser explicitadas.
Racionalidade das decisões partidárias: coligações e análise do posicionamento político
Ideologia e Governismo
- Posicionamento político para além da ideologia
Por um lado, a interpretação marxista da ideologia como uma avaliação incorreta do mundo, no sentido de “falsa consciência”. A abordagem linear de Duverger aos partidos políticos, exemplificada no modelo partidário de massas, permite avaliar a existência de um declínio das instituições partidárias no mundo ocidental (KATZ; MAIR, 1995).
Condicionantes das coligações
Condicionantes estratégicas e de poder político
No caso de sistemas em que é necessário que um partido obtenha um número mínimo de votos para ter representação política, como ocorre quando há cláusulas de barreira, também haverá incentivos para que partidos menores se associem àqueles que tenham capacidade de acumular os votos necessários para superar essa condição. Nesse cenário, uma candidatura com menor chance de sucesso eleitoral pode ser lançada para dividir o voto de um candidato mais competitivo, reduzindo suas chances de vitória.
Condicionantes socioeconômicas
Ambientes com melhores condições para a disseminação de informações favorecem uma participação política mais informada e, portanto, mais sofisticada, o que beneficia o nível de racionalidade da ação política (REIS, 1984, p. 128-9; CASTRO, 1994, p. 20) no momento em que o eleitor decide sobre as opções representativas oferecidas pelo sistema político. Como discutimos no início do capítulo, a racionalidade não se limita à falsa questão de existir ou não na direção da ação humana, podendo-se falar em certo grau de racionalidade devido à quantidade de informações disponíveis sobre os elementos que afetam o alcance dos objetivos dos indivíduos.
Dependência financeira
A consistência das coligações de um partido é resultado dessa demanda do meio, seja por fatores internos ou externos. Isso não implica que mais de um conjunto de restrições não afete o formato das coalizões, mas enquadra a análise para ver se é possível distinguir um padrão mínimo para explicar o formato das coalizões para todos os partidos.
Especificidades do sistema político brasileiro
Comportamento partidário e competição partidária em múltiplos níveis
A lógica de um sistema partidário nacional unitário, “um dos principais pressupostos em muitas análises de partidos políticos” (DESCHOUWER, 2006, p. 291), não cabe no contexto brasileiro. A dimensão horizontal enfatiza diferentes comportamentos políticos mesmo dentro do mesmo partido político nacional.
Estudos sobre coligações e o contexto brasileiro
Estudos populares do campo de coalizões e coalizões, como o de Ricker (1962), não foram incluídos neste momento inicial, talvez por ser um tema muito recente na época. Para Soares (1964), as coalizões seriam estimuladas pela capacidade de reduzir os custos de participação de um partido político. Porém, além dessa dimensão quantitativa da disputa política, era preciso levar em consideração a influência de um elemento qualitativo, a tendência ideológica dos partidos políticos.
Um dos principais efeitos é o uso de um conceito de racionalidade que nunca é explicado ou elaborado. Um primeiro passo é explicitar um conceito que está presente na teoria inicial de Soares, mas ainda não foi trabalhado: negociação e interação entre partidos políticos.
Municípios brasileiros e distribuição da força partidária
Recorrentemente, as discrepâncias entre os resultados das regiões levam à interpretação de que a cultura política específica de cada ambiente levaria a determinados resultados políticos, ao predomínio de um partido político em detrimento de outro. Um dos elementos que contribui para esse quadro é a existência de condições de organização diferenciadas entre os partidos políticos, como a consideração proposta por Panebianco (1982). Nenhum partido político concorre a todas as eleições para prefeito, seja com candidatura própria ou com apoio de candidato de outro partido40.
No entanto, a eleição de 2008 não confirma a existência de um padrão, pois aumenta o número de prefeitos eleitos pelo partido. Como pode ser observado na Tabela 2, houve um crescimento do PT nas eleições municipais em relação ao número de eleições para prefeito em que pôde participar.
Disputa por prefeituras, coligações e estratégia eleitoral
Havendo coligações, os partidos que a compõem serão considerados como um só partido para o cálculo do quociente eleitoral e para a distribuição dos mandatos entre seus candidatos. 83, que tem maior influência sobre os partidos com menor densidade na circunscrição. Há, portanto, um claro incentivo para o uso de coalizões entre partidos menores, algo que teoricamente não se justifica para partidos maiores.
Nesse contexto, os grandes partidos se beneficiam dos votos dos partidos menores, criando expectativas e interações entre os partidos políticos. A Tabela 4 a seguir esclarece a importância que os partidos políticos atribuem às coligações como recursos praticamente indispensáveis nas disputas nas prefeituras.
Partidos, governismo e ideologia no Brasil
No entanto, a falta de identificação partidária não significa que o eleitorado ignore as diferenças entre os partidos políticos. Isso fornece um critério de distinção entre partidos políticos, necessário para identificar semelhanças e diferenças entre as associações políticas presentes nos sistemas partidários. Todos os partidos políticos brasileiros surgiram, em maior ou menor grau, de políticos que faziam parte da ARENA ou do MDB (FLEISCHER, 2004).
Com base nesses elementos, analistas políticos reiteradamente dividiram os partidos políticos brasileiros em torno de uma classificação recorrentemente utilizada pelo senso comum, tanto na sociedade quanto no meio jornalístico. No entanto, esta discussão não é suficiente para responder à questão de como os partidos políticos são formados.
Modelo de Análise
Classificação das coligações: variáveis dependentes
Em consequência, os partidos classificados como centristas têm dificuldade em apresentar valores elevados de consistência ideológica, devido à existência de um número reduzido de partidos nesta faixa do espectro ideológico. Entre as características que serão avaliadas, deve-se levar em consideração a ponderação do número de partes e a possibilidade de observar o posicionamento das partes na aliança. Assim, por um lado, há a desvantagem de perder o número de partidos da coalizão; por outro lado, pode-se verificar detalhadamente quem são os reais parceiros preferenciais de cada partido durante a formação das coalizões".
O índice de viés ideológico (IVI) para cada coligação eleitoral é definido em uma escala62 de 1 a 3, onde o valor 1 corresponde à maior concentração de partidos de esquerda e o valor 3 à maior concentração de partidos de direita. Os principais fatores a serem considerados são o número de partidos envolvidos na disputa e o número de vagas em disputa.
Definição dos indicadores das variáveis independentes
- Indicadores socioeconômicos
- Indicadores políticos – incerteza
- Indicadores políticos – poder político
- Indicadores políticos – dependência financeira
Dada a existência de mais de cinco mil municípios, é praticamente impossível no presente trabalho investir tempo e recursos necessários para obter dados primários de caráter individual sobre as condições locais. A dimensão educação do IDH-M refere-se a dois elementos: o nível de alfabetização e o nível de matrícula no sistema educacional brasileiro. O PIB pode sintetizar a quantidade de recursos produzidos em um município, mas não trata de sua distribuição.
Pode-se dizer que a posse de recursos dá acesso a um maior número de espaços de interação social. Conforme discutido anteriormente, essa dimensão poderia ser tomada a partir da quantidade de recursos enviados de uma unidade da federação para outra.
Análise do formato das coligações
Partido da Frente Liberal (PFL) e Democratas (DEM)
- Ideologia
- Governismo
Por fim, o conjunto de variáveis políticas apresentou efeitos mais fortes para explicar a variação no tamanho das coligações do PFL em 2000. A avaliação das condições do formato ideológico das coligações PFL/DEM mostra a relevância dos aspectos políticos para a compreensão das coligações partidárias para prefeito. Vale notar que o baixo efeito dos indicadores de poder político vale a pena discernir o tamanho das coligações do PFE em 2004 ou 2008, especialmente quando se considera o poder explicativo desta dimensão para a categorização das coligações no eixo esquerda-direita.
Entre os possíveis condicionantes das coligações do PFL, se as classificarmos segundo critérios governistas, há apenas a possibilidade de segundo turno, o que mostra resultados consistentes em todos os anos. A hipótese 5.1 é parcialmente comprovada, pois o critério ideológico pode explicar a tendência das coalizões em todos os anos analisados, mas não é consistente quais indicadores socioeconômicos seriam influenciados.
Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)
- Ideologia
- Governismo
A transição de um perfil baixo para um perfil alto em relação ao tamanho da população e acesso ao carro implicou um aumento de coalizões não polarizadas. É interessante notar o efeito para o poder local: o maior perfil em relação ao número de vereadores aumenta as chances de as coalizões serem polarizadas à esquerda. Por fim, como pode ser observado na Tabela 23, apenas a possibilidade de segundo turno afeta o formato das coligações do PMDB em 2008.
Com o auxílio do teste de Wald, observa-se que somente no ano 2000 todas as dimensões influenciaram na explicação da variação da polarização das coligações do PMDB. 164 polarização das coligações do PedEB, tanto à esquerda quanto à direita, ou de acordo com a polarização da oposição e sem polarização no caso de um ranking pró-governo.
Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB)
- Ideologia
- Governismo
O modelo calculado para as eleições de 2000 mostra as variações esperadas para tamanho da população, posse de carro e participação dos deputados estaduais. 167 Nas eleições de 2004, o aumento da probabilidade de observar uma coalizão não polarizada segue os padrões esperados quanto ao tamanho da população, ocupação urbana, posse de automóveis, fragmentação e posição no conflito eleitoral para a Câmara dos Deputados. . As duas variáveis cujo efeito pode ser destacado nas eleições de 2008 são o tamanho da população e a possibilidade de segundo turno.
Enquanto na eleição de 2000 17% das coligações relevantes do PSDB poderiam ser caracterizadas como polarizadas pela oposição, os valores observados em 2004 e 2008 caíram. Os valores observados no modelo explicativo para a eleição de 2000 são um exemplo do drama do PSDB pós-1999.
Partido dos Trabalhadores (PT)
- Ideologia
- Governismo
A orientação ideológica das coligações petistas é importante, mas é preciso notar a queda do número de coligações de esquerda, categoria que representava 49% das coligações petistas relevantes em 2000, para menos da metade desse valor em relação à fatia de 20% desse tipo de coligação em 2008. eleições.
As eleições municipais ocorridas no governo Lula classificaram mais de 70% das coligações como polarizadas à situação. Em 2000, a tabela de classificação indica um índice de 56,7% de acertos para o modelo de governo, restando o valor de 55% para a classificação ideológica das coligações.
Conclusão
Não houve uma única dimensão que esgotasse a explicação do formato da coalizão para todos os partidos segundo os dois critérios de posicionamento. Conforme constatado, a existência de um segundo turno tanto para PSDB quanto para PMDB influenciou o formato das coligações partidárias, ainda que contrariando as expectativas. A análise das condições socioeconômicas foi fundamental para entender as coalizões PSDB e PT em particular.
No entanto, isso resultou em uma falha geral do modelo para explicar a forma das coalizões. Finalmente, é possível considerar a existência de possíveis efeitos de interferência entre indicadores de restrições de coalizão.
A Dinâmica da Coordenação Eleitoral em Regime Presidencialista e Federal: Determinantes e Consequências das Coalizões Partidárias no Brasil".