E qual deve ser o papel dos carros elétricos nesse cenário de limitação da temperatura global a 2° Celsius? Eventualmente, as pessoas exigirão veículos elétricos, baseando sua escolha nos benefícios.
AS DIFERENTES TECNOLOGIAS DE VEÍCULOS ELÉTRICOS 13
Veículos elétricos de célula de hidrogênio (FCEVs) combinam hidrogênio e oxigênio para produzir eletricidade que alimenta o motor. A maior parte dos veículos elétricos no Brasil corresponde ao segmento industrial por meio de equipamentos como empilhadeiras, veículos rebocadores e carregadores.
INFRAESTRUTURA DE RECARGA
No caso de BEVs, o nível de carregamento I é mais adequado para carregamento doméstico, pois o tempo de carregamento é alto. Por outro lado, o nível II permite a recarga completa de veículos híbridos e totalmente elétricos dentro de um prazo razoável e, por esse motivo, foi considerado o nível de carregamento padrão.
BATERIAS
As baterias de cloreto de sódio e níquel, por outro lado, são usadas em veículos elétricos pesados (ônibus e caminhões) e PHEVs. Essas melhorias, por sua vez, resultarão em baterias e, consequentemente, veículos elétricos mais leves45, menores, com maior autonomia e mais baratos46. A disseminação da infraestrutura de carregamento, o aumento da autonomia da bateria e a redução do tempo de carregamento também contribuirão para reduzir ou eliminar esse problema.
Por fim, o preço ainda elevado dos veículos elétricos é o fator que mais dificulta a sua disseminação pelo mundo. A China é um dos países mais afetados pela poluição do ar, o que é uma grande motivação para o desenvolvimento de veículos elétricos no país. Entre as variáveis que possibilitaram essa expansão estão: incentivos financeiros para compra de carros elétricos e instalação de EVSE residenciais; isenção de taxas de licença e outros impostos para veículos elétricos novos;
INCENTIVOS PARA DISSEMINAÇÃO DOS VEs EM VÁRIOS PAÍSES
Outra forma de superar a resistência inicial à compra de um VE é fornecer subsídios para a instalação de EVSEs residenciais. Quase todos os países onde a participação de mercado de VEs excede 0,5% (China, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Holanda, Noruega, Portugal, Suécia, Reino Unido e EUA) oferecem incentivos diretos ou fiscais em nível nacional para cobrança local de instalação de infraestrutura75. Alguns estados também fornecem subsídios para a instalação de EVSEs domésticos 78 Japão • O governo federal financiou 2/3 da instalação de 500 carregadores rápidos e 650 carregadores lentos.
A mudança para veículos a diesel permite um prêmio adicional de $ 11.000 para BEVs e $ 4.000 para PHEVs. Há também uma aliança ZEV recém-formada composta por 8 estados dos EUA (Califórnia, Maryland, Massachusetts, Nova York, Oregon, Rhode Island e Vermont), bem como Quebec, Alemanha, Holanda, Noruega e Reino Unido, que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa, proporcionando maiores incentivos para a venda de veículos elétricos. A aliança foi estabelecida oficialmente em setembro de 2015, quando seus membros representavam 7% das vendas globais de veículos e 38% das vendas de veículos elétricos83.
O VEÍCULO ELÉTRICO COMO AGENTE TRANSFORMADOR DA INDÚSTRIA
Esta nova cadeia de valor implica que os tradicionais fabricantes de automóveis de combustão tenham de se relacionar com outros players fora do setor automóvel para que a mobilidade elétrica conquiste espaço e mercado. As indústrias de software ajudarão os proprietários de veículos elétricos com aplicativos e programas de navegação que os ajudem a encontrar as estações de carregamento mais próximas com mais facilidade e sejam compatíveis com o modelo de seu veículo. Portanto, para se manter relevante no futuro, a indústria automotiva deve se adequar a esse novo conceito de mobilidade como serviço (mobility as a service) e passar a oferecer mobilidade além de atuar sozinha na produção de veículos.
Ainda engatinhando, os veículos autônomos não devem se tornar economicamente viáveis antes de 2020. Mas até lá, reguladores, consumidores e corporações devem se preparar para uma nova realidade com veículos totalmente autônomos representando 15% das vendas globais de veículos. um serviço de aluguer - viaturas guel específicas para utilização rápida,. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento também são altos, assim como o custo de uma forte mudança estrutural dessas empresas, que durante décadas focaram na produção de veículos de combustão interna.
IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE
Além do setor automobilístico e de mobilidade como um todo, a implantação de veículos elétricos nas ruas e estradas do planeta gera inúmeros impactos em diversos setores, como meio ambiente e energia – neste último afeta os setores elétrico e de combustíveis fósseis . A expansão da mobilidade elétrica pode ajudar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes, uma vez que os carros elétricos não emitem ou emitem muito menos gases de escapamento em relação ao VCI108. No entanto, como já referido no Capítulo 3, a produção de eletricidade que alimenta os veículos elétricos também deve emitir zero poluentes, ou o mínimo possível, para que o efeito dos carros elétricos nas emissões de gases com efeito de estufa seja de facto significativo.
Conforme mencionado no Capítulo 2, devido aos avanços tecnológicos das últimas décadas e às possibilidades de desenvolvimentos futuros que permitam menores custos e maior desempenho, as baterias de íons de lítio são as mais adequadas para o desenvolvimento de veículos elétricos leves. Assim como o petróleo, a mineração de lítio se tornará economicamente viável a preços mais altos (ou seja, a curva de custo de exploração é íngreme) para atender a novas demandas. Além disso, a bateria como um todo pode ser reutilizada em outros veículos elétricos ou como fonte de energia distribuída para armazenamento de energia em residências e na rede elétrica122 – aspecto que pode, inclusive, abrir novas oportunidades de negócios123.
IMPACTOS NO SETOR ENERGÉTICO
Além disso, conectar veículos elétricos à rede elétrica pode ajudar a compensar a variabilidade de fontes renováveis intermitentes. Substituir a demanda por petróleo por VEs (Mdb) Participação dos VEs no mercado de transporte rodoviário. Nessa análise, a queda no preço das baterias é o fator mais importante que ainda não se concretizou para uma maior adoção dos VEs – cujo custo deve cair abaixo de US$ 100/kWh para que ocorra a massificação, conforme explicado no Capítulo 2.
Em suma, os formuladores de políticas públicas precisam analisar todas essas previsões de crescimento de VEs e seu impacto em todos os setores envolvidos, levando em consideração não apenas a evolução dos custos, mas também das tecnologias e novos modelos de negócios. No entanto, desafios técnicos e regulatórios, bem como o impacto da expansão da mobilidade elétrica no setor energético nacional, podem limitar a maior penetração de veículos elétricos na frota brasileira. Os carros elétricos no mercado brasileiro ainda são produtos disponíveis apenas para as classes A e B.
INCENTIVOS PARA OS CARROS ELÉTRICOS NO BRASIL
Portanto, apesar das reduções oferecidas pelo Inovar-Auto, o IPI dos carros elétricos continua alto e pode ser considerado um entrave à sua distribuição. Entre seus objetivos está o apoio a iniciativas que promovam o adensamento da cadeia de componentes na produção de veículos elétricos, preferencialmente a etanol, e a melhoria da eficiência energética de toda a frota de veículos do país. Além disso, uma das linhas de pesquisa do programa consiste nessas tecnologias e também na eficiência energética.
Já para os híbridos, a alíquota de importação fica entre zero e 7%, dependendo da cilindrada e das características de eficiência energética de cada modelo. A criação de uma nova cadeia de valor ligada aos carros elétricos também deve ocorrer no país – conforme descrevemos no capítulo 3. Quando essa mudança ocorrerá, porém, ainda é incerto, esperando-se que, assim que houver demanda suficiente, os carros elétricos também sejam montados no Brasil.
IMPACTOS DIRETOS E INDIRETOS DA EXPANSÃO DA MOBILIDADE
No que diz respeito ao setor nacional de combustíveis fósseis, o impacto real da expansão da mobilidade elétrica no Brasil dependerá da tecnologia de veículos elétricos que for adotada. Quando essa parcela da sociedade tiver condições de comprar um carro, ele será o mais acessível possível – que, pelo preço da tecnologia existente, ainda hoje é um veículo a gasolina. No entanto, cabe destacar que, como todas as medidas de política industrial que incluem subsídios, são necessárias medidas para desenvolver a frota de veículos elétricos no Brasil até que sua tecnologia seja competitiva, seus custos sejam altos e a indústria de carros elétricos ainda não esteja totalmente desenvolvida - tem um encontro, que termina quando essa realidade mudar.
Num cenário de produção de eletricidade predominantemente renovável, o aumento do número de carros elétricos na frota nacional terá potencial para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa no setor dos transportes. No futuro, com o uso da tecnologia smart grid, essa situação seria melhor administrável. A principal questão a se considerar é que, embora os veículos elétricos sejam cargas móveis, como os celulares, a corrente necessária para carregá-los é muito maior, descartando a venda de energia elétrica para terceiros – o que não pode ser feito no Brasil. .
OPORTUNIDADES DA INSERÇÃO DOS CAR- ROS ELÉTRICOS NO MERCADO BRASILEIRO
Diante desses cenários possíveis, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) lançou consulta pública154 em abril de 2016 para avaliar a necessidade de regulamentação de aspectos relacionados ao fornecimento de energia elétrica para carregamento de VEs. Assim, enquanto os veículos elétricos ainda não estão totalmente desenvolvidos no país, as distribuidoras já estudam como se preparar para o impacto que terão em suas áreas de concessão e avaliam as oportunidades de negócios decorrentes, enquanto o órgão regulador tem atuado para limitar a regulamentação reduzir a incerteza para usuários pioneiros e empreendedores interessados em mobilidade elétrica. Algumas distribuidoras de energia estão utilizando o percentual de sua receita operacional líquida que deveria ser destinado a investimentos em P&D156 para investir em projetos de demonstração de veículos elétricos.
As distribuidoras de energia elétrica são obrigadas a destinar 0,75% de sua receita operacional líquida a projetos de P&D. Para acessar a relação dos projetos de P&D das distribuidoras de energia elétrica, consulte a página de Gestão do Programa de P&D da ANEEL: http://www.aneel.gov.br/pt/programa-de-p-d. A solução a prevalecer no Brasil deve ser adaptada a fatores específicos do país, incluindo: (1) as proporções continentais e a consequente (2) disparidade entre os mercados das grandes metrópoles versus os das pequenas e remotas cidades, (3) a alta concentração de renda, além de (4) a existência de uma cadeia produtiva do biocombustível estabelecida a partir dos veículos flex-fuel e etanol.
CARROS ELÉTRICOS COMPARTILHADOS DE NORTE A SUL
As tarifas, que são incentivadas para usuários de bilhete único na capital cearense, podem ser competitivas com os táxis, mas exigem uma assinatura mensal.
OS TÁXIS ELÉTRICOS EM SÃO PAULO E NO RIO DE JANEIRO
DO SERVIÇO PÚBLICO PARA A POPULAÇÃO EM CURITIBA
E o Programa Veículo Elétrico, da Itaipu Binacional, também contribui para o estudo da mobilidade elétrica no país desde 2006 (https://www.itaipu.gov.br/tecnologia/veiculos-eletricos). Disponível em: http://www.mckinsey.com/netherlands/our-insights/electric-vehicles-in-europe-gearing-up-for-a-new-phase. Disponível em: http://www.gold-mansachs.com/our-thinking/pages/macroeconomic-insights-folder/what-if-i-told-you/report.
Available at: http://www.afdc.energy.gov/uploads/publication/pev_consumer_handbook.pdf.