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CENTRO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES – CFP

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Academic year: 2023

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The objective of this research was to investigate the democratization of access and sustainability in Early Childhood Education (ECE) from the perspective of what is called Creche in Brazil (ages 0-3), in the Municipality of Amargosa-BA. An empirical investigation was conducted by analyzing the conditions of ECE provision in the school surveyed. The research allowed us to reflect on ECE in the following perspectives: social assistance and as education itself.

In the context of the ECE-researched school, the setbacks regarding the entry and permanence of children in the ECE were highlighted.

INTRODUÇÃO

CONTEXTUALIZAÇÃO DA CRECHE PESQUISADA

As instituições de Educação Infantil devem pautar suas práticas levando em consideração as necessidades dos sujeitos. Essa tipificação do serviço contraria o reconhecimento da Educação Infantil como primeira etapa da Educação Básica. O cuidado/educação como especificidade da Educação Infantil pressupõe a compreensão da criança como um ser completo e indivisível.

Talvez haja alguma dificuldade dentro das instituições de educação infantil em cuidar e criar crianças menores, ou seja, até um ano.

BREVE HISTÓRIA DA CRECHE NO BRASIL: DO ASSITENCIALISMO AO

INFÂNCIA: REPRESENTAÇÃO/INSTITUCIONALIZAÇÃO

Partimos do pressuposto de que conceder o status de cidadão significa romper com a velha ideia da criança como unidade, desvinculada das dimensões estruturais e interativas da infância. Nesse contexto, Trevisan (2007) dirá que romper com essa criança pré-sociológica é também a rejeição das ideias da criança como desenvolvidas naturalmente. Ou seja, o conceito de infância não pode ser compreendido a partir de uma ideia fixa, imutável, um conceito universal.

Com base em Oliveira et.al (2009), entende-se que, do ponto de vista das teorias tradicionais, o desenvolvimento infantil pode ser explicado como sendo puramente biológico, inato.

INFÂNCIA DA MENOR IDADE: UMA CONSTRUÇÃO DELINQUENTE

Considerou-se "menor abandonado" todo indivíduo menor de 18 anos sem domicílio, órfão de pai e mãe. Ou aqueles que tiveram pais, mas se entregaram a ações contrárias à moral e aos bons costumes. Porém, isso não tem ocorrido no âmbito da ilegalidade, pois o trabalho infantil é regulamentado pela CLT/1943.

Ideologicamente, essas instituições visavam acolher e reabilitar menores infratores para sua reinserção na sociedade. Justificativa das intervenções arbitrárias no campo da infância, com base no instrumento normativo, o Código do Menor. Ao longo dos anos, o significado ideológico do termo "menor" permeou práticas e representações e sua presença se fez sentir até a década de 1990, quando o "menor" conviveu e se confundiu nas práticas sociais com a criança como cidadã. , especialmente do Estatuto da Criança e do Adolescente (NUNES 2005, p. 75).

Nessa perspectiva, as formas de tratamento e os conceitos apontados no ECA/1990 rompem com o termo "menor", adotando "criança e adolescente". Assim, vimos que, mesmo sem abordar a raiz do problema, o Código de Menores/1927, além de legitimar práticas contraditórias dentro das instituições que se propunham a “cuidar” da infância brasileira, ainda desobrigava o Estado de garantir o direito das crianças à vida sua infância com dignidade. Além disso, vimos que durante a determinação das práticas nas instituições de acolhimento desses menores, também foram determinados os lugares sociais que deveriam ocupar ao longo de sua existência.

Saturadas de significados preconceituosos, as práticas foram legitimadas no campo das políticas sociais, estigmatização de sujeitos e demarcação de lugares. A minoria, fruto da construção social, como “mãe”, teve as práticas sociais de auxílio e intervenções filantrópicas, que, conhecendo a face de uma educação emancipatória e sabendo dos perigos que dela decorrem, optou por educar para a subestimação.

EDUCAÇÃO INFANTIL: DO DIREITO À EDUCAÇÃO AO DEVER DE

Refletindo sobre fatores relacionados às necessidades das crianças, uma série de documentos foi elaborada para orientar a oferta de educação infantil no Brasil, bem como as práticas dos educadores. Vale ressaltar que todos assumem que a finalidade da educação infantil é o cuidado relacionado à educação. Mas também problematizando o que determina o DCNEI/2009, sobre as reais condições de oferta de vagas nas instituições de educação infantil.

Também é preciso problematizar as condições da oferta, questionando o cumprimento dos requisitos presentes nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (BRASIL, 2009). De referir que as instituições de educação pré-escolar estão sujeitas aos mecanismos de acreditação, reconhecimento e controlo do sistema educativo em que se inserem. Além de outros documentos elaborados pelo MEC que orientam a oferta de EI, tais como: parâmetros nacionais de qualidade para a educação infantil e parâmetros de infraestrutura básica para instituições de educação infantil.

Os Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil (BRASIL, 2006), confirmam a mesma concepção de criança. Os professores de Educação Infantil devem ser formados em cursos de nível superior (graduação plena), admitida como formação mínima ofertada em nível médio (modalidade normal). A formação inicial e continuada dos profissionais da educação infantil será baseada em: (a) associação entre teorias e práticas; (b) conhecimento da realidade das creches e pré-escolas, com vistas à melhoria da qualidade do atendimento, e, (c) utilização, de acordo com normas específicas, de treinamento e experiência anterior em instituições de ensino.

4 É importante ressaltar que o item 2.1 do referido documento tornou-se obsoleto com a publicação da Emenda Constitucional nº. 56, de 2006, que alterou as faixas etárias da educação infantil para 0 a 5 anos. Contrariando as interpretações do PL nº 75/2011, a Resolução nº. 5, de 17 de dezembro de 2009, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, do Conselho Nacional de Educação, vão afirmar a Creche e a Pré-escola como espaços privilegiados para a educação infantil do zero. até cinco anos de idade.

CRECHE: DIREITO DE TODOS OU PRIVILÉGIO DE ALGUNS?

ANÁLISE DAS CONTRIBUIÇÕES DAS PROFESSORAS

  • Categoria –Função da creche e o público a que ela se destina
  • Categoria – Critérios estabelecidos para matrícula
  • Categoria - Matricula na Creche após o período inicial
  • Categoria - Concepção de Criança e Infância
  • Categoria – Espaço da Creche e recursos humanos
  • Categoria - Direito à Educação

Não podemos nos arriscar a responsabilizar os professores pelas incoerências entre o que está descrito nos textos das políticas públicas educacionais e as condições apresentadas no âmbito da Educação Infantil para a concretização do binômio em questão. Se considerarmos que é dever do Estado prover a Educação Infantil, conforme definido na Constituição Federal (BRASIL, 1988), na LDB (BRASIL, 1996), bem como no que preconiza o ECA (BRASIL, 1990) , entendemos que a infância brasileira é uma prioridade absoluta. Isso aponta para o entendimento de que é necessário subsidiar os profissionais da Educação Infantil a fim de auxiliar no desenvolvimento dos alunos com ações pedagógicas.

Entendemos que são ações que fazem parte de um mesmo processo e não podem ser fragmentadas por quem tem o dever de garantir o cuidado/educação como especificidade da educação infantil, como direito educacional. Percebe-se que a professora (A) afirma que existem critérios que informam a exigência dos documentos necessários para matrícula e que também afirma que a creche é uma etapa da educação pré-escolar para crianças de 1 a 3 anos. Ao mesmo tempo, há em sua fala uma violação implícita da normativa de qualidade na oferta da educação infantil ao apontar as limitações do espaço físico.

Pensar a oferta da Educação Infantil com base na prescrição de qualidade é reconhecer os sujeitos como cidadãos de direitos, seres culturais, sociais e históricos. Daí a importância de integrar os conceitos de cuidado e educação como especificidade da Educação Infantil, respeitando a criança no seu estado particular de desenvolvimento, nomeadamente a infância. Porém, notamos que a professora (B), pede para sua prática, a responsabilidade de oferecer um ensino de qualidade.

No contexto da educação infantil, a condição especial de vivenciar a infância não pode e não deve ser superada. As falas das três professoras mostram que a qualidade da educação oferecida é fundamental para a garantia desse direito. Disto podemos concluir que os colaboradores procuram assegurar suas ações no que dispõe o Art. 29 da LDB (BRASIL, 1996) sobre a finalidade da Educação Infantil.

E então vale ressaltar o que afirmam os parâmetros nacionais para a qualidade da educação pré-escolar (BRASI, 2006, p.10), [..] que entende um sistema educacional de qualidade como aquele em que os órgãos responsáveis ​​pela gestão respeitam a legislação vigente .

ANÁLISE DAS CONTRIBUIÇÕES DAS MÃES DE ALUNOS

  • Categoria-Dificuldade de Matricula
  • Categoria- Motivo da matricula
  • Categoria- Relação da Creche com a Criança
  • Categoria-Espaço da creche, recursos humanos
  • Categoria- Dificuldade com a Creche fechada, ou não aceitação da criança pela
  • Categoria- Possibilidade de Mudança na Creche

Esta pesquisa foi pensada para analisar a forma como os profissionais da creche interagem com as crianças, bem como com seus responsáveis. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, p. 21-22): “a criança constrói o conhecimento a partir das interações que estabelece com outras pessoas e com o meio em que vive. Nota-se que, assim como os professores, as mães dos alunos compartilham da mesma ideia sobre o espaço físico.

Por causa de suas falas, é crescente a insatisfação com o número de profissionais que cuidam do número de crianças. Demonstra também que a oferta de EI no Município de Amargosa está em conflito com o aparato legal. Essa categoria foi pensada para compreender as condições de permanência da criança na Educação Infantil, pois tanto a CF de 1988 quanto a LDB/1996 descrevem a criança como sujeito integral.

Nesse sentido, cabe destacar que ambas as mães responderam que não tiveram problemas em relação à pergunta feita. Esse questionamento também está relacionado à questão da permanência, pois no contexto da EI (Creche), como as professoras já enfatizaram, as crianças costumam ser matriculadas ao longo do ano, então para criar vagas é necessário que outras crianças foram para o jardim de infância. Portanto, as mães foram indiretamente questionadas sobre sua insatisfação com a oferta de EI.

Percebe-se que a maior insatisfação das mães quanto à oferta de EI, na creche pesquisada, está relacionada ao espaço físico. O espaço criado para o atendimento educacional das crianças deve oferecer uma organização, obedecendo aos critérios relacionados à sua faixa etária, deve ser estimulante, desafiador para as habilidades motoras e cognitivas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os paradoxos não param por aí, também vimos, conforme indicava a lista de espera da instituição, que as creches não permitem a matrícula de crianças com necessidades especiais. A formação de professores é um passo importante para a concretização do direito da criança a uma educação de qualidade. Nesse sentido, pode-se dizer que houve avanços nas creches pesquisadas, pois o corpo docente, em sua maioria, recebeu treinamento específico para atuar com o público em questão.

Porém, vale lembrar que, no campo das Políticas Públicas Educacionais no município de Amargosa, pode-se observar o quanto a hierarquização dos profissionais promove a dicotomização cuidado/educação nas Creches. Com relação ao relacionamento entre os profissionais da creche e demais membros da comunidade escolar, podemos dizer que esse também é um ponto positivo, pois foram observados respeito, consideração, envolvimento e participação de ambas as partes, deixando claro o que define a LDB/1996. , sobre gestão democrática e participativa. Portanto, entendemos que a educação infantil (creche) é um direito inviolável da criança e que as leis que a protegem são extremamente necessárias, porém deveriam ser mais rígidas, no sentido de não permitir interpretações de diversas em relação à tarefa de educar .

A identidade da creche não pode e não deve ser entregue a ideologias que não as representam, sob pena de adversidades. AQUINO, Ligia Maria Leão de, Ordenamento legal da educação infantil e desafios para os gestores municipais. Processo de implantação das primeiras creches brasileiras e seu impacto na educação infantil de zero a três anos.

PROFESSORA A

PROFESSORA B

PROFESSORA C

Referências

Documentos relacionados

RESUMO: Este estudo originou-se da vivência em um Centro Municipal de Educação Infantil, onde percebeu-se que o trabalho com a música, como forma de contribuição para o