Devido à ocorrência do calendário (que busca ser o mais preciso possível na ciência), constatamos que a data prevista para a publicação do 3º número da Revista de Ciência Elementar 2014 coincidiu com o II. encontro internacional da Casa da Ciência, que este ano organizámos com a valiosa ajuda do ISEP e dos centros educativos Júlio Resende e MaiaTrofa. Como sabemos, a periodicidade da Revista de Ciência Elementar é trimestral, publicada no dia 15 do mês correspondente a meio do trimestre em causa, com exceção do mês de agosto, em que é adiada para os feriados de julho. devido à escola. Também tive como objetivo inicial este desafio, encontrar um bom conjunto de contribuições que substituísse o habitual artigo de opinião em todos os números da revista.
A promoção e divulgação da ciência como uma “tarefa nobre” para todos nós - Paulo Ribeiro ClaroEspecial II Encontro Internacional da Casa das Ciências.
Encontro Internacional da Casa das Ciências
Quando comecei a usar o humor para comunicar ciência, não conhecia a maioria dos exemplos que descrevi aqui. Escrevi centenas de artigos falsos de notícias científicas no Enimigo Público ao longo de vários anos. A utilização do humor na comunicação científica não será certamente uma solução universal, capaz de chegar a todos.
Mas o humor é um poderoso meio de comunicação e certamente tem o seu lugar na gama de abordagens à comunicação científica.
Encontro Internacional da Casa das Ciências Ensinar e aprender com podcasts
Como resumiu tão bem o biólogo evolucionista e geneticista Dobzhansky em seu famoso artigo de 1973: “nada em biologia faz sentido exceto à luz da evolução” (Dobzhansky, 1973). Na ciência forense, a biologia evolutiva permitiu estabelecer a culpa ou a inocência das pessoas (ver Oliveira et al., 2006 sobre o caso da equipa de médicos e enfermeiros acusados de infectar crianças com VIH na Líbia). Na conservação da natureza, a compreensão da evolução biológica é também fundamental para a concepção de planos de conservação e restauração de espécies e ecossistemas que sejam eficazes a longo prazo.
Na medicina humana e veterinária, a biologia evolutiva contribui para a compreensão, por exemplo: i) da origem e dos padrões de distribuição da diversidade humana e das suas implicações no desenvolvimento e seleção de melhores terapias; ii) as origens das doenças causadas pelas mudanças no estilo de vida durante a nossa história evolutiva e as consequentes alterações na saúde. pressões seletivas; iii) o desenvolvimento de doenças degenerativas, de que é exemplo o cancro; ou iv) o surgimento de novas doenças e a evolução de organismos patogénicos, particularmente em relação à sua virulência, resistência a medicamentos (como antibióticos) ou à sua capacidade de “sobreviver”. A importância das aplicações biomédicas da evolução levou até ao surgimento de um novo campo de estudo, denominado medicina evolutiva ou medicina darwiniana, que utiliza conhecimentos e métodos desenvolvidos a partir da biologia evolutiva para compreender, prever, prevenir e tratar doenças que afectam as espécies. ... nosso. (revisado em Stearns, 2014). Os princípios da biologia evolutiva podem ser aplicados a todos os sistemas cujos elementos “se reproduzem” e têm potencial para sofrer mudanças que podem ser transmitidas através de gerações (Howe & Windram 2011).
Os princípios da evolução biológica também estão na origem dos chamados algoritmos evolutivos, que imitam os processos de reprodução, mutação e seleção natural para otimizar soluções num determinado ambiente. Graças às propostas apresentadas pelo Centro de Ensino e Divulgação da Evolução da APBE (NEDE-APBE) para alteração da redação dos objetivos curriculares da disciplina de Ciências Naturais do 5º para o 9º ano (NEDE-APBE, 2013a e 2013b) , existe agora uma recomendação clara para que vários conteúdos programáticos sejam abordados numa perspetiva evolutiva. Os objectivos recentemente aprovados mencionam claramente a ligação entre os processos de evolução e de extinção, relacionando-os com as alterações no ambiente e/ou nas relações bióticas (pontos 5.6, 6.5 e 11.4 dos objectivos do 8.º ano e 1.5 dos objectivos do 9.º ano), o impacto da evolução na nossa saúde (pontos 1.5 e 4.7 dos objetivos do 9º ano) e como as nossas características resultam da nossa história evolutiva (ponto 7.2 dos objetivos do 9º ano).
Para tal, é fundamental incentivar o contacto direto entre professores, divulgadores de ciência e investigadores nas áreas da educação e da biologia evolutiva. Objectivos curriculares do ensino primário para as disciplinas de ciências naturais do 2.º e 3.º ciclo, contributo do Centro de Educação e Divulgação da Evolução da Sociedade Portuguesa de Biologia Evolutiva. Objectivos curriculares do ensino básico para disciplinas de ciências naturais do 9.º ano, contributo do Centro de Educação e Divulgação da Evolução da Sociedade Portuguesa de Biologia Evolutiva.
No verão de 2005, a Microsoft patrocinou uma reunião de um grupo internacional de especialistas para definir e compilar uma nova visão e um roteiro para a evolução da ciência nos próximos quinze anos.
Nanotecnologia Nanociência
Se pensarmos nas disciplinas básicas estabelecidas em termos de diagramas de Venn, a nanotecnologia não é um círculo independente isolado, mas é um círculo que se sobrepõe a todos os existentes e continuará a crescer à medida que se desenvolve (Figura 2). O espaço aqui dedicado à “geologia do futuro” decorre do desafio lançado pela Casa das Ciências ao signatário desta prosa, no âmbito do II Encontro Internacional da Casa das Ciências. Numa primeira abordagem, a “geologia do futuro”, com a imprevisibilidade subjacente a este tema e toda a subjectividade deste olhar cúmplice, pode significar a geologia que não pode ser tocada, isto é.
O que se destaca aqui é a chamada ‘geologia planetária’, que se caracteriza principalmente pelos estudos do planeta Marte, corpo celeste cada vez mais mapeado e conhecido geologicamente, com base em analogias e evidências encontradas neste planeta reconhecido. em que vivemos e que conhecemos melhor. De uma perspectiva diferente, a “geologia do futuro” oferece um aspecto ainda desconhecido das profundezas do nosso planeta “Azul”, desde o fundo dos oceanos até ao interior mais profundo da Terra. A geologia do futuro - Luís Vitor DuarteEspecial II Encontro Internacional da Casa das Ciências A geologia do futuro.
E é assim que se reivindica o conhecimento: conhecimento que começa no nível mais elementar dos sistemas de ensino, expandido no nível secundário e consolidado na universidade. Neste sentido, e aqui falamos também da “geologia do futuro”, é importante salientar a realidade brasileira, onde o curso de Geologia é um dos mais procurados no mundo do ensino superior. Depois fica sob uma espessa pilha de rochas evaporadas, como o chamado Pré-Sal, a uma profundidade de mais de 4.000 metros em relação ao nível do mar - com todas as difíceis implicações tecnológicas associadas à fase de extração - que acumulou importantes recursos de hidrocarbonetos (http://www.petrobras.com.br/pt/nossas-atividades/areas-de-atuacao/exploracao-e-producao-de-petroleo-e-gas/pre-sal/).
São também as excursões, realizadas e sempre disponíveis em todo o mundo, que garantem que os geólogos - sempre com as botas e muito medo - viajem aos locais mais escondidos da nossa terra. Além de ser a grande base da investigação científica, após cada questão ou problema colocado - independentemente da sua localização na imensa Terra ou passagem na sua imensa história, registada nas rochas -, são necessárias observações de campo, com a prática de todos os princípios de geologia, permitirá ainda ao geocientista ou geólogo docente de qualquer nível de aprendizagem partilhar, com diferentes grupos-alvo, os seus conhecimentos, sem consultar ou simplesmente copiar livros.
Encontro Internacional da Casa das Ciências Sustentabilidade e questões de (Geo)ética
Entre os vários autores que influenciaram o desenvolvimento do florescente campo da ética ambiental, que se consolidou na década de 1970, destacamos dois cujos trabalhos aparecem sistematicamente como precursores dele. Como já mencionamos, o processo de ensino e aprendizagem (E/A) pode ser visto como um sistema de comunicação intencional que ocorre em um contexto institucional e gera estratégias destinadas a promover a aprendizagem. Como seria de esperar, a evolução tecnológica dos últimos anos colocou novos desafios aos autores dos currículos de Ciências Naturais, que têm valorizado a sua integração na sua concepção, no sentido de que passaram a funcionar como mais uma ferramenta para ter professores disponíveis. no ensino e aprendizagem de ciências (Bonito et al., 2013).
A atual realidade tecnológica, caracterizada por extraordinários progressos na diversificação das ferramentas tecnológicas, justifica a valorização e utilização das mesmas no ensino e aprendizagem das ciências naturais. Os processos de ensino e aprendizagem podem ser geridos segundo um desenho de aprendizagem construtivista (Oliver & Herrington, 2003), onde se propõe uma sequência tripartida para a utilização das TIC, onde se distingue a utilização como recurso de aprendizagem, como actividade de aprendizagem e/ou como suporte de aprendizagem (Jones, 2007) (Figura 1). Um exemplo de sequência de aprendizagem configurada como desenho de aprendizagem, operacionalizando o objetivo 12 dos Objetivos Curriculares do Ano 8 pode ser encontrado em Moreira, Sant'Ovaia & Pinto.
Trata-se de um conjunto de atividades que servem como recursos de aprendizagem, como ferramentas multimídia: a apresentação em PowerPoint disponível no Pen Drive que acompanha o projeto. No ensino secundário, os programas incluídos no 10.º ano, na componente Química, Elementos químicos e sua organização e propriedades e transformações da matéria e na componente Física, energia e sua conservação. No ensino secundário estão incluídos objetivos transversais para todas as atividades laboratoriais e objetivos específicos para cada uma delas.
Do ponto de vista das metodologias a aplicar no ensino secundário, foram fornecidas algumas orientações gerais que visam aumentar o conhecimento profissional dos professores relativamente aos processos de ensino e aprendizagem, que foram o resultado de quase dez anos de experiência prática na aplicação do agora substituído programa. Na verdade, parece paradoxal defender a exigência no ensino de ciências mantendo a física e a química em posição subalterna no último ano do ensino médio.
Encontro Internacional da Casa das Ciências Sugestões de recursos educativos
Descrição: Guia de trabalho de campo que visa explorar as potencialidades do Parque das Nações através da realização de diversas atividades com a temática da água. Descrição: Conjunto de atividades que podem ser utilizadas para explorar a progressão do primeiro ciclo do ensino básico para o ensino secundário. Descrição: Prezi abordando a morfofisiologia do sistema urinário, com imagens da morfologia do sistema, da forma como os produtos do metabolismo celular são excretados e da formação da urina.
Descrição: A Atividade Experimental Virtual (AEV) representa a interação física entre as superfícies de um corpo e um plano inclinado, onde diversos parâmetros estão sujeitos a alterações. Para esta edição da revista selecionamos mais um pequeno conjunto de imagens que estão disponíveis no banco de imagens da Casa das Ciências. Baixe gratuitamente estas e outras imagens do Banco de Imagens da Casa das Ciências e comece hoje mesmo a criar apresentações ou páginas web com imagens de grande valor científico e educativo, com garantia de qualidade da Casa das Ciências e licença Creative Commons.
Acesse imagem.casadasciencias.org ou clique nas imagens para baixá-las do Banco de Imagens. Filídeo de musgo com borda recortada, visto ao microscópio e ilustrando a morfologia celular onde os cloroplastos verdes são proeminentes. Fendas de tração subperpendiculares preenchidas por quartzo em escotilhas paleozóicas na Praia de Almograve Foto de Raquel Antunes.
Esta revista foi criada pensando em você, por isso é muito importante que conheçamos a sua opinião. Artigos de ciências elementares Apresentações para suas aulas Soluções de apresentação de conteúdo Crie animações interativas.
Nota da equipa de produção