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Ciência Política

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Academic year: 2023

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COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAS – DIRETORIA DE ENSINO A DISTÂNCIA CAPES UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA REITOR. INSTRUÇÃO DE DESIGN Patricia Regina da Costa DESIGN GRÁFICO Annye Cristiny Tessaro Cláudio Jose Girardi LAYOUT Cláudio Jose Girardi REVISÃO EM PORTUGUÊS Patricia Regina da Costa. Nossa principal intenção é aproximar você do conteúdo e, assim, tornar seus os conceitos apresentados.

A disciplina organiza-se em torno de questões extremamente importantes para o universo de atuação do futuro administrador e para sua formação como cidadão ativo e consciente. Nossa contribuição para a abordagem dessas questões sob a ótica da "ciência" é proporcionar novas oportunidades de compreensão e posicionamento frente aos problemas e questões relacionadas à política e à administração de empresas. A primeira é sobre análise política; a segunda discute o sistema político clássico e contemporâneo; O Capítulo 3 fala sobre planejamento e tomada de decisão; e a última unidade discute informação e participação dentro da Ciência Política.

Queremos que você entenda que suas conquistas na modalidade EAD estão diretamente relacionadas à sua dedicação, não apenas ao conteúdo dos materiais impressos, mas também à busca por outras fontes de informação e à interface permanente com nossa equipe.

Análise Política: estudo das categorias, dos conceitos e problemas básicos

Assim, "política" refere-se à vida na polis, isto é, à vida comum, às regras para a organização dessa vida, aos objetivos da comunidade e às decisões sobre todos esses pontos. Nesse sentido, é bom lembrar que a política é essencial para a organização da vida em sociedade; Por mais difundidas afirmações como “detesto política” ou “fora dos políticos”, é por meio dela que se definem as normas de nossa convivência e os padrões de comportamento considerados válidos em determinado contexto. Em outras palavras, uma vez que a política está relacionada à ideia de poder, a Ciência Política pode ser definida, de maneira geral, como aquele campo disciplinar responsável pelo estudo científico do fenômeno do poder.

Na seção anterior, colocamos o termo “meios” em negrito, por ser esse critério o mais comumente utilizado para propor uma tipologia de poder. Em outras palavras, o detentor do poder político é aquele que tem o direito exclusivo de usar a força física sobre um determinado território. Afirma, assim, que a especificidade da associação política "o Estado" se dá pelo uso da força física;

Bobbio (1987) argumenta que o estudo do poder político se divide em duas disciplinas didaticamente distintas: a filosofia política e a ciência política. Nos cargos do Senado e do Executivo (prefeito, governador e presidente) aplica-se a regra da maioria (elege-se o mais votado). No segundo momento, definimos a ciência política como um tipo de conhecimento voltado para o estudo do fenômeno do poder político, para depois lidar com os sistemas políticos e suas classificações.

Figura 1: Atuação de um movimento social  Fonte: Santos (2012)
Figura 1: Atuação de um movimento social Fonte: Santos (2012)

Sistema Político Clássico e Contemporâneo e suas Influências em

Contrato social: momento em que as pessoas saem do estado de natureza e decidem criar o Estado como instituição capaz de regular a vida social. Enquanto o modelo contratual de Thomas Hobbes será baseado no estado absoluto (sem fronteiras), em John Locke temos a defesa do estado constitucional. A primeira, que pode ser chamada de "contrato falso", em que se estabelece uma associação política que perpetua as desigualdades decorrentes da instituição da propriedade privada.

Note-se que se soma a esse universo conceitual, que deve ser retido da análise dos pensadores, o fato de que temos aqui a construção de uma teoria da política, na qual a política é vista como produto da vontade das pessoas, que direitos (o real é claro); e a função do Estado é protegê-los. Por fim, vale apresentar a contribuição de Adam Smith, em que limitamos a defesa do Estado em suas funções, no que ficou conhecido como liberalismo econômico. Do ponto de vista político, a constituição do Estado envolveu a unificação dos territórios, sob o comando de uma única autoridade, que superou a fragmentação da organização política feudal.

Talvez o elemento mais visível e surpreendente do estado liberal tenha sido sua abordagem da economia. Nessa construção, as funções do Estado devem se limitar à execução de contratos e à garantia da propriedade privada. Nesse sentido, o conceito de globalização funcionaria como um “mito necessário” em que governos e políticos disciplinam seus cidadãos para atender às demandas do mercado global, como já mencionaram Held e McGrew (2001).

Erosão da soberania, autonomia e legitimidade do Estado, declínio do Estado-nação, aumento do multilateralismo. O processo de formação do estado em desenvolvimento no Brasil está relacionado a um contexto em que a economia internacional estava em recessão (1930) e não era mais possível reproduzir o modelo econômico anteriormente adotado no país, a saber: exportação de bens primários (principalmente café) e importação de produtos industrializados. A partir de 1930, iniciou-se um longo processo, caracterizado pela predominância do Estado na organização da economia.

Vários estudos têm mostrado que a organização típica do estado liberal tem diferentes impactos em países, regiões, indústrias e setores da economia. Podemos indagar sobre o impacto na vida das organizações causado pelas políticas de proteção comercial e pleno emprego, típicas do estado keynesiano. Alguns temem que a globalização esteja levando à criação de uma "cultura global" na qual os valores tenham maior poder.

De acordo com essa visão, a globalização é uma forma de "imperialismo cultural", onde os valores, estilos e visões do mundo ocidental são disseminados de forma tão agressiva que sufocam culturas nacionais particulares (GIDDENS, 2005, pp. 70-71).

Planejamento e Tomada de Decisões

As ferramentas de análise de políticas – legais, históricas e comportamentais – sempre foram adaptadas à análise de decisão. As políticas públicas (políticas) envolvem ações públicas, exercidas por meio de processos políticos (política), que são regulados por um plano normativo/constitucional (política). Considerando o fato de que as políticas públicas são mais amplas do que as decisões públicas, veja como se dá o desenvolvimento sequencial das políticas e das decisões políticas.

A terceira forma de um problema se tornar uma agenda pública é quando o gestor público antecipa a própria mobilização social e identifica uma oportunidade política na implementação de um programa de governo. Por exemplo, o fato de a constituição de um país regular a ideia de propriedade privada definirá o horizonte de atuação do Estado. Para mais informações sobre os processos de financiamento de políticas públicas no Brasil, ver Finanças Públicas de José Matias Pereira (2003).

Por fim, a variável capital social tem recebido atenção especial nos estudos de políticas públicas, pois identifica o tipo de base social necessária para implementar um projeto com bons resultados. O encerramento de um programa é algo que não é pactuado entre os pesquisadores, pois o término de um programa pode significar tanto seu encerramento quanto o alcance dos objetivos para os quais foi criado. Agora você deve estar se perguntando: quem são os atores sociais mais importantes no processo de decisão política?

Magalhães (2001) aponta que um tema de crescente interesse na análise do processo decisório diz respeito à afinidade entre os métodos de formulação de políticas públicas e a forma como os atores organizados se articulam com as arenas decisórias do Estado. A articulação desses diferentes atores públicos e privados através de diferentes espaços (mídia, manifestações, lobbies) definirá o poder de influência que cada um deles terá no processo de tomada de decisão política. Primeiro, as decisões de uma pessoa dependem do que ela percebe como sendo os cursos alternativos de ação que estão "à sua disposição" ou que estão "abertos" para ela, se houver.

Em segundo lugar, a decisão de uma pessoa depende de como ela vê as possíveis consequências de cada curso de ação.[..]. Alguns autores denominam esse processo de emergência de um “público não estatal”, enquanto outros o identificam como um processo de “privatização do Estado”.

Participação e Informação

Tudo isso indica, segundo Bordenave, que é possível participar sem participar e que "[..] o segundo mandato representa um nível de participação mais intenso" (BORDENAVE, 1994, p. 22). Podemos questionar até que ponto esse tipo de participação é possível ou mesmo desejável em uma sociedade como a brasileira, com 190 milhões de habitantes e altíssimo grau de complexidade social. O cruzamento das possíveis respostas a essas perguntas resulta em uma escala com diferentes graus de participação.

Este autor parte do princípio de uma natureza humana utilitária e maximizadora e que a função da política é evitar que os indivíduos cheguem ao estágio de uma “guerra de todos contra todos”. Apesar da distinção histórica de Hobbes, o que precisamos ter em mente é seu argumento da natureza humana "apolítica", argumento que ainda é utilizado no processo de defesa de regimes autoritários e totalitários. As características pessoais, a nosso ver, não podem ser analisadas como se fossem características inatas de uma pessoa, grupo ou organização.

A estrutura social: o fato de a sociedade ser socialmente estratificada, com desigualdades de renda, educação e nível cultural, promove grandes diferenças no acesso às oportunidades de participação. Pesquisas recentes realizadas no Brasil apontam como as desigualdades de renda e educação afetam o acesso das pessoas aos canais de participação (FERREIRA, 2000; KERBAUY, 2004). Os limites derivados da complexidade e tamanho de uma organização e/ou sistema político: quanto maior o número de pessoas envolvidas no processo, bem como a quantidade e complexidade das decisões, mais difícil se torna o desencadeamento de processos participativos.

Embora um grupo grande tenha mais recursos do que um pequeno, o nível de participação de cada membro tende a diminuir. Outras formas de exercer a participação é por meio do espaço de trabalho, comumente chamado de participação organizacional ou participação fabril. Outra forma de ampla participação, especialmente a partir da Constituição Federal de 1988, diz respeito aos Conselhos Gestores de Políticas Públicas.

Analisando os dados de uma pesquisa realizada em 1990, Ferreira (2000) apresenta a distribuição das modalidades de participação dos paulistanos, ver tabela 9. Com os dados apresentados, nosso objetivo foi levantar algumas questões sobre as modalidades de participação dos brasileiros, destacando a baixa prevalência de práticas de participação no país, independentemente da forma de participação analisada. Esse aspecto alude à necessidade de refletirmos sobre a qualidade das informações que nos são disponibilizadas pela mídia e seu papel na expansão e/ou limitação de uma sociedade participativa.

Imagem

Figura 2: O plenário da Câmara dos Deputados no Brasil  Fonte: Câmara de Deputados (2011)
Figura 1: Atuação de um movimento social  Fonte: Santos (2012)
Figura 4: O poder do dinheiro  Fonte: Fashion Bubbles (2011)
Figura 3: Representação do poder da guerra  Fonte: Morais (1989)
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Referências

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Foi para refletir sobre o impacto que a extinção do MinC teve para o setor cultural que o doutor e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, Rafael Moreira, e