Os contratos de seguro são classificados, as obrigações e direitos da seguradora e do segurado são demonstrados e celebrados com análise das cláusulas restritivas do contrato de seguro. Qual é o principal elemento do contrato de seguro e em que se baseia a questão da cobertura de riscos? O risco constitui um elemento principal do contrato de seguro; Em termos de cobertura de riscos, o contrato de seguro assenta em determinados fundamentos.
- CONCEITO
- INTERPRETAÇÃO DOS CONTRATOS
- ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
- EFEITOS DO CONTRATO
- A ESTIPULAÇÃO EM FAVOR DE TERCEIRO
- O CONTRATO POR TERCEIRO A DECLARAR
Por fim, caso não sejam observados os requisitos para a validade de um negócio jurídico, a eficácia do contrato ficará comprometida, tornando-o inválido. O principal efeito de um contrato é criar obrigações que estabeleçam um vínculo jurídico entre as partes contratantes. Tais efeitos manifestam-se não apenas na força vinculativa, mas também na relatividade do contrato.
Anteriormente, tal valor não era aceite, considerando que o direito romano negava a validade do contrato estipulado a favor de terceiro, pelo facto de até então se afirmar que o contrato celebrado entre as partes não beneficia nem beneficia. prejudica terceiros. Por último, importa referir que para que a prestação a favor de terceiros seja válida é necessária a aceitação por parte do destinatário, caso contrário o efeito do contrato não se concretizará.
- C ONTRATOS QUANTO À NATUREZA
- Contratos unilaterais e bilaterais
- Contratos onerosos e gratuitos
- Contratos comutativos e aleatórios
- Contratos causais e abstratos
- C ONTRATOS QUANTO À FORMA
- Contratos consensuais e reais
- Contratos solenes e não-solenes
- C ONTRATOS QUANTO À DESIGNAÇÃO
- Contratos nominados e inominados
- C ONTRATOS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS
- Contratos principais e acessórios
- C ONTRATOS QUANTO AO TEMPO DE EXECUÇÃO
- Contratos de execução instantânea e de execução diferida
- C ONTRATOS QUANTO AO SEU OBJETO
- Contratos definitivos e preliminares
- C ONTRATOS QUANTO AO MODO DE FORMAÇÃO
- Contratos paritários e de adesão
- FUNÇÃO SOCIAL DOS CONTRATOS
- P RINCÍPIO DA P ROBIDADE E DA B OA - FÉ
- P RINCÍPIO DA F ORÇA O BRIGATÓRIA
Os princípios da honestidade e da boa-fé devem existir não só no momento da celebração do contrato, mas durante toda a sua duração, pelo que este princípio se reflete no dever das partes agirem corretamente antes, durante e depois do contrato. A boa-fé permite que o contrato se transforme numa “ordem de cooperação”, em que credor e devedor deixam de ocupar posições antagónicas, dialéticas e controversas. De um ponto de vista geral, a boa-fé pode ser considerada como algo que deve estar presente em todas as relações jurídicas e sociais existentes.
Do ponto de vista psicológico, a boa-fé é o estado de espírito de quem acredita estar agindo de acordo com as regras do bom comportamento. Do ponto de vista ético, boa-fé significa lealdade, sinceridade, honestidade, conformidade entre o que se pensa, o que se diz e o que se faz.P. A lei não contém palavras redundantes, portanto os princípios da honestidade e da boa-fé não podem ser entendidos como sinônimos.
Ao analisar o princípio da boa-fé das partes contratantes, é necessário examinar as circunstâncias em que o contrato foi assinado, o nível sociocultural das partes contratantes e o seu momento histórico e económico. Azevedo ensina que o princípio da boa-fé “garante a aceitação do que é lícito e a rejeição do que é ilegal”. O disposto no artigo 421 refere-se ao que se denomina boa-fé objetiva, mas é importante distingui-la da boa-fé subjetiva.
Assim, a boa-fé objectiva é mais obviamente traduzida como uma regra de conduta, um dever de agir de acordo com alguns padrões sociais estabelecidos e reconhecidos. Orlando Gomes foi um dos pesquisadores que melhor explicou a amplitude do conceito de boa-fé objetiva. Em sua obra “Contratos”, o autor mostra que a boa-fé contratual está relacionada ao interesse social de segurança nas relações jurídicas, expressando as palavras “lealdade, confiança e cooperação”, que, segundo ele, traduzem muito o sentido do princípio. bem. de boa féTPF89FPT.
S EGURADOR
S EGURADO
B ENEFICIÁRIO
C O - SEGURADOR
R ESSEGURADOR
OBJETO DO CONTRATO DE SEGURO
- I NTERESSE
- R ISCO
- F ORMA
No caso de seguro de bens estrangeiros, não haverá juros, mas sim aposta, salvo se o requerente do seguro não demonstrar interesse no caso concreto. A principal característica de um contrato de seguro é a contingência, que consiste em um risco futuro e um evento incerto previsto no contrato, que tem probabilidade de causar danos. O risco é a base de um contrato de seguro, pois se baseia em estatísticas e cálculos de probabilidade que determinam as chances de um determinado evento de perda realmente ocorrer.
Pereira, referindo-se a Beviláqua, defende que um contrato de seguro pode ser formal desde que a forma escrita faça parte do conteúdo do ato. O contrato de seguro é comprovado pela suspensão da apólice ou do certificado de seguro, caso contrário, pelo documento de pagamento do prémio. A proposta é considerada um instrumento de seguro baseado na Teoria Geral dos Contratos (art. 1.080 do CC e art. 427 do NCC, sendo este último cópia ipse litris do mesmo) quando se afirma que “a proposta do contrato vincula o proponente, salvo se o contrário resultar das condições, da natureza do negócio ou das circunstâncias do caso”.
Isto, por sua vez, é de grande importância na fase de execução contratual, uma vez que, como já mencionado, o contrato de seguro tem uma interpretação restritiva, onde nenhuma presunção pode ser admitida, mesmo que esteja baseada nas cláusulas TPF109FPT. Além disso, tanto o CC (art. 1.434) quanto o NCC (art. 760) estipulam que os riscos assumidos, o início e o fim de sua vigência, o limite da garantia, o prêmio a pagar e, nos casos em que necessário , o nome do segurado e do beneficiário. Dado que o contrato de seguro está sob os auspícios da Lei de Defesa do Consumidor, deverão ser respeitadas as disposições deste documento legal quanto à redação das cláusulas.
Proibição de cláusulas redigidas de forma a dificultar a compreensão do seu significado e alcance (artigo 46.º); proibição de cláusulas que autorizem a seguradora (fornecedora) a alterar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato após a sua celebração, bem como a alterar unilateralmente o preço.
CLASSIFICAÇÃO DOS SEGUROS
3º Consideram-se operações de seguros privados os seguros de coisas, pessoas, bens, responsabilidades, obrigações, direitos e garantias. Os seguros no âmbito da Segurança Social, que se regem pela legislação especial pertinente, ficam excluídos do disposto neste Decreto Legislativo. Apesar das diferentes classificações, segundo o Código Civil, pode ser classificado em seguro de danos e seguro pessoal.
Os seguros de danos materiais são aqueles que visam cobrir danos a coisas (por isso também são chamados de seguros patrimoniais) em decorrência de roubos, acidentes, incêndios, fenômenos naturais e qualquer evento danoso. Já apresentamos em diferentes partes deste texto algumas das regras a que estão sujeitos seguros deste tipo, tais como: A indemnização não pode resultar em lucro para o segurado, pelo que o seu valor deve corresponder ao dano; não é permitido mais de um seguro agregado sobre o mesmo ativo para os mesmos riscos; A garantia não cobre prejuízos causados por culpa inerente ao objeto segurado e não declarada pelo segurado. Na prática, porém, é possível contratar um seguro acrescentando um percentual para aumentar o valor do bem, por exemplo o seguro automóvel, que pode somar até 20% do valor indicado pela tabela fipe ou molicar.
O seguro pessoal visa “garantir a pessoa humana no que diz respeito à sua existência e saúde física”TPF115FPTP .P.
OBRIGAÇÕES E DIREITOS
- D O S EGURADOR
- D O S EGURADO
A mera assunção do risco pelo fiador representa, por si só, a constituição da provisão.” Independentemente destes casos em que é permitido o não pagamento da indemnização, a jurisprudência não permite a rescisão unilateral da seguradora (RT 431: 152) Artigo 1.459 KP) exclui da garantia o sinistro resultante de defeito interno do bem segurado (específico defeito do item, normalmente não encontrado em outros da mesma espécie) TPF121FPT.
773 dispõe que “a seguradora que, no momento da contratação, souber que já passou o risco que o segurado pretende cobrir, e mesmo assim emitir a apólice, deverá pagar o dobro do prêmio estipulado”. A Súmula 188 do STF afirma que: “A seguradora tem ação regressiva contra o autor do ato ilícito pelo que ele efetivamente pagou, até o limite estipulado no contrato”. Contudo, a lei estipula que o segurado que atrasar o pagamento do prémio não tem direito à indemnização quando o dano ocorrer antes de ter sido reparado (art. 763 NCC).
A redução do risco durante a vigência do contrato, salvo acordo em contrário, não resulta em redução do prémio determinado (artigo 770.º do CSC). Porém, se a redução do risco for significativa, cabe ao segurado solicitar a revisão do contrato ou rescindi-lo. No momento da celebração do contrato, o segurado ou o seu representante é obrigado a fazer declarações (informar) precisas e completas, incluindo todas as circunstâncias que possam afetar a aceitação da proposta ou do valor do prémio.
Caso não haja má-fé, a seguradora tem a opção de rescindir o contrato ou cobrar a diferença do prêmio mesmo após a ocorrência do dano.
CLÁUSULAS RESTRITIVAS DO CONTRATO DE SEGURO
Porém, como o contrato de seguro é um contrato de adesão, onde as cláusulas já são previamente determinadas, cabe ao contratante aderir a todas as cláusulas, inclusive as restritivas, e ficar sujeito à proteção contratual da Lei de Defesa do Consumidor. . . A interpretação das cláusulas limitativas do contrato de seguro à luz da responsabilidade civil no Código de 2002. Como visto anteriormente, o contrato de seguro é a modalidade contratual pela qual uma parte, denominada seguradora, assume os riscos de um terceiro, denominado segurado, assume. mediante pagamento de um preço.
O risco segurado está relacionado aos limites de cobertura do contrato de seguro, dado que o bem jurídico a ser protegido estará protegido dentro dos limites definidos pelas partes no contrato. No que diz respeito à responsabilidade civil, ela decorre da hipótese da responsabilidade indenizatória imposta à seguradora decorrente do objeto contratado no contrato de seguro. O elemento acidental faz parte da natureza do contrato de seguro, ou seja, o sinistro pode ou não ocorrer, mas quando o segurado causa ou agrava o risco, desnatura o contrato modificando a natureza acidental típica da modalidade.
Como visto anteriormente, o contrato de seguro baseia-se na transferência do risco de um evento potencial de dano de uma pessoa para outra. Os conceitos doutrinários apresentados anteriormente a respeito dos contratos em geral poderiam resolver a questão da distribuição do risco entre o segurado e a seguradora, uma vez que o contrato de seguro é um contrato de adesão, o segurado é livre para contratar ou não com a seguradora. . Dada a liberdade contratual, o risco constitui assim um elemento principal do contrato de seguro, que estará condicionado a um acontecimento futuro e incerto que poderá resultar em perda de bens, danos ou perdas financeiras.
O contrato de seguro tem diversas cláusulas de prescrição decorrentes do facto de o contrato de seguro se basear no princípio da reciprocidade, cálculo de probabilidades e homogeneidade para definir o valor do seu preço. Em relação à terceira hipótese de pesquisa, nota-se que o risco de consideração da liberdade contratual constitui um elemento principal no contrato de seguro, que estará condicionado por um evento futuro e incerto que poderá acarretar consequências financeiras para ambas as partes, tais como , por exemplo, incêndio, inundação, roubo, acidente automobilístico, naufrágio, morte, a responsabilidade civil da seguradora poderá encontrar limitação decorrente da própria lei, considerando a alteração do risco no decorrer do contrato. Conclui-se que o contrato de seguro apresenta diversas cláusulas de prescrição, que decorrem do facto de o contrato de seguro se basear na reciprocidade, no cálculo de probabilidades e na homogeneidade para definir o valor do seu preço.