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CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DE CADA TRIBUTO

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Academic year: 2023

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212 do Código Tributário Nacional trata de matéria reservada ao direito complementar; (b) se a norma que abrange é de natureza programática; ou (b) se tiver caráter transitório; ou (c) se for uma norma sobre os requisitos formais da legislação e também (d) se for mesmo uma norma sem sanção; (e) caso contrário, qual é a sanção ou sanções aplicáveis ​​em caso de violação; e por fim, (f) quem é o responsável por tais violações e, por fim, quais os meios processuais adequados para esse fim. 212 do Código Tributário Nacional trata de matéria reservada ao direito complementar e é muito importante porque o código é na verdade direito consuetudinário. 212 do Código Tributário Nacional não é reservado à lei complementar, sendo difícil argumentar que o referido dispositivo também prevaleça contra estados e municípios.

A atual Constituição Federal estabelece que cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente nas matérias que especifica (Constituição Federal de 1988, art. 146, inciso III). 212 da Lei Tributária Nacional, que por ser comum à União, aos estados e aos municípios, constitui matéria típica de normas gerais em matéria de direito tributário. Por outro lado, a atual Constituição também afirma expressamente que “a lei complementar disporá sobre a elaboração, alteração e consolidação de leis”. (Constituição Federal de 1988, art. 59, cláusula única.

212 do Código Tributário Nacional, regra geral típica em matéria de direito tributário, fica reservada no domínio da legislação complementar, só podendo ser alterada ou revogada por legislação complementar. 59, da Constituição, estabelecia normas sobre a elaboração, alteração e consolidação de leis, mas deixava claro que as normas ali contidas eram meras indicações para o legislador, tais como "qualquer imprecisão formal em norma feita por processo legislativo ordinário fixado up não constitui desculpa válida para o seu descumprimento.” (Lei Complementar nº 95, de 26/02/98, art. 18).

O ilícito pressuposto da sanção no art. 212 do CTN

A partir de agora, o raciocínio dedutivo esclarece tudo: se a sanção se efetiva através do ato que decorre da Lei e, este, da norma, então toda norma tem uma sanção.

Sanções cabíveis pela violação do art. 212

Inaplicabilidade de sanções ao sujeito passivo de obrigação tributária

Nada justifica a morosidade da administração no cumprimento do seu dever, que corresponde ao direito do contribuinte à segurança jurídica. Assim, mesmo que se reconheça o carácter coercivo da relação fiscal, o que em certa medida justificaria ignorar o seu carácter bilateral, no sentido de que nela o contribuinte apenas tem obrigações, isso só pode levar à conclusão de que os impostos estão em qualquer caso devido, ainda que as obrigações finalmente estabelecidas para o sujeito ativo da relação sejam por este violadas. Contudo, não seria razoável chegar ao extremo de admitir que o contribuinte possa punir o contribuinte porque este, por falta de informação que lhe foi negada pelo primeiro, não cumpriu as suas obrigações fiscais. relação.

Somos apenas a favor da não aplicação de sanções à matéria de responsabilidade fiscal por infrações que possam ser atribuídas a erros jurídicos desculpáveis. A moderna doutrina do direito penal reconhece isto, distinguindo entre uma falácia de tipo e uma falácia de proibição. O erro da doutrina tradicional foi não ter percebido que o chamado “erro de direito” engloba diversas formas de erro completamente diferentes entre si e que, portanto, não podem estar contidas num único conceito com os mesmos efeitos jurídicos.

Isto não é – é preciso sublinhar para evitar mal-entendidos – uma mera substituição terminológica, como se o erro devesse de facto ser chamado de erro de digitação e o erro jurídico de erro de proibição. É muito mais do que isso, pois o erro de tipo abrange situações que antes eram classificadas como erro factual ou erro jurídico. Já o erro de proibição, além de incluir situações novas, inclui uma série de hipóteses antes classificadas como erro jurídico.

Nosso Código Penal afirma explicitamente que “o erro quanto à essência de um tipo jurídico de crime exclui a dolo, mas permite a punição do ato criminoso por negligência, se a lei assim o prever”. (Código Penal, Artigo 20). Um erro que pertence ao elemento normativo do tipo é também um erro do tipo que exclui a intenção (de acordo com a lei anterior, era considerado um erro de direito indesculpável). E explica: “Uma falácia é uma falsa ideia da realidade e é equiparada à ignorância, que é um completo desconhecimento dessa realidade.

No caso do erro de tipo, a intenção típica desaparece, ou seja, o agente não tem vontade de realizar o tipo objetivo.

Indenização dos danos sofridos pelo contribuinte

No entanto, existe uma outra sanção que nos parece igualmente aplicável, a utilizar nos casos em que o contribuinte já tenha sido obrigado a suportar essas penalidades, ou tenha eventualmente sofrido outros danos que possam ser considerados como resultado da falta de consolidação anual dos legislação tributária. E muitas dúvidas podem atacar os agentes fiscais justamente em decorrência da não consolidação de que trata o art. Assim, a reparação dos danos resultantes de tais ações fiscais injustificadas também pode ser reclamada pelo sujeito passivo.

Um direito que se torna mais importante na medida em que lhe são impostas muitas obrigações acessórias, quase todas para maior comodidade da administração tributária. Portanto, não se justifica que o sujeito de tais obrigações, que ao cumpri-las exerce de forma restrita uma atividade que em princípio deveria ser exercida por servidores públicos, esteja sujeito ao risco de informações incorretas.

O conteúdo e a utilidade da consolidação 1. Consolidação e regulamento

Consolidação e dispositivos revogados

O facto de uma disposição legal revogada ser incluída na consolidação não a fará voltar a vigorar. Caso o dispositivo da lei não tenha sido expressamente revogado, o facto de ter sido incluído na consolidação pode ser invocado pelo contribuinte como argumento para sustentar que a revogação não ocorreu, por se tratar de uma interpretação do Chefe do Poder Executivo. haste. E caso a atuação do contribuinte tenha sido praticada de acordo com aquele dispositivo, ela poderá ser invocada para excluir a aplicação de multas, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do imposto, nos termos do art.

153, da Lei nº. 4.144/72, autoriza a compensação do ISS devido pelas escolas com a prestação de serviços escolares constantes de bolsas oferecidas ao Município, nos termos indicados. É certo que o disposto na Lei Orgânica proíbe a atribuição de recursos públicos do Município a instituições de ensino privadas. De qualquer forma, a consolidação da legislação tributária do Município, aprovada por Decreto do Chefe do Poder Executivo, é uma interpretação que vincula toda a Administração Municipal.

Utilidade da consolidação

212 do Código Tributário Nacional, Seixas Filho mantém a necessidade de consolidação na mesma determinação, para garantir segurança aos contribuintes. Conhecendo a grande quantidade de leis para cada tributo, após certo tempo, a consolidação dessas leis em um único texto traria certeza ao contribuinte sobre as normas legais vigentes, as quais deverá respeitar. E então aquele eminente fiscalista reconhece a inadequação da regulamentação finalmente emitida pelas autoridades da Administração Tributária e declara, com razão pelo menos no que diz respeito a alguns dos principais impostos do nosso sistema tributário, que "a intenção do legislador, no sentido de uma frequência que permite uma garantia razoável da validade das leis fiscais.

Neste clima de incerteza jurídica, faz, portanto, sentido que pretendamos excluir sanções por incumprimento da legislação fiscal, pelo menos em relação aos impostos cuja legislação sofreu alterações muito frequentes, como é o caso do imposto sobre o rendimento. , do imposto sobre produtos industrializados. 212 do Código Tributário Nacional, o contribuinte poderá invocar a obrigação tributária como motivo para a exclusão da penalidade e, pelo menos em alguns casos, essa pretensão deverá ser acatada, garantindo assim ao interessado o direito de pagar apenas o imposto devido, e não os acréscimos decorrentes do descumprimento da lei. Dizemos isto em algumas situações porque percebemos que em muitos casos a consolidação que nos preocupa é desnecessária.

Se existir apenas uma lei que rege o imposto e essa lei não tiver sido alterada nos últimos 12 meses antes da data prevista de consolidação, isto certamente não é necessário. Se a consolidação foi realizada no ano anterior e não houve alterações nas leis consolidadas naquele momento, a determinação da necessidade de consolidação também é improcedente. Porém, a necessidade disso é indiscutível em relação aos tributos, como o imposto de renda, cujas leis mudam diversas vezes ao longo do ano.

Responsabilidade gerada pelo ilícito e ação cabível 1. O dever e a responsabilidade

Responsabilidade do ente e do agente públicos

Contudo, isso não significa que o agente público não possa ser responsabilizado mesmo nos casos em que houve dolo ou culpa. Uma vez que na maioria dos casos não é razoável aceitar que a Administração Tributária não tenha condições para cumprir a tarefa que lhe é atribuída pelo artigo. Na verdade, uma vez estabelecida a responsabilidade objectiva, pensava-se que o cidadão estava finalmente protegido dos abusos do poder do Estado.

Essa realidade, em que a lei se mostra ineficaz, já fez com que o ministro Marco Aurélio de Farias Mello, presidente do STF, admitisse em debate no site UOL que o Brasil não pode ser consertado com novas leis, afirmando que com toda razão, que "na verdade precisamos Para Hely Lopes Meirelles, de acordo com a responsabilidade objetiva da pessoa pública, que é determinada pelo art. 37, § 6º da Constituição Federal aplicável, não há responsabilidade pessoal do servidor público, exceto para com o ente público que serve, portador de ação regressiva contra ele nos casos de dolo ou culpa.

E como não há previsão clara de sanção no dispositivo em questão, este dispositivo não continua a ser o que Baleeiro chamou de sino sem aplausos (Aliomar Baleeiro, Direito Tributário Brasileiro, 11ª ed., Forense, Rio de Janeiro, 1999, p. 1.026), deve-se seguir o caminho da responsabilidade civil pelos danos resultantes do descumprimento do dever de consolidação da legislação de qualquer tributo. O interessado procurará demonstrar que a omissão lhe causou prejuízo, o que não será difícil nos casos em que não tenha aproveitado alguma vantagem prevista em lei não consolidada, ou tenha sofrido alguma penalidade. E a culpa dos agentes públicos, neste caso, é aliás evidente, uma vez que não podem desconhecer as regras do Código Tributário Nacional.

212 do Código Tributário Nacional, cabe destacar que Aliomar Baleeiro, ao comentar esse dispositivo, considerou a possibilidade de impeachment, reconhecendo assim a responsabilidade do chefe do Poder Executivo inadimplente. No que diz respeito à administração pública da União, dos estados e da grande maioria dos municípios, não há dúvida. À primeira vista, pode parecer que a negligência em questão se deve ao Chefe do Executivo, pois a sua função é expedir decretos.

No que diz respeito à União, aos Estados e à maioria dos municípios, acredito que o órgão responsável pela administração da arrecadação de impostos seja o responsável pela omissão.

A ação cabível

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Referências

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