Bruno Viera Amaral publicou As Primeiras Crianças em 2013, um livro organizado por entradas alfabéticas que descreve personagens de um bairro da margem sul de Lisboa. Um livro é um livro, e o que está ao seu redor não conta para o que está dentro.
ERA UMA VEZ UM REI
DEVOTO, UM PADRE QUE QUERIA VOAR E UMA
MULHER COM PODERES
NASCI NA AZINHAGA
SENTIMENTALMENTE SOMOS HABITADOS POR UMA MEMÓRIA
Costa
Filho de um famoso ator de ópera cantonesa e herdeiro de um negócio de sucesso, Bruce não teve uma infância mais tranquila porque deu pouca atenção aos estudos e ao bom comportamento que dele se esperava.
O fato de treino amarelo
Nascido em San Francisco em 1940, Bruce Lee retorna à terra natal de seus pais, Hong Kong, no ano seguinte. A cena épica de Enter the Dragon, em que Bruce Lee e Chuck Norris se enfrentam no fundo do Coliseu de Roma, está presente, devidamente anotada para cada um dos atores conhecer.
Be water, my friend»
Seja como a água, um lema que ficou na pele de Bruce Lee e no imaginário de quem o admirava. Entre as armas e adversários virtuais, um par de óculos e a inscrição explicando que Bruce Lee sofria de miopia severa, 5 dioptrias que nunca o impediu de acertar o alvo, mesmo que tivesse que usar as lentes.
A biblioteca de Bruce Lee
No meio estão trajes tradicionais, tênis de treino, luvas de boxe e o famoso nunchaku, o nunchaku, outra das imagens de marca registrada de Bruce Lee, que os empunhava com uma destreza que se tornou lendária mesmo entre os artistas marciais experientes. Em um dos cartazes, é possível ver um Bruce Lee com um olhar poderoso que mais uma vez lembra a música de Caetano, e na legenda o colecionador explica que era um dos poucos chineses em sua escola, em São Francisco, e por isso ele próprio foi vítima de bullying, tendo encontrado no exemplo de Bruce Lee uma fuga e um modelo para contrariar a cruel ignorância dos seus colegas.
Contar verdades
Alberto Salcedo
Ricardo Viel
No final do século XIX, no Caribe colombia-
Para não esquecer a letra e fazer com que
Em um país que está em guerra interna há décadas, o perigo de um massacre ser ofuscado pelos mais recentes é enorme, a crônica pode ajudar a combater o esquecimento. A avó de Alberto diz que as pessoas contam sobre suas vidas com tanta facilidade porque ele parece uma boa pessoa. Não é bem assim, aliás a avó do Alberto diz que ele parece um bobo.
Só parei de fazer as entrevistas quando percebi que as pessoas estavam me contando histórias que eu já tinha ouvido, foi aí que vi que o livro estava pronto." para a história, mas para as pessoas." As pessoas que o caribenho conheceu nessas décadas de trabalho lhe deram mais do que frases para letras de música. Ela carregava no corpo a força da celulose, consciente de que notas de cem mesmo tecido da blusa.
Por via das dúvidas, Sandra entrou na ponta dos pés no quarto esperando não pegar o marido cedendo àqueles que estavam convencidos de que ele só tinha outros porque Sandra não era capaz. Antecipando o resultado, Sandra tentou fazer o marido acreditar que as coisas não eram o que pareciam, que ele não deveria ser precipitado.
José Saramago e J. Borges
Prémio da FNLIJ – Fundação
Nacional do Livro Infantil e Juvenil,
Língua Portuguesa
Eliana
Y ElianaYEliana
Y nYn
Y nYu
Y e futuro da leitura pública
ANDREIA BRITES
Eliana Yunes é uma das maiores especialistas em
Em 1989 havia um grupo de pesquisa sobre leitura na PUC do Rio de Janeiro, que eu coordenava. Traçamos como a política de leitura foi ou não promovida desde o império, quando de fato surge o conceito de livro. Esta pesquisa, que mapeou uma história, resultou em uma proposta para o desenvolvimento de uma política de leitura.
Quando cheguei à Biblioteca Nacional a pedido do Afonso, já vinha de um pós-doutoramento na Alemanha sobre política de leitura. Aí eu poderia convidar outros professores da PUC das áreas de arte e educação para desenvolver esse trabalho com uma política de leitura. Em quarto lugar, a valorização da leitura pelo público: faixas, ditos, pinballs, pedacinhos de papel e, em quinto lugar, a formulação de uma política de leitura pública que comprometesse o município, por exemplo.
O compromisso era que o que esses grupos decidissem como marco regional para a promoção da leitura seria apoiado. Aí começou a mudar porque o pessoal que assumiu não entendia do assunto, não entendia o que era.
A gente fazia lei- tura do céu com
Na verdade, eu acho que se as escolas instalarem bibliotecas no seu espaço, vão à biblioteca pública para outros fins que não sejam de trabalho e depende muito dos horários dessas bibliotecas públicas. Acho que as pessoas precisam fortalecer um novo conceito de leitura, um novo conceito de literatura infantil, formar professores com alta qualificação para trabalhar nas escolas básicas - é aí que precisamos de pessoas com alta qualificação -, pessoas que amam a literatura e as artes. No melhor dos mundos, era fazer coisas simples, mas com continuidade para que as pessoas tivessem acesso e ganhassem relativa autonomia na gestão do que quisessem fazer.
As pessoas estão protestando contra a arbitrariedade não só deste governo, mas também contra a falta de decisão responsável que tivemos com a experiência da esquerda. Na forma como fizeram tudo, inclusive na forma como enganaram as pessoas sobre o real estado da economia do país. Este é o perigo: que as pessoas pensem que porque assinam o nome e porque votam, têm poder de decisão sobre o país.
Porque também não acredito na subjetividade pura, acredito que as pessoas são mais que sujeitos, são intersujeitos e se constroem passo a passo na convivência. Acho que tem gente que se constrói como cobaia, que ainda não acabou.
Acho que os escritores desse tipo de biografia podem ajudar muito as pessoas a pensar sobre a história e as circunstâncias. Se eu fosse uma criança pequena que não soubesse ler, contaria histórias sobre Monteiro Lobat, o que é um desafio. Mas acho que tem livros fascinantes da Ana Maria, da Lygia Bojung, do Bartolomeu Campos Queirós.
São pessoas de literatura inigualável, que não é marcada pela idade, mas inclui uma criança. É óbvio que agora a nossa fala é inspirada na escrita, mas acho que existe uma fala oral que é próxima da infância e essa é uma. Acho que o cotidiano, todo fragmentado, o que você quer hoje, não quer amanhã, vem da desorganização da subjetividade interior, e isso aparece na literatura.
A questão central é pensar a organização da linguagem: a linguagem do corpo, a linguagem do comportamento, a linguagem da ética, a linguagem das relações, a linguagem da estética, a beleza que não está apenas nos produtos vendidos no aeroporto salões. Se tomássemos consciência da linguagem, veríamos que não há discurso que não seja político, discurso que não seja ético, discurso que não seja estético.
Kiran Millwood
Hargrave
Na verticalidade inicial desse objeto, o leitor apenas discerne o que parece ser a boca de uma besta mecânica na tampa e sua cauda, com placas de metal, parafusos e um parafuso na tampa traseira. Apesar do nome da editora de um lado e do preço e do código de barras do outro, podemos folhear o livro nos dois lados, com achados complementares. Cada momento revela várias ações, algumas que podem ser compreendidas sem virar a página, outras que devem ser contínuas para serem justificadas.
A cada movimento físico do leitor, uma parte de um espaço é fechada para que outra seja revelada. Há outra possibilidade de leitura bem mais imediata: o desdobramento do harmônio logo apresenta o submarino em forma de baleia. E então temos uma perspectiva geral do que está acontecendo, por um lado, fora dela e, por outro lado, dentro dela.
É que é mais fácil um álbum ser bom se houver apenas um autor do que dois, porque a realização depende de um único processo que se transforma em meta. Pedro Proença, como ilustrador de livros infantis, nunca abdicou de uma estética artística mais do que representativa, em que as suas formas, técnicas e cor, no seu conjunto, ultrapassam os limites do que mais se conhece.
É com alegria e emoção que estou aqui hoje com Pilar del Río para falar sobre os livros de José Saramago na Grécia, uma aventura que já dura 27 anos. Memorial do Convento foi o primeiro livro de José Saramago traduzido para grego por Kostas Skordylis e Anny Spyrakou na editora Syghroni Epohi. A partir de 1996 embarquei também na aventura de traduzir a obra de José Saramago para a editora Kastaniotis durante os últimos 21 anos, contando sempre com a colaboração do mesmo revisor, o meu querido amigo Alexandros Panoussis.
Mas afinal José Saramago e Pilar del Río vieram para a Grécia em 2006 e eu tive que enfrentar meus problemas. O José Saramago perguntou-me porque é que nunca tinha aparecido até aquele momento e como tinha resolvido as dúvidas sobre a tradução. Foi na cidade de Patra, num táxi, que Antaios e eu prometemos a José Saramago que iríamos republicar os dois primeiros romances, Memorial do Convento e O Ano da Morte de Ricardo Reis, com a mesma equipa: editor, tradutor, regular revisor.
José Saramago costumava dizer que quem gostava do seu trabalho também gostava dele como pessoa. Não me descontem, sou estudante, sou pobre e quero ler todos os livros de José Saramago.
Atenas, maio 2017
Pilar del Río
Talvez por isso José Saramago tenha navegado toda a Península Ibérica, que estava separada da Europa pelos Pirenéus, serra que faz fronteira com a França, e que desde o princípio do mundo serviu tanto para unir como para separar. Por isso, como é preciso respeito, José Saramago partiu da Península Ibérica para servir de rebocador para toda a Europa. José Saramago nunca cedeu às pretensões hegemónicas de ninguém, sejam elas económicas, culturais ou idiomáticas: falava português porque falava.
José Saramago recebeu o Prêmio Nobel em 1998, no 50º aniversário da assinatura da Declaração dos Direitos Humanos. Considerando que os direitos humanos são a maior conquista jurídica e social de nosso tempo para garantir a dignidade de todas as pessoas sem qualquer distinção de suas condições individuais, sociais e culturais. Reiterar que o chefe é responsável pela observância dos direitos humanos pelos estados nacionais e organizações internacionais e regionais.
Com o entendimento de que a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece no Artigo 29 que todas as pessoas devem cumprir seus deveres legais para com sua comunidade. Bem, sim: em Lisboa, trabalhamos para reconhecer, repetir e adotar o espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
SOMOS BIBLIOTECAS
Que boas estrelas estarão cobrindo os céus de Lanzarote?
Doesdicon 26 e 27 mai
Festival
Álvaro Siza Vieira: Visões
A Divina Comédia –
José de Almada
Negreiros. Uma maneira de ser
Óscar e a Senhora Cor-
Piedad y Terror en Picasso
El camino a Guernica
Concentrador de Arquitectura,
Akram Zaatari
Contra la fotografi a