DESENVOLVIMENTO DE FORMULAÇÃO SEMI-SÓLIDA CONTENDO EXTRATO DE Ipomoea pes-caprae (L.) R. CONVOLVULACEAE) E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA E ANTINOCEPTIVA TÓPICA. A continuação deste trabalho teve como objetivo avaliar a atividade anti-inflamatória e antinociceptiva dos derivados vegetais de Ipomoea pes-caprae veiculados na base do Hostacerin®, contribuindo assim para o desenvolvimento de um medicamento fitoterápico de uso tópico, levando em consideração sua popularidade principal. usar.
Objetivo Geral
Objetivos Específicos
Fitoterápicos
A necessidade de padronização e controle de qualidade dos medicamentos fitoterápicos, bem como a disponibilidade e qualidade das matérias-primas para os medicamentos fitoterápicos apresentam fatores desafiadores para os pesquisadores e para o setor produtivo (CALIXTO, 2000). São inúmeros os problemas de qualidade relacionados às matérias-primas vegetais, como a substituição de uma determinada espécie por outra, contaminação microbiológica e química (ROCHA, 2009).
Ipomoea pes-caprae
O extrato etanólico 80 ºGL das flores de I. pes-caprae inibiu significativamente o crescimento fúngico, com. foi observada inibição completa do crescimento a 10-15 mg/ml do extrato. Muthalib, Fatimawali e Edy (2013) avaliaram a eficácia de pomadas contendo extrato etanólico 90°GL de folhas de I. pes-caprae como agente cicatrizante, em feridas abertas de coelhos, nas concentrações de 10, 15 e 20%.
Inflamação cutânea
Sua participação no processo inflamatório é expressa pela presença de dor/e/ou prurido acompanhada de eritema e edema, como sinais e sintomas inflamatórios (GASPAR, 2003; ZEGARSKA et. al., 2006). Além da dor, a resposta inflamatória da pele pode ter como sintoma o prurido que está intimamente relacionado à ativação de receptores ativados por proteinases (PAR-2) e também TRPV-1 (STEINHOFF et al., 2006; ZEGARSKA et al. ., 2006).
Dermatites
A dermatite de contato irritante é desencadeada pelo efeito corrosivo das substâncias quando entram em contato com a pele. A dermatite também pode ser causada pelo contato com águas-vivas, caracterizando-se como dermatite de contato irritante e alérgica.
Materiais
Reagentes e solventes
Equipamentos e outros materiais
Membrana filtrante com membrana de PTFE modificada para filtração de solventes orgânicos e aquosos (Millex TM) com porosidade 0,45 µm, 13 mm, não estéril;.
Avaliação do perfil cromatográfico e teor de compostos majoritários
- Preparo da fase móvel e solução diluente das amostras para análise por
- Solução padrão de isoquercitrina
- Solução padrão de ácidos isoclorogênicos A, B E C
- Preparo e quantificação dos marcadores na solução extrativa por CLAE 39
- Preparo e quantificação dos marcadores no extrato seco por CLAE
Para determinar o teor desses marcadores presentes nos derivados vegetais, foram preparadas amostras em triplicata, injetadas em duplicata e calculada a concentração dos marcadores isoquercitrina (ISQ) e ácidos isoclorogênicos A, B e C (ISA, ISB e ISC). A concentração dos padrões ISA, ISB e ISC foi calculada a partir da equação da linha reta para cada um dos marcadores. A partir da concentração dos marcadores na solução amostral, foi calculado o seu conteúdo na solução extrativa (SE) com base no resíduo seco (RS) através da equação 2, onde: Ca é a concentração dos marcadores na solução amostral, obtida a partir de a equação da linha dos marcadores ISA, ISB, ISC e ISQ da (eq. 1); 1.6 é o fator de correção da solução extrativa e RS é o resíduo seco obtido na solução extrativa.
A partir da concentração de marcadores na solução do extrato mole, o teor de marcadores no extrato mole (EM) foi calculado através da Equação 3, onde: Ca é a concentração de marcadores na amostra; e RS é o resíduo seco obtido no extrato suave (%); 32 é o fator de correção do extrato mole, MES = massa EM (g) pesada para produzir a solução estoque de extrato mole. A solução do extrato seco e o cálculo do teor do marcador foram realizados da mesma forma descrita para o extrato mole (item 4.2.4).
Droga vegetal
Exatamente cerca de 0,8 g de extrato mole (MS) foi pesado e transferido quantitativamente para um balão volumétrico de 20 ml. Foram adicionados 10 ml da solução diluidora (item 4.2.1), sonicando por 20 min e completando o volume com o mesmo solvente. A solução de extrato suave foi preparada a partir de SEME transferindo 5 ml para um balão volumétrico de 10 ml e o volume foi completado com a solução diluidora (solução 2).
Um volume de 1,25 ml da solução 2 foi transferido para um balão volumétrico de 10 ml e o volume foi completado com a solução diluente (SEM). Após a secagem, as partes da planta foram moídas separadamente em moinho de martelo de malha 10.
Derivados vegetais
Otimização do processo de obtenção da solução extrativa
Após o recebimento do material vegetal fresco, foi feita triagem manual, seleção de folhas e caules e eliminação de corpos estranhos, em seguida foi feita limpeza química, com auxílio de gaze para retirada de areia e outras impurezas, e pesagem do material, itens frescos.
Obtenção da solução extrativa hidroetanólica de I. pes-caprae em
A influência da composição do medicamento fitoterápico também foi avaliada através da extração com etanol 50 °GL e medicamento 100% fitoterápico.
Obtenção do extrato mole de I. pes-caprae
Caracterização dos derivados vegetais
Perda por dessecação do extrato seco
Determinação do resíduo seco da solução extrativa e extrato mole (RS) 43
Perfil por cromatografia em camada delgada
Conteúdo de marcadores e picos não identificados de soluções extrativas de Ipomoea pes-caprae de diferentes graus de álcool (média ± desvio padrão e RSD%). Resíduo seco de soluções extrativas de Ipomoea pes-caprae de diferentes graus alcoólicos (média ± desvio padrão e DPR%). Conteúdo de marcadores e picos não identificados de extratos moles de Ipomoea pescaprae de diferentes graduações alcoólicas (média ± desvio padrão e RSD%).
Resíduo seco de extratos moles de Ipomoea pes-caprae de diferentes graduações alcoólicas (média ± desvio padrão e RSD%). Conteúdo de marcadores e picos não identificados de derivados vegetais de Ipomoea pes-caprae de etanol 50 °GL e 70 °GL (média ± desvio padrão e RSD%). Desenvolvimento e validação de método analítico por HPLC para análise de soluções extrativas e extrato seco de Ipomoea pes-caprae.
Inhibition of ethylphenylpropiolate-induced ear edema in rats by compounds isolated from Ipomoea pes-caprae. Formulasi krim penyembuh luka terinfeksi Staphylococcus aureus ekstrak daun tapak kuda (Ipomoea pes-caprae (L.) sweet pada tipe A/M. Development of hydroethanolic extract of Ipomoea pes-caprae using factorial design followed by antinociceptive and anti-inflammatory evaluation.
Desenvolvimento de formulações semissólidas contendo os
Análise das formulações semissólidas contendo derivados vegetais
Para análise do conteúdo de marcadores HPLC no creme foi realizada extração por dispersão matricial em fase sólida (CESCA, 2010). Para cada análise foram pesados 2,5 g de creme e 10 g de sílica gel e homogeneizados em almofariz com auxílio de pilão, formando a mistura original. Essas soluções foram filtradas com filtro de celulose regenerada com porosidade de 0,45 µm diretamente em um frasco e analisadas em triplicata por HPLC.
Este teste foi expresso como a porcentagem média de recuperação do marcador e o desvio padrão relativo - DPR%. A partir do teste de acurácia foi quantificado o teor médio de marcadores no creme, os resultados foram expressos em µg/g.
Biomonitoramento das formulações selecionadas
Atividade anti-inflamatória
- Edema de orelha induzido por óleo de cróton e capsaicina
- Atividade anti-inflamatória com prévia sensibilização de
- Edema de pata
Para cada grupo de seis animais, foram aplicados 400 mg de cremes contendo EM ou ES de I na superfície interna da orelha direita. Foram aplicados diretamente na superfície externa da orelha direita (20 μL), evitando assim um possível exame físico. bloqueio causado por compostos. A orelha esquerda recebeu o mesmo volume de acetona, e a diferença entre a espessura da orelha direita e esquerda foi tratada como indicativo de edema.
A variação do volume da pata foi expressa em µL, e a diferença entre o volume da pata direita e esquerda foi considerada como índice de edema. A variação do volume da pata foi expressa em µL, e a diferença entre o volume da pata direita e esquerda foi considerada como índice de edema.
Atividade antinociceptiva
- Nocicepção espontânea induzida pela injeção intraplantar de
- Nocicepção espontânea induzida pela injeção intraplantar de
Inicialmente, os animais foram pré-tratados com captopril (5 mg/kg s.c.) para evitar a degradação da bradicinina (CAMPOS, 1997). O tempo durante o qual os animais lamberam ou morderam a pata injetada foi registrado e considerado como sinal de nocicepção espontânea.
Avaliação citotoxicidade in vitro das formulações - Agarose
Avaliação do perfil cromatográfico e quantificação do teor de
Nesse sentido, também com o objetivo de reduzir o tempo de análise, foi testada uma nova fase estacionária utilizando uma coluna XSELECT CSH hexilfenil 3,5 µm, 4,6 x 100 mm, associada à variação de vazão e temperatura de análise, composição e. O pico 7, com perfil de flavonóides (Figuras 4 e 5), eluiu precocemente na coluna de hexilfenila e colocado antes do pico 8 (que possui perfil de compostos fenólicos e é um dos mais abundantes no cromatograma). Outra diferença observada foi o aparecimento de 2 picos ao final do cromatograma após 30 minutos, onde o pico 12 apresentou perfil flavonóide, sugerindo a presença de quercetina, o que não é observado no trabalho de Dutra (2013), provavelmente pelo fato que o gradiente na coluna de hexilfenila apresenta uma composição final mais apolar.
A coluna hexilfenil apresenta seletividade cromatográfica diferente em comparação às colunas alquílicas tradicionais como C18, atribuída à sua capacidade de formar ligações π-π com compostos aromáticos (MALDANER; . COLLINS; JARDIM, 2010). Diante do exposto, e tendo a isoquercitrina como principal marcador, optou-se por manter a coluna Phenomenex®, Luna, C18 e o método já validado por Dutra (2013) para análise de derivados vegetais, devendo novos estudos serem realizados fora. realizado com a coluna hexil-fenil para obter melhor resolução entre o ISQ e o pico adjacente.
Caracterização da droga vegetal (DV)
As soluções extrativas apresentaram odor alcoólico característico, cor marrom esverdeada e aspecto homogêneo, com valores de pH de 5,52 a 5,80, resíduo seco de 2,03 a 4,58%. As soluções extrativas apresentaram perfil cromatográfico semelhante ao descrito anteriormente por Dutra (2013), no que diz respeito ao número de picos, onde foi possível identificar, além do ISQ 3, como marcadores, os ácidos isoclorogênicos A, B e C (Figura 4). . As diferentes soluções extrativas foram semelhantes quanto ao seu perfil cromatográfico (Figura 7), mas houve diferenças nos níveis dos marcadores, bem como nos níveis de picos não identificados.
Para expressar o teor em mg/g, utilizou-se no cálculo o resíduo seco das soluções extrativas (Tabela 3). Comparando as diferentes soluções extrativas, observa-se menor teor de todos os marcadores no SE 50 °GL e maior teor de picos não identificados na parte mais polar do cromatograma, picos 3 e 4.
Obtenção e caracterização do extrato mole de I. pes-caprae
Em relação ao SE 50°GL, 70°GL e 90°GL é possível verificar que ambos foram semelhantes no que diz respeito aos níveis de picos e 7 e ao conteúdo do marcador ISQ, apresentando diferença significativa apenas com relação aos níveis de sendo o ISA e o ISC inferiores no SE50CF, e comparáveis entre SE70 e SE90. O perfil cromatográfico dos extratos moles 50F, 70°GL e 90°GL não apresentou alterações após a etapa de concentração, diferentemente do EM 50°GL (Figura 8). Para expressar o teor em mg/g, utilizou-se no cálculo o resíduo seco dos extratos moles (Tabela 5).
A partir da análise dos perfis entre os diferentes extratos moles é possível verificar a diminuição do nível de todos os marcadores no EM 50 °GL, exceto o teor dos picos 1, 3 e 4, pico 3, que representa o teor fenólico O perfil composto, pico 7, com o perfil de flavonóides e o marcador ISA, refletiu a diferença entre os níveis de álcool. Comparando EM 50CF e 50F, observamos uma diminuição em quase todos os picos, com exceção dos picos 1, 3 e 4, em EM50CF, o que comprova que a diferença na composição do medicamento fitoterápico tem efeito significativo no conteúdo dos compostos extraídos.
Obtenção e caracterização do extrato seco de I. pes-caprae
ISQ: O conteúdo de picos não identificados que mostram o perfil de absorção UV de compostos flavonóides foram expressos em ISQ. Em relação aos derivados obtidos com etanol 70 °GL, pode-se observar que os níveis de marcadores e picos não identificados são muito semelhantes entre SE e EM, com exceção do ISA, que diminui para extrato mole após a fase de concentração. Após a fase de secagem por atomização, foi observada uma redução significativa de todos os picos, da ordem de 66%.
Análise das formulações semissólidas contendo derivados vegetais
Atividade anti-inflamatória e antinociceptiva
- Edema de orelha induzido por óleo de cróton
- Edema de orelha induzido por oxazolona
- Edema de pata induzido por injeção intraplantar de tripsina
- Nocicepção espontânea induzida por injeção intraplantar de tripsina 82
- Nocicepção espontânea induzida por injeção intraplantar de
- Edema de pata induzido por injeção intraplantar de bradicinina
Outra modificação no protocolo original para edema de ouvido induzido por óleo de cróton foi feita para descartar problemas relacionados a questões farmacocinéticas. O efeito do creme contendo EM 70°GL no modelo de edema de orelha induzido por oxazolona é mostrado na Figura 15. O efeito da dose de EM 50°GL no edema de pata induzido por tripsina foi avaliado (Figura 17).
O creme contendo EM 50 °GL, composto por caules e folhas, foi eficaz na redução do edema de orelha induzido pela capsaicina com inibição média de 45 ± 3%. EM 50 °GL 2% apresentou redução significativa do edema de pata induzido por carragenina na primeira e terceira horas (figura 24), indicando uma possível relação com inibição.
Avaliação da citotoxicidade in vitro das formulações - Agarose
Caracterização química e tecnológica das folhas, caules e planta inteira de Ipomoea pes-caprae como matéria-prima farmacêutica. Variação do conteúdo fenólico total e atividade necrófaga de radicais de Ipomoea pes-caprae em relação à época e local de colheita. Abundância, sobrevivência e crescimento de mudas de Ipomea pes caprae (L.) R. Convolvulaceae) na Ilha de Santa Catarina, Brasil.
Characterization of a xylose-containing oligosaccharide, an inhibitor of multidrug resistance in Staphylococcus aureus, from Ipomoea pes-caprae. Neutralization of the toxic effects of various raw jellyfish poisons by an extract of Ipomea pes caprae (L.).