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Cristina Novikoff

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Academic year: 2023

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Texto

Apresento aqui o fenômeno das representações sociais, como conhecimentos socialmente instituídos, discutindo os valores que os professores atribuíram para legitimar a função do ensino superior. Na tese de diploma, discutimos as representações sociais do ensino superior por professores de graduação do setor saúde na categoria administrativa privada. A análise das representações sociais dos professores apontou para a suspensão da função de ensino superior na VŠU, como era historicamente recomendado.

Vertente descritiva histórico-quantitativa

O ensino passa, portanto, pela expansão do ensino superior, diferentemente da entrada de alunos e do aumento de cursos. 15 O primeiro processo de avaliação do ensino superior, o Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB), foi formulado e implementado durante o governo Itamar; o segundo, o Exame Nacional de Cursos (ENC), foi idealizado e implementado pelo governo FHC e o terceiro e atual, SINAES, foi concebido e implementado pelo governo Lula (2003). Consolidar o Ensino Superior gratuito nas instituições federais, disponibilizar mais recursos e garantir sua autonomia e expansão.

Tabela 1 - Números gerais do Ensino Superior Brasileiro em 2003, por tipo de graduação presencial da area da Saúde
Tabela 1 - Números gerais do Ensino Superior Brasileiro em 2003, por tipo de graduação presencial da area da Saúde

Vertente descritiva temática

Como observa Sampaio (2003, p. 158): “uma divisão de funções para acomodar a expansão quantitativa e qualitativa da clientela do ensino superior”. É então necessário compreender a dinâmica entre a função de excelência/educação de qualidade do ensino superior e os recursos mobilizados pelos professores, com o objectivo de tornar este lugar de excelência “confiável”. Primeiro, o setor privado faz parte do sistema de ensino superior do Brasil desde o final do século XIX.

Vertente descritiva interpretativa

Esse processo de mobilizar, ensinar a pensar e agir é orientado por valores e forma uma rede social apoiada nas representações sociais do grupo. No início, discute-se a teoria das representações sociais e, em seguida, ilustra-se a compreensão dos valores, bem como dos métodos de avaliação e controle. Embora não seja o único, deve ser analisado para discutir um tema muito complexo como as representações sociais.

Portanto, a descrição do contexto teve como objetivo investigar “as relações que o surgimento e a difusão das representações sociais têm com diversos fatores, tais como: valores; modelos culturais e invariantes; Nessa perspectiva, é feito aqui um recorte epistemológico, com ênfase nas relações entre representações sociais e valores e formas de enfrentamento. Portanto, a proposta é interpretar/esclarecer as representações sociais dos professores sobre o ensino superior, levando em consideração os valores e formas de enfrentamento no seu cotidiano.

Dentro dessa perspectiva, as representações sociais são entendidas como construções tanto de realidades imaginárias/subjetivas quanto de práticas/comportamentos em relação ao contexto/mundo/meio ambiente, que funcionam como variável independente, mas não se libertam das influências do contexto. , condições orgânicas e psíquicas. Tais impactos são observados nas representações sociais que constroem as formas de comunicação e comportamento de indivíduos e grupos. A primeira, pelos quilômetros textuais já descritos e interpretados por diversos pesquisadores e estudiosos de diversas áreas do conhecimento sobre as representações sociais.

Assim, o texto foi dividido em três partes, todas elas percorrendo a noção conceitual de representações sociais, o texto começa apresentando a teoria de Moscovici, depois há a teoria dos valores de J.

Teoria das Representações Sociais

A pesquisa sobre representações sociais deve gerar outro tipo de conhecimento sobre esses fenômenos do conhecimento social. A construção do objeto de pesquisa simplifica o fenômeno da representação social através da “Teoria das Representações Sociais”. Portanto, a construção de um objeto de pesquisa é um processo pelo qual o fenômeno das representações sociais é simplificado, ou seja, desdobrado, transformado em algo que não causa problemas.

É claro que as representações sociais estão relacionadas ao pensamento simbólico e a qualquer forma de vida mental que a linguagem pressupõe. Vala (2004) revela uma compreensão mais profunda dos dois processos sócio-cognitivos que moldam as representações sociais: a objetivação e a ancoragem. A objetivação é o processo que organiza os elementos configuradores das representações sociais que incorporam significados, os materializam e se tornam expressões de uma realidade entendida como natural.

Para compreender as representações sociais é preciso compreender a linguagem,32 mas primeiro é preciso compreender que tipo de racionalidade é utilizada na construção do conhecimento. Deste ponto de vista, com a teoria das representações sociais, além da lógica e do conteúdo da comunicação, entende-se também a sua finalidade. Em outras palavras, as percepções sociais de um objeto para um grupo são consideradas uma ameaça para outro.

Resumidamente, o processo de configuração das representações sociais ocorre através de uma comunicação que a regula e ao mesmo tempo é regulada por ela.

Valores

Os valores, portanto, têm a ver com uma certa objetivação da experiência social dada em determinado momento histórico-social. Desse ponto de vista, o filósofo hierarquizou o valor em absolutos, ou seja, “os valores não podem ser criados nem destruídos” (BERESFORD, 2000, p. 85). Na noção de valores, Scheller (apud PEREIRA, 2000, p. 98) introduz os valores éticos para os valores pessoais e os das coisas para os valores impessoais – objeto conceitual utilizado por J.

É o aspecto estrutural dessa categorização que se propõe nesta tese: a descoberta dos valores percebidos nas representações sociais do ensino superior, estabelecidas pelos docentes da área da saúde. Em relação a essa ideia representacional, os valores possuem uma lógica interna pautada pela subjetividade, configurada por conhecimentos e sentimentos/emoções, além de sua função reguladora e normatizadora. Valor e dever (ideal) têm visões complementares, mas não significam a mesma coisa; os valores devem ou não ser, não dizendo necessariamente que os primeiros são positivos e os segundos negativos.

Outro ponto importante que Scheler destaca é a relatividade dos valores a partir da sua representação em relação aos valores absolutos. É nessa relação que se localizam os conhecimentos, os sentimentos e os valores revelados nas representações sociais. Os valores regem, portanto, as relações que o homem estabeleceu para estar no mundo.

Por sua vez, os valores geram a força motriz das representações sociais sobre o ensino superior.

Enfrentamento

Daí a sua importância para as reflexões sobre as representações sociais, tomando aqui os valores como tema para esclarecer a relação entre o professor e sua representação em relação ao ensino superior. No caso do ensino superior, o coping, enquanto fenómeno complexo, merece ser identificado porque se torna possível captar como os professores compreendem o ensino superior e como respondem a essa compreensão. Portanto, surge a questão de saber quais conhecimentos os professores valorizam e, consequentemente, em que se baseiam quando buscam mudanças no ensino superior.

Para melhor compreender esse processo, cabe esclarecer alguns conceitos norteadores da teoria do coping, que visam fundamentar as reflexões desta tese. E é o conceito utilizado nesta tese para compreender o que o professor considera relevante para os seus valores e intenções situacionais. Ou seja, o que consideram importante (valor) para atingir objetivos em situações de conflito no ensino superior.

Compreender o enfrentamento dos professores pode auxiliar na discussão sobre o nível de obstáculos à concretização ou legitimação da função do ensino superior diante de suas mudanças. Atualmente, existem diversos textos e trabalhos que já afirmam que a teoria das representações sociais tem caráter interdisciplinar devido à sua complexidade teórico-metodológica. Aqui, não menos diferentemente, foram utilizados questionário e inventário para compreender a natureza do conteúdo e da funcionalidade do discurso do professor sobre o ensino superior.

A complementaridade conceitual foi produtiva para pensar diferentes conceitos, como o conceito de “representação” de Castoriadis, pois auxiliou na análise do tema – ensino superior – e priorizou a compreensão do fenômeno da presente pesquisa no campo da educação. – a configuração das representações sociais dos professores da área da saúde.

Procedimentos Metodológicos

Acredita-se que questionários semiestruturados, típicos de pesquisas qualitativas com critérios objetivos relacionados à definição da situação problema, apesar de não serem formatados em dados quantitativos, também permitem o registro de representações docentes com critérios de validade. Trata-se de um inventário que favorece a identificação de Avaliação, Estratégias de Enfrentamento e Modos de Enfrentamento. Portanto, diante da situação-problema, o sujeito opta por estratégias de enfrentamento que possam focar na emoção ou no problema.

A atitude em relação à situação será passiva ou evitativa, conforme mostrado no Capítulo 2. Use a expressão evitação ou fuga para se referir a estratégias generalizadas que incluem tanto a evitação comportamental (em respostas como comer, beber ou dormir) quanto a evitação cognitiva. Estas estão divididas em nove partes, cada uma com cinco opções de respostas (quase nunca; raramente; às vezes sim e às vezes não; frequentemente; quase sempre), que são classificadas numa escala Likert.40 A Parte I é composta por seis itens e avalia a apreciação de a situação como ameaçadora (VSA). A Parte IV reúne seis itens que avaliam a frequência com que o sujeito utiliza estratégias de enfrentamento cognitivo focadas na situação (ECS).

A Parte V apresenta seis itens que avaliam a frequência com que o sujeito utiliza estratégias cognitivas focadas na emoção (ACE). A vantagem da utilização deste instrumento é que ele confere à avaliação da situação problema (mudanças no ensino superior) uma referência situacional ou contextual, o que garante a validade das respostas e evita generalizações erradas. Portanto, avaliou-se a avaliação da situação, bem como de forma diferenciada as estratégias de enfrentamento.

O objetivo foi compreender se o professor utiliza a estratégia de coping para reduzir ou controlar a emoção ou problema através dos quatro tipos básicos de coping ativo: coping cognitivo, que visa mudar a situação ou emoção, e coping comportamental motor, que visa reduzir ou mudar. a emoção ou problema.

Análise dos resultados

Observa-se que não há “silêncio” na descrição da relação entre professores e seus pares. A categorização dos valores marcou a função simbólica que os professores utilizaram para selecionar os conhecimentos que configuravam suas representações sociais. Ao responderem se não gostam da situação problema, os professores da categoria Geral apontam para “quase sempre” (53%), na categoria Afetiva para “frequentemente” (55%).

Em todas as categorias, os professores afirmaram não gostar da situação-problema escolhida, principalmente o grupo de Apoio da IES, que teve alto nível de concordância. Os professores acreditam saber muitas coisas “quase sempre”, com a seguinte distribuição: 45% (Geral), 49% (Afetivo) e 42% (IES de Apoio). Para a categoria Apoio às IES, os professores concordam com o item “quase sempre”, com 24% das respostas.

A situação problema para os professores indica baixo nível de concordância e dilui as respostas à questão sem consequências negativas no item “quase sempre”: 27% (geral), 29% (afetivo) e 25% (apoio da IES). Sobre fazer coisas que ajudam a relaxar, os professores dizem “quase sempre”, com 35% das respostas (geral) e 37% (apoio da IES); na categoria Afetiva predomina a resposta ‘frequentemente’ (43%). Quando questionados se tentam usar as suas melhores competências para se sentirem mais seguros, os professores respondem “frequentemente” com 44% (geral), 61% (afetivo) e 44% (apoio da IES).

Em relação a fazer coisas que os ajudem a aumentar o seu sentido de controlo, os professores indicam “quase sempre” para 44% (geral) e 48% (Apoio IES). No que diz respeito a não fazer nada de especial e tentar passar despercebido, os professores demonstram um certo nível de discordância. O excedente ocorreu na categoria de valores gnosio-pedagógicos, que mostra o que os professores pensam que fazem e como o fazem no ensino superior.

Figura 1: A relação entre as representações sociais e as categorias de valores
Figura 1: A relação entre as representações sociais e as categorias de valores

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Tabela 1 - Números gerais do Ensino Superior Brasileiro em 2003, por tipo de graduação presencial da area da Saúde
Tabela 2: Número total de funções docentes (em exercício e afastados), por organização acadêmica e regime de trabalho.
Tabela 3: Número total de funções docentes (em exercício e em afastamento), por organização acadêmica
Tabela 4: Número total de funções docentes em exercício, em 30/06, por organização acadêmica e grau de formação
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Referências

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