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DA EXCLUSÃO DA SUCESSÃO DO HERDEIRO OU LEGATÁRIO, AINDA QUE RELATIVAMENTE

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Academic year: 2023

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A solução do problema de pesquisa sugere a análise da legislação que cuida dos delitos pelos quais adolescentes, considerados pela lei civil como relativamente incompetentes, podem ser responsabilizados. Com base nessas considerações, os relativamente incapazes podem ser excluídos da herança pelas mesmas razões propostas pelo artigo 1.814 do Código Civil. Diante do tema proposto da possibilidade de exclusão dos incapazes relativamente herdados por indignidade, faz-se necessária a análise de alguns conceitos essenciais para a compreensão deste trabalho.

Ou seja, os relativamente incompetentes já têm o direito de expressar sua vontade, bastando apenas uma pessoa para ajudá-los. 14. Este capítulo tem como objetivo apresentar ao leitor noções essenciais sobre os adolescentes que são importantes para a compreensão da hipótese colocada pelo problema de pesquisa: Os relativamente incapazes podem ser excluídos da herança por indignidade. Para a compreensão do problema exposto, é necessário conhecer o instituto da incapacidade relativa, o que conduz o leitor a conceitos essenciais sobre quem é o incapaz e por que é considerado como tal.

Ou seja, os relativamente incompetentes já têm o direito de manifestar sua vontade, só precisam ser ajudados. Nesta pesquisa, os menores relativamente incapazes referidos no ponto I do artigo 4.º do Código Civil, maiores de 16 anos e menores de 18 anos, obtêm o respectivo espaço. Existem atos e negócios que menores relativamente incompetentes podem exercer mesmo sem assistência, como casamentos, que requerem apenas autorização dos pais ou representantes; elaborar um testamento; servir como testemunha de atos e transações legais; solicitar o registro do seu nascimento; ser empresário, com autorização; ser eleitor; ser agente ad negotia (mandato extrajudicial).

Neste caso, como noutros, em que o conflito não seja tão visível, mas se trate de um conflito de interesses, é necessário que o juiz nomeie um tutor especial para este acto ou conjunto de actos, em benefício do menor e sua proteção.36. Os menores de 18 anos são protegidos pela lei - n. 8.069, de 13 de julho de 1990, conhecido como Estatuto da Criança e do Adolescente ou ECA. 267 da Lei da Criança e do Adolescente, este diploma legal não se limita aos menores em situação irregular, mas destina-se a proteger integralmente a criança e o adolescente.

Por outro lado, o menor infrator poderá ser submetido a um tratamento mais rigoroso, como as medidas socioeducativas do art. O artigo 1º da Convenção sobre os Direitos da Criança estabelece que "para os fins desta Convenção, uma criança significa qualquer ser humano com idade inferior a dezoito anos, a menos que, de acordo com a lei aplicável à criança, a maioridade seja atingida. antes". 42. Segundo as palavras de Elias, “de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, somente os adolescentes que praticarem atos tipificados como crime ou contravenção penal são obrigados a sofrer medidas socioeducativas”.44.

O comportamento de crianças e adolescentes, quando enquadrados na ilegalidade, necessariamente traz consequências no contexto social em que vivem. Antes da aplicação ao menor autor de medidas socioeducativas e de internação, algumas garantias processuais legais definidas no art. 1 A medida aplicada ao adolescente terá em conta a sua capacidade para aplicá-la, as circunstâncias e a gravidade da infracção.

112, caput, do Estatuto da Criança e do Adolescente, permanecem as elencadas medidas socioeducativas (e também protetivas) que são aplicadas aos adolescentes que cometem atos infracionais. Como bem observa Elias, as medidas só serão utilizadas quando ocorrerem fatos característicos, tendo em vista o princípio constitucional do artigo 5º XXXIX: "Por outro lado, deve-se ter em conta o princípio da reserva legal, por ser apenas uma fato de acarretarem o uso de medidas que, bem frisamos, aplicam-se apenas aos adolescentes, já que as crianças utilizam as do art. Por outro lado, a advertência, a obrigação de reparar o dano e a prestação de serviços à comunidade indicam uma clara predominância de caráter educativo sobre o punitivo.

Elias ensina que as medidas de liberdade condicional e detenção, consideradas as mais severas, são utilizadas apenas quando necessárias: de arte. Nesse caso, a fonte adequada é o recurso (art. 198 do ECA), por se tratar de decisão final sobre o conteúdo.

EXCLUSÃO DA SUCESSÃO POR INDIGNIDADE

  • NOÇÕES DE DIREITO SUCESSÓRIO
  • CAUSAS DE EXCLUSÃO POR INDIGNIDADE
  • PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DA EXCLUSÃO
  • EFEITOS DA AÇÃO DECLARATÓRIA DE INDIGNIDADE E O HERDEIRO APARENTE
  • REABILITAÇÃO DO INDIGNO

I - descendentes, de comum acordo com o cônjuge sobrevivo, salvo se este for casado com o de cujus em regime de comunhão geral ou separação compulsória (art. 1.640, parágrafo único); ou se, em regime de comunhão parcial, o herdeiro não tiver deixado bens particulares; Cahali ensina que “os herdeiros testamentários ou nomeados, por sua vez, são aqueles designados por disposição de bens como beneficiários da herança, podendo inclusive ser herdeiros legais”69. Da herança diferida, que não conseguiu entregar a herança a herdeiro, passamos a herança vaga, ou seja, sem titular, como ponte para a transmissão dos bens de Monte-Mor ao Estado.76.

O atual Código Civil, em seu artigo 1.814, prevê a possibilidade de exclusão de certos herdeiros ou legatários considerados indignos de suceder por terem sido autores, coautores ou partícipes do crime de homicídio culposo, ainda que sob a forma de tentativa de homicídio, contra o autor da herança, seu cônjuge ou companheiro, seus ascendentes ou descendentes; difamar o autor da herança ou cometer crime contra a sua honra, a de seu cônjuge ou companheiro; e, finalmente, impedir ou dificultar a livre disposição de seu patrimônio81. Para Fiuza, portanto, “a desassociação por humilhação é uma punição imposta aos herdeiros que atentem contra a vida, a honra ou a liberdade para testar o autor da herança”.82. O direito de exigir a exclusão do herdeiro ou legatário caduca após quatro anos, contados da abertura da herança.87.

II - o local onde ocorreu o falecimento, se o autor da herança não tivesse residência fixa e possuísse bens em localidades diversas. Uma questão relacionada ao interesse público, que merece a atenção do legislador e do juiz, diz respeito à possibilidade de o Ministério Público promover a ação de humilhação, especialmente nos casos de homicídio e seu atentado contra o autor da herança. Durante o processo de exclusão do herdeiro ou herdeira da herança e após a pronúncia da sentença declaratória de indignidade, devem ser respeitadas determinadas características relativas à herança, ao herdeiro e aos seus descendentes.

Sem esta proibição, o indigno poderia beneficiar da herança de que fora transversalmente excluído. É o caso, por exemplo, de um sobrinho que desconhece ou oculta a existência de um filho natural do de cujus, cuja existência só se torna conhecida muito tempo depois de o sobrinho ter entrado na herança.100. A pessoa excluída da sucessão é obrigada a devolver os frutos e rendimentos recebidos da herança, mas tem direito ao reembolso das despesas, mantendo-as.101.

O herdeiro ou legatário, declarado indigno e excluído da herança, pode obter o indulto do ofendido e reabilitar a herança. Sucederá quem tiver praticado actos que determinem a exclusão da herança se o afectado o tiver expressamente reabilitado em testamento ou outro acto público. Como ensina Dias, “a reabilitação é irreversível, ou seja, o dono da herança não pode voltar depois do perdão, a não ser, claro, que renove o testamento ou destrua o documento em que perdoou o indigno”.108

Assim, presume-se que a indignidade que ocasionou a exclusão do herdeiro ou legatário da sucessão pode ser perdoada de cujus, mediante declaração expressa que reabilitará a indignidade da herança.

POSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DO RELATIVAMENTE INCAPAZ POR INDIGNIDADE

É por isso que o legislador estabelece critérios e princípios sobre violações, bem como as medidas a serem aplicadas aos menores de 18.109 anos. Significa dizer que o ato imputado à criança ou ao adolescente, ainda que qualificado como crime ou contravenção apenas pela circunstância de sua idade, não configura crime ou contravenção, mas no sentido técnico-jurídico a conduta de seu agente configura a uma ou outra dessas modalidades de violação não é, porque é apenas uma outra realidade. Não se trata de ficção, mas de uma entidade jurídica que inclui a ideia de que o tratamento a ser deferido ao seu agente é também específico e específico.110.

Assim, quando a ação ou omissão tem o perfil de um daqueles atos ilícitos, que são atribuídos, porém, à criança ou ao adolescente, são autores de infração com consequências para a sociedade, equiparadas ao crime e contravenção, mas, ainda assim, com contornos diversos, tendo presente a vertente da incompetência e as medidas a aplicar às mesmas, uma vez que estas não se assemelham aos diversos tipos de repreensão. Menor de 18 anos não pode ser indiciado, mas não seria moral, em hipótese alguma, que uma adolescente assassina ou mãe se aproveitasse de sua menoridade para disputar a herança do pai que matou. Portanto, a solução do problema de pesquisa sugere a análise da legislação que cuida dos delitos pelos quais podem ser responsabilizados adolescentes, considerados pela lei civil como relativamente incompetentes.

Certamente, pelos actos praticados por menores através de grave ameaça ou violência contra a pessoa e outros previstos no artigo 122.º do Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda que relativamente inaptos, estes menores são responsabilizados. À luz destas considerações, os relativamente incapazes podem ser excluídos da herança pelas mesmas razões propostas no artigo 1814.º do Código Civil. Refira-se ainda que o exame da prova no acto declaratório de indignidade é da inteira competência do tribunal cível, podendo o processo ser suspenso, desde que declarada a inexistência de crime por parte do agente, bem como se houver uma condenação, torna-se definitiva em assuntos civis.

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê repreensões específicas para o adolescente infrator, que variam de acordo com a gravidade da conduta exercida. Sabe-se que qualquer menor relativamente incapaz (aqueles maiores de 16 e menores de 18 anos) é considerado pelo ECA como adolescente (aqueles entre 12 e 18. Editora Atlas S.A. 2015, p. 62. anos), portanto, o menor relativamente incapaz por seus crimes semelhantes a crimes e contravenções.

Portanto, se for ato ilícito, análogo a atos criminosos e contravenções; a responsabilidade de representantes de menores relativamente incompetentes, ainda que de forma diversa e com as mesmas consequências para a sociedade dessa conduta, pode ser considerada ato de indignidade do herdeiro ou legatário, que o exclui da herança, na forma de 1.814. , I a II, do Código Civil. Por fim, destaca-se que o princípio ético e moral da norma civil, previsto no artigo 1.814 do Código Civil, atingiria os menores, considerados relativamente incapazes pela própria norma, e os impediria de se valer de sua inocência penal concorrer à herança do cujus, contra quem foram cometidos actos de indecência.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

BRASIL. Primeira Jornada de Direito Civil da Comissão da Justiça Federal de 2003

GUIMARÃES, Deocleciano Torrieri (in memoriam). Dicionário Compacto Jurídico

HIRONAKA, Giselda Maria Fernandes Novaes e PEREIRA, Rodrigo da Cunha

Referências

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O presente artigo se propõe a analisar a influência do mundo digital sobre as crianças e adolescentes, que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, compreende