A “crise do software” e a evolução da engenharia de software Maior crescimento do software empacotado em comparação ao software customizado. Diversificação de empresas de hardware em mercados de software e serviços. O crescimento do mercado de integração de sistemas. As estratégias das empresas de software variam muito dependendo do seu tamanho e do tipo de mercado em que atuam.
Durante todo o período de vigência da Política Nacional de Tecnologia da Informação (PNI), a indústria de software não conseguiu acompanhar a expansão observada entre os fabricantes de hardware. A Tabela 3 resume os principais obstáculos e oportunidades para o desenvolvimento de uma indústria de software competitiva no Brasil. Por outro lado, é necessária a criação de comitês específicos para produtores de software em programas como o PBQP.
No caso do software sob demanda, é essencial uma interação estreita e contínua ao longo do tempo entre os produtores de software e as empresas que o exigem. O programa começa com um diagnóstico correto sobre as áreas em que as empresas brasileiras devem se fortalecer para empreender incursões bem-sucedidas no mercado internacional - marketing e tecnologia de produção de software - e devem ser sustentadas e levadas adiante. A qualificação de mão de obra especializada é requisito básico para a competitividade da indústria de software.
O desenvolvimento de indicadores de competitividade para a indústria de software deve levar em conta três dimensões: (i) a eficiência do processo de produção de software, abrangendo sua produtividade e qualidade; (ii) as capacidades tecnológicas e organizacionais acumuladas nas empresas; e (iii) o desempenho e a posição que as empresas ocupam nos seus mercados.
ANÁLISE DAS TENDÊNCIAS INTERNACIONAIS
Perfil da Indústria Mundial de Software
Condicionantes da Evolução da Indústria
- Progresso da engenharia de software
- Software de pacote v.s. software por encomenda
- Fragmentação e multiplicação dos mercados
- Padronização e sistemas abertos
- Sistemas de pequeno/médio porte v.s. mainframes
- Diversificação dos fabricantes de hardware
- Integração de sistemas
Estratégias Empresariais
Fatores Determinantes da Competitividade
A Indústria de Software nos Países em Desenvolvimento - o Caso da Índia
COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA
- Perfil do Mercado Brasileiro
- Estratégias Competitivas de Empresas Estrangeiras e Nacionais
- Recursos Humanos e Organização do Trabalho
- Rumo à Competitividade Internacional - Obstáculos e Oportunidades
- A Competitividade da Indústria Brasileira: Síntese e o Papel da Política Industrial
A falta de um aparato institucional que criasse condições favoráveis ao desenvolvimento do sector, a incerteza dos parâmetros legais básicos e a distribuição generalizada de pacotes estrangeiros "ilegais" foram alguns dos factores desfavoráveis ao desenvolvimento de programas de computador no país. A promulgação da Lei do Software (N.º Que Estabelece a Protecção da Propriedade Intelectual através dos Direitos de Autor) criou um aparato institucional que permitiu a repressão da 'pirataria' e a disciplina do mercado, criando as condições para o seu posterior crescimento. Não foram desenvolvidos instrumentos de desenvolvimento adequados para aumentar a competitividade das empresas nacionais.
Isso tem ocorrido não apenas nos segmentos de pacotes aplicativos específicos e programas customizados, onde os entrantes estrangeiros encontram menos facilidades, mas também nos pacotes de software básicos e de suporte. Nos últimos tempos, empresas líderes internacionais como Computer Associates, Microsoft e Lotus adotaram estratégias muito agressivas para ocupar o mercado. Mercado brasileiro e expansão da base instalada. Para as empresas nacionais, a estratégia de sobrevivência no mercado brasileiro está focada principalmente na diferenciação de produtos.
Em geral, trata-se de organizações empresariais que acumularam um conjunto de capacidades tecnológicas que lhes permitem atuar em segmentos onde a diferenciação de produtos é maior, mas que sofrem graves deficiências em termos de disponibilidade de recursos gerenciais, financeiros e de marketing. A questão central neste momento é até que ponto o núcleo inicial de empresas nacionais que conseguiu formar-se conseguirá sobreviver a longo prazo num mercado aberto, manter as posições conquistadas à luz da entrada de estrangeiros empresas e produtos, e desenvolver-se para alcançar níveis mais elevados de competitividade.
PROPOSIÇÃO DE POLÍTICAS
Políticas de Reestruturação Setorial
- Fóruns de discussão e proposição de políticas
- Interações produtor-usuário e terceirização
- Poder de compra do Estado e economias de escala
- O Programa Softex 2000
- Instrumentos para avaliação das políticas implementadas
O poder de compra do governo é um instrumento de política industrial amplamente utilizado pelos países desenvolvidos. No caso brasileiro, é necessário não tomar consciência da validade desta alternativa, muitas vezes mencionada em propostas de ações governamentais, mas sim perceber os meios para colocá-la em prática. A dificuldade reside em como permitir mecanismos que canalizem eficazmente as compras estatais para programas desenvolvidos localmente.
No caso de órgãos governamentais cujos orçamentos dependem dos governos federal, estadual ou municipal, poderia ser criado um mecanismo de complementação de financiamento, por meio do qual seria substituída uma certa porcentagem do valor gasto em software desenvolvido localmente. Desta forma, seria possível incentivar os responsáveis pelas decisões de compra a escolherem produtos locais. ii) no caso das empresas públicas, onde estes mecanismos orçamentais não se aplicam, é necessário criar canais que as aproximem dos produtores locais de software - talvez com a ajuda da sala sectorial de software, em linha com o que é proposto em relação aos produtores - relações com os usuários. Existem empresas estatais, como a Petrobrás, com tradição de incentivar fornecedores locais, e muitas empresas de software estão até dispostas a “personalizar” pacotes para cumprir grandes contratos.
Uma iniciativa importante que deve ser apoiada e ampliada é o programa Softex 2000, coordenado pelo CNPq, que visa promover a entrada de empresas brasileiras no mercado internacional de software. Este programa possui duas linhas básicas de ação que buscam: (i) reverter as condições muitas vezes precárias em que ocorre o desenvolvimento de software no país, incentivando a disseminação de ferramentas tecnológicas e métodos de desenvolvimento de software; e (ii) oferecer instrumentos que possibilitem a entrada de empresas brasileiras.
Políticas de Modernização Produtiva
- Geração de capacitações em engenharia de software
- Aquisição de capacitações gerenciais
- Estímulo à pesquisa cooperativa
Políticas Relacionadas aos Fatores Sistêmicos
- Incentivos ao software desenvolvido localmente
- Regime de proteção à propriedade intelectual
- Mecanismos de financiamento
- Estímulos ao aporte de capital de terceiros em empresas de software
- Infra-estrutura de telecomunicações
- Sistema educacional e formação de recursos humanos
Os dados sobre o número de empresas ativas nos mercados de software e serviços são sintomáticos neste sentido. No domínio do software de sistemas, existe uma tendência para o mercado se organizar em torno de soluções padronizadas dominantes, criando posições quase monopolistas para as empresas que as oferecem. Diversos fabricantes de hardware escolheram o mercado de software como foco de destaque em suas estratégias de negócios.
A importância crescente dos mercados de integração de sistemas afecta enormemente as posições competitivas das empresas de software. As estratégias das empresas de software variam consideravelmente de acordo com o seu porte e o tipo de mercado em que atuam. Além disso, há aprendizado relacionado ao uso de ferramentas automatizadas e ao gerenciamento de todo o processo de produção de software.
A relevância das tendências no progresso da engenharia de software é relativamente clara, dadas as observações acima. Durante o período em que vigorou a Política Nacional de Informática (NPI), a indústria de software não conseguiu acompanhar a expansão observada entre os produtores de hardware. Segundo avaliações da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e do Departamento de Política de Informática (DEPIN), as ações antipirataria que o.
Faturamento no Brasil Observações Empresa (US$ Milhões) A Arthur Andersen atua no segmento de software básico. Assim como no resto do mundo, a indústria de software no Brasil se caracteriza por ser intensiva em mão de obra qualificada. A Tabela 2.3 resume os principais obstáculos e oportunidades para o desenvolvimento de uma indústria de software local competitiva.
Seja através de gastos públicos ligados a investimentos militares (EUA), ou através de apoio financeiro e coordenação de projetos de investigação colaborativos por grupos privados (Japão), um papel ativo das instituições governamentais é inerente à indústria de software. No caso de software personalizado, é essencial uma interação estreita e contínua ao longo do tempo entre os produtores de software e as empresas que o exigem. A primeira oferece um vetor eminentemente tecnológico, que busca reverter as condições muitas vezes precárias em que ocorre o desenvolvimento de software no país.
O programa se baseia em um diagnóstico correto das áreas onde as empresas brasileiras precisam se fortalecer para fazer incursões bem-sucedidas no mercado internacional: marketing e tecnologia de produção de software. Quando discutimos as tendências de desenvolvimento na indústria de software em todo o mundo, destacamos a importância dos avanços nas ferramentas, métodos e formas organizacionais de desenvolvimento de software. O desenvolvimento de indicadores de competitividade para a indústria de software deve levar em conta o caráter ainda artesanal da produção de programas de computador.
Aqui, a chave é avaliar o uso de técnicas modernas de engenharia de software nas empresas brasileiras.
CONCLUSÕES
34; Impactos da Nova Política Industrial nas Estratégias Competitivas das Empresas Líderes da Indústria Brasileira de TI: A Falsa 'Modernidade' e os Limites da Competitividade Industrial", mimeo., IE/UNICAMP, Campinas. 1990). "Indústria de Software: Países em Desenvolvimento e o Mercado Mundial", Indústria e Desenvolvimento, No. 34; Estratégias de Software para Países em Desenvolvimento: Lições da Experiência Brasileira", em: SCHMITZ, H. Eds.), High Technology for Industrial Development, Routledge, Londres, 1992. 34; Tecnologia de Software no Brasil: o caminho para a participação no mercado internacional", trabalho elaborado pela pesquisa CNPq/OCDE, mimeo., Brasília,.
Indústria de Informática (Hardware e Software), Relatório final do projeto "A Constituição de um Sistema Nacional de Inovação no Brasil", IPT/FECAMP, Campinas. 34;Serviços de suporte ao usuário, diferenciação de produtos e formação de joint ventures na indústria brasileira de computadores e periféricos", trabalho apresentado no seminário "Políticas econômicas e mudanças estruturais na América Latina", UFBa/GREITD, Salvador. 34;Desenvolvimento da indústria de software no Terceiro Mundo: Diretrizes Políticas, Opções Institucionais e Restrições", Desenvolvimento Mundial p.
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