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da luta pelo direto à disputa de hegemonia - joinpp.ufma.br

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Academic year: 2023

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POLÍTICA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO RURAL: os movimentos sociais camponeses, a luta por direitos e a luta de classes. A educação rural é uma novidade na política educacional brasileira que emerge no contexto contraditório do Estado neoliberal. Portanto, acesso à justiça; a participação dos sujeitos rurais na concepção e implementação de políticas; e a ligação entre projetos educacionais.

Ou seja, a garantia do direito à educação rural (acesso, participação e liderança política) materializa-se na medida em que a capacidade de organização e luta dos camponeses e as eventuais conquistas não podem ignorar a hegemonia capitalista. E as disputas sobre políticas públicas de educação rural lideradas por movimentos sociais que organizam a classe trabalhadora camponesa são uma expressão clara da luta de classes. A análise das políticas públicas de educação rural requer uma compreensão da relação orgânica entre as funções do Estado capitalista, incluindo o seu papel.

Para o ensino primário em áreas rurais:. contribuições para a construção do projeto de educação rural. Formando líderes formadores: Reflexões sobre a experiência da diplomação em educação rural no Brasil. O ESTADO AUTOCRÁTICO, A CRISE EDUCACIONAL E A EDUCAÇÃO RURAL: Os Desafios das Escolas Rurais em Caucaia/CE.

A pesquisa decorre da necessidade de estudar o estado e a crise da educação brasileira e sua relação com a educação do campo. Nosso objetivo foi analisar o Estado brasileiro e suas raízes autocráticas e as influências no sistema educacional e os desafios da educação rural. No final da década de 1990, surge no Brasil o movimento de educação rural, tomando a pedagogia da alternância como diretriz de sua organização e prática pedagógica.

A ideia de consolidar a Educação do Campo surge com maior expressão em 1997, com o I Encontro Nacional de Educadores da Reforma Agrária (I ENERA), que resultou na criação do Programa Nacional de Educação da Reforma Agrária (Pronera). O Conselho Nacional de Educação (CNE) da UNEFAB, buscando um mecanismo normativo que possa garantir o acesso dos CEFFAs às Políticas Públicas de Educação Rural. É claro que o financiamento público para a Educação Rural tem um custo para as escolas.

Formação alternativa na licenciatura em educação do campo: possibilidades e limites de diálogo com a pedagogia alternativa. Dispor sobre a política de educação rural e o Programa Nacional de Educação para a Reforma Agrária - PRONERA. EDUCAÇÃO DO CAMPO E MOVIMENTOS SOCIAIS: o protagonismo do MST no ensino médio em assentamentos de reforma agrária no Ceará.

Nesse sentido, compreendem-se aqui as políticas de educação rural e o caso do Ceará, o que evidencia o importante papel dos movimentos sociais como sujeitos dessas políticas públicas.

O PROTAGONISMO DO MST NA CONSTRUÇÃO E CONDUÇÃO DAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO DOS ASSENTAMENTOS DE REFORMA AGRÁRIA DO CEARÁ

Pelo avanço do mercado capitalista na educação, pela negação do seu caráter público e pela contestação do projeto de educação da classe trabalhadora. Em particular, em relação à Educação Rural, o crescimento acelerado do encerramento de escolas nas zonas rurais; o desmantelamento da SECADI no MEC e do PRONERA no INCRA; a criminalização dos movimentos sociais; e a negação da diversidade com a política de padronização curricular estão entre as características da ofensiva neoliberal, atualmente no estado capitalista brasileiro. Nesse cenário, a Educação do Campo é a expressão da resistência dos educadores, dos sujeitos rurais organizados em movimentos sociais, dos quais a experiência dos colégios nos assentamentos de reforma agrária do Ceará, organizados pelo MST, é um caso emblemático.

O PAPEL DE LIDERANÇA DO MST NA CONSTRUÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE ESCOLAS SECUNDÁRIAS EM ASSENTAMENTOS DE REFORMA AGRÁRIA NO CEARÁ. Considerando a importância que a educação representa para o MST, desde a sua criação, incluirá também em sua estrutura organizacional a Secretaria de Educação, que tem a função de organizar a educação nos assentamentos e acampamentos, direcionando determinadas lutas; criação de propostas pedagógicas; mobilização e articulação das escolas na construção da educação do campo. Foi isso que levou o MST Ceará, na Jornada de Luta de 2007, a exigir que o governo nacional construísse 64 escolas, a maioria escolas de ensino médio, nos assentamentos de reforma agrária, visto que até então nenhum deles tinha escola. que oferecem esse nível de ensino.

Na ocasião, o então governador Cid Gomes se comprometeu com a construção de 10 escolas de ensino médio, das quais as 5 primeiras começaram a funcionar entre 2010 e 2011, a décima começou em 2020 e outras duas estão atualmente em fase de construção2. Segundo Silva (2016), na elaboração das PPPs, numa dinâmica entre assembleias locais, assembleias estaduais e negociação com a Secretaria de Educação do Estado do Ceará (SEDUC), essa rede de escolas, sob a coordenação do Setor Estadual de Educação do MST , um conjunto de elementos conceituais estabelecidos. Embora, essas escolas continuem vinculadas e geridas diretamente pela SEDUC, por meio de suas Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação (CREDES) e, portanto, sujeitas ao projeto de educação neoliberal, hegemônico no estado; o MST organiza um “Coletivo Estadual de Coordenação das Escolas Rurais”, que é formado por representação de grupos gestores, professores, representantes de assentamentos e militantes do Movimento, que funciona como uma instituição de gestão político-pedagógica paralela ao Estado , sob a coordenação do Setor de Educação do MST, por meio do qual articula o conjunto de escolas de uma rede estadual; manter uma mobilização permanente para o diálogo com o Estado e para a organização da luta necessária; e coordena a elaboração de propostas e subsídios, formação continuada e acompanhamento político-pedagógico.

Esta organização possibilitou a coordenação de demandas e estratégias de guerra e negociação com o Estado, com conquistas importantes no que diz respeito à estrutura. Conquistas derivadas da organização coletiva e da luta social, pois embora variações na sua forma possam diminuir ou aumentar a tensão das disputas, o Estado será sempre o Estado capitalista e cumprirá o seu papel. Nesse sentido, com base na teoria do Estado capitalista, de Farias (2000), considera-se que sua função primordial é a reprodução do modo de produção capitalista; embora, paradoxalmente, no seu papel de mediador de conflitos entre classes, deva incluir nas suas funções os interesses da classe trabalhadora, que pode ser anti-sistema.

Ainda com base no autor marxista, entende-se que o Estado capitalista, enquanto universalidade, se expressa especialmente nas diferentes formas de Estado e nas formas singulares de Estado, onde as suas funções permanecem inalteradas, embora permitam uma diversidade de possibilidades. de concretização. Na situação atual, onde o Estado neoliberal brasileiro se configura em sua versão conservadora ultraliberal, assistimos a uma série de retrocessos nos direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora, agravados pela pandemia de Covid 19, com forte impacto na educação rural , especialmente devido à sua natureza anti-sistema. O fechamento das escolas, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Novo Ensino Médio e a Educação a Distância são alguns dos desafios que estão em pauta, controlados pelo Capital através de seus aparatos de hegemonia na tentativa de virar a “roda da história” para trás e que exige dos movimentos sociais e das organizações da classe trabalhadora em geral, e dos camponeses em particular, uma resistência firme que conduza a luta de classes para o futuro.

CONCLUSÃO

Primeiramente, considerando a natureza e as funções do Estado capitalista, entende-se que a Educação do Campo e, neste caso, a experiência dos ensinos médios nos assentamentos de reforma agrária no Ceará, apesar de ter sido formada pelo núcleo trabalhista, no visam os interesses dos pequenos agricultores. , podem tornar-se políticas públicas contraditórias, ao encontrarem funcionalidade no papel mediador do Estado, encontrando maior ou menor grau de resistência na composição da agenda governamental, dependendo das características particulares das formas estatais. Portanto, é compreensível a maior abertura encontrada para a promoção de políticas de educação rural no cenário nacional nas duas primeiras décadas do século XX; e em relação ao ensino médio em assentamentos de reforma agrária no Ceará. Em ambos os casos, embora se caracterizem pela forma de Estado neoliberal, há mudanças na forma do Estado neoliberal brasileiro, a partir de uma perspectiva social liberal no governo Lula, seguida por uma forma conservadora ultraliberal, após o golpe de 2016.

No estado do Ceará, com as peculiaridades necessárias que precisam ser melhor analisadas, acompanha a tendência tomada pelo estado neoliberal brasileiro nas décadas anteriores. De qualquer forma, é indiscutível o protagonismo dos movimentos sociais camponeses na concepção e implementação da educação rural como política pública no Brasil, onde perderam terreno e enfrentam uma ofensiva conservadora ultraliberal sobre os direitos históricos da classe trabalhadora. e especialmente em relação à Educação do Campo, dado o seu caráter antissistema. No caso do protagonismo do MST em relação às escolas secundárias nos assentamentos de reforma agrária do Ceará, marco de décadas de atuação desta experiência de política educacional, única em sua estrutura e organização curricular, na adaptação à educação do campo; em termos de gestão educativa, insere-se no âmbito da escola e da rede educativa nacional.

Esta conquista confirma a compreensão dos limites e possibilidades da relação entre o Estado e os movimentos sociais no âmbito das políticas públicas, atualmente sob o capitalismo neoliberal; bem como sobre possíveis estratégias para promover a implementação da educação rural na política educacional brasileira, em um contexto desfavorável dado o avanço das reformas educacionais neoliberais. Ao mesmo tempo, pode destacar a real eficácia desta iniciativa, especialmente para a classe trabalhadora, e as possíveis contradições que porão fim à disputa pela hegemonia.

Referências

Documentos relacionados

Esse estudo é fruto de uma pesquisa anteriormente realizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Esporte e Lazer – GEPEL, dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física,