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Dados Técnicos

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Academic year: 2023

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Com a recente questão energética no Brasil surge a necessidade de analisar novas formas de geração de energia que sejam viáveis ​​para satisfazer a demanda recente de forma renovável. Neste projeto é analisada a viabilidade econômica de instalação de painéis fotovoltaicos em uma residência de médio porte, na cidade de Caratinga, estado de Minas Gerais, como forma de comprovar a viabilidade do investimento.

IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA

OBJETIVO

ESTRUTURA DA MONOGRAFIA

RADIAÇÃO SOLAR

EFEITO FOTOVOLTAICO

Deve haver então um estímulo de energia suficiente, neste caso um fóton solar, para que o elétron se desloque da camada de valência para a camada de condução, criando um ‘buraco’ que funciona como uma carga positiva, criando corrente elétrica (CASTRO, 2012 ) ). Porém, em seu estado mais puro, o silício não seria capaz de criar corrente elétrica, não sem a geração de um campo elétrico, pois seus elétrons se recombinariam para se estabilizar no caso de um elétron passar da camada de valência para passar pela camada de condução. . É necessário, portanto, dopar o silício, introduzir elementos estranhos para alterar suas propriedades elétricas, criar camadas do tipo p e camadas do tipo n, pelos dopantes mais comuns boro e fósforo, respectivamente usados ​​para fazer os mencionados para criar camadas (CASTRO, 2012 ).

Um cristal dopado é chamado de semicondutor, e na região da junção p-n, onde os materiais se encontram, forma-se o campo elétrico que separa os elétrons excitados por fótons, que são acelerados para um terminal negativo, e os 'buracos' são acelerados para um terminal positivo. Desta forma, ao conectar os terminais a um circuito fechado externamente por uma carga, haverá uma corrente elétrica unidirecional.

TECNOLOGIAS FOTOVOLTAICAS

PRIMEIRA GERAÇÃO

A tecnologia fotovoltaica convencional de primeira geração consiste em células de silício cristalino e domina o mercado global com aproximadamente 87%. Na fase inicial de produção é necessário extrair o cristal de dióxido de silício, que é desoxidado, purificado e solidificado, e atingir uma pureza de 99%, o que ainda não é suficiente para que esse silício seja utilizado em um sistema fotovoltaico, pois para para isso, o grau de pureza deve ser de 99,9999%. De todos os tipos de células fotovoltaicas à base de silício, as células monocristalinas oferecem a maior eficiência, podendo chegar a 18% (SILVA, 2008).

Silício policristalino – embora o processo de purificação seja semelhante ao do silício monocristalino, o processo de produção é menos rigoroso e mais barato. Fitas de Silício – Processo em que o silício é derretido e trefilado, criando uma fita que corresponde a um movimento de 3% do mercado. Iluminado na Figura 6, este é outro tipo de processo que reduz o custo de fabricação de células de silício, tudo através de uma técnica segura, confiável, estável e eficiente, sem desperdício causado pelo corte de blocos sólidos de silício do que outras técnicas mais tradicionais. (CASTRO, 2012).

SEGUNDA GERAÇÃO

Nesta nova tecnologia, os materiais mais utilizados são o Telureto de Cádmio, correspondente a 8% do mercado, o silício amorfo, correspondente a 5% do mercado, e o Diseleneto de Cobre-Índio-Gálio, correspondente a menos de 1% do mercado. Com todas essas novidades dessa tecnologia, os filmes finos tiveram um aumento de circulação no mercado nos últimos anos, mas ainda não se sabe se atingirão os 85% de participação de mercado detida pelo silício cristalino de 1ª geração (CASTRO, 2012). Telureto de Cádmio - É o tipo de tecnologia de 2ª geração mais difundido, com rendimentos de até 11%, mas ainda está em processo de desenvolvimento devido a pesquisas sobre a toxicidade do cádmio, que o tornaria ambientalmente inviável, e à disponibilidade de telúrio , que é um material raro e dificulta a produção em larga escala (CASTRO, 2012).

Silício amorfo - não possuindo estrutura cristalina, seus defeitos estruturais são minimizados através de um processo denominado hidrogenação, onde uma certa quantidade de hidrogênio é adicionada ao silício e esses átomos são combinados quimicamente, reduzindo efeitos negativos e defeitos estruturais. Disseleneto de cobre-índio-gálio - é atualmente a mais eficiente das tecnologias de película fina, pois representa 11-13%, não contém componentes tóxicos e não se degrada facilmente.

Figura 5: Silício Policristalino. Fonte: CRESESB/CEPEL (1999)
Figura 5: Silício Policristalino. Fonte: CRESESB/CEPEL (1999)

TERCEIRA GERAÇÃO

Nanoantenas – Embora ainda em processo de pesquisa, é uma tecnologia que promete revolucionar o processo de captação de energia solar. Utilizando “antenas” para captar a energia solar durante o dia e a radiação da Terra à noite, o desenvolvimento da nanotecnologia foi necessário para o seu desenvolvimento.

SISTEMAS FOTOVOLTAICOS

MÓDULOS E PAINÉIS

Devido ao fato de uma única célula não poder cumprir sua função (máximo 2 W), é necessária a formação de módulos e painéis. Um módulo nada mais é do que um conjunto de células que se conectam em série ou paralelo para poder atingir a tensão e potência desejadas, da mesma forma que os painéis são constituídos por um conjunto de módulos com a mesma finalidade.

INVERSOR

Cada detalhe do projeto será determinado levando em consideração todas as características locais e seu favorecimento ao sistema fotovoltaico.

EXPOSIÇÃO DO CASO-EXEMPLO

Num sistema doméstico, como o mencionado no caso exemplo, as variações são insignificantes em relação ao consumo médio, o que geralmente facilita os cálculos de viabilidade económica. O exemplo que será utilizado a seguir é de uma residência, uma casa, localizada no bairro do Limoeiro, na cidade de Caratinga, estado de Minas Gerais, coordenadas geográficas na latitude 19.798514oS e longitude 42.144537oE, a imagem de satélite do local é apresentado na Figura 9. Aqui também aparece o consumo médio de energia eléctrica do agregado familiar mês a mês, ao longo do período de 12 meses, explicado na Tabela 1 o mês em questão, a quantidade de energia consumida em KWh/mês, o preço do tarifa em determinado momento e o preço final pago à concessionária de energia elétrica.

Basicamente, o consumo é baseado na iluminação, no uso de eletrodomésticos em geral, como máquinas de lavar, ferros, chuveiros elétricos, secadores de cabelo, entre outros, e de aparelhos eletrônicos, como celulares, tablets, televisores e outros dispositivos de uso comum. . Vale ressaltar também que o pico de consumo de energia elétrica ocorre à noite, pois é o período em que toda a família está reunida em casa, apesar de haver uma pequena utilização durante o dia. Portanto, é também de extrema importância ressaltar que o telhado da casa, onde serão montados os painéis solares, está livre de perturbações, ou seja, não há projeção de sombra de outros edifícios e residências durante o período em que a produção de energia realmente acontece. da radiação solar, pelo que serão colocados num local com óptima produção de energia.

Tabela 1: Consumo Anual
Tabela 1: Consumo Anual

MEDIÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR

POSICIONAMENTO DOS PAINÉIS SOLARES

DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA

PAINEL SOLAR

INVERSOR

GERAÇÃO FOTOVOLTAICA ESPERADA

PROJETO E DIMENSÃO DO SISTEMA FOTOVOLTAICO 34 Mês 29. Geração total mensal Geração total mensal (TAB) Consumo total mensal.

REQUISITOS PARA CONEXÃO AO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

A solicitação de vistoria é feita após a conclusão das obras necessárias à instalação do microgerador, devendo ser realizada no prazo de 120 dias a contar da emissão do parecer de acesso pela CEMIG. Então a fiscalização será realizada no prazo de até 7 dias, caso sejam constatados problemas pendentes, no prazo de até 5 dias será enviada uma lista ao usuário para que os problemas pendentes sejam solucionados, caso haja sem pendências, após o prazo de 7 dias da vistoria será dada autorização para instalação do microgerador. Para a realização de um estudo de viabilidade económica é necessária a utilização da tarifa aplicada pela concessionária local de energia.

Durante este estudo de viabilidade foram consideradas algumas informações, entre elas o reajuste da tarifa de energia elétrica, que é reajustado com base no índice IRT (Reajuste Tarifário Anual) e depende do IGPM (Índice Global de Preços de Mercado), portanto é possível estimar seu preço, que no estudo considerou um reajuste de 5% ao ano. Também para este efeito foi considerada a diminuição da produção de energia da central solar em 0,8% ao ano. A Tabela 7 apresenta os custos totais com equipamentos e instalação do sistema solar, sendo que a partir destes valores será possível posteriormente calcular o retorno económico da microprodução de energia.

Figura 13: Etapas de Acesso de Microgeradores ao Sistema de Distribuição Cemig - Norma Técnica ND5.30
Figura 13: Etapas de Acesso de Microgeradores ao Sistema de Distribuição Cemig - Norma Técnica ND5.30

PAYBACK

Este capítulo apresenta todos os indicadores utilizados no estudo de viabilidade, bem como os cálculos dessas variáveis, realizados especificamente para o estudo de caso, que mostram a viabilidade do projeto. Neste estudo serão utilizados os seguintes indicadores econômicos para análise do projeto: Payback, VPL (Valor Presente Líquido) e TIR (Taxa Interna de Retorno), que foram escolhidos para que juntos forneçam um resultado mais claro quanto à viabilidade econômica do projeto., uma vez que cada um deles possui separadamente pontos fortes e fracos, e juntos complementam as informações um do outro. Por outro lado, é amplamente utilizado porque tem as vantagens de ser de fácil estudo e compreensão e permitir estudos de viabilidade rápidos (CAVALCANTE, 2016).

Na fórmula, n refere-se ao número de anos, Iose refere-se ao investimento inicial, R refere-se ao valor atual e FCn refere-se ao fluxo de caixa do ano de referência (Rn). A Tabela 8 apresenta o período de payback referente ao projeto, considerando apenas o valor nominal, e o gráfico, apresentado na Figura 14, mostra a variação do fluxo de caixa ao longo dos anos. Quando analisamos os dados, ignorando o ajuste monetário ao longo dos anos, o cálculo do período de retorno mostrou que o investimento inicial seria reconstituído pelo proprietário em 15 anos, e portanto nos próximos 10 anos só haveria ‘lucro’, onde estimamos que a vida útil do painel seria de 25 anos.

Tabela 8: PAYBACK ANO Geração Com Depreciação
Tabela 8: PAYBACK ANO Geração Com Depreciação

VALOR PRESENTE LÍQUIDO

TAXA INTERNA DE RETORNO

Conforme mostram os cálculos e análises aplicados durante o desenvolvimento deste projeto, a instalação do sistema fotovoltaico para geração de energia mostrou-se viável. A relação entre a vida útil do sistema fotovoltaico e o investimento do proprietário foi favorável, destacando que o proprietário geralmente teria dez anos para usufruir da energia elétrica gerada pelo sistema, sem qualquer tipo de custo extra. Levando em consideração a pesquisa, pode-se supor que assim como o proprietário do imóvel usado demonstrou interesse no projeto, outras pessoas poderão se interessar pela instalação do gerador de microeletricidade.

Portanto, maiores incentivos do estado para os interessados ​​em tais projetos poderiam desenvolver significativamente o mercado para esta tecnologia de produção de energia limpa, uma vez que o próprio país já possui características favoráveis ​​para isso. Portanto, espera-se, nos próximos anos, o desenvolvimento desta tecnologia, que, além de possibilitar a diversificação da matriz energética, também traria o desenvolvimento da indústria, gerando empregos e renda. NIEDZIALKOSKI, Rosana. Desempenho de painéis solares mono e policristalinos em sistema de bombeamento de água.

Tabela 9: Estudo Econômico ANO Geração Com Depreciação
Tabela 9: Estudo Econômico ANO Geração Com Depreciação

Imagem

Figura 1: Radiação Solar Global Anual. Fonte: Solar and Wind Energy Resource Assessment (SWERA).
Figura 2: Distribuição irradiação solar. Fonte: GREENPRO 2004.
Figura 3: Corte transversal de uma célula fotovoltaica (Eletronics Tutorials, 2008).
Figura 4: Silício Monocristalino. Fonte: CRESESB/CEPEL (1999)
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Referências

Documentos relacionados

Assim, este trabalho teve como objetivo desenvolver e avaliar o desempenho de uma metodologia baseada na voltametria de onda quadrada SWV utilizando eletrodo de filme de bismuto BiFE,