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DALMAZO, Renato Antonio (1994) - FEE

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Academic year: 2023

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De facto, faltavam muito os serviços básicos e eram tempos de construção de infra-estruturas, construção de fábricas e redes de distribuição de serviços e rede rodoviária que ligava cidades e regiões. Diante desse contexto desfavorável, afirma-se que o Governo do RS continuou implementando grandes planos de construção de infraestrutura até meados da década de 1980, a despeito das empresas estatais enfrentarem problemas de financiamento, aumento do endividamento e agravamento de fatores macroeconômicos. política. O texto está estruturado da seguinte forma: o ponto 2 examina a evolução dos investimentos, os grandes planos de expansão das empresas estatais, a forma de financiamento e os correspondentes resultados na construção de infraestrutura entre 1980 e 1998.

Nestes termos, o objetivo é responder à proposta mais comum, relacionada com a tarefa de construir a infraestrutura, e a segunda,.

A infraestrutura de energia elétrica

Isso naturalmente possibilitou o início de um novo ciclo de investimentos contínuos na infraestrutura de energia elétrica do RS. Vale a pena examinar os indicadores de expansão da infraestrutura elétrica mais representativos de sua construção entre os anos de 1980 e 1998.

A infraestrutura de telecomunicações

A atuação da CRT foi amparada por políticas nacionais, como forma de financiamento11, crédito oficial e tarifas, embora tenha enfrentado dificuldades adicionais devido à sua condição de “empresa não afiliada” da Telebrás. Para atender a esse impulso da telefonia, o ciclo de investimentos da CRT, que se iniciou na década de 1970 e se estendeu até meados da década de 1980, consistiu em grandes planos de expansão do número de acessos telefônicos. Essas razões prevaleceram politicamente nas decisões sobre os grandes planos da CRT e, principalmente, na respectiva execução, durante a quebra na forma de financiamento.

Assim, procuramos mostrar os fatores que cercearam o papel da CRT entre 1985 e 1990, fase que foi considerada uma fase de estagnação e ajuste interno, em que suas atividades priorizaram projetos menores e autofinanciados como a captação. Portanto, o percurso truncado da CRT no papel de construir telecomunicações na década de 1980 tinha basicamente como perspectiva o preenchimento do consumo com serviços de telefonia fixa. A densidade telefônica, medida pelo número de acessos telefônicos em serviço por 100 habitantes, aumentou de 3,9% para 7,5% nesses anos e é semelhante à densidade existente no Brasil.

Esses indicadores tornaram-se mais expressivos na década de 1990, ao enfatizarem a proposta de construção da infraestrutura de telecomunicações. Portanto, o alto grau de universalização da telefonia no RS decorreu da grande expansão da planta industrial da CRT e da cobertura de redes urbanas e interurbanas construídas até 1998, incluindo a capacidade ociosa planejada. Dados completos sobre a importância da conquista do desenvolvimento republicano e a dimensão da expansão da infraestrutura de telecomunicações no RS podem ser obtidos a partir do número de acessos colocados em serviço entre 1990 e 1998: 264.588 novos acessos fixos e celulares são implantados anualmente e /ou 132.610 acessos fixos e 80.000 acessos celulares no RS, todos os anos.

A infraestrutura de saneamento básico

Neste texto, é analisada a atuação da Corsan na construção de sistemas de abastecimento de água. O estado do abastecimento de água nas cidades era precário e havia grande carência de serviços adequados devido à industrialização e urbanização acelerada. Em 1980, entre os 244 municípios existentes, a Corsan atendia 232 sedes municipais com sistemas de abastecimento de água e 18 cidades com sistema de esgoto.

No entanto, o movimento de criação de novos municípios também foi muito intenso na década de 1990, fato que a cada ano acrescentava novas sedes municipais sem sistemas de água adequados. Atualmente, entre os 496 municípios existentes, a Corsan opera concessões de sistemas de água para aproximadamente 340 cidades e concessões de esgoto para 44 cidades. Destacam-se também os 51 novos sistemas de abastecimento de água construídos nos novos municípios criados na década de 1990, cujos valores investidos seriam de difícil retorno.

É importante ressaltar que o abastecimento de água nas cidades sempre foi a principal prioridade da política de saneamento básico, por isso são examinados os resultados referentes apenas aos sistemas de água nas cidades atendidas pela Corsan. Segundo os censos de 1980 e 1991, a percentagem de agregados familiares urbanos com acesso à rede geral de água passou de 83,3% para 91,5% nos respectivos anos, coincidindo este nível de serviço urbano com o da Corsan no abastecimento das cidades parceiras. Finalmente, segundo dados da PNAD, o percentual de moradores urbanos que tinham acesso à rede geral de água em 1998 era de 93,9%, mas nas cidades conveniadas com a Corsan era de 97,5% da população urbana.

As reformas e o papel de complementar a infraestrutura

Cabe, portanto, examinar, na experiência das concessionárias de energia elétrica, telefonia e saneamento básico, a universalização dos serviços básicos. Assim, o cenário infraestrutural para serviços básicos era diferente no final da década de 1990: plantas industriais e redes nacionais de distribuição conseguiam atender ao consumo crescente do sistema produtivo e ao funcionamento das cidades. O segundo movimento entrelaçou a questão futura da infraestrutura, já que cabe ao Estado, em última análise, a responsabilidade maior de prover os serviços básicos.

Portanto, quando o Estado criou esses mercados, por um lado, eliminou a fragilidade da forma de financiamento existente e proporcionou condições sustentáveis ​​para a valorização do capital privado entrante. Com quadros jurídicos e regulamentares claramente definidos dos mercados de serviços básicos e garantidas as bases necessárias e sustentáveis ​​para a valorização do capital privado e/ou retornos significativos dos investimentos na área das infraestruturas, as condições para os investimentos dos agentes privados complementavam a infraestrutura existente. Em conexão com a transformação da forma de financiamento dos provedores, o governo federal adotou uma política de destravar o controle das autoridades econômicas sobre as tarifas de serviços básicos, sobre os orçamentos de gastos globais das empresas estatais, sobre seus planos de investimento e sobre os limites do crédito bancário.

Os bancos oficiais passaram a financiar por meio de “project finance”, em função da mudança no perfil de risco dos tomadores. Portanto, a determinação de taxas tornou-se um dos aspectos fundamentais na nova modalidade de financiamento. Por exemplo, a tarifa telefônica passou a ser cobrada por minuto de uso do serviço e não mais por pulso (igual a quatro minutos), corrigida pelo Índice de Serviços de Telecomunicações (IST).

A política econômica de privatização

No entanto, a Corsan não teve acesso a esse crédito oficial devido ao acordo de dívida do governo gaúcho, que estabeleceu um limite de endividamento. No setor elétrico, era esperado um aumento nas tarifas porque os fornecedores enfrentaram perdas e endividamento excessivo, tendo que buscar capital de terceiros. A mudança criou uma unidade de transmissão, duas unidades de geração, três unidades de distribuição e um complexo termelétrico (Candiota).

O controle acionário das duas distribuidoras foi alienado para a Rio Grande Distribuidora S/A (RGE) — Votorantin, Bradesco e Camargo Correa —, AES Sul S/A, de capital norte-americano, e Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações, holding do governo do RS .controlador das unidades que operam nos segmentos de produção, transmissão e distribuição.compra de energia no sistema interligado de unidades geradoras, distribuidoras e consumidores. Nesse sentido, o RS criou uma região onde concorrem Vivo, Claro, TIM e Oi (Brasil Telecom Celular). . no RS, com vista. A decisão de alterar o mercado da Corsan pelo Governo do RS, entretanto, significou a implantação de um modelo competitivo por ramo de atividade e tipo de serviço (abastecimento de água e esgotamento sanitário), mas os parâmetros competitivos seriam determinados por objetivos de desempenho, benefícios. eficiência, qualidade dos serviços, etc.

É importante ressaltar que essas mudanças afetaram profundamente a estrutura de governança da Corsan devido às adaptações para posterior privatização, como a redução do quadro de funcionários, a adequação operacional e a fragmentação de sua área de abrangência em nove superintendências regionais23. No transporte rodoviário, desde 1991 o DAER vinha desenvolvendo uma experiência com rodovias, cujos resultados serviram de base para a criação de nove polos de concessões de serviços25, com praças de pedágio envolvendo cerca de 2.816 km de rodovias pavimentadas, além da integração de rodovias federais delegadas . A viabilidade das barras foi consolidada pelo convênio de delegar ao governo do RS a administração das rodovias federais, envolvendo 25 trechos com extensão de 2.065 km.

A universalização dos serviços básicos

Segundo dados do censo de 2000, os residentes em domicílios que possuíam telefone (fixo ou móvel) somavam 38,2%, o percentual de residentes urbanos que se beneficiavam era de 46,5% e os residentes rurais tinham 14,7%. No entanto, segundo dados da PNAD de 2008, esse cenário mudou completamente, pois 90,7% da população do Rio Grande do Sul possuía telefone; entre residentes urbanos e rurais, 92,0% e 85,0%, respectivamente, possuíam telefone. Os dados desagregados por prestador refletem também a evolução moderada do consumo e a expansão do acesso universal nas zonas rurais.

Portanto, a universalização plena ocorreu com incentivos de políticas públicas e aplicações complementares de provedores nos últimos anos. Dados do censo de 2000 mostram o percentual de 9,0% dos domicílios urbanos de municípios do RS que não tinham acesso à rede geral de abastecimento de água, mas esse grupo não atendido representa 6,0%. Dados da Corsan revelam que 100,0% da população urbana das cidades conveniadas passaram a ser atendidas pela rede geral de abastecimento com água purificada a partir do ano 2000.

Em relação aos serviços básicos de esgotamento sanitário, há apenas uma referência: o fato de ter sido colocado como prioridade pelo Governo Federal e pela concessionária Corsan no RS, que destinou investimentos significativos nos últimos anos, principalmente para a expansão das redes e a construção de estações. tratamento de sistemas existentes em 44 cidades. A análise do papel das empresas estatais gaúchas na construção da infraestrutura de serviços básicos, de 1980 a 2008, apresenta algumas constatações importantes e levanta novas questões. No entanto, os dados disponíveis mostram sua construção progressiva e a crescente disponibilidade de serviços básicos, atendendo ao consumo crescente e à disseminação da universalização.

Essa área oferece serviços incertos em todas as cidades do RS, mas nos últimos anos tem ganhado cada vez mais prioridade na destinação dos investimentos do PAC e dos provedores. A questão da regulação dos serviços básicos é também um tema que merece um estudo aprofundado, para determinar a qualidade do serviço prestado pelos prestadores e sobretudo a política tarifária, tendo em conta a sua elevada relevância para o sistema produtivo e funcionamento das cidades.

Referências

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