Dedicado às mulheres que me apoiaram desde os primeiros passos rumo ao conhecimento até hoje quando encerro este ciclo da minha vida. Assim como a Inês, também agradeço à Sandra Malcher por me permitir entrevistá-la e descobrir informações maravilhosas sobre a modalidade aqui no Pará e a resistência à criação da FPAt. De qualquer forma, em 2015 recebi de presente uma pessoa muito especial, uma pessoa que não tenho palavras para descrever o quão boa profissional e amiga ela é, que no momento em que precisei do apoio mais necessário tive, foi a aquele que se expandiu. a sua mão para me ajudar a ter forças para continuar neste percurso, a mesma pessoa que me deu a primeira oportunidade e me apresentou ao mundo da montagem de exposições, da documentação e me fez provar a comida vegetariana.
Por fim, agradeço à Universidade Federal do Pará, que durante os 4 anos e 6 meses em que estive filiado, me proporcionou apoio estudantil através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Produção Artística - PIBIPA em 2016, do Programa Institucional de Bolsas de Extensão - PIBEX em 2017 e com a bolsa oferecida pela Vice-Reitoria de Administração - PROAD entre 2018 e 2019, além de serviços de saúde e fiscais em concursos públicos que me ajudaram a arcar com as despesas com materiais, alimentação e transporte para a conclusão do meu graduação em Museologia.
GÊNERO E MUSEOLOGIA
A AUSÊNCIA DE ESTUDO DE GÊNERO NO CURSO DE MUSEOLOGIA DA
A INVISIBILIDADE DE ATLETAS MULHERES NO ESPORTE E NOS MUSEUS 26
Com exceção do Museu do Grêmio, todos os outros 5 responderam que possuem acervo de atletas femininas, mas por serem museus esportivos dedicados ao futebol, todos dão atenção às jogadoras de futebol, e apenas 2 destes possuem atletas do outros esportes como futebol, atletismo, basquete, vôlei e saltos ornamentais, que no caso são o Fluminense Football Club e o Sport Club do Recife, que podem ser vistos na tabela abaixo. Fluminense Futebol Clube Sim Permanente Vôlei, Basquete, Atletismo, Saltos Saltos e etc Museu do Futebol - São Paulo Sim Futebol permanente. Partindo desse pressuposto, ao analisar a questão 4 deste questionário, onde me volto para indagar sobre o significado da existência dessas histórias de atletas mulheres em museus, todos os 6 museus consultados consideram importante retratar essa existência, cito aqui uma resposta do Museu do Futebol, onde considera fundamental "dar visibilidade à história e às memórias do
No caso específico do Inter, procuramos tratar do período em que o futebol feminino foi/está organizado, destacando as suas rupturas e continuidades, bem como a diferença existente entre as duas modalidades (masculina e feminina) e as consequências disso para futebol feminino hoje. Clube Esportivo do Museu Internacional, 2019).
BREVE HISTÓRICO DO ATLETISMO NO BRASIL
- Principais atletas do Brasil e do Pará
- Suzete Montalvão: Uma história de vida por meio das raias
- Principais organizações esportivas de atletismo
MUSEU E MUSEOLOGIA NO ACERVO ESPORTIVO
O MUSEU ITINERANTE DO ATLETISMO PARAENSE
- O acervo esportivo do Museu Itinerante do Atletismo Paraense
- Coleção de medalhas como objeto de estudo
O museu surge como uma proposta da Federação Paraense de Atletismo (FPAt) porque as fundadoras Suzete Montalvão e Sandra Malcher veem na proposta a mesma oportunidade que Suzete teve aos 9 anos. Neste tópico, além da apresentação da coleção Suzete Montalvão, será discutida a relação e diferenciação entre a coleção e a coleção, de forma a mostrar as divisões e componentes de cada coleção e depois aprofundar-se na coleção de medalhas. Portanto, a Coleção de Medalhas, a partir do momento em que sai do armário onde estava guardada e passa a integrar o acervo do Museu Itinerante Paraense de Atletismo, vem com uma carga simbólica devido às redes de emoções que, através da exposição. , pode provocar o compartilhamento de memórias, assim Pomian (1987) define coleção como.
Neste estudo de caso trabalho com a Coleção de Medalhas da Coleção da ex-atleta Suzete Montalvão. Dentro do acervo do atleta, existem cinco acervos: o acervo de troféus, o acervo de documentos, o acervo de objetos pessoais, o acervo de placas comemorativas e o acervo de medalhas. Fizemos uma nova seleção destes para este estudo, optando pela arrecadação de medalhas. , pois fica claro que como os demais objetos possuem valor de prêmio ou participação, a medalha é um dos símbolos mais importantes do esporte e no acervo é o objeto que apresenta maior quantidade, 101 exemplares no total. Item (FIGURA 13) pertencente à Coleção de Objetos Pessoais, cujo acervo inclui as roupas utilizadas nas provas, tênis de corrida, a alça numérica e a pelúcia dos Jogos Olímpicos de 1988, o Odori com sua embalagem.
Objeto (Figura 14) do Acervo Documental, que contém diplomas de participação em evento ou premiações, carteira de identidade, fotografia, telegramas, envelopes e atestado médico. Objeto (Figura 15) da coleção Troféus, cujo acervo representa apenas troféus, independentemente da sua tipologia material, pois nesta coleção encontramos objetos em metal, madeira, cristal, pedra e plástico, sejam prêmios ou decorações. Objecto (Fig. 16) da Colecção de Placas Comemorativas, cujo acervo representa apenas placas decorativas, todas com a mesma tipologia de material, o metal.
Item (Figura 17) da Coleção de Medalhas, que contém apenas medalhas, sejam prêmios ou condecorações. Dessa forma, a coleção de medalhas ficou por muito tempo condicionada em suportes de madeira, que possuíam uma base feita de placa de isopor com capa de camurça, sendo que as medalhas eram fixadas nessa base com o auxílio de alfinetes que passavam pelo contra-anel. ou fitas e esse suporte foi embalado em sacos plásticos.
DOCUMENTAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE PRESERVAÇÃO
O inventário permite identificar o objeto por suas informações básicas – como título, ano de origem, número de inventário e material – além de mostrar a quantidade de objetos do acervo ou coleção, por meio dessa ficha de informações (PADILHA, 2014). Embora os três contextos delineados por Mensch tenham formas diferentes de perceber o objeto, todos eles se preocupam em obter dados através do objeto, de forma superficial ou mais profunda, como é o caso do museu. Levando em consideração as questões históricas desse esporte no estado do Pará e o descaso documentado de inexistente material escrito e organizado que possa preservar a memória histórica esportiva do atletismo e dos atletas paraenses, a documentação museológica surge como uma ferramenta de pesquisa que visa através do objeto, a tentativa de absorção de informações que podem ser obtidas através da leitura das iconografias e datas que as medalhas colocam em seus corpos, além do uso da memória viva, dos atletas que são os guardiões da história influenciados por trás das conquistas de cada medalha, troféu, certificado ou placa.
Se a documentação permite estudar para a conservação, este trabalho tem como foco preservar a história e a memória desse esporte no Pará, através do estudo das medalhas, entendendo que os objetos possuem “alma” como traz Flávio Leonel (2005). o objeto ou coisa traz sempre consigo as experiências de um sujeito associadas ao lugar onde está inserido, onde lhe são atribuídos valores e simbolismos comuns, em que sempre se referirá a um lugar, a uma pessoa ou a um grupo de pessoas . . É neste sentido que podemos falar de uma memória que impregna e restaura a “alma nas coisas”, referindo-se a uma paisagem (inter)subjetiva onde o objeto (re)coloca o sujeito no mundo vivido através do trabalho da memória, ou ainda, pela força e pela dinâmica da memória coletiva, o objeto, como expressão da materialidade da cultura de um grupo social, remete à elasticidade da memória como forma de fortalecer os laços com o lugar, dadas as tensões inerentes ao esquecimento . Assim, a utilização do objeto como forma de materialização da memória entra em moda quando, durante a elaboração do suporte documental, percebeu-se que ao entrar em contato com o objeto, a atleta Suzete entra em um momento de relembrar o evento onde venceu aquele medalha e a importância desse objeto sobre sua história, além de relembrar momentos de correspondências recebidas de familiares quando corria fora do Brasil.
Quando falamos em memória coletiva, deve-se lembrar que Halbwachs (2004) ao abordar esta questão considera a memória individual como resultado da memória coletiva, onde as memórias e referências são estabelecidas por um determinado grupo, bem como as experiências deste grupo interferem. com memórias, de modo que podem não ser completamente reais, pois são reconstruções ou semelhanças do acontecimento, que podem ser ajustadas de acordo com a percepção de outros indivíduos do mesmo grupo, podendo ter intervenção da memória histórica. Afirma ainda que os fundamentos da formação da identidade baseiam-se nas memórias de um indivíduo ou de um país. Ao preencher os formulários, conseguimos abstrair do objeto as informações básicas sobre o evento, mas serão as memórias do atleta que nos permitirão esclarecer o todo, o simbolismo e os valores atribuídos ao local, ao atleta e com todos os sentimentos que vivencia durante a competição, ou seja, a medalha acaba sendo um espaço de memória, cheio de significados, rodeado pela memória coletiva de um determinado grupo, que neste caso pode ser uma equipe com um determinado tema sobre essa aquisição, uma família com uma visão diferente da memória coletiva daquele time, ou mesmo se conversarmos com torcedores que estiveram presentes naquele momento.
Podemos então ajudar a preservar esta recordação desportiva através de fichas e, apesar da coleção não ter local de armazenamento, adaptamos os suportes onde as medalhas são expostas revestindo-os com polietileno e envolvendo os suportes em sacos de tecido não tecido (TNT) . Este registro traz a história de Suzete por meio de medalhas, que podem ser compartilhadas por meio de comunicação, seja em pesquisas ou exposições, que podem ser um mecanismo para incentivar outros atletas a fazerem parte dessa rede de compartilhamento de memória, construindo uma história sobre esse esporte por meio desses portadores de informação .
O PROCESSO DE DOCUMENTAÇÃO MUSEOLÓGICA DO
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO
Fundição de Metais Sociedade Civil Colégio Moderno - Belém- PA 053 MIAPA.1.052 Medalha Grande Prêmio do Brasil - Curitiba 2017 Objetos. As provas de atletismo foram realizadas no Estádio Olímpico de Seul, que tem capacidade para 70 mil pessoas. Esta edição também incluiu a inclusão do tênis e do tênis de mesa como esportes oficiais, além de incluir outra prova de atletismo nas competições femininas, os 10 mil metros.
INVENTÁRIO MUSEOLÓGICO
FICHA CATALOGRÁFICA
I - Área de identificação de objetos: onde podemos abstrair as principais informações sobre os objetos, além de estar nesta área onde podemos ter sua descrição e imagem. Data/Período: refere-se à data da premiação ou condecoração, data em que o item foi recebido pelo atleta; II - Área de análise de conservação do objeto: responsável por localizar e identificar danos, bem como recomendar a conservação do objeto.
Localização do dano: são fotografias que identificam pontos de degradação do objeto através de círculos na imagem; Disponível em
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