Esta monografia foi elaborada com o objetivo de analisar o desenvolvimento da liberdade de imprensa na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 sob o ponto de vista da colonialidade das autoridades no sentido de pesquisar o desenvolvimento do art. Dessa forma, a pesquisa tem como objetivo geral analisar os desdobramentos da liberdade de imprensa segundo a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 sob o ponto de vista da colonialidade das autoridades no sentido de pesquisar o desenvolvimento de arte.
Breve histórico do contexto do golpe da ditadura civil-militar no Brasil
Durante o período da ditadura civil-militar no Brasil, a imprensa foi fortemente censurada, e pessoas que resistiram ao sistema imposto foram submetidas à tortura, como o jornalista Vladimir Herzog, assassinado pelo DOI-CODI em 25 de outubro de 1975, mas o a causa de sua morte foi inicialmente fingida como suicídio pelo exército. Assim, um breve histórico da ditadura civil-militar no Brasil se faz necessário para contextualizar o caso Herzog. espalhou-se tanto na imprensa mundial quanto entre analistas políticos internacionais, civis ou militares.
Constitucionalismo no contexto da ditadura civil-militar brasileira
1. A convocatória extraordinária tem por objeto a apreciação, votação e divulgação do projeto de constituição apresentado pelo Presidente da República. Esse AI-4 estabeleceu como prazo até 21 de janeiro de 1967 a votação do texto enviado pelo Presidente da República.
Liberdade de imprensa da ditadura civil-militar brasileira
Em junho, foi instituída a censura prévia, obrigando os editores a submeterem todos os assuntos, previamente, à Polícia Federal” (COMISSÃO DA VERDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO, tomo I, parte III, p.03). Assim, a imprensa alternativa caracteriza-se “[..] .
Prisão, tortura e morte de Vladimir Herzog
Vladimir, carinhosamente chamado de Vlado pelos colegas, chegou ao DOI-CODI por volta das 08h00 e na tarde do mesmo dia já havia falecido. A família de Herzog alega que o estado foi responsável pela segurança física do jornalista devido à sua presença no DOI-CODI e que a versão oficial de sua morte era falsa na descrição dos fatos ocorridos no dia da morte de Herzog.
Caso Herzog na Corte Interamericana de Direitos Humanos
Esta decisão viola a Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José, Costa Rica). Ela observou que a manutenção desse entendimento liberava os torturadores da execução das sentenças da Comissão Interamericana de Direitos Humanos nos casos de Vladimir Herzog e Guerrilha do Araguaia. A Comissão Nacional da Verdade é instituída na Casa Civil da Presidência da República com a finalidade de apurar e esclarecer graves violações de direitos humanos cometidas no período previsto no art.
Em abril de 2016, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos remeteu o caso Herzog à Corte Interamericana de Direitos Humanos devido à impunidade do caso, principalmente devido à Lei de Anistia.
A redemocratização do Brasil
Vlado foi sem dúvida um dos marcos do início da redemocratização do país, sua morte ainda hoje gera muita comoção, não só pela forma cruel como foi, mas pelo sentimento de rebeldia e reação que despertou em relação a o sistema de ditadura civil-militar. 3 CONSTITUCIONALIZAÇÃO SIMBÓLICA E A COLONIALIDADE DO PODER A vermelho-democratização do Brasil resultou na elaboração de uma nova constituição entre 1987 e 1988. No plano econômico, com o objetivo de reduzir a dependência do país de fontes externas de energia e promover o desenvolvimento de indústrias, Geisel implantou o II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND).
A constituição também foi inovadora em relação às minorias, pois introduziu penalidades severas para a discriminação contra mulheres e negros.
Constitucionalização simbólica
A questão da desconstitucionalização fática nos países periféricos com "constituições nominalistas" tem a ver com a degradação semântica do texto constitucional no processo de sua implementação. No caso da constitucionalização simbólica, a atividade constituinte e a edição do texto constitucional não são acompanhadas por uma normatividade jurídica generalizada, uma materialização normativa abrangente do texto constitucional. No entanto, a função simbólica hipertrófica do texto constitucional não se refere apenas à retórica “legitimadora” da elite dirigente.
Por exemplo, a retórica político-social dos "direitos humanos", paradoxalmente, é tanto mais forte quanto menor o grau de implementação normativa do texto constitucional.
Colonialidade do poder
Baseia-se na imposição de uma classificação racial/étnica da população mundial como pedra angular do chamado padrão de poder e opera em todos os níveis, âmbitos e dimensões materiais e subjetivas, da existência social cotidiana e da escala social . As relações sociais brasileiras foram construídas a partir desse paradigma da modernidade, e houve a formação de uma sociedade espelho da sociedade europeia ocidental. A constituição foi associada à específica secularização burguesa do pensamento europeu e à experiência e necessidades do padrão mundial do poder capitalista, colonial/moderno, eurocêntrico baseado na América.
Diante disso, o Brasil se fundamenta na sociedade, parâmetros resultantes de uma visão unilateral do mundo, do homem branco, burguês, heteronormativo e cristão, e mesmo a democracia e a formação da Constituição têm por trás interesses envolvendo relações de poder .
A colonialidade do poder na imprensa brasileira
É importante ressaltar como essa colonialidade do poder se reflete nas relações cotidianas do Estado com a sociedade e também como se reflete na liberdade de imprensa, principalmente com as novas formas de divulgação de notícias, a exemplo das redes sociais. Como segundo exemplo, pode-se destacar o comportamento do próprio presidente da República ao ser questionado por um repórter do jornal O Globo sobre os depósitos de Queiroz para sua esposa Michelle Bolsonaro, segundo a rede de notícias British Broadcasting Corporation (BBC) em o Brasil, o presidente respondeu: "Quero encher sua boca, ok. Estes são alguns dos muitos exemplos em que a colonialidade do poder é intrínseca à realidade da liberdade de imprensa e ainda é relevante com o advento das chamadas Fake News, que serão objeto de análise nos capítulos seguintes, porque à sua influência no cenário estadual democrático de direito brasileiro.
Diante do surgimento das redes sociais, que muitas vezes têm sido utilizadas para instigar teorias da conspiração e disseminar o ódio, o medo e a vergonha contra aqueles que vão contra o sistema colonial de poder, entenda a influência das Fake News no atual contexto do Brasil e de sua democracia Estado de Direito.
A importância da reportagem investigativa em denunciar o caos social
No mesmo livro, Dantas conta a história do laudo que fez no Hospital Psiquiátrico Juqueri, mantido pelo governo do estado de São Paulo. Dantas revela que o hospital psiquiátrico tinha capacidade para 3.000 (três mil) pessoas, mas estava superlotado com 13.000 (treze mil). A jornalista investigativa Daniela Arbex, em seu livro Holocausto Brasileiro, desenvolve uma minuciosa reportagem investigativa sobre um dos maiores genocídios do Brasil, ocorrido no Hospital Psiquiátrico de Barbacena, em Minas Gerais.
Esse interesse maior é controlado por quem tem maior poder aquisitivo, o que cabe aqui na colonialidade do poder.
Origem das Fake News
A reflexão sobre o aspecto factual da produção de notícias é importante, devido à crescente disseminação das Fake News, que são notícias sem qualquer base científica ou sem qualquer outra forma de investigação, com o objetivo de manipular as pessoas por motivos de maior interesse. Na verdade, o que leva as pessoas a lerem é o fato de se identificarem com o conteúdo por terem afinidade com os argumentos desenvolvidos no que está sendo lido, por isso muitas pessoas consideram o que leem como verdade apenas se condizer com sua visão de mundo e valores. pessoal. É aqui que entra a manipulação das notícias falsas, que conseguem chegar às massas, agora ainda mais com as novas ferramentas tecnológicas que permitem que estas se espalhem logaritmicamente e consigam convencer os seus alvos de interesse.
Dessa forma, é preciso pensar o contexto das Fake News dentro da sociedade brasileira.
Contexto das Fake News
A jornalista também entrelaça o racismo com as Fake News e, segundo ela, as que envolvem Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018, são as mais tristes. Essa Fake News se tornou o primeiro passo para o deboche das piadas e a naturalização da execução política de Marielle. Confirmo sem medo de errar que a população LGBTQIA+ tem sido o laboratório de fake news e experiências de ódio no Brasil.
As Fake News têm sua origem no fato de refutar a verdade, inventando as crenças arraigadas da sociedade.
O Estado Democrático de Direito ameaçado pelas Fake News
Um problema muito grande é a capacidade das notícias fraudulentas se espalharem em proporções logarítmicas com uma força muito maior do que a velocidade das notícias verdadeiras. Segundo pesquisadores de redes sociais, a verdade demora seis vezes mais do que as Fake News para chegar a 1.500 pessoas. Portanto, essas redes sociais são muito estratégicas para conseguir manipulação com notícias fraudulentas.
Assim vemos que 2018 foi o ano com mais situações de desconfiança nas urnas, em que mais teorias da conspiração surgiram, tudo devido a notícias falsas que influenciam as pessoas de tal forma que conseguem mudar o seu voto com base em razões que não existem ou dados não comprovados cientificamente, configurando assim a manipulação do Estado Democrático de Direito por parte dos detentores do poder.
Fake News: Uma nova forma de censura?
Ainda segundo pesquisa da FGV, a fraude com urnas eletrônicas é um dos temas mais cobiçados das Fake News, com pico em 2018. Como exemplos práticos, podemos citar as agressões sofridas pelas jornalistas Patrícia Campos Mello e Manuela D'Ávila quando tentaram produzindo conteúdos verossímeis que criticavam as estratégias eleitorais do candidato presidencial, Jair Bolsonaro, em 2018. Não só ela, mas também a jornalista Manuela D'Ávila também sofreu ataques de violência na política, sua filha de 5 anos foi ameaçada de estupro e ela ameaçada de morte.
Tanto D'Ávila quanto Mello são coagidos quando tentam produzir uma reportagem verossímil, enquanto sofrem censura indireta, pois dependendo da pressão psicológica e do medo, são obrigados a deixar o que estão fazendo.
Projeto de Lei 2.630/2020 e resolução do TSE para as eleições de 2022
Revista de Informação Legislativa: Ano 50, Número 197 Jan./Mar. https://www.faneesp.edu.br/site/documentos/revista_historia_regional47.pdf. Centro de Pesquisa e Documentação da História Contemporânea do Brasil. https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/FatosImagens/Golpe1964. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/juliana-dal-pivaadvogada-do-presidente-ataca-colunista-do-uol.htm.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/politica/com-a-derrota-da-mp-das-fake-news-bolsonaro-envia-projeto-ao-congresso/.