Uma vez lembrados e consolidados estes conhecimentos, na primeira Unidade estudaremos o conceito e a finalidade do Direito Tributário; suas informações sobre princípios constitucionais; os conceitos e elementos constitutivos da obrigação legal tributária; a classificação dos impostos; e a chamada renda original, que constitui matéria não tributária. Contudo, não podemos concluir que o Direito Tributário seja apenas uma parte do Direito Financeiro, um dos seus capítulos em que se estuda a tributação. A importância do estudo da fiscalidade é tão grande que chegou mesmo a conferir total autonomia ao Direito Fiscal enquanto ramo particularmente vocacionado para o estudo da fiscalidade como principal fonte de receitas públicas.
Por uma questão de brevidade, preferimos dizer que o direito tributário é a disciplina jurídica dos tributos, que abrange todo o conjunto de princípios e normas que regem a formação, o controle e a arrecadação de benefícios de natureza tributária. Outro conceito importante é o de Torres (2008, p. 143), que diz que “o direito tributário é um conjunto de regras e princípios que regem a atividade financeira relacionada com a constituição e cobrança de impostos. Alguns autores afirmam que a legislação fiscal regula parte da atividade financeira do Estado, nomeadamente o recebimento de impostos.
Na verdade, a Lei Tributária regula e limita o poder do Estado de exigir impostos e regula igualmente os deveres e direitos dos contribuintes. Justamente por isso, o artigo 150, inciso I, da CF/88 estabelece que é vedada a criação ou aumento* de tributo sem que isso seja feito por meio de lei. Em seu artigo 150, inciso III, alínea b, a CF/88 proíbe a cobrança de imposto no mesmo exercício fiscal em que foi publicada a lei que o introduziu ou aumentou.
Como garantia básica ao contribuinte, o princípio da proibição de tributos com efeito confiscatório está definido no artigo 150, inciso IV, da CF/88. Pelo que explicamos até aqui, podemos afirmar que o Direito Tributário está voltado para a disciplina jurídica dos tributos. A aquisição de um imóvel (fato jurídico) cria fato gerador, previsto em lei, que dá origem ao débito tributário, na forma prevista em lei.
A instituição do imposto por lei nada mais é do que uma expressão do princípio da legalidade, que já analisamos e que está definido no ponto 1 do artigo 150 da Constituição Federal. Assim, por exemplo, se o rendimento foi obtido através de atividade ilegal, o IR ainda é devido. Portanto, quem possui veículo automotor deverá pagar Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Da mesma forma, o IPVA tem natureza de imposto porque a simples posse de um veículo automotor é suficiente para gerar a sua ocorrência. Contudo, se a cobrança do imposto ocorrer em decorrência de evento praticado pelo Estado, por exemplo a prestação de serviço público específico e compartilhável ao contribuinte ou que lhe seja colocado à disposição ou o exercício regular do Poder de Polícia, tal a cobrança terá a natureza de taxa, nos termos do artigo 77 do CTN (BRASIL, 1966). No caso do Direito Tributário, é o vínculo que une o credor (sujeito ativo) a um devedor (sujeito passivo), que autoriza o primeiro a exigir do segundo o pagamento de um imposto.
Chama-se autuação o ato da autoridade administrativa que comprova a adequação do fato específico gerador do tributo às disposições da lei.
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Por esse motivo, a isenção é considerada uma forma de isenção de crédito tributário, bem como a anistia, que é a remissão da pena aplicada pela infração à legislação tributária (BRASIL, 1966, artigo 175). A competência para criar II é da União, conforme dispõe o artigo 153, inciso I, da Constituição Federal (BRASIL, 1988). Não está sujeito ao princípio da prioridade, nos termos do artigo 150, § 1º, da Constituição Federal (BRASIL, 1988).
A competência para elaborar o IR é da União, nos termos do artigo 153, inciso III, da Constituição Federal (BRASIL, 1988). Disponibilidade econômica é de fato, ou seja, o efetivo recebimento de disponibilidade financeira (BRASIL, 1966, art. 116, inciso I), e disponibilidade legal é aquela obtida mediante cumprimento de formalidade legal, por exemplo, recebimento de doação de bem imóvel (BRASIL , 1966, Artigo 116, ponto II). O IPI neste caso incide não apenas sobre o preço da mercadoria, mas também sobre o que foi pago a título de II, taxas e encargos cambiais (BRASIL, 1966, art. 47).
No caso de comerciante, o IPI só incide sobre produtos sujeitos a imposto e se forem vendidos a industrial (BRASIL, 1966, art. 51, inciso III). Deveria também ser um imposto não cumulativo, ou seja, o IPI pago em uma operação é deduzido do IPI devido na transação seguinte, quando a mercadoria for transferida de uma empresa para outra ou de uma filial para outra. a mesma empresa (BRASIL, 1966, art. 51, parágrafo único). O IPI não está sujeito ao princípio da anterioridade geral, mas deve obedecer à anterioridade não agesimal (BRASIL, 1988, art. 150, § 1°).
Além das operações mencionadas na própria denominação do imposto, aplica-se também ao ouro, quando este for definido por lei como ativo financeiro (BRASIL, 1988, art. 153, § 5º). O IOF não está sujeito ao princípio da anterioridade geral nem ao da anterioridade nonagesimal (BRASIL, 1988, art. 150, §1º). Porém, conforme determina o artigo 158, inciso II, da Constituição Federal (BRASIL), o valor arrecadado é repassado ao município, em relação aos imóveis ali localizados (BRASIL, 1988, artigo 158, inciso II).
Este imposto é de natureza selectiva, o que significa que as suas taxas devem ser fixadas de forma a desencorajar a manutenção de explorações improdutivas, sem afectar as pequenas terras rurais* definidas por lei quando exploradas desde que o proprietário o faça. não é proprietário de outros bens (BRASIL, 1988, art. 153, §4º). No caso de bens móveis, o país em que o inventário é processado ou o doador tem residência permanente é o da incorporação (BRASIL, art. 155, § 1º). O ICMS pode ser seletivo em graus variados dependendo da natureza essencial dos bens e serviços (BRASIL, 1988, Art. 155, § 2º, Inciso III).
É não cumulativo, pois o contribuinte pode deduzir o valor cobrado em cada operação (se houve isenção na operação anterior, não há nada que compense) em operações anteriores como ICMS, desde que a documentação seja adequada (art. 23 do Lei 87/96) e a execução dura até cinco anos a contar da data de emissão do documento. Os municípios são responsáveis pela fixação do IPTU de acordo com o artigo 156, inciso I, da Constituição Federal (BRASIL, 1988).