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Direitos de Aprendizagem

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Academic year: 2023

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José Ivanildo Ferreira dos Santos (Diretor), Marcelo Eduardo Lopes, Rosana Soares Godinho, Marisa Leite da Fonseca Mendes Vaz, Tânia Regina da Silva de Souza, Romeu Guimarães Gusmão. É com alegria que apresentamos o conjunto de componentes curriculares em diálogos interdisciplinares no caminho da autoria, fruto de um movimento coletivo, articulado sob a premissa da escuta do diálogo contínuo, em que se destacam a autoria e o protagonismo dos profissionais. os diferentes casos da Rede Municipal de Ensino de São Paulo.

EMANCIPAÇÃO CURRICULAR E OS DIÁLOGOS

INTERDISCIPLINARES A CAMINHO DA AUTORIA

O início do processo

Criado a partir de debates e gravações que evidenciam conceitos, práticas e anseios da comunidade docente da nossa Rede, o Ciclo Interdisciplinar e Autoral Direitos de Aprendizagem expressam o processo de construção curricular coletiva pretendido desde o início dos debates, ampliado e fortalecido com a formação continuada. . Os direitos de aprendizagem são consolidados pela clareza dos resultados cognitivos efetivos dos alunos e das condições que lhes são oferecidas para a realização da tarefa de aprendizagem.

Currículo e paradigmas emancipatórios

Dessa forma, a escola é concebida como um dos espaços de construção do conhecimento, no qual os alunos vivem e produzem suas experiências. Trata-se, portanto, de construir uma cooperação com as Universidades – que realizam pesquisas e produção de conhecimento – que se articula com formas de processamento do conhecimento específicas das unidades educacionais.

INTERDISCIPLINARIDADE, CICLOS, CONHECIMENTO,

COMPONENTES CURRICULARES

O conhecimento desenvolvido pela escola considera o ser integral, mas é especializado em conhecimentos racionais, éticos, artísticos e científicos, sem descurar conhecimentos de outras naturezas. O processo de compreender, conhecer, trazer para a lógica, as causas, nomear as coisas não esgota o sentido do conhecimento.

CURRÍCULO E

CONHECIMENTO, CURRÍCULO CRÍTICO E EMANCIPATÓRIO

A perspectiva crítica é fundamentalmente relacional justamente porque se baseia no caráter social do conhecimento, ou seja, o conhecimento não é apenas individual, mas está imbricado nas relações sociais, o que também aponta para as relações de poder nas quais essa construção se dá. Significa defender a educação como formação de sujeitos livres, autônomos e emancipados – dimensões que se complementam e não se separam na formação humana. Pode-se, portanto, ressaltar: a compreensão de mundo buscada no currículo, com o apoio de seus diversos componentes, não é imediata ou direta;

Currículo e descolonização

Neste sentido, os estudos pós-coloniais apontam para o desvelamento de formas de colonialidade do poder, do ser, do género, que são intrínsecas ao debate que se trava sobre o currículo, sobre a colonialidade do conhecimento. Uma das expressões dessa colonialidade do conhecimento é o privilégio do pensamento eurocêntrico, que qualifica a produção de conhecimento do hemisfério norte,13 desqualifica o conhecimento de outros lugares, ou seja, configura-se como uma forma de subalternização e expropriação do conhecimento produzido fora. Lógica eurocêntrica. Portanto, não nega o conhecimento científico-acadêmico, cânones do que pode ser considerado como conhecimento hegemônico, mas tenta visibilizar e validar outros sistemas de conhecimento.

Aprendizagem e Direitos de aprendizagem

Estas são questões que precisam de ser consideradas no contexto da aprendizagem, pois estão relacionadas com diferenças no desempenho académico entre crianças e jovens de diferentes grupos sociais. Bernstein (1996) ajuda-nos a examinar como crianças de diferentes origens apresentam diferentes códigos ou modos de comunicação e linguagem, o que não significa diferença de capacidade ou facilidade cognitiva. Note-se novamente a necessidade de compreender e interpretar as diferenças entre os alunos e de não tratar o que não é igual, de valorizar as suas qualidades e não apenas o que nos é familiar ou semelhante.

Direitos de aprendizagem 14

Parece claro que a declaração do que é oferecido como conhecimento relevante nos diversos componentes do currículo como um direito de aprender indica os conceitos e temas amplos que os professores organizarão em proposições e situações que beneficiarão a sua aprendizagem nas condições reais das escolas. . e estudantes. Em síntese, queremos enfatizar que o conhecimento e o seu processo de construção social estão intimamente relacionados. Contudo, cada escola só pode ser compreendida na sua realidade complexa e nas condições que oferece para o trabalho educativo e para o desenvolvimento de um currículo que pretende ser transformador.

Escola e formação

Portanto, trata-se de focar o currículo no rumo da formação e nos seus desdobramentos em relação aos direitos de aprendizagem dos alunos. Portanto, a relação interdisciplinar, que se constitui e se detalha no processo de aprendizagem nos Ciclos Interdisciplinar e Autoral, não depende apenas de instruções curriculares. Na proposta do PME, a organização nos ciclos de aprendizagem consiste num ciclo de alfabetização (que inclui os três primeiros anos e acolhimento de crianças dos 6 aos 8 anos), o Ciclo Interdisciplinar (os três anos seguintes e acolhimento de crianças dos 9 aos 11 anos) e o Ciclo autoral (últimos três anos e atendimento para alunos de 12 a 14 anos).

Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e fundamentos da educação nacional, para incluir a disciplina obrigatória no currículo oficial da Rede de Ensino. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, alterada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e fundamentos da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino o tema obrigatório “Afro”. -História e cultura brasileira e indígena”. Disponível em: .

Disponível em: .

ANEXO

O Currículo e a estrutura dos Núcleos e Divisões da COPED/SME

ESCOLA CURRÍRULO

Núcleo Técnico de Currículo - NTC

Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem - NAAPA

Nota-se que as metas estabelecidas criam e melhoram as condições de enfrentamento dos problemas vivenciados nas escolas sob a forma de dificuldades que prejudicam a escolarização dos alunos. Tal enfrentamento implica formação continuada, a partir de considerações do cotidiano escolar, das políticas públicas no/do território, do contexto social, das condições de vida dos estudantes, da identificação de vulnerabilidades e riscos sociais nas regiões. O desejo de uma educação com qualidade social mobilizou todas as equipes do NAAPA para construir um trabalho coletivo com unidades educacionais e redes de proteção social para garantir direitos, promover potencialidades na aprendizagem e criar diferentes oportunidades de experiências no cotidiano escolar.

Núcleo de Educação Ambiental - NEA

O desafio colocado nesta situação avaliativa é eliminar as ações que influenciam o processo educativo dos alunos, eliminar a exclusão dos processos pedagógicos, por vezes adotados no espaço escolar. Entendemos por Educação Ambiental os processos contínuos e permanentes de formação, individuais e coletivos, que utilizam metodologias participativas e interdisciplinares para a ação reflexiva e crítica, a construção de valores e conhecimentos, que visa o exercício da cidadania na melhoria do qualidade de vida, no controle social sobre as políticas públicas. Na perspectiva da Educação Integral, os projetos em Educação Ambiental devem priorizar o reconhecimento dos espaços educativos, a inter-relação entre os indivíduos e os recursos naturais e o impacto de nossas ações na sociedade e em cada comunidade em que estamos inseridos, sempre com vistas à crítica reflexão. que possibilita aos sujeitos a mudança de hábitos a fim de buscar a equidade no uso e distribuição dos recursos, a preservação do meio ambiente e a garantia de direitos, o fortalecimento de uma relação ética e sustentável entre a sociedade humana e o meio ambiente que a integra e assim constituir-se.

Núcleo de Educomunicação

Núcleo de Educação Étnico-Racial - NEER

Em parceria com a COPED/NTC/Sala e Espaço de Leitura, em 2014 e 2015 na RME-SP implantamos o projeto Leituraço (Entre Textos e Contextos), que desenvolve e constrói uma política de livro e leitura que valoriza as matrizes da cultura afro -Civilizações brasileira, indígena e latino-americana. Tendo em conta as características da educação como direito humano universal, o princípio e a garantia do pleno acesso e permanência dos estudantes migrantes nas unidades educativas torna-se uma importante referência de acolhimento, pelo que tivemos que conceber e implementar ofertas regulares de cursos Introdutórios, Específicos e cursos artístico-educacionais sobre educação e movimentos migratórios e em cooperação com a Coordenação do CEU e Educação Integrada (COCEU) a realização da exposição cultural dos imigrantes de dezembro (2014 e 2015) e da exposição da cultura brasileira latino-americana (2016), de a perspectiva da pedagogia intercultural e a luta contra a xenofobia. Portanto, este processo poderia ajudar-nos a descolonizar os nossos currículos, não só no ensino primário, mas também nos cursos do ensino superior.

Núcleo de Sala e Espaços de Leitura

Na Sala de Leitura, os alunos leram o mundo e tiveram contato com literaturas das mais diversas. Outro conceito levantado, como um dos pressupostos dos trabalhos da Sala de Leitura, é o da bibliodiversidade28. 28 Sobre os objetivos e instruções de trabalho da Sala de Leitura, bem como a organização e principais características do perfil dos professores orientadores da Sala de Leitura, ver Portaria nº 7.655/15.

Núcleo de Tecnologias para a Aprendizagem - TPA

O POIE sempre desempenhou um papel importante como parceiro na divulgação e contextualização do uso das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem de forma interdisciplinar. Um grande desafio que os professores enfrentam é como integrar estas tecnologias digitais nas práticas de ensino e no processo de aprendizagem de uma forma contextualizada e de alta qualidade. O POIE, que funciona nos Laboratórios de Informática Educativa, um dos espaços designados como área de integração de projetos31, desempenha um importante papel como parceiro na mediação destes processos de vivência, difusão e contextualização da utilização das tecnologias digitais no processo de aprendizagem - aprendizagem de forma interdisciplinar.

Divisão de Educação Especial - DIEE

Formação de professores profissionais e da comunidade educativa através da oferta de cursos na área da Educação Especial; Produção de documento orientador da política paulista de Educação Especial e revisão de normas e dispositivos legais; Ampliação do quadro profissional de cada CEFAI, o que melhora o acompanhamento do atendimento educacional especializado mais próximo das unidades educacionais e dos alunos;.

Núcleo Técnico de Avaliação - NTA

Avaliação para aprendizagem 33

Portanto, é importante partir de uma concepção de avaliação baseada em uma política educacional e no contexto em que ela ocorre. Esta análise inclui a reflexão sobre situações de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento integral dos alunos. Desta forma, a descaracterização do erro como um fato negativo, mas algo importante para pensar e implementar ações educativas que visem garantir o direito de aprender, o desenvolvimento integral e a continuidade na trajetória escolar.

Avaliação Interna

É importante ressaltar que a avaliação interna deve ocorrer numa perspectiva dialógica e ser construída por meio da interação entre os sujeitos envolvidos, conforme descrito por Fernandes (2009). A aprendizagem do aluno deve ser avaliada usando uma variedade de estratégias, técnicas e ferramentas. Portanto, é necessário considerar a avaliação interna como um espaço privilegiado de reflexão sobre a ação educativa, para que possa subsidiar o professor e a professora a reavaliar e, se necessário, replanejar as práticas pedagógicas.

Avaliação Externa

A avaliação da aprendizagem dos alunos deve ser desenvolvida em contexto, integrada no processo de ensino, com participação ativa dos alunos. Por fim, a avaliação interna não deve estar desvinculada de todo o projeto político-pedagógico da unidade escolar, cujo objetivo é a formação integral do sujeito. Desenvolver um instrumento que possa representar informações confiáveis ​​e relevantes para o trabalho pedagógico realizado nas escolas dos seus diversos segmentos.

Avaliação Institucional

Considerações de COPED

Carlos Eduardo dos Santos Conceição Letícia Pizzo Santos Débora Baroudi do Nascimento Edson dos Santos Junior Fernando Jorge Barrios.

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO

Referências

Documentos relacionados

A incorporação de tecnologias digitais no ambiente educacional se faz necessária para este novo perfil de alunos, mas não apenas como facilitadoras dos processos de ensino e