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Dissertação - Tadeu Baliza - versão final.pdf - TEDE

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Academic year: 2023

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Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Ciências Humanas e Filosofia, como requisito para obtenção do título de Mestre em História. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Estadual de Feira de Santana, Programa de Pós-Graduação em História, 2015.

A “PEDRA QUE BRILHA”

INTRODUÇÃO

É um argumento que ajuda a compreender os grupos sociais subalternos da região de Itaberaba como heterogêneos. O segundo estudo é o único encontrado sobre o período de extinção gradual da escravidão na região de Itaberaba.

A “Pedra que Brilha”: peculiaridades regionais

O rio continua na região de Itaberaba ou Médio Paraguaçu até chegar ao Recôncavo Baiano na região. Outra questão é que não há estudo específico sobre agricultores nem na região de Itaberaba nem em outras regiões da Bahia.

FIGURA  1  –  Mapa  –  Território  de  Identidade  do  Piemonte  do  Paraguaçu  –  Bahia,  2006
FIGURA 1 – Mapa – Território de Identidade do Piemonte do Paraguaçu – Bahia, 2006

A comunidade sertaneja de João Amaro: núcleo de formação do território

Informa ainda que o núcleo populacional de João Amaro: assim chamado por causa da vitória de Bayão Parente contra os indígenas da região. Embora João Amaro não esteja desenvolvida, a fazenda Andarahy de Baixo ou Araçás está na origem mais remota da Região de Itaberaba e é o núcleo preservado da população de João Amaro.

Itaberaba: da origem às mudanças de topônimos

As terras da região de Itaberaba, mais precisamente entre os rios Piranhas, ao sul e Capivari, ao leste, até a serra do Orobó, pertenciam ao mestre-de-campo Antônio Guedes de Brito, que foram divididas em áreas que ficaram famosas porque das questões legais. 101. Enfatizando a importância do ambiente físico, Antônio Dias abordou os principais pontos geográficos da região. Entre 1575 e 1576, as operações militares no interior de Orobó reduziram aproximadamente 20 mil indígenas ao controle português.109 Desde o início da colonização, muitos indígenas da região foram capturados para servir como escravos aos colonizadores, especialmente os paulistas.

O curso do Médio Paraguaçu foi um dos primeiros focos de ação das tropas organizadas pelas "jornadas do sertão" para destruir e reprimir duramente a organização dos índios Maracás, Kiriris, Paiaiás, Topins e Xocós da região. Para prender os negros, não faltaram problemas de acesso a locais entre as montanhas e as catingais da região. No início do século XVIII, Manuel Nunes Viana foi expulso das minas após disputar as jazidas de ouro e o abastecimento da região mineira.

Foram expostos alguns detalhes a respeito do processo das conquistas dos países da retaguarda, tendo como prioridade a conquista da região de Itaberaba. Mas a conquista da região esteve muitas vezes ligada à conquista do sertão, espalhado por vários territórios da Bahia e do exterior. Em 1809, quando foi construída uma capela por Antônio de Figueiredo Mascarenhas, na fazenda São Simão, surgiu a força de uma família tradicional da região: os Mascarenhas, reiterando a importância das fazendas para o surgimento de núcleos populacionais, alguns, primeiro, estavam com exclusividade, espaço para criação de gado, ausente ou não; outros se desenvolveram e se tornaram centros populacionais, como a fazenda São Simão.

Figura  5  –  Mapa  da  Região  entre  os  rios  Jacuípe  e  Paraguaçu  –  Século  XVI
Figura 5 – Mapa da Região entre os rios Jacuípe e Paraguaçu – Século XVI

TERRA DOS MASCARENHAS

Os potentados locais

Os donos do poder”152 na região de Itaberaba no século XIX eram os Mascarenhas, apesar do destaque de outras famílias. No século XIX, algumas famílias se destacaram em outras regiões, como a região de Feira de Santana, a região de Jeremoabo e a região do Morro do Chapéu. Em terras outrora pertencentes a João Peixoto Viegas, o coronel José Batista Carneiro, na região de Feira de Santana, no século XIX, possuía muitos bens, principalmente gado e terras.

Era filho de José Pereira Mascarenhas (homônimo de seu avô) e Nazária Maria das Virgens (da família Rocha Passos) e neto de Antônio de Figueiredo Mascarenhas. Foram compilados todos os inventários da região de Itaberaba do período de 1850 a 1888 que se encontravam em bom estado de legibilidade. Uma exceção é o inventário do proprietário da famosa fazenda Santa Isabel,185 o tenente-coronel Franklin de Meneses Fraga, que apesar de não ter o sobrenome Mascarenhas, era herdeiro do cruzamento entre a família Rocha Passos e Mascarenhas.186 Como já dito. a fazenda era frequentada pelo "poeta escravocrata", Castro Alves, que era cunhado de Franklin de Meneses, o que é curioso porque, como era comum homens de sua posição social possuírem a trindade do lugar, ele. ele era apenas dono da terra e do gado, os escravos não aparecem no inventário.

Na década de 1850 foi compilado o inventário de Antônio Pereira Mascarenhas, marido de Bernardina Rosa de Jesus, indiciado em 1854; na década de 1860, o inventário de Florentino Pereira Mascarenhas, avaliado em 1865; na década de 1880, o de Maria de Figueiredo Mascarenhas, cobrado em 1880. Em 1880 foi aberto o inventário de Maria de Figueiredo Mascarenhas com o monte-mor no valor de quatro contos, quinhentos e seis mil réis). Embora tenha havido fortunas maiores que a do Coronel José Batista Carneiro, que chamou a atenção, a continuação do sobrenome Carneiro na região de Feira de Santana.

Donos da tríade sertaneja

Antônio Pereira Mascarenhas era sogro do filho mais novo (Manoel de Figueiredo Mascarenhas) de Antônio de Figueiredo Mascarenhas.214 Portanto, o genro de Antônio Pereira Mascarenhas era primo-irmão de Florentino Pereira. A fazenda Boa Vista não consta no inventário nem no testamento de Florentino Pereira Mascarenhas, dentre os bens listados, ele pode tê-la vendido antes de fazer o testamento. Depois de provar o património de alguns Mascarenhas, não se pode perder o cidadão mais poderoso da região, Florentino Pereira Mascarenhas.

Marcos Brandão listou em seu estudo que Florentino Pereira Mascarenhas tinha nove fazendas223 e o inventário de Florentino Mascarenhas contém seis fazendas.224 Das fazendas presentes no inventário, apenas a fazenda Serra Preta não consta nos dados de Brandão. Sendo o maior proprietário da tríade fundiária durante o período de erradicação gradual da escravidão na região, o poder econômico de Florentino Pereira Mascarenhas acabou por influenciar o poder local. No testamento230 de Florentino Pereira Mascarenhas, feito em 1864, aparece Ana de Jesus Maria, filha de Florentino Mascarenhas e futura esposa de Antônio Olympio.

Há registros de que Olympio era genro de Florentino Pereira Mascarenhas em 1867.231 Ou Ana de Jesus Maria teria se casado muito jovem com Olympio, pois tinha apenas doze anos em 1867. Fica claro pelas fontes que Florentino Pereira Mascarenhas estava ligado às atividades econômicas do meio rural e Antônio Olympio às do meio urbano. O desfecho da disputa judicial entre Felipe Fernandes Serra – testamenteiro e testamenteiro de Florentino Pereira Mascarenhas e também tutor dos menores Florentino e Marciano, filhos de Florentino Mascarenhas –, com o tutor interino e cunhado dos menores, Antônio Olympio Mascarenhas, é desconhecido.

TERRA DA AGROPECUÁRIA

Organização social regional

Uma carta de autoridades políticas da província da Bahia à Vila do Orobó solicitava informações sobre terrenos baldios próximos a rios navegáveis, na área ferroviária.251 A área estaria localizada no Sítio Novo (atual Iaçu), primeiro centro populacional da região. para receber linhas ferroviárias. 110, correspondência enviada pelo delegado da Vila do Orobó ao secretário de polícia da província da Bahia, em 18 de janeiro de 1887. A ferrovia era uma opção para chegar mais rápido e fácil à Vila do Orobó.

A correspondência entre a Vila do Orobó e a capital da província não confirma a antiga hipótese de isolamento do país. A lista contém dados de cidadãos habilitados pela Freguesia do Rosário do Orobó e verificados pela Câmara Municipal da mesma cidade de Orobó. Ver Tabelas II, III, IV e V, com informações dos cidadãos que residiam nas quadras da Vila do Orobó.

Como visto no primeiro capítulo, Manoel Pacheco foi o primeiro pároco da Paróquia de Orobó e permaneceu até o final da década de 1870 como líder da freguesia da Vila do Orobó. A política educativa no final do século XIX: a Vila do Orobó no contexto da construção pública primária. Pelos bons serviços que me prestou”: uma leitura dos manuscritos na Vila do Orobó.

Tabela II
Tabela II

Em terras de Mascarenhas, quem tinha um olho era rei

Joana parece ter recebido a mesma classificação dos escravos vaqueiros, os de maior valor nos censos. No Alto Sertão, Bahia, poucos inventários listavam as ocupações escravas e ainda menos escrituras comerciais e cartas de alforria.312 Dos escravos de Florentino Mascarenhas, quatro eram agricultores, dois trabalhadores domésticos e dois vaqueiros. Os valores dos escravos agrícolas coincidiam com os dos escravos domésticos de Constância e Martinha, cada um visto como consubstanciado nas Primeiras Constituições da Arquidiocese da Bahia, publicadas em 1719 na cidade de Coimbra e reeditadas em meados do século XIX. no brasil.

Dos escravos de propriedade de Maria Mascarenhas, o único nessa faixa etária era o mestiço Fiandres, de 33 anos. Dos escravos pertencentes à família Mascarenhas, o que recebeu maior valorização foi um conto e trezentos mil réis). No inventário de Maria Mascarenhas há um apêndice de 1872 com as ocupações de seus escravos, ano em que já vigorava a obrigatoriedade dos proprietários de escravos registrarem a inscrição de seus escravos no registro civil com as ocupações adequadas.

Uma tabela referente ao período de 1850 a 1888, com as ocupações dos escravos na região de Itaberaba encontradas em inventários, procurações, escrituras, testamentos e cartas de alforria, mostrou os seguintes resultados: 63 na lavoura, 19 domésticos, 10 na agricultura, quatro costureiras, quatro vaqueiros, um chiclete, dois de qualquer serviço e dois realizavam outros serviços. Portanto, o enfraquecimento dos escravos tanto na agricultura como na pecuária não era um problema para a realização de suas atividades. Há outra circular de 1886, do mesmo remetente, na qual se solicita à Junta da Vila do Orobó que envie ao Juiz dos Órfãos a classificação dos escravos beneficiários da sétima cota do Fundo de Emancipação.328 Não há mais informações sobre outras cotas. , nem se os escravos mencionados nesta pesquisa eram beneficiados pelo Fundo de Emancipação.

Tabela VIII
Tabela VIII

CONSIDERAÇÕES FINAIS

2 Antonio Marcellino de Figueiredo Mascarenhas 62 anos casado comerciante sim 400$000 qualifica 3 Antonio Bernardo dos Santos 54 anos casado comerciante sim 200$000 qualifica. 19 Aristides José das Neves 27 anos, agricultor solteiro sim 400$000 qualifica 20 Antonio Pereira da Costa 37 anos casado empresário sim 400$000 qualifica 21 Antonio Olympio Mascarenhas 30 anos casado empresário sim 600$0200 casado 32io anos Antonio Possidon habilita 32io anos Empresário Sim 500 $ 000 Elegível 23 Alexandre de Figueiredo Mascarenhas 30 anos Casado Artista Sim 200 $ 000 Elegível 24 Emiliano de figueiredo Mascarenhas 25 anos Artista Solteiro Sim 200 $ 000 Elegível 25 Francklin de Meneses Fraga 30 anos Casado Criador Sim 600 $ 000 Elegível. 67 Marcos Cassiano Ferreira, 55 anos, agricultor casado, não tem direito a 200$000 68 Manoel Bento do Nascimento, 32 anos, empresário casado, não tem direito a 200$000 69 Marcolino Bento do Nascimento, 25 anos, empresário solteiro, não tem direito a 200$000 anos, solteiro, fazendeiro 400$000 Perhanazio na elegibilidade não qualifica US$ 200.000.

Imagem

FIGURA  1  –  Mapa  –  Território  de  Identidade  do  Piemonte  do  Paraguaçu  –  Bahia,  2006
FIGURA 2 – Mapa dos Vales do Paraguaçu e do Jacuípe (1850-1877)
FIGURA 3 – Caminhos do gado e pastagens (1850-1889)
Figura  5  –  Mapa  da  Região  entre  os  rios  Jacuípe  e  Paraguaçu  –  Século  XVI
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Referências

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