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Dissertacao Fernando

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Academic year: 2023

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Downstream of the experiment, the decrease in the concentrations of some elements was verified, which improved the amount of water for irrigation. Seepage has been reduced by 20% compared to the basin average, partly influenced by the settling of the sediments.

INTRODUÇÃO

Nesse caso, podem ser utilizadas as chamadas bacias experimentais, que ao serem caracterizadas, geram dados ou modelos que podem ser extrapolados para outras bacias. Se assumirmos que o assoreamento e a ocupação por macófitas podem ser fatores limitantes para a expansão das áreas irrigadas, a escolha da bacia experimental estudada foi influenciada pela necessidade de expansão da área irrigada de um assentamento implantado pelo governo do estado através da CESP de 1984, onde foi avaliada a variação da vazão e qualidade da água em dois pontos de controle.

FIGURA 1 - Ilustração da situação ideal (A) e da atual (B) de um talvegue e lençol freático, resultado do assoreamento dos leitos, adaptada de LIMA & ZAKIA (2000).
FIGURA 1 - Ilustração da situação ideal (A) e da atual (B) de um talvegue e lençol freático, resultado do assoreamento dos leitos, adaptada de LIMA & ZAKIA (2000).

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

  • Microbacias
  • Microbacias e escoamento
  • Hidrologia de vertentes e zonas ripárias
  • Macrófitas aquáticas

O processo de evapotranspiração é responsável pelo consumo de grande parte da água que vem na forma de precipitação. Nas florestas, por terem maior transpiração e maior profundidade de ação das raízes, o esgotamento da água do solo ocorre mais rapidamente.

FIGURA 2 - Vazão em função do tempo de micro bacia do Rio San Juan na Nicarágua (MINISTERIO DEL AMBIENTE Y ENERGIA - MINAE & MINISTERIO DEL AMBIENTE Y RECURSOS NATURALES – MARENA, 1997).
FIGURA 2 - Vazão em função do tempo de micro bacia do Rio San Juan na Nicarágua (MINISTERIO DEL AMBIENTE Y ENERGIA - MINAE & MINISTERIO DEL AMBIENTE Y RECURSOS NATURALES – MARENA, 1997).

MATERIAL E MÉTODOS

  • Condições edafoclimáticas
  • Características da bacia e da área experimental
  • Balanço hídrico
    • Precipitação
    • Vazão
    • Evapotranspiração
  • Qualidade da água
    • pH
    • Turbidez
    • Condutividade elétrica
    • Ferro total
    • Dureza total
    • Cálcio
    • Magnésio
    • Sólidos totais e solúveis
    • Oxigênio dissolvido
  • Macrófitas aquáticas

Devido à sua importância no comportamento hidrológico da bacia experimental, algumas características fisiográficas estão descritas na TABELA 3 e as medidas utilizadas no cálculo das características, retiradas do mapa do município de Ilha Solteira - PS (ANEXO 14, FIGURAS 5 e 6). Adaptando a equação de equilíbrio para milímetros, o efeito de armazenamento de superfície da bacia experimental foi estimado usando a EQUAÇÃO 1, ilustrada na FIGURA 11. Vários fatores podem afetar a composição iônica dos corpos d'água, como a geologia da bacia e a pluviosidade.

FIGURA 4 - Localização do Município de Ilha Solteira no estado de São Paulo.
FIGURA 4 - Localização do Município de Ilha Solteira no estado de São Paulo.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Balanço hídrico

Segundo Lança & Rodrigues (2000), muito cuidado deve ser tomado ao inferir a diminuição ou aumento da vazão entre os intervalos diários com dados coletados em amostras aleatórias, pois estes podem não representar o balanço de massa na realidade, uma vez que as medições de vazão foram realizadas, todas juntas, em períodos de não precipitação, onde as vazões não são influenciadas pelo escoamento superficial direto, mas pelo lençol freático e armazenada pela água no solo que é distribuída. Como os valores de vazão foram coletados instantaneamente e em amostras aleatórias, em uma bacia com tempo de baixa concentração, não se pode esperar uma correlação perfeita com o total pluviométrico do período anterior entre as amostras. Para uma vazão típica em torno de 100m3/h e um comprimento total de leito de 2710m, foi estimada uma variação de vazão esperada no volume de controle, que tem 300 metros de comprimento.

Portanto, o balanço de massa só pode ser usado com um erro inferior a 11% nas medições de fluxo e com um intervalo de medição inferior a 1 hora. Medições de fluxo horárias foram feitas a montante e a jusante do volume de controle, obtendo os dados expressos na FIGURA 21. Com um fluxo típico de 100 m3/h e um erro na leitura da altura laminar de 2 mm, introduz-se um erro de 1,9%, permitindo medir as diferenças de fluxo na porção experimental.

Uma vez que ∆S deve ser positivo com uma taxa de fluxo aumentando ao longo do tempo e negativo caso contrário, pode-se esperar que a contribuição do nível do lençol freático para o talvegue no volume de controle seja inferior a 50 m3/h. Os dados existentes nas TABELAS 6 e 7 permitem avaliar o parâmetro de contribuição hídrica da bacia por metro de talvegue, onde a vazão média de 73,89 m3/h e um comprimento total do talvegue de 2.710,07 m resulta em uma contribuição média de 27,3 l/h/m do fundo do talvegue, em comparação com a contribuição do volume de controle que foi de 21,8 l/h/m, resultado de 6,56 m3/h em 300m, há um percentual de prêmio 20% menor que a média do leito total. 2002) em estudos estatísticos de previsões hidrométricas, comparou dois pontos de medição de riachos apenas com níveis fluviométricos e constatou que o regime hidrológico de uma bacia é determinado pelo seu. as características físicas e climáticas e os principais fatores são: a precipitação, que é o principal INPUT do balanço hidrológico, sua distribuição e a forma como ocorre; evaporação, que é diretamente responsável pela redução do escoamento superficial ao retirar uma grande quantidade de água da superfície e incorporá-la à atmosfera.

TABELA 5 - Dados de vazão por flutuador e dados meteorológicos coletados durante o experimento.
TABELA 5 - Dados de vazão por flutuador e dados meteorológicos coletados durante o experimento.

Qualidade de água

  • Relações macrófitas aquáticas e manancial
  • Condutividade elétrica
  • Ferro total
  • Magnésio / Cálcio / Dureza
  • Sólidos totais e solúveis
  • Turbidez
  • Oxigênio dissolvido e pH

A FIGURA 24 mostra as medidas de condutividade elétrica coletadas durante os trabalhos a montante e a jusante da área de teste em função da precipitação. A FIGURA 26 mostra as concentrações de ferro total coletadas durante os trabalhos a montante e a jusante da área de teste em função da precipitação. Pode-se observar que na diferença de concentração de ferro entre a entrada e a saída, expressa na FIGURA 28, com 23 disparos, 11 vezes houve fixação de ferro na sala de provas, 5 vezes os valores permaneceram constantes e 7 vezes houve descarga de ferro da sala de provas.

A FIGURA 29 mostra as concentrações de magnésio coletadas durante os trabalhos a montante e a jusante da área experimental em função da precipitação. Pode-se observar que na diferença de concentração de cálcio entre a entrada e a saída, expressa na FIGURA 32, em 23 disparos, 4 vezes houve fixação de cálcio na área experimental, 2 vezes os valores permaneceram constantes e 17 vezes houve descarga de cálcio da área experimental. A concentração de dureza total medida, mostrada na FIGURA 33, varia entre a entrada e a saída da zona experimental principalmente em função da diluição.

Em relação à diferença de concentração de dureza, entre entrada e saída, expressa na FIGURA 34, em 23 disparos, 3 vezes houve decantação na área experimental, 2 vezes os valores permaneceram constantes e 18 vezes houve emissão de dureza da área experimental. Pode-se observar que na diferença de concentração de solutos entre entrada e saída, expressa na FIGURA 37, em 23 disparos, houve 16 vezes sedimentação de solutos na área experimental, 2 vezes os valores foram constantes e 5 vezes houve descarga de solutos da área experimental. A FIGURA 38 mostra os valores de turbidez medidos durante os trabalhos a montante e a jusante da área de teste em função das chuvas.

Pode-se observar que na diferença dos valores de pH medidos entre a entrada e a saída, expressa na FIG. 41, em 23 gravações houve uma diminuição do valor do pH na área experimental 5 vezes, 1 vez os valores permaneceram constantes e 17 vezes houve um aumento no valor do pH da área experimental.

TABELA 9 – Correlação dos dados nos períodos totais, de seca e chuva.
TABELA 9 – Correlação dos dados nos períodos totais, de seca e chuva.

Importância

Observa-se na FIGURA 42 que à medida que as chuvas aumentam e transportam sedimentos e matéria orgânica para o leito, a demanda de oxigênio na área experimental aumenta com indícios de ser resultado da decomposição orgânica. Ao procurar significado socioeconômico relacionando zonas úmidas naturais à biodiversidade, recarga de aquíferos, manutenção da qualidade da água, melhoria do meio ambiente e reciclagem de gases e água, pode-se certamente avaliar as zonas úmidas naturais dentro de parâmetros econômicos diretos e indiretos. Esses usos são divididos em usos consuntivos, como: criação de animais, cultivos, captação de água para irrigação e abastecimento, e usos não consuntivos, como: pesca, turismo e lazer.

Segundo SAMPATH & YOUNG (1990), outra abordagem, especialmente importante do ponto de vista do planejamento da área irrigada e da expansão da oferta, pode ser feita em relação ao volume total de água que poderia ter sido. Este fato é muito importante, principalmente para o projeto Cinturão Verde, que apresenta carência de água para favorecer a expansão da área irrigada, e os lotes atualmente irrigados e abastecidos possuem captação de água através de poços. Se melhorarmos a qualidade da água e tivermos em conta um caudal de rega permitido de 70% de Q7.10, temos disponíveis 15,12 m3/h e 362,88 m3/dia, uma evaporação média de 4,08 milímetros com uma eficiência de rega de 90%, que só se consegue em sistemas de rega locais. 11,8 hectares de limão podem ser irrigados com produtividade de 56 ton/ha a R$ 55,00 a caixa de 24 kg e com 17 pessoas empregadas direta ou indiretamente, optando pela pupunheira, uma área de 11,4 hectares é irrigada com produtividade de 2,4 ton/ha chegando a R$.

Caso a água não tenha as propriedades desejadas, pode ser irrigada, mas com sistemas clássicos de irrigação por aspersão com 70% de eficiência, reduzindo as áreas irrigadas, a rentabilidade e a geração de empregos em 29,5%.

FIGURA 43 - Coleta típica de água e amostra de sedimentos retidos na tabôa.
FIGURA 43 - Coleta típica de água e amostra de sedimentos retidos na tabôa.

CONCLUSÃO

Assim, ao conectar sistemas de irrigação por aspersão com 70% de eficiência e irrigação localizada com 90% de eficiência, as áreas irrigadas de feijão, limão e pupunha, por exemplo, passarão de 5,5 para 7 hectares, de 9,2 para 11,8 hectares e de 8,9 para 11,4 hectares, respectivamente, ou em média 28,2%. Conclui-se então que as macrófitas aquáticas presentes na área experimental são uma resposta da natureza ao assoreamento, reduzindo a degradação da qualidade da água e melhorando os fatores socioeconômicos das áreas vizinhas. Verificou-se também que a barragem a montante da área experimental regula as concentrações a jusante em função das chuvas devido às altas concentrações de ferro, magnésio, cálcio, sólidos solúveis e suspensos.

Uma das propostas para melhorar a qualidade da água é reformar a barragem a montante da área experimental, que se encontra em condições críticas de assoreamento, o que já ameaça seu armazenamento, e possui vertedouro insuficiente e vertedouro que provoca transbordamento no pico das chuvas. Mais medições e análises de água são necessárias para estabelecer uma ligação entre a resposta hidrológica e os pulsos de chuva e para melhor caracterizar a relação entre a macrófita aquática e a fonte em questão. As medições de fluxo devem ser feitas por um método com erro instrumental inferior a 2%, sugerindo-se transbordamentos triangulares de 90° e coletas espaçadas de 15 minutos, tempo que permite um registro sensível das mudanças de fluxo ocorridas.

Zona de Bacia Hidrográfica, Córrego e Problemas de Várzea: Um Jornal de Revisão de Hidrologia, v. Laboratório e Manual de Teste de Campo para Irrigação e Drenagem. Balanço hídrico e clima para a região de Ilha Solteira, Estado de São Paulo CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA, XXIV. Qualidade da água para irrigação local, Poços de Caldas CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA, XXVII.

In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA, XXX, Foz de Iguaçu, 31 de julho a 3 de agosto de 2001-B. Aplicação à Ribeira de Alportel em Condições de Inundação”, in Recursos Hídricos, Revista da ABRH, 21.3, pp. A qualidade da água da bacia do Rio Cuiabá, da nascente à foz do porto cercado – Poconé Pantanal, Mato Grosso.

Caracterização de águas de lavagem de filtros rápidos de estações de tratamento de água e de sobrenadantes e sedimentos obtidos após experimentos de clarificação com polímero aniônico. A influência do fluxo convectivo e do tipo de sedimento na morfologia radicular em Typha domingensis: uma revisão. A influência do fluxo convectivo e do tipo de sedimento na morfologia radicular em Typha domingensis: uma revisão.

The influence of convective flow on rhizome length in Typha domingensis across a water depth gradient: a review.

Imagem

FIGURA 3 - Ocorrência da Typha em relação a profundidade laminar adaptada de BEGON et al (1996)
FIGURA 6 - Localização da bacia experimental na cidade de Ilha Solteira.
FIGURA 9 – Área experimental assoreada e coberta de vegetação aquática (volume de controle), contendo os pontos de coleta de dados
FIGURA 12 - Vista aérea da estação agroclimatológica utilizada neste trabalho com a identificação dos seus equipamentos.
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Referências

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