Bossi, Marcelo de Oliveira (col. rev.) CDD 323.4 Ficha catalográfica elaborada na biblioteca da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania - CRB-8ª 5791. A Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania com imenso prazer, através da Coordenação de Políticas para a Diversidade de Gênero, apresenta a cartilha “Diversidade sexual e cidadania LGBT”. Além de receber denúncias de discriminação por orientação sexual e identidade de gênero com base na legislação estadual e punição administrativa de atitudes homofóbicas e transfóbicas, entendemos que o papel do Estado é promover o pleno exercício da cidadania por meio da educação para a inclusão de todos pessoas.
A Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania possui órgãos que promovem os direitos e defendem a cidadania da população LGBT conforme descrito abaixo. A Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual (CPDS) foi instituída em 2009 pela Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania (SJDC), por meio do Decreto Estadual nº. A Comissão Intersecretaria de Defesa da Diversidade Sexual também foi instituída pelo Decreto Estadual nº e é formulado pela Secretaria de Justiça e Defesa para a cidadania por meio da coordenação de políticas de diversidade sexual.
Atualmente é composto por onze Secretarias de Estado que aprovaram propostas na II Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, a saber: Justiça e Defesa. Órgão colegiado e autônomo, vinculado à Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania por meio do CPDS, caracteriza-se por órgão de gestão pública, participação e controle social.
Sexo Biológico
Orientação Sexual
Bissexual: Pessoa que sente atração emocional e/ou sexual por pessoas de ambos os sexos.
Gênero
Os meninos deveriam gostar de azul e brincar com carrinhos de brinquedo, e as meninas deveriam gostar de rosa e brincar com bonecas. Esses comportamentos são moldados culturalmente, variam de acordo com a sociedade e não são “naturais”, o que significa que não nascem com uma pessoa. O fato de um homem nascer com pênis não significa que ele automaticamente vai gostar de futebol e “falar sacanagens”.
Além disso, nascer com vagina não torna a pessoa emotiva e vaidosa. Portanto, o que significa ser homem e o que significa ser mulher são construções sociais, e não comportamentos “naturais” que surgem das diferenças entre os sexos biológicos. Todos nós, independente do sexo biológico, combinamos traços e comportamentos considerados masculinos e femininos, cada um de uma forma diferente.
Identidade de Gênero
Mulher transexual (mulher trans ou transmulher) é aquela que nasceu biologicamente homem, mas possui identidade de gênero feminina e se identifica como mulher. Homem transexual (homem trans ou trans-homem) é alguém que nasceu com sexo biológico feminino, mas possui identidade de gênero masculina e se identifica como homem. Muitas travestis modificam seus corpos por meio de terapia hormonal, aplicações de silicone e/ou cirurgias plásticas, mas, em geral, não desejam se submeter à cirurgia de redesignação sexual (conhecida como "redesignação sexual").
As travestis possuem identidade de gênero feminina e por isso utiliza-se o artigo definido “A” para se referir a elas. Mas atenção, a prostituição não é crime e as trabalhadoras do sexo não devem ser discriminadas. Crossdresser: Pessoa que se veste com roupas do sexo oposto para vivenciar temporariamente papéis de gênero diferentes daqueles atribuídos ao seu sexo biológico, mas que geralmente não realiza modificações corporais e não estrutura uma identidade transexual ou travesti.
Drag Queen ou Transformista: Homem que se veste com roupas femininas extravagantes para atuar de forma artística, caricatural, performática e/ou profissional em shows e eventos. Drag King: Mulher que se veste com roupas masculinas para fins artísticos, performáticos e/ou profissionais. Transgênero: Terminologia normalmente utilizada para descrever pessoas que mudam de gênero, incluindo travestis, transexuais, travestis, drag queens/.
Porém, há pessoas que utilizam esse termo apenas para se referir a pessoas que não são travestis e nem transexuais, mas que vivenciam os papéis de gênero de uma forma pouco convencional. Aqueles que são biologicamente femininos e possuem identidade de gênero feminina, ou biologicamente masculinos e possuem identidade de gênero masculina.
Nome Social
É muito importante que o nome social seja respeitado, de acordo com a identidade de gênero, apesar da mudança de documento de identidade. Portanto, hoje existem decretos estaduais e municipais que garantem o direito de travestis e transexuais usarem seu nome social em órgãos públicos. O Estado de São Paulo garante o direito das travestis e transexuais de serem tratadas pelo seu nome social em todos os órgãos públicos da Administração Direta e Indireta do Estado, por meio do Decreto Estadual nº.
Homofobia
Transfobia
A atração afetivo-sexual não é uma escolha e sua definição como orientação sexual não pode ser influenciada por outras pessoas. Transexuais são pessoas que, por possuírem uma identidade de gênero que não corresponde ao seu sexo biológico, podem manifestar a necessidade de sofrer alterações corporais.
Homofobia Institucional
Direito à Igualdade
Direito à diferença
Principais marcos legais
De acordo com esta lei, ninguém será submetido a vergonha, humilhação, constrangimento, será impedido de ter acesso a locais públicos ou privados, será cobrado de outros preços ou serviços, será impedido de alugar imóvel para qualquer fim, será demitido ou deixará de trabalhar. ser contratado por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero.
Quem pode ser punido?
Quais as punições?
A homofobia e a transfobia são expressões de uma realidade que pode ser mudada através da conscientização e da promoção da cidadania. No caso de crimes contra a honra (injúrias, difamações, calúnias e ameaças), a denúncia também pode ser feita online: www.ssp.sp.gov.br/bo. LEI ESTADUAL N. Proíbe a discriminação contra portadores de HIV ou pessoas com AIDS e dá outras medidas.
Esta lei proíbe acções discriminatórias contra pessoas que vivem com VIH/SIDA, tais como buscando testes para detecção. A lei também proíbe a proibição de ingresso, matrícula ou matrícula em creches, escolas, centros esportivos ou culturais, programas, cursos e outros equipamentos de uso coletivo, em razão dessa condição. Altera a redação que proíbe qualquer forma de discriminação no acesso a elevadores em todos os edifícios residenciais, comerciais, industriais e multifamiliares públicos ou privados do estado de São Paulo, acrescentando os termos “orientação sexual” e “identidade de gênero”.
DECISÃO ESTADUAL N. Dispõe sobre o tratamento nominal de transexuais e travestis nos órgãos públicos do Estado de São Paulo e dispõe sobre medidas correlatas. Este decreto garante às pessoas transexuais e travestis o direito de optar pelo tratamento nominal nos atos e. Ao indicar a pessoa, seu nome social deverá constar em todos os documentos, registros, formulários e crachás, devendo os servidores tratá-la pelo nome indicado.
DECISÕES DO CEE Dispõe sobre a inclusão de nomes sociais nos cadastros escolares de instituições públicas e privadas do sistema de ensino do Estado de São Paulo e outras medidas similares. A discussão estabelece que as instituições vinculadas ao sistema de ensino do Estado de São Paulo, em relação à cidadania, aos direitos humanos, à diversidade, ao pluralismo e à dignidade humana, incluirão, a pedido dos interessados, além do nome civil , nome social das travestis e transexuais nos registros internos da escola. Fica determinado que o nome social seja comum na forma de endereço e acompanhe o nome civil nos registros e documentos internos da escola.
União Estável / Casamento Civil
O seu artigo 88.º garante a igualdade de tratamento dos casais do mesmo sexo no que diz respeito ao casamento e à conversão de uma relação estável em casamento e garante-lhes a igualdade de direitos. RESOLUÇÃO CNJ nº. Prevê a qualificação, a celebração do casamento civil ou a conversão da união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na prática, esta decisão nada mais é do que o reconhecimento de um casal do mesmo sexo como entidade familiar, tal como um casal heterossexual, o que pressupõe igualdade de direitos como relações estáveis.
Posteriormente, em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a Resolução nº 175/2013, proibindo que os cartórios se recusassem a celebrar casamentos civis ou a converter uniões estáveis em casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Além disso, poderá ser instaurado processo administrativo contra o funcionário que se recusou a celebrar ou anular a união estável.
Sistema Penitenciário
Outras legislações e atos normativos de interessede interesse
Resolução Conjunta nº. 1º de 15 de abril de 2014 – Conselho Nacional Antidiscriminação – Conselho Nacional de Política Criminal e Penal. Institui o Comitê Técnico de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e da População Transgênero - LGBT. No âmbito do SUS, estabelece uma política nacional de saúde integral para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
Autoriza a inclusão do nome social de psicólogas travestis e transexuais na Carteira de Identidade Profissional. Decreto nº. 55.839, de 18 de maio de 2010 – São Paulo define o Plano Estadual de Combate à Homofobia e de Promoção da Cidadania LGBT e oferece medidas semelhantes. Regulamenta a lei nº. 10.948, de 5 de novembro de 2001, que dispõe sobre as penalidades a serem aplicadas às práticas discriminatórias em razão das diretrizes.
Resolução nº 208, de 27 de outubro de 2009 – Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Presta atendimento médico integral à população de travestis, transexuais e pessoas com dificuldade de integração ou de adaptação mental e social ao seu sexo biológico. Princípios de Yogyakarta, de 9 de novembro de 2006 Documento elaborado por um grupo de especialistas em direitos humanos e apresentado às Nações Unidas, define princípios para a aplicação do direito internacional dos direitos humanos em relação à orientação sexual e identidade de género.
Reconhece a violência baseada no género como uma violação dos direitos humanos e responsabiliza o Estado pelo combate às diversas formas de violência doméstica. Reconhece que a violência baseada no género não depende da orientação sexual das vítimas e estende a protecção legal às relações formadas por mulheres lésbicas e bissexuais. Regulamenta a Lei nº de 5 de novembro de 2001, que dispõe sobre as penas a serem aplicadas na prática de discriminação em razão da orientação sexual, cria a Comissão Especial de Processamento e dá outras providências.