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DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO

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Academic year: 2023

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A História do Pensamento Geográfico compreende um campo de discussões teóricas, filosóficas, institucionais, epistemológicas e metodológicas. Neste sentido, não se trata, fundamentalmente, da História do Pensamento Geográfico, como tradicionalmente se concebe o conjunto de temas relacionados com o desenvolvimento científico da geografia.

F UNDAMENTOS HISTÓRICOS DA

GEOGRAFIA : CONTRIBUIÇÕES DO PENSAMENTO FILOSÓFICO

NA G RÉCIA ANTIGA

Ele criou um mapa do mundo habitado, introduziu o uso do relógio de sol na Grécia, mediu as distâncias entre as estrelas e calculou o seu tamanho. Ele criou um mapa com base nas informações descritas na época, que, apesar dos erros e distorções, lhe permitiu reconstruir uma nova visão do mundo.

VIAJANTE NATURALISTA E ENTUSIASTA DA HARMONIA DA NATUREZA

O método comparativo que permite generalizações universais e a perspectiva histórica da evolução, em detrimento de uma natureza imutável, são as maiores contribuições de Humboldt para a ciência segundo Capel (2007, p.17). A parte estética, como observamos, pode ser atribuída às influências de Schiller, sendo também possível atribuir, segundo Vitte (2007), influências kantianas, demonstradas por Capel (2007, p.18), a partir da aceitação da filosofia kantiana. de Humboldt. a distinção entre “sistemas da natureza” e “descrições da natureza”.

Figura 1 – Forma de representação clássica de Alexander Von Humboldt sobre conexões de fenômenos
Figura 1 – Forma de representação clássica de Alexander Von Humboldt sobre conexões de fenômenos

O ESPAÇO EM K ANT

E SUAS CONTRIBUIÇÕES NA DEFINIÇÃO DO CONCEITO DE REGIÃO

A singularidade do conceito de espaço de Kant baseia-se, portanto, nas sensações externas, isto é, no que Kant chama de intuição pura. A contribuição de Kant para o conceito de região veio especial e principalmente de suas afirmações a respeito da organização do conhecimento humano.

A GEOGRAFIA ESCOLAR NO B RASIL

DE 1549 ATÉ A DÉCADA DE 1960

Nesse contexto, desenvolvemos pesquisas cujo foco é a trajetória da geografia nas escolas primárias. Ao tratarmos do conhecimento sobre a história da geografia como disciplina escolar, pretendemos contribuir para esclarecer a articulação entre ciência de referência e métodos de ensino. Para iniciar nossa discussão sobre a trajetória da geografia escolar, apresentamos este capítulo que, com base em uma extensa revisão de literatura, busca estabelecer uma periodização para o ensino de geografia escolar.

Esta forma parecia mais adequada para explicar a relação entre os dois tipos de conhecimento geográfico. Tabela 1 – Tabela de periodização da trajetória da geografia escolar no Brasil Período Período Motivo da divisão. Goodson (1990) analisa brevemente a influência dos fatores externos que intervêm no processo dinâmico de consolidação da geografia.

Nossos estudos sobre a história da geografia como disciplina escolar no Brasil apontaram para uma trajetória muito semelhante à apresentada por Goodson (1990) na Inglaterra. Na perspectiva de que a escola trabalha com conhecimentos considerados “úteis” em determinado contexto histórico, o autor apresenta três fases do processo histórico para constituir a geografia como “disciplina” escolar.

D OS MODELOS À EXPLICAÇÃO

A N OVA G EOGRAFIA EM D AVID H ARVEY

Na Universidade de Cambridge, Harvey formou-se geógrafo em 1957 e recebeu seu doutorado em 1961. A interpretação em Geografia é o resultado de quase uma década de ensino de graduação na Universidade de Bristol sobre uma "nova base científica" para o trabalho em geografias, e nada menos que isso, o resultado de discussões com colegas na Suécia e nos EUA, já que Harvey estava fazendo um pós-doutorado na Universidade de Uppsala entre 1960 e 1961 e muito provavelmente tomou consciência do aspecto da nova geografia que o espaço-temporal a visão dos primeiros trabalhos de Hägerstrand estava se desenvolvendo na Suécia. 1 Tradução do autor: "O ponto principal é que o Departamento de Geografia da Universidade de Cambridge, durante o período em que Harvey era estudante, e mais tarde a Universidade de Bristol, onde Harvey era um jovem professor, eram o 'ponto da verdade', que isto é, vários locais, desde números inicialmente pequenos na Europa e América do Norte, onde em meados da década de 1960 as práticas geográficas foram transformadas em semelhanças.

É sob o “ato contínuo de escolha e a constante reserva de julgamento”, palavras de Lawrence Durrell, que Harvey abre o capítulo. É, portanto, claro que a forma de explicação especial que Harvey quer apresentar é a “explicação racional”, a explicação científica: explicações que podem ser verificadas por outros porque os procedimentos envolvidos na sua produção podem ser repetidos e/ou abertos à crítica. . testando.. É importante notar que Harvey não vê distinção entre as estruturas metodológicas da chamada 'geografia física' e da 'geografia humana', pois ambas fazem parte da ciência e, portanto, devem seguir a linguagem do método científico.

A formulação teórica é uma questão fundamental e esta foi uma contribuição importante para a forma como Harvey coloca esta questão. Apesar do caráter estritamente didático e da atitude, em princípio, apolítica e “neutra” que permeia toda a obra, bem diferente dos demais livros do autor que se seguirão à Explicação, a grande contribuição que Harvey dá à geografia, mas mais do que isso, à uma geografia pragmática que no partido da ideologia de “esquerda” possa ter o caminho pavimentado para a ação, visando construir uma sociedade mais igualitária, reduzindo as diferenças regionais e utilizando todo o rigor e precisão científica para realizar a engenharia social.

Q UINZE BONS ARGUMENTOS

CONTRA A GEOGRAFIA TEORÉTICA ;

QUATORZE CONTRA - ARGUMENTOS

MELHORES AINDA ( OU QUANDO

O QUANTITATIVO NADA QUER DIZER )

Como exemplos de “contradição”: a economia de mercado dependente da escassez; "a continuação do capitalismo", que necessita (estruturalmente) de "deterioração das condições sociais" (e aqui o papel das relações institucionais) [Har:8,10]. Em vez disso, não há nada além de uma análise (na verdade) rigorosa (mas) de “suposições muito triviais” [Har:3]. Os retornos que o “método científico” traz às ciências físicas não são vistos nas disciplinas centradas no ser humano, uma vez que o empirismo lógico (que exige verificação experimental ou “verdades por definição”) não é adequado ao tratamento das emoções humanas – que, através da método, acaba fatalmente reificado.

Um exemplo do “privilégio” concedido diz respeito aos modelos quantitativos, que como operadores de funções de otimização podem dar a impressão (mas apenas aparentemente) de que seriam compatíveis precisamente com os pressupostos de um materialismo produtivista. Dito que, para dizer o mínimo, foi efêmero e, portanto, expressamente de “equilíbrios dinâmicos” – sempre à mercê de contingências e oscilações (entrópicas/neguentrópicas) do ambiente. Por serem “sistemas abertos” (isto é, com múltiplos fluxos que facilitam o adiamento de uma perturbação insustentável), os seus estados de “estabilidade” seriam melhor descritos como reflexões provisórias de um ajuste entre a energia absorvida (magnitude/frequência) e as circunstâncias. capacidade - taxa de absorção (flexibilidade/amplitude).

Grande parte do esforço diligente para “equalizar” as ciências exatas foi explicada por um complexo de inferioridade (sempre presente entre os estudiosos das humanidades). A "ciência" e a utilidade dos números são descobertas através da geografia quantitativa (aqui ironicamente chamada de "teórica").

P ENSAMENTO G EOGRÁFICO

A história da ciência está repleta de obras que revelam seu desenvolvimento e finalidades, seja na natureza, na sociedade e até mesmo em sua própria história, mas pouco se entende sobre a influência dessas histórias na trajetória do pensamento científico. Embora o interesse pelo conteúdo dos debates em torno da história da ciência e da epistemologia tenha sido significativo para a geografia nas últimas décadas, não foi suficiente para superar o caráter descritivo e comemorativo da História do Pensamento Geográfico. A história da ciência também desempenha um papel essencial na reestruturação dos domínios do conhecimento, dando aos cientistas uma noção de si próprios, das comunidades a que pertencem e do significado do seu trabalho.

A divisão que se impõe à história da ciência não é determinada apenas pelos objetivos e pelo público a que se destina. Reconstruir a trajetória da ciência não cumpre mais o papel de legitimar princípios. A tentativa de redefinir a trajetória dos fatos e das ideias, em direção ao presente, caracteriza a tomada de decisões políticas face à história da ciência e, portanto, uma relação de poder com o passado.

A coerência entre os propósitos da ciência e a construção da sua imagem é vista como algo necessário à sua unidade. A procura de um antecessor, a celebração das suas descobertas e as relações de poder estabelecidas com o passado revelam, por um lado, a sua função de legitimação da ciência, e por outro lado, as influências que a história da ciência tem nas comunidades científicas e formas gerais de disseminação do conhecimento.

A S POSSIBILIDADES DE APLICAÇÃO DO MÉTODO DE ANÁLISE REGRESSIVO -

GEOGRAFIA URBANA

Tanto na busca quanto na análise do “marco” da mudança, devemos estar atentos, pois é a partir do momento histórico em que a reprodução das relações sociais de produção assume um significado diferente que a globalidade do espaço é capaz para transformar-se manifesto. Na perspectiva do espaço como produto e condição das relações sociais de produção, Ortigoza revela a essência das formas comerciais de alimentação, e busca através do cotidiano dos metropolitanos compreender o que leva as pessoas a “comer fora de casa”. - Opção. Insistir na lógica dominante é construir um espaço que seja palco de conflitos, onde as possibilidades do futuro apontarão para a transgressão, a invenção, a superação que acabará por produzir o espaço para a reprodução da vida: a apropriação. ibidem, p.465) O método em questão contribuiu especialmente para a compreensão do objeto de estudo e seu movimento na história, o que de fato possibilitou uma dissolução das complexidades envolvidas no centro da metrópole paulista, no tempo e no espaço.

Detectamos esses conflitos através da análise de estratégias de apropriação do espaço. O aprofundamento teórico-metodológico e o estudo da realidade específica manifesta-se atualmente através da análise do espaço geográfico a partir do objeto de estudo – cooperativas de coleta e seu objeto de troca: os materiais recicláveis. Muitos desses estudos basearam-se numa articulação dialética entre as relações sociais de produção e a reprodução do espaço para chegar a uma análise crítica do urbano.

A vida cotidiana como categoria de análise geográfica provoca reflexão sobre o uso social do espaço e, assim, considera-se também o significado mais amplo de sua reprodução. O centro vive - O espetáculo da revalorização do centro de São Paulo: sobrevivência do capitalismo e apropriação do espaço.

R IQUEZA E MISÉRIA DO CICLO DA

BORRACHA NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

UM OLHAR GEOGRÁFICO POR INTERMÉDIO DE E UCLIDES DA C UNHA

Um cientista francês relatou o uso da borracha pelos índios do rio Napo e do Amazonas, incluindo o uso dos portugueses, principalmente de seringas, bombas de borracha que não necessitavam de pistão. Apesar das oscilações dos preços internacionais, como as exportações e os preços da borracha amazônica, que chegaram ao final do século XIX em alta. Tocantins (1982, p. 96) afirma que: “A ilusão do lucro espetacular controlava psicologicamente a população, ilusão que tem sido uma constante na história econômica da borracha”.

A primeira fase da economia da borracha desenvolveu-se inteiramente na região amazônica e foi caracterizada pelos grandes problemas que o meio ambiente apresentava. É também Furtado (1970, p.131-2) quem, ao analisar a problemática do trabalho no final do século XIX, explica que a imigração aparentemente estrangeira, que se dirigiu para a zona cafeeira do Sul -Sudeste do Brasil, deixando o excedente populacional do Nordeste disponível para a expansão da produção de borracha. Benchimol (1977, p.182) lembra que a grande imigração de nordestinos para a Amazônia coincidiu, por um lado, com a grande seca de 1877 no Nordeste, e por outro, com a elevação dos preços da borracha nos mercados internacionais. . .

Não se pode esquecer que a extração da borracha criou os alicerces da sociedade amazônica, ainda hoje observada. Através de Belém e Manaus, o capital internacional, em colaboração com as elites burguesas regionais, comandou todo o sistema de extração da borracha amazônica.

Imagem

Figura 1 – Forma de representação clássica de Alexander Von Humboldt sobre conexões de fenômenos

Referências

Documentos relacionados

Neste sentido a análise do uso do cinema como documento possível no ensino de história, análise de depoimentos de professores e análise da didática do ensino de