Najberg e Vieira (1996) elaboraram um trabalho em que escolheram os setores-chave da economia brasileira, tanto em termos de geração de empregos quanto de utilização de insumos importados. Uma política governamental de emergência para criar empregos não deve esquecer o lado externo da economia e o sector exportador.
2 - REGIONALISMO VERSUS MULTILATERALISMO
Esta foi a resposta norte-americana à decisão de criar uma zona de livre comércio na América do Sul, cuja liderança, tudo indica, seria o Brasil. Uma zeragem de tarifas implicaria certamente o desvio do comércio do Brasil para os EUA pelos seus parceiros comerciais latino-americanos.
3 - PERFIL COMPARATIVO
DAS EXPORTAÇÕES GAÚCHAS
As exportações de produtos manufaturados do Brasil representam cerca de 56% do total das exportações do país, enquanto o bloco dos EUA recebe pelo menos cerca de 44% do total das exportações do Brasil. Em 1998, esse bloco absorveu aproximadamente 62% das exportações paulistas, quando considerados apenas os trinta principais países de destino.
4 - UMA POLÍTICA COMERCIAL PARA O RIO GRANDE DO SUL
Por outro lado, a adoção de uma política comercial agrícola comum (PAC) para o Mercosul, enquanto não houver harmonização cambial no bloco, pouco contribuiria para aumentar o poder de barganha dos produtores gaúchos no mercado de consumo externo. mercados para os produtos agrícolas do estado (especialmente Europa e Ásia). E as discussões sobre estratégias de desenvolvimento regional, política industrial e aumento das exportações devem considerá-las como componentes potenciais de um processo para melhorar a agenda de exportações do estado. Assim, para certos tipos de produtos agrícolas exportáveis, as infra-estruturas e os serviços de comercialização também estão sujeitos a economias de escala, o que afecta o processo de diversificação das exportações.
Outro aspecto que também deve ser levado em conta na formulação da política comercial, tanto nacional quanto estadual, está relacionado ao grau de concentração das exportações em poucas empresas. Portanto, no quadro da política comercial, a promoção da diversificação das exportações também deve ser combinada com a promoção da entrada de novas empresas exportadoras, uma vez que o pequeno número de empresas que representam grande parte das exportações dificulta a diversificação destas últimas. . Apesar da concentração das exportações num pequeno número de empresas, a atenção deverá também estar voltada para a consolidação de novas empresas exportadoras, paralelamente ao processo de desconcentração das vendas para o exterior através do aumento do número de empresas que operam no mercado externo. .
Para o IEDI, o aumento quantitativo e qualitativo das exportações pressupõe a implementação de uma política de exportações adequada.
CONCLUSÕES
O estudo dos rumos das relações comerciais no RS (comércio global ou regionalismo) apontou a facilidade de manutenção de uma política multilateral por parte do Brasil. Ou seja, além de uma possível invasão de produtos industrializados pelos EUA – o que certamente prejudicaria a produção brasileira dos mesmos –, do lado das exportações, o Brasil teria dificuldade em eliminar o imposto de importação na América do Norte. mercado para alguns dos seus produtos destinados a esse mercado. A partir da análise do perfil comparativo das exportações gaúchas, pode-se concluir que, nos últimos anos da década de 90, houve aumento da participação da ALADI no total exportado pelo estado.
Embora as principais linhas da política comercial, como fixação de taxas de câmbio, fixação de tarifas, acordos de integração, solução de controvérsias, etc., sejam definidas no nível federal, algumas medidas podem ser tomadas pelos governos estaduais e possivelmente pelos municípios, com o objetivo de facilitar a introdução internacional de uma determinada região. Promover a formação e consolidação de clusters, especialmente em sectores-chave relacionados com a criação de emprego, através do desenvolvimento de uma infra-estrutura que apoie a integração vertical e a concentração geográfica das empresas relacionadas com o sector. Daí a recomendação de uma política multilateral para o RS, visto que a lista de exportações estaduais não apresenta alto grau de concentração em nenhuma delas (bens básicos, semiprocessados e processados).
E o desenvolvimento de uma política comercial por parte das autoridades económicas não pode ignorar o papel do Estado como promotor do desenvolvimento económico.
ANEXOS
Tabelas
Exportações paulistas de produtos de açúcar e de confeitaria (Capítulo 17 da NCM) para países selecionados — 1997 e 1998. Exportações paulistas de aeronaves e outros aparelhos aeronáuticos ou espaciais (Capítulo 88 da NCM) para países selecionados — 1997 e 1998 Exportações mineiras de café, chá, ervas e especiarias (Capítulo 09 da NCM) para países selecionados — 1997 e 1998.
Exportações de Minas Gerais de ferro fundido, ferro e aço (Capítulo 72 NCM) para países selecionados — 1997 e 1998. Exportações do Paraná de gorduras, óleos e ceras animais ou vegetais (Capítulo 15 NCM) para países selecionados do país — 1997 e 1998. Exportações de Exportações de madeira, carvão vegetal e produtos de madeira (Capítulo 44 NCM) para países selecionados — 1997 e 1998.
Exportação de madeira, carvão vegetal e produtos derivados de madeira de Santa Catarina (Capítulo 44 da NCM) para países selecionados — 1997 e 1998. Exportação de determinados produtos incluídos no programa especial de exportação (PEE) implementado pela República da Eslovênia e pelo Brasil em 1998. a) exportar do RS. Exportação de alguns produtos incluídos no Programa Especial de Exportação (PEE), implementado em 1998 pela República da Eslovénia e pelo Brasil. b) exportação do Brasil.
Principais mecanismos de apoio às exportações
Lançado em 08/09/98, o Programa Especial de Exportação (PEE) reúne esforços dos governos federal e estadual, além do setor privado, com o objetivo de buscar maior eficiência nos esforços de exportação. Além disso, o PEE “(..) está estruturado para identificar os empreendimentos a serem geridos, tanto os que incluem atividades de apoio consideradas prioritárias, como os setores produtivos com potencial exportador” (Com. Entre os setores selecionados, destacam-se: preciosos pedras e metais preciosos; pedras ornamentais; roupas e confecções; carne de frango; cosméticos e perfumaria; chocolates e confeitaria; móveis;.
As atividades de apoio consideradas essenciais para aumentar as vendas externas dos produtos selecionados foram listadas a seguir: financiamento às exportações; promoção comercial; qualidade e tecnologia; gestão empresarial e cultura exportadora; empresas comerciais; logística; acesso aos mercados; gestão pública; ajuste das regras tributárias; ajuste das taxas de câmbio; investimento para exportação; e Assuntos Trabalhistas (Com. Ext.: Inf. BB, 1998). De acordo com o PEE, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil (BB) e outras instituições oficiais e privadas tomaram medidas em relação promoção das exportações dirigidas sobretudo às pequenas e médias empresas. Dentre os mecanismos de apoio às exportações instituídos no país, destacam-se os seguintes.
ACC mais Proex
ACC mais BNDES-exim
ACC Rural
ACC Indireto
2 - Programa de Financiamento às Exportações
A equalização de juros é uma modalidade de crédito aos exportadores ou importadores de bens e serviços brasileiros, realizado por instituições financeiras, onde o Proex paga parte dos custos financeiros, tornando-os equivalentes aos do mercado internacional. Cerca de 95% dos bens classificados pela Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) podem obter financiamento do Proex. Isto pode financiar até 85% do valor da exportação, sendo os restantes 15% pagos em dinheiro pelo importador ou financiados por um banco estrangeiro.
Dentro do Proex, o Banco do Brasil está desenvolvendo um programa para atrair investidores de áreas fortes de exportação no estado, como calçados de couro, máquinas e equipamentos, e para incentivar a formação de consórcios de exportação para pequenos empresários (Severo, 1999). Os segmentos que mais têm utilizado a linha de crédito criada pelo Proex são o setor de transportes, o setor agropecuário e máquinas e equipamentos, enquanto SP é o estado líder no ranking de países que mais concentram atividades de financiamento (mais de 60% do total de recursos), seguido por SC e ES. Por outro lado, o Proex – cujas linhas no RS também são operadas pelo BRDE – perdeu força no estado no primeiro semestre de 1999 como resultado da retirada de incentivos para determinados bens de consumo da lista de exportações do país para o Mercosul, com em face à pressão da Argentina.
Em fevereiro de 1999, para superar os conflitos comerciais com a Argentina, o governo brasileiro retirou itens de bens de consumo da lista do Proex, reduzindo os valores contratados pelo RS sob o guarda-chuva do Proex (Severo, 1999).
3 - BNDES-exim
No Brasil existem vários bancos comerciais, de investimento e de desenvolvimento e a Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame). As operações podem ser realizadas diretamente no BNDES ou por meio da rede de agentes financeiros autorizados, que inclui praticamente todos os bancos que operam no Brasil.”
5 - Câmbio Simplificado
6 - Seguro de Crédito à Exportação
7 - Drawback
Com escritórios em 80 países, o Trade Point é um programa criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para introduzir empresas no mercado internacional. Em Porto Alegre, o projeto é coordenado por iniciativa do Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Prefeitura, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul). , Associação Industrial do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS)” (SUPORTE.., 1999, p. 5).
9 - Programa Novos Pólos de Exportação
10 – Brazil Trade Net
11 - Agência de Promoção de Exportações
A Apex aposta em sectores prioritários e em projectos integrados que não só incluem marketing e participação em feiras e exposições, mas também aposta na formação de empresas. Estes segmentos também fazem parte de um conjunto de 10 setores selecionados para o programa Novos Pólos de Exportação (PNPE) do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo para os quais a APEX deve se esforçar para atender às suas necessidades de promoção comercial. A Agência financiará despesas relacionadas ao desenvolvimento de atividades nas diversas etapas do processo de formação de consórcios de exportação.
O projeto de consórcio exportador que a Apex pretende apoiar pode ser proposto por um conjunto de empresas e entidades profissionais que pretendam desenvolver atividades conjuntas, cujas características essenciais e objetivo sejam reunir pequenas empresas com interesse em exportar.” (Álvares , 1999, pág. 17). Um exemplo de consórcio de exportação apoiado pela Apex é o setor de vestuário, do qual participam oito países (Arruda, 1999). Em relação ao estado do RS, o Sebrae-RS – por meio do Programa Setorial Integrado de Exportações (Sebraexport) – em conjunto com a Apex está desenvolvendo um projeto setorial para desenvolver a capacidade exportadora de pequenas e médias empresas do Rio Grande. para Sul, onde os objectivos deste projecto são a procura e desenvolvimento de mercado.
A vantagem destes programas setoriais é a possibilidade de maior conhecimento de um grupo de empresas e não apenas de uma delas.
Estas etapas variam desde ações estratégicas mais amplas, execução e coordenação, correspondentes à pré-formação do consórcio, com a escolha das empresas, a forma jurídica de atuação, a composição do consórcio, até aquelas que visam consolidar o consórcio e fortalecer . consórcios, ou seja, a manutenção do próprio consórcio, o financiamento, a melhoria da oferta executável e a promoção direta das exportações.
13 - Incentivos fiscais
BIBLIOGRAFIA
REGIONALISMO Aberto na América Latina e no Caribe: integração econômica a serviço da transformação produtiva com equidade, El (1994). São Paulo e o Brasil enfrentam um mundo dividido em blocos: o Estado em busca de uma política de comércio exterior.
EDITORAÇÃO