Políticas públicas de trabalho: uma discussão sobre sua efetividade e a necessidade de ações específicas, a partir das características do mercado de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre / Míriam De Toni (coordenadora), Irene Maria S. Estudo de Raul Luís Assumpção Bastos, Políticas públicas de inserção de jovens no mercado de trabalho: a experiência do Programa.
DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE EMPREGO E RENDA
Introdução
Os dados da pesquisa especial sobre Trabalho Autônomo permitiram: (a) identificar o perfil do trabalhador autônomo; (b) aspectos do desempenho das atividades de trabalho autônomo; (c) as razões da inserção dos trabalhadores nesta forma típica de trabalho autônomo; (d) problemas enfrentados durante o trabalho; (e) conhecimento, utilização e avaliação dos instrumentos de apoio propostos pelas políticas públicas de trabalho e renda. Investe-se também na hipótese de que, apesar da importância do trabalho por conta própria como modalidade de inserção laboral, o apoio institucional a este segmento tem tido um alcance muito limitado, o que tem tido o impacto desejado nos problemas e fragilidades identificados pelos trabalhadores. , comprometido.
1 A evolução recente do trabalho informal
Grandes progressos nesta área ocorreram através da Conferência Internacional de Estatísticos do Trabalho, uma instituição que se reúne desde 1923, é afiliada à OIT e é responsável por estabelecer padrões internacionais para estatísticas do trabalho. Assim, foram selecionadas as categorias de trabalhadores que podem ser definidas de acordo com o conceito acima explicado, a saber: o autônomo, o proprietário de empresa familiar e o empregador com até cinco empregados, que hoje são genericamente chamados de trabalhadores informais ou informais. trabalhadores. às suas próprias custas.
2 Políticas públicas de emprego — algumas referências conceituais e históricas
Nesse momento, as políticas passaram da área do crescimento para a desregulamentação do mercado de trabalho e criaram empregos em condições precárias de inclusão em comparação com o padrão que prevaleceu no pós-guerra, especialmente nos países desenvolvidos, e que permaneceu conhecido como o estado de bem-estar social ou sociedade assalariada (Castel, 1998). Até então, o funcionamento do sistema público de emprego brasileiro estava efetivamente direcionado aos empregados ou àqueles que buscavam uma vaga no mercado de trabalho oficial.
3 Resultados da Pesquisa Especial Trabalho por Conta Própria: o comportamento das
Aspectos da realidade do trabalho informal na RMPA
Na situação inversa, existe um trabalhador independente que trabalha numa empresa com no máximo cinco trabalhadores (tabela 3). Para os autônomos, que trabalham em empresa com no máximo cinco funcionários, e para os que trabalham para o público fora de casa e sem local específico, o rendimento aumentou apenas no segundo biênio (51,3% e 28,4%, respectivamente).
A ocupação informal na perspectiva do trabalhador
- A escolha pelo trabalho autônomo e o perfil do trabalhador
- Problemas e identificação de instrumentos de apoio
- As políticas públicas e seu alcance junto ao segmento informal da economia
Proporção de trabalhadores independentes, por sexo, por forma de qualificação para o exercício de atividade independente, na RMPA — 2002 e 2006. Trabalhadores independentes que referiram conhecer os programas de apoio abaixo elencados na PGR — 2002 e 2006.
4 Considerações finais
Políticas de Emprego, Trabalho e Renda no Brasil: Desafios na Implantação de um Sistema Público, Integrado e Participativo. Abertura e Ajustamento do Mercado de Trabalho no Brasil: Políticas para Conciliar Desafios de Emprego e Competitividade.
CONTRATAÇÃO FLEXIBILIZADA
ELEVADA PRECARIZAÇÃO INDICA NECESSIDADE DE CONCILIAR
1 Introdução
Acredita-se, portanto, que as condições que caracterizam o segmento de trabalhadores com contratação flexível suscitam reflexões no sentido de fundamentar a necessidade de políticas públicas de trabalho dirigidas a estes trabalhadores como um todo, com o objetivo de alcançar, através do trabalho, uma melhor situação social. inserção deste grupo de indivíduos. 2 O PED-RMPA faz parte do sistema nacional de investigação regional que monitoriza a evolução dos principais indicadores dos mercados de trabalho metropolitanos do país – sistema PED.
2 Contratação flexibilizada: notas sobre conceito e operacionalização
Operacionalização do segmento de
PED-RMPA relativamente às formas de inserção dos trabalhadores no mercado de trabalho. Também são definidos outros dois segmentos de trabalhadores, contrabalançados pela análise e abrangendo relações de trabalho típicas e históricas do caso brasileiro – o segmento de inserção padrão (PI), que inclui fundamentalmente o trabalho remunerado legalizado. o mercado de trabalho informal. 7 Para dar apenas um exemplo: o contrato de trabalho a termo certo, que surgiu na década de 1990 como uma forma de contrato flexível (Chahad, 2003), não é examinado pelo PED.
3 Notas sobre as economias nacional e estadual a partir dos anos 90
O segundo período abrange os anos de 2000 a 2007 e revela um cenário mais favorável tanto para a economia como para o mercado de trabalho. Esta situação teve consequências positivas para o mercado de trabalho do estado, que também foi favorecido pela orientação político-partidária do governo que assumiu o estado durante o período do Partido Trabalhista. Como o período abrangido por este estudo termina em meados de 2008, os dados não reflectem os possíveis efeitos da crise no mercado de trabalho.
4 Trabalhadores com contratação flexibilizada: características e
Participação e evolução do segmento com contratação flexibilizada
A maioria dos colaboradores pertencia ao segmento de ativação standard, que abrangia mais de metade dos colaboradores no início do período (56,6%). O segmento de contratação flexível foi o único que apresentou crescimento no número de colaboradores em todos os subperíodos analisados e o segmento que registou o aumento mais pronunciado dos três segmentos em que se dividiu o grupo de colaboradores. A análise da evolução do mercado de trabalho da RMPA ao longo do período examinado mostrou que o único segmento que aumentou a sua participação no contingente de força de trabalho foi o segmento com recrutamento flexível, enquanto o oposto aconteceu para o segmento com recrutamento padrão, que contou com uma pequena participação experiente Uma recusa. .
Perfil dos trabalhadores com contratação flexibilizada
Na contratação flexível, apenas duas categorias de trabalhadores apresentaram níveis de escolaridade mais satisfatórios — profissionais universitários autônomos e funcionários do setor público sem contrato formal de trabalho. A proporção que não concluiu sequer o ensino fundamental também foi significativa, variando de 40,1%, entre os autônomos em empresas com menos de cinco empregados, a 25,7%, para os empregados do setor privado sem carteira assinada, com nomeação direta, em empresas com mais de cinco funcionários. Na verdade, os integrantes dessas categorias apresentavam níveis de escolaridade muito baixos, principalmente se comparados aos empregados do setor privado com carteira assinada na inserção padrão.
O baixo grau de proteção social
Ao detalhar a análise, verifica-se que entre os trabalhadores com emprego flexível 1, pouco mais de um terço (34,5%) contribuiu para a segurança social no início do período, proporção que subiu para 43,3% no final do período. Esta diferença é mais acentuada entre os trabalhadores independentes que trabalham em empresas com mais de cinco trabalhadores, onde as respetivas participações eram de 29,4% e 43,0%. Entre as categorias do segmento com emprego flexível, a contribuição para a segurança social é, como referido, bastante baixa entre os trabalhadores independentes que trabalham para uma empresa, e medidas deste tipo podem contribuir para ampliar o número de trabalhadores abrangidos pelo regime social. rede de proteção institucionalizada.17 .
Jornada de trabalho
Em contrapartida, entre os empregados do setor privado com emprego indireto, a jornada média de trabalho seguiu o padrão estabelecido para esta categoria, especialmente para aqueles com contrato de trabalho formal, que tiveram uma jornada média de trabalho de 44 horas semanais durante a maior parte do período. (Mesa 2). Assim, no último subperíodo, a proporção de trabalhadores que trabalharam mais tempo do que o tempo legal de trabalho foi ligeiramente inferior à do subperíodo 1. Ao analisar por género dos trabalhadores, o comportamento do horário de trabalho seguiu o padrão encontrado para toda a força de trabalho. em
O exíguo tempo médio de permanência no trabalho
A maior instabilidade laboral foi observada no segmento com emprego flexível, dado o curto tempo médio de permanência no trabalho – desta vez com uma média de pouco mais de três anos e meio na maior parte do período. Este facto é ainda mais marcante no emprego flexível 2, onde a duração média do trabalho foi inferior a três anos ao longo do período de estudo (variação em torno de 30 meses). No emprego flexível, a menor duração média de trabalho entre as mulheres ficou evidente em todas as categorias de trabalhadores.
Baixos rendimentos do trabalho
Se analisarmos o segmento com contratação flexível e considerarmos o primeiro período de análise, parece que este segmento foi o que apresentou o maior aumento no rendimento médio real. No CF2, o rendimento médio real por hora era relativamente baixo (R$ 4,13 para as mulheres e R$ 5,00 para os homens no oitavo subperíodo), em patamar bem inferior ao da inserção padrão 2 (R$ 6,43 e R$ 6,43 respectivamente R$ 6,89). ). No entanto, há que ter em conta que o rendimento médio do segmento de recrutamento flexível 2 ainda é o mais baixo entre os segmentos ocupacionais, porque a evolução mais favorável apenas conseguiu aumentar o valor do rendimento do sector informal tradicional para corresponder. nos últimos subperíodos.
5 Considerações finais
A reflexão proposta pode basear-se em dois eixos de discussão que se interligam: o centro do trabalho e o trabalho digno. Nesse sentido, ainda que as teses sobre o “fim do trabalho” (Gorz, 1987; Offe, 1989), mais voltadas para o contexto europeu, não tenham se difundido pela América Latina e pelo Brasil (De La Garza, 2000), acreditamos . se necessário, resgatar argumentos a favor do centro do trabalho, no sentido defendido por Castel (1998) e Schnapper (1998), entre outros. O resgate do conceito de trabalho decente é aqui importante, no sentido de que a equação da situação do mercado de trabalho deve incluir uma agenda na qual a promoção do trabalho decente sirva como referência básica.
Anexo
Distribuição percentual dos ocupados por formas de ingresso no mercado de trabalho e educação na RMV — subperíodo 8 (julho/06 a junho/08). Distribuição percentual de pessoas ocupadas com jornada de trabalho semanal superior a 44 horas, segundo ingresso no mercado de trabalho, na RMVS. Tipos específicos de contratos de trabalho em CLT e a flexibilização do mercado de trabalho brasileiro.
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA INSERÇÃO DOS JOVENS NO MERCADO
A segunda é que as políticas devem ter como objectivo aumentar a procura de trabalho remunerado, uma vez que o emprego é a categoria profissional essencial para as perspectivas de emprego dos jovens. Desta forma, a heterogeneidade, nos termos aqui mencionados, refere-se a segmentos desfavorecidos da população jovem, que mereceriam atenção específica nas políticas de integração no mercado de trabalho. A concepção de políticas para a inclusão dos jovens no mercado de trabalho ocorre normalmente a nível nacional.
2 O que mostram estudos recentes sobre as políticas públicas para inserção dos jovens
O período de implementação e o estado atual revelaram-se dimensões relevantes, a nível internacional, para o sucesso dos programas de introdução de jovens no mercado de trabalho (Betcherman et al., 2007, p. 61). Os programas de subsídios salariais para a introdução de jovens no mercado de trabalho tiveram efeitos positivos, especialmente nos países em transição2 e desenvolvidos (Betcherman et al., 2007, p. 42). Uma intervenção abrangente para a introdução dos jovens no mercado de trabalho é conhecida sob a forma de programas abrangentes (Betcherman et al., 2007, p. 48).
3 Uma experiência de política pública no
Brasil para inserção dos jovens no mercado de trabalho: o Programa Nacional de
Estímulo ao Primeiro Emprego (2003-07)
Portanto, o esforço activo mais importante do programa baseou-se no regime de subsídio salarial como instrumento para criar emprego para os jovens. Quanto ao número de empresas participantes do PNPE, de outubro de 2003 a abril de 2007 foram apenas 2.801, indicando uma possível falta de apelo do programa junto ao empresariado (Gráfico 4). Outro aspecto que se destacou nesta primeira avaliação geral do programa foi que seus resultados foram concentrados geograficamente, pois cerca de 67,0% dos empregos gerados estavam em quatro estados (Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina).
4 O segmento juvenil do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre
Aspectos demográficos e participação dos jovens no mercado de trabalho da RMPA
A repartição por género da PEA mostra que o declínio na participação dos jovens no mercado de trabalho, em comparação entre 2003 e 2007, ocorreu exclusivamente entre os homens jovens (-4,3%), com: estabilidade ocorrendo entre as mulheres jovens (Tabela 1). Comportamento discrepante entre os sexos, em termos de participação no mercado de trabalho, foi observado entre os jovens adultos, onde houve aumento da PEA entre as mulheres (2,9%) e uma pequena diminuição entre os homens (-1,0%). Ao analisar a evolução das taxas de participação juvenil por faixa etária, identificam-se diferenças claras entre jovens adolescentes e jovens adultos na RMPA (Tabela 1).
Jovens, estudo e trabalho na RMPA
Para ambos os sexos, parece ter havido uma mudança no sentido de melhorar os níveis de educação formal entre os jovens. Comparando os indivíduos por sexo, tanto entre adolescentes como entre adultos jovens, as mulheres apresentavam níveis de educação formal mais elevados em comparação com os homens. Assim, entre os jovens do sexo masculino, em 2003 a participação era mais elevada entre os indivíduos com ensino primário incompleto (84,7%) e em 2007 entre aqueles com ensino primário ao secundário completo (85,1%).
A situação ocupacional e os rendimentos dos jovens na RMPA
O emprego assalariado dos jovens tem maior proteção em relação ao dos adolescentes: entre os primeiros, o emprego formal como percentual da ocupação aumentou de 57,1% em 2003 para 60,5% em 2007; entre estes últimos, esse percentual caiu de 32,7% em 2003 para 28,9% em 2007. Quanto ao atributo escolaridade formal entre os jovens empregados na RMPA, aqueles com ensino médio completo até ensino superior incompleto representaram a maior parcela relativa, que é de 49,2% da ocupação em 2003 e 55,1% em 2007 (Tabela 9). Esse desempenho foi melhor que o dos adultos ocupados, entre os quais o rendimento médio real cresceu apenas 2,8%.
O desemprego juvenil na RMPA
Além desse aspecto, a taxa de desemprego entre os jovens adultos apresentou queda maior do que a dos adolescentes em relação a 2007. Nesse sentido, a taxa de desemprego entre os jovens com ensino médio completo ao superior incompleto foi de 24,0%. Taxa de desemprego de jovens de 16 a 24 anos, por escolaridade e sexo, na região metropolitana de Porto Alegre – 2003 e 2007.
5 Uma reflexão crítica sobre a experiência do PNPE no âmbito da Região Metropolitana de
Contingente de jovens que atendem aos critérios de qualificação do PNPE na região metropolitana de Porto Alegre — 2003-07. Ou seja, durante o período de 34 meses de implementação do EPI no Rio Grande do Sul, teve resultados muito mais pronunciados do que os resultados do PNPE durante 43 meses em nível nacional. Ou seja, cerca de 8.524 empresas que participaram do PNPE no Rio Grande do Sul eram de pequeno porte, o que é quase três vezes o total de empresas que participaram do PNPE em todo o país.
6 Considerações finais
O segmento jovem do mercado de trabalho na região Metropolitana de Porto Alegre: um estudo com ênfase na educação. A inserção dos jovens no mercado de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre: uma experiência caracterizada pela alta incidência de desemprego. O bom desempenho do mercado de trabalho da RMPA em 2005 beneficiou tanto mulheres como homens.