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DROGAS, DIREITOS HUMANOS E LAÇO SOCIAL

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Academic year: 2023

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Comissão Nacional de Direitos Humanos Pedro Paulo Gastalho de Bicalho (coordenador) Ana Luiza de Souza Castro (assessora do CFP) Anna Paula Uziel. Pensar os direitos humanos como produto da subjetividade é a afirmação de direitos locais, interrompidos, fragmentários, processuais, em constante construção, produzidos pelas nossas práticas e ações cotidianas. A força da prática dos direitos humanos reside na problematização da violência e da exclusão produzidas na sociedade.

A fiscalização nacional, coordenada pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, foi realizada em setembro de 2011, envolvendo os atuais vinte Conselhos Regionais de Psicologia, que fiscalizaram simultaneamente 68 unidades em vinte e cinco unidades federativas do país. com o apoio de numerosos parceiros locais.

VII SEMINÁRIO NACIONAL DE PSICOLOGIA DIREITOS HUMANOS

SEMINÁRIO ON-LINE: ASPECTOS TÉCNICOS E POLÍTICOS DA INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA

VII Seminário Nacional de

EM NOME DA PROTEÇÃO DO CUIDADO, QUE FORMAS DE

EM NOME DA PROTEÇÃO DO CUIDADO, QUE FORMAS DE SOFRIMENTO

O VII Seminário Nacional de Psicologia e Direitos Humanos deliberou sobre o tema “Drogas, direitos humanos e relações sociais”. 2 Coordenador da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e Professor do Instituto de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na verdade, esta lógica, que gerou debate durante os quinze anos da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, baseia-se na higiene.

A primeira fiscalização nacional da Comissão Nacional de Direitos Humanos foi realizada no âmbito dos chamados loucos e com base numa lógica subjacente à própria discussão da loucura que é o paradigma da razão.

DIREITOS HUMANOS, LAÇO

DIREITOS HUMANOS, LAÇO SOCIAL E DROGAS: POR UMA

DIREITOS HUMANOS, LAÇO SOCIAL E DROGAS: POR UMA POLÍTICA SOLIDÁRIA COM

7 A declaração de “guerra às drogas” foi feita nos EUA em 1971 pelo presidente Richard Nixon, que utilizou tal expressão pela primeira vez. A expressão “guerra às drogas” explicita, em seu nome, o quadro bélico que dá o tom do controle social exercido pelo sistema penal nas sociedades contemporâneas. A nociva, insana e sanguinária “guerra às drogas” – tão prejudicial, insana e sanguinária como qualquer outra guerra – não é efectivamente uma guerra contra as drogas.

Foi a confluência da negritude e do crime nos meios de comunicação social e no discurso político que permitiu a “guerra às drogas” e a expansão súbita e massiva do sistema prisional dos EUA.

POLÍTICA ATUAL DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS E

PERSPECTIVAS

POLÍTICA ATUAL DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS E PERSPECTIVAS

A autora discute o encontro da reforma psiquiátrica com a clínica da toxicomania, a redução de danos e a luta antimanicomial e seu confronto com as teses que sustentam a "política de combate ao crack, álcool e outras drogas" e seus eixos de articulação, de Em especial a confirmação da existência de uma epidemia de consumo de crack e as ações que tal hipótese pode suscitar. Começou uma política de redução de danos, revivendo algumas das ideias do Comité Rollerstone do início do século XX. A redução de danos seria uma política de saúde que visa reduzir as perdas biológicas, sociais e econômicas associadas ao uso de drogas, baseada no respeito ao indivíduo e ao seu direito de consumir drogas.

A primeira estratégia de redução de danos foi a troca de seringas e, a partir de então, uma difusão gradual de outras ideias e estratégias de redução de danos. Em relação ao consumo de álcool, diversas medidas de redução de danos são utilizadas, como a bem-sucedida campanha de prevenção “Se beber, não dirija”. Note-se que neste caso a proposta é a prevenção, ou seja, a redução de danos, pois o que é sugerido não significa abstinência.

A redução de danos aceita a inevitabilidade de algum nível de consumo de drogas na sociedade, porque as drogas existem, sempre existiram e continuarão a existir. A redução de danos destaca a importância da cooperação intersetorial, é multidisciplinar; a guerra às drogas segue uma direção política populista, prevê visibilidade e votos. A redução de danos é um novo paradigma que permeia todos os aspectos do trabalho na área de uso e abuso de substâncias psicoativas.

No Programa de Orientação e Assistência a Dependências (Proad), atuamos na área de prevenção e tratamento, o que significa que a redução de danos pode ser transversal a todos os tipos de estratégias de intervenção. A prevenção no paradigma da redução de danos adota a seguinte linha: em primeiro lugar, visa evitar o envolvimento com o uso de drogas; se houver envolvimento, o envolvimento precoce deve ser evitado.

POPULAÇÃO DE RUA E CONSUMO DE DROGAS

VULNERABILIDADES ASSOCIADAS

POPULAÇÃO DE RUA E

CONSUMO DE DROGAS: VULNERABILIDADES ASSOCIADAS

Precisamos ser mais honestos com nossos companheiros sem-teto. Na verdade, esta entidade ainda existe e se chama Pastoral de Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte. 37 Coordenação do Movimento Nacional da População em Rua/MNPR e representante do Conselho Nacional de Assistência Social/CNAS.

Esta não é uma característica apenas da população em situação de rua desta ou daquela cidade, nem do país. É a população em situação de rua, porque no Belvedere as pessoas trancam as portas dos quartos e fumam lá dentro porque é mais seguro. Eu tenho os usuários”, então quando falo do nosso movimento dá a impressão de que é o movimento da população em situação de rua.

E essa discussão sobre implementação de políticas para a população em situação de rua permeia essa busca pelo tratamento junto ao SUS, da dependência química da população em situação de rua. Nas nossas discussões, como guardião fiel, procurei e insisti repetidamente na separação entre os sem-abrigo e o consumo de drogas. Há uma questão muito importante relativa à população sem-abrigo e ao consumo de drogas, que se relaciona com a campanha que hoje lançaste “Em Nome da Protecção e do Cuidado” e que gostaria de discutir.

Se abrirmos mão da posição de quem sabe o que é bom para a população em situação de rua e para o usuário de drogas, iremos para o lugar onde a Psicologia é a zeladora, iremos para o lugar da escuta. Para se ter uma ideia, é muito difícil entender o conceito de moradia para moradores de rua.

CRIMINALIZAÇÃO

EFEITOS JURÍDICOS SOCIAIS E PENAIS

CRIMINALIZAÇÃO: EFEITOS JURÍDICOS SOCIAIS E PENAIS

  • Indispensáveis prolegômenos
  • O que diz a lei? O que diz a lenda?
  • Melhor defeito do que efeito dos diplomas legais antitóxicos 61 . Os efeitos desastrosos produzidos pelas políticas legais
  • Depois da pena para onde voltam?
  • Conclusões

Como lidar com o que se tornou um problema tão sério e violento desde o século passado. Mas a educação para a autonomia no que diz respeito às drogas, como no poema de Drummond de Andrade, tem um obstáculo no seu caminho – a doutrina da proibição. Apresentam maiores percentuais de consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, drogas permitidas por lei e menores percentuais de uso de drogas ilícitas.

Segundo esse autor, Freud teria declarado que a psicanálise, a política e a pedagogia seriam profissões impossíveis na medida em que contam com uma autonomia que ainda não existe, mas que já está em processo de criação da autonomia do sujeito. Castoriadis (1989) chama de autônoma uma sociedade que não só sabe explicitamente que criou as suas próprias leis, mas que se posicionou de forma a libertar a sua imaginação e ser capaz de mudar as suas instituições através da sua atividade coletiva, reflexiva e debatedora. A palavra proibida seria a primeira – nem todos têm o direito de dizer algo em qualquer circunstância quando se trata de drogas ilegais.

Cria o poder de inventar novas formas coletivas de lidar com o que se tornou um problema, trabalha para construir mecanismos de controle individuais e coletivos capazes de reduzir danos. Mais do que a prevenção visando alcançar a abstinência, devemos aprender a conviver com as drogas de forma consciente. Agora, é extremamente óbvio perceber que, se houver pena, estamos lidando com um comportamento criminalizado.

O triste é que em todo o país, independente do estado da federação – São. Sabemos que os medicamentos são falsos desde os tempos perdidos nos tempos em que se compravam e vendiam indulgências totais.

Seminário Online – Aspectos Técnicos e Políticos da

Internação Compulsória 19/10/2012

INTERNAÇÕES: ASPECTOS JURÍDICOS, POLÍTICOS E SUA

INTERFACE COM A SAÚDE MENTAL

INTERNAÇÕES: ASPECTOS

JURÍDICOS, POLÍTICOS E SUA INTERFACE COM A SAÚDE MENTAL

No quadro da criminalização das ações relacionadas com drogas ilícitas, o erro é ainda maior: mais do que não proteger a saúde, a intervenção do sistema penal traz danos e o risco de prejudicar a mesma saúde que falsamente afirma proteger. Ele também afirma que não há evidências de que esses centros sejam eficazes e benéficos para o tratamento da dependência de drogas. Portanto, existe um consenso internacional de que a força anda de mãos dadas com o abuso e que não é eficaz como método de tratamento.

Porque a comunicação no prazo de 72 horas é suficiente para o Ministério Público, que não é responsável por garantir os direitos individuais de tais pessoas, nem pelo seu manifesto interesse. Outra coisa que é muito importante notar é que não existe direito à proteção social: esta discussão é reservada exclusivamente ao Direito Penal. Que não existe o direito de não vivenciar conflitos familiares, ou o direito de não ver a miséria, ou o direito de não ver isso.

Quanto à internação obrigatória, mesmo que não esteja explicitada na lei, é apenas uma medida de segurança. Estas mesmas orientações deixam claro que não existe medicamento para o tratamento da toxicodependência, o que nos leva a concluir que a intervenção médica se justifica apenas no período agudo e crítico que o paciente enfrenta, ou seja, no curto período de uma únicos dias em que o paciente apresente intercorrências clínicas graves, existindo risco de vida comprovado e iminente e impossibilidade absoluta de manifestar vontade clara. Além disso, há problemas com investigações civis e ações civis quando as denúncias demoram muito, pois não há muitos profissionais atuando nas instituições responsáveis ​​por isso.

Uma pessoa foi proibida de morrer de fome por falta de política social, estrutura que felizmente melhorou neste país nos últimos anos. É outra forma de controle, diferente do controle social clássico, que não garante o retorno do direito penal.

DROGAS, CRIMINALIZAÇÃO E VIOLÊNCIA: ASPECTOS

DROGAS, CRIMINALIZAÇÃO E VIOLÊNCIA: ASPECTOS TÉCNICOS-POLÍTICOS

O enorme barulho em torno das drogas ilegais é acompanhado por um silêncio perigoso sobre os danos que as drogas legais causam. É, segundo este autor, um “sintoma de uma modernidade que tende não só a... Quando eu era morador de rua e não acreditava em mim mesmo, quando me achava a pior das piores pessoas e estava parado no fundo de um mercado que entrei lá em Salvador, um psicólogo, que a gente dizia ser meio maluco e que você se sente honrado em tê-la entre vocês, Carlita.

De forma alguma ela me pediu para mudar para ficar mais perto de mim. Por isso fiquei sem teto, por isso conheci a Febem, um país onde as crianças choram e as mães literalmente não veem nada. Por isso comecei a beber, por isso comecei a usar drogas.

Como diz nosso amigo, saí da rua, mas graças a Deus a rua não me abandonou, porque no dia em que eu tiver vergonha da minha história de vida, não poderei me olhar no espelho. O dia em que eu tiver vergonha de dizer que sou ex-morador de rua, o dia em que eu tiver vergonha de sentar com meus irmãos da rua, não serei digna de ser chamada de Lúcia. Foi engraçado que a assistente social da Arena Fonte Nova tenha dito: “Nunca encontramos um trabalho tão organizado como o seu”. E não temos diploma, só temos vontade de fazer acontecer.

Essa outra imagem é de um curso de inclusão digital, conseguimos fazer uma parceria com a Câmara Municipal, que fornece os computadores e treinamos o pessoal. Outra nota, 19 de março é o “Dia da Luta Nacional do Movimento dos Moradores de Rua” e estamos realizando uma vigília em memória dos nossos irmãos que ainda são mortos nas ruas.

Referências

Documentos relacionados

Dessa forma, a necessidade dos animais não-humanos serem classificados como sujeitos de direitos no Código Civil, é porque os animais não são “coisas” ou “bens”, mas sim