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Economia digital

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Academic year: 2023

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B862a Adesão das microempresas à economia digital: uma análise do segmento de beleza na cidade do Recife / Diego Muniz Soares de Brito. Portanto, a inclusão das microempresas na economia digital é crucial para que o segmento de beleza se mantenha competitivo e ativo. A economia digital está a transformar os negócios ao integrar recursos tecnológicos nos processos organizacionais com o objetivo de racionalizar a produção e comercialização de produtos e serviços.

Portanto, é nesse cenário que se apresenta a questão de pesquisa que norteou este Trabalho de Conclusão de Curso: Como as microempresas têm sido adotadas na economia digital.

Justificativa

Objetivos

Objetivo geral

Objetivos específicos

Estrutura do trabalho

Os microempreendimentos no Brasil

  • Classificação das micro e pequenas empresas
  • A representatividade dos microempreendimentos na economia brasileira
  • Sobrevivência e mortalidade dos microempreendimentos

Como pode ser observado na Tabela 4, os pequenos negócios respondem por pouco mais de um quarto (27%) do Produto Interno Bruto brasileiro. Estudos do Sebrae (2020a) comprovam que a participação das micro e pequenas empresas na produção das riquezas do país nos últimos 35 anos tem sido estável e crescente, como pode ser visto no gráfico 2. Como pode ser visto no gráfico 3, acima , de 2006 a 2019, as micro e pequenas empresas apresentaram saldo positivo na geração de empregos.

O autor identifica as causas mais comuns de fracasso de novos negócios, como pode ser visto na Tabela 5.

A Economia Digital e o seu impacto nas empresas

  • Caracterizando a economia digital
  • Economia digital e os microempreendimentos

Como será visto no próximo capítulo, a inclusão na economia digital – com recurso às novas tecnologias – pode ser entendida como uma inovação organizacional, uma vez que o seu funcionamento exigirá adaptação da estrutura organizacional. As empresas emergentes na economia digital são menos dependentes da ação humana, pois tais tecnologias são feitas com algoritmos informáticos que são programados e operam por si próprios. Além disso, os processos produtivos estão mais relacionados aos efeitos da economia compartilhada e para as empresas os ativos intangíveis tornam-se muito importantes para a cadeia de valor (MONTEIRO, 2018).

Turban e Volonino (2013, p. 454), porém, entendem a economia digital como “mais um nome dado à economia baseada na web ou na Internet atual”. As definições de economia digital geralmente apresentam três componentes: o setor digital, o setor da economia digital e o setor da economia digitalizada a partir de uma abordagem sistêmica (UNCTAD, 2019 e AGUILAR, 2020). Desta forma, a economia digital traz um efeito disruptivo caracterizado por conferir às organizações maior controle sobre as estimativas de crescimento, tangibilizando os resultados;

Através do comércio eletrónico, as empresas têm a capacidade de interagir com clientes e agentes através de um fluxo de comunicação mais económico. Esta visão melhorada da economia digital é importante, pois desempenha um papel muito importante para as empresas, incluindo as PME e o seu modelo de gestão. Por outro lado, Guimarães Júnior et al. 2020) identificam sinais de um movimento em direção à transformação digital das pequenas empresas como resultado da pandemia de Covid-19.

É, portanto, evidente que a economia digital emerge como um processo sem volta, dado o crescente desenvolvimento tecnológico e a consolidação de um mundo conectado e digital. A próxima seção apresentará um panorama do segmento de beleza no mundo das microempresas, sua relevância como um dos segmentos que mais cresce no Brasil e como tem sido implantado na economia digital.

Um panorama do segmento de beleza no mundo dos micros e pequenos

De qualquer forma, os meios digitais têm contribuído significativamente para o crescimento das vendas das microempresas, apontam os autores. Segundo SEBRAE Nacional (2021), o Brasil é protagonista no segmento de beleza, com mais de meio milhão de empresas operando formalmente no país. Em abril de 2012, segundo o sistema MPE-Data do Sebrae, existiam absolutamente 240 mil empreendimentos formais dos segmentos de cabeleireiros e similares no âmbito da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

Desde a instituição do regime jurídico do microempreendedor individual (MEI), a formalização de profissionais do segmento de beleza, principalmente para o CNAE 9602-5 e demais assuntos correlatos, tem crescido continuamente. O setor de beleza inclui atividades como serviços de cabeleireiro, lavagem, corte, tingimento, hidratação, escovação, botox, terapia capilar e outras atividades como serviços de estética como manicure e pedicure, depilação, limpeza de pele, spa e outros (IBGE, s.d.) . Segundo o Boletim SEBRAE (2019), o Brasil responde por 49% do mercado de beleza da América Latina.

Entre as empresas que mais abriram em 2020, o Sebrae (2021d), em estudo, afirma que o setor de beleza no Brasil ocupa o terceiro lugar neste ranking, com cerca de 36 mil aberturas de negócios neste setor. Ainda segundo o Data Sebrae, o setor de beleza no Brasil em 2021 foi o que mais investiu em ferramentas digitais durante a pandemia, com crescimento de 24 pontos percentuais em relação a 2020. Em relação à atividade principal, o salão de beleza se destacou no estudo com 51,1%; clínica ou centro de beleza.

Entre os serviços que mais geram receita, destacam-se os cortes de cabelo e os serviços de mãos e pés, conforme gráfico abaixo. A pesquisa também identificou o contexto da pandemia (40,0%) e a consequente queda na frequência de clientes (35,1%) como a maior dificuldade do negócio, bem como a dificuldade de captação de novos clientes (29,2%) (SEBRAE, 2021c) .

MÉTODO

O universo da pesquisa destaca empreendedores de beleza (cabeleireiros, manicures, esteticistas, donos de salões de beleza em geral), na cidade do Recife. O instrumento de coleta aplicado foi o questionário elaborado no Google Forms (ANEXO A), sendo que a maioria continha questões fechadas. A distribuição do questionário foi realizada por meio de publicação do link do questionário via Instagram, WhatsApp, Facebook e pessoalmente em alguns projetos, no período de 19.11 a 01.12.2021.

A pesquisadora também contou com a colaboração do Sindicato dos Empregadores de Salões de Beleza e Estética do Estado de Pernambuco, que permitiu a distribuição da pesquisa e do link do questionário no grupo de WhatsApp do sindicato com empresários de beleza. Para análise dos dados foi aplicada estatística descritiva, possibilitando o agrupamento e caracterização dos dados (descobertas) por meio de distribuição de frequência, variabilidade dos dados, entre outras ferramentas estatísticas (SOUZA; SOUZA; SILVA, 2002). Quanto aos limites da pesquisa, destaca-se o tempo limitado, levando em conta os prazos acadêmicos, que não permitiram a ampliação da amostra e o aprofundamento da análise dos resultados.

Como limitação, não houve intenção de generalizar os resultados do estudo, mas sim tratá-los como características da amostra estudada.

RESULTADOS E ANÁLISE

  • Perfil dos respondentes
    • Gênero
    • Idade
    • Escolaridade
  • Perfil da amostra
    • Porte do negócio
    • Tempo de existência do negócio
    • Serviços oferecidos
  • Inserção digital dos microempreendimentos que compõem a amostra
    • Importância da internet para o negócio
    • Os processos de negócio nos quais os microempreendedores mais aplicam o uso de
    • As ferramentas digitais que mais os microempreendedores usam no negócio
    • A decisão de introduzir ferramentas digitais na empresa
    • Quem gerencia o uso das ferramentas digitais na empresa
    • Os cinco meios mais usados na divulgação do negócio
    • Os cinco meios mais usados na administração do negócio
    • Os cinco meios mais usados no relacionamento com os clientes
    • O uso de ferramentas digitais na execução do serviço oferecido
  • As principais dificuldades enfrentadas na transformação digital do negócio
  • Os principais benefícios que a transformação digital trouxe para o negócio
  • A influência da pandemia da Covid-19 para uma maior adesão da empresa ao

Quando questionados sobre a importância da Internet para os seus negócios, 93,2% dos entrevistados enfatizaram a relevância da Internet para a continuidade dos negócios. Olhando para o segmento de beleza, os processos de negócios onde a maioria dos entrevistados aplica tecnologia incluem: promoção do negócio (84,1%), relacionamento com clientes (70,5%), criação de conteúdo (70,5%), gestão de negócios (43,2%)) e implementação de tratamentos de beleza (25%). Pesquisas mostram que marketing digital, mídias sociais, suporte digital ao cliente, sites adaptados para dispositivos móveis e sites proprietários estão entre as principais ferramentas mais utilizadas nas pequenas empresas (LEMES, por sua vez, enfatiza o uso de mídias e redes sociais como as ferramentas digitais mais importantes instrumentos). ferramentas para micro e pequenas empresas.

Sobre quem decidiu introduzir ferramentas digitais na empresa, 79,5% dos entrevistados indicaram que foi uma decisão do proprietário e 11,4% que foi uma recomendação do Sebrae. É importante que todos estejam comprometidos e capazes de colaborar na transformação digital da empresa, inclusive identificando a real necessidade de utilização de ferramentas tecnológicas (LEMES, 2019). A gestão do uso de ferramentas digitais na empresa é de responsabilidade do proprietário (77,3%), de uma empresa especializada (11,4%), de um funcionário treinado (9,1%) e do proprietário junto com seu filho (2,3%).

A transformação digital nas microempresas tem sido destacada por Turban, McLean e Wetherbe (2004, apud ARAÚJO; ZILBER, 2013) como inovação e fonte de vantagem competitiva. A economia digital transformou os negócios, trazendo efeitos positivos, inclusive aproximando e fortalecendo o relacionamento com os clientes (AGUILAR, 2020; . ARAÚJO; ZILBER, 2013). Nesse cenário, as mídias sociais assumem importância crucial devido ao seu papel na interação e engajamento com os clientes (ABDI, 2021).

Considerando a utilização de ferramentas digitais na execução de serviços pelas empresas, 50% dos entrevistados afirmaram que as utilizam e 50% afirmaram que não as utilizam. As 5 principais dificuldades para a transformação digital dos negócios foram identificadas como falta de tempo para manter redes com informações atualizadas e atrativas para os clientes (47,7%), falta de conhecimento sobre como tornar funcionais as ferramentas digitais (43,2%), falta de conhecimento do que é necessário investir na transformação digital (38,6%), falta de recursos financeiros (38,6%) e custo dos serviços de suporte técnico (31,8%). Os resultados apresentados são consistentes com o fato de que a maioria da amostra são MEI e são, em sua maioria, aqueles que gerenciam o uso de ferramentas digitais.

Os entrevistados destacaram os principais benefícios que a transformação digital trouxe para o negócio: maior visibilidade da empresa (75%), personalização e rapidez no atendimento ao cliente (68,2%), aumento de chamadas/serviços (63,6%), aumento de receita (52,3%) e maior controle de gestão (47,7%).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como principais benefícios para a empresa, trazidos pela adesão à economia digital, foram observados a personalização e flexibilidade no relacionamento com os clientes, maior visibilidade da empresa, aumento do faturamento e do atendimento ao cliente nas pequenas empresas. Porém, embora os empreendedores de beleza adotem as mídias digitais em seus negócios, vale ressaltar que o estudo identificou, como mencionado, uma forte presença de métodos tradicionais, como o boca a boca para promover o negócio e no relacionamento com o cliente e a utilização de controles manuais na gestão financeira. Além disso, é necessário examinar a presença significativa do uso de práticas tradicionais na publicidade, no relacionamento com clientes e na gestão financeira de empresas do segmento de beleza.

Disponível em: . Adoção do E-Business e Mudanças no Modelo de Negócios: Inovação Organizacional em Pequenas Empresas dos Setores de Comércio e Serviços. Dispõe sobre o regime tributário das microempresas e empresas de pequeno porte, criando o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

Promulga o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, que dispõe sobre o tratamento jurídico diferenciado, simplificado e favorecido previsto nos arts. Disponível em: . Disponível em:

Disponível em: Em termos de atividade principal destacaram-se os salões de beleza com 51,1%, pouco mais de metade do total, as clínicas ou centros de estética com 21,6%, as lojas de vernizes com 13,7% e os cabeleireiros com 13,7%. Disponível em: .

Referências

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