Em primeiro lugar, é necessário expor o conceito de princípio da legalidade, princípio sobre o qual se rege toda a Administração Pública, não podendo dele desviar-se na elaboração de atos de execução da lei. Neste sentido, afirma José Afonso da Silva na sua obra que “quando a constituição reserva determinado conteúdo, caso a caso, a lei, estamos confrontados com o princípio da reserva legal”.3. No ínterim, é salutar expor os princípios elencados na Constituição do Estado de Minas Gerais (CEMG), que, assim como faz a CF, define os princípios aos quais a atividade da Administração Pública deve se subordinar, ao mesmo tempo em que verifica que apresenta o princípio da Razoabilidade.
Nessa perspectiva, José Afonso da Silva dirá que “só a lei cria direitos e impõe obrigações positivas ou negativas, embora o texto constitucional entenda que apenas estas últimas estão sujeitas ao princípio da legalidade”20. Numa visão constitucionalista, Barroso diz que “o princípio da legalidade converte-se assim em princípio de constitucionalidade ou, talvez mais precisamente, em princípio de legalidade, ou seja, subordina-se à constituição e à lei, nesta ordem”. Outra diferença importante entre o princípio da legalidade (genérico) e a ressalva legal (legalidade específica) é o que o primeiro implica.
No entanto, outros estudiosos consideram a razoabilidade e a proporcionalidade juntas, como Meirelles relata que a razoabilidade inclui a proporcionalidade e vice-versa, e no mesmo sentido Di Pietro quando diz que “inter alia, o princípio da razoabilidade. Mas essa moral não seria convencional, mas respeitaria a moral jurídica que fortaleceria o princípio da legalidade. O princípio da publicidade, na acepção de Di Pietro, “exige a ampla divulgação das ações praticadas pela administração pública, atendendo aos casos de sigilo previstos em lei”56, o que se conclui com tal afirmação é que o princípio é temperado, mas não absoluta.
O próprio doutrinador arranja algumas regras na CF, no artigo 5º, que confirmam ou limitam o princípio da publicidade.
Visto que o objetivo da pesquisa é tratar de um tema específico do concurso público, por questões didáticas não serão destacadas todas as competências enunciadas pela doutrina administrativa, mas apenas aquelas que interessam à pesquisa, para que o trabalho não se torne prolixo. A alínea “b” do referido artigo prevê que o diretor executivo pratique ato em desacordo com a lei, uma vez que os cargos são criados por lei, podendo extinguir essas vagas por decreto. Ainda, que o edital é ato normativo de segundo grau, pois é executado pela KS, que ordena concurso público para oferta de empregos, além da EMEMG, que determina as condições de ingresso.
Vale ressaltar que o agente público está vinculado à regulamentação da lei, uma vez que a norma trará todas as ações que devem ser tomadas em determinado caso. Assim, o órgão administrativo que lançar concurso público para preenchimento de cargo, que deverá determinar as condições para esse cargo, nos termos da KS, o fará de forma vinculante, pois a própria Carta Magna diz que tais requisitos estarão no art. lei. À luz desse princípio, a doutrina observa que o edital é o ato administrativo mais importante de um concurso público de natureza normativa, pois determina as regras de cumprimento obrigatório tanto para a administração pública quanto para os candidatos.
Uma vez que a administração deve emitir os seus actos jurídicos em observância do princípio da legalidade, estes presumem-se legais. A presunção de veracidade prende-se com o facto de, presumida a legalidade do acto, se for verdade, sê-lo-á até prova em contrário. Mais uma vez, podemos concluir que o despacho de licitação é autoexecutável, pois as regras do despacho serão fixadas em lei, não sendo necessário recorrer ao judiciário para sua execução, ressalvada a possibilidade de controle, qual a execução pode ser questionada, assunto que será tratado mais adiante.
Convém divulgar tais elementos, conforme constam do ato administrativo, edital de licitação. O motivo não pode ser falso ou inexistente, dada a teoria dos motivos determinantes, pois a validade da ação está vinculada aos motivos alegados. Uma vez decididos esses requisitos, o objetivo público é selecionar aqueles adequados para o trabalho pretendido.
Em ambos os casos, trata-se de casos de exclusão do serviço ativo, tema que abordaremos no próximo tópico. Tecnicamente, essa é a forma correta de dizer, pois pode haver confusão entre os dois termos. Parece que a dispensa do serviço ativo não deve ser confundida com dispensa-alta ou dispensa-alta.
Essa regra foi mantida porque as regras da Constituição Federal de 1969 previam concurso público apenas para a primeira investidura. O instituto da reintegração previsto pela EMEMG adotou o novo regime constitucional, podendo alterar atos nulos.
Dispõe sobre o processo e julgamento da reclamação por descumprimento de princípio fundamental, nos termos do § 1º do artigo. 102 da Constituição Federal. De acordo com esse mandato constitucional, a Lei do Estado de Minas Gerais que trata dos direitos e deveres dos militares, bem como das condições de ingresso ou admissão, nos IMEs é a Lei nº. Gerais, que foi elaborado em um contexto constitucional diferente. V - possuir escolaridade elevada para ingressar na Polícia Militar e ensino médio ou equivalente para ingressar no Corpo de Bombeiros Militar;
Ainda, no artigo 154 da referida lei, traz motivos de obstrução ao ingresso no cargo. V - possuir nível superior para ingressar na Polícia Militar e ensino médio ou equivalente para ingressar no Corpo de Bombeiros Militar f) ter altura mínima de 1,60m (um metro e sessenta centímetros); 4ª situação – não dispensada na minuta “C” na vigência do Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado de Minas Gerais;.
5ª situação - não absolvido ou exonerado da PMMG ou do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais com fundamento no art. Verifica-se que a segunda situação está prevista na situação “d” indicada no artigo 154, ou seja, aquele militar que tiver sido afastado do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais ou de qualquer outro estado, qualquer Policial Militar de outro Estado, ou mesmo do exército, marinha ou aeronáutica, serão impedidos de ingressar na PMMG. O Regulamento Disciplinar da PMMG é a antiga norma que tratava das questões disciplinares, sendo o Código de Ética e Disciplina Militar do Estado de Minas Gerais a atual.
177[..] não ter sido absolvido ou demitido da PMMG ou do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais com fundamento no art. Do despacho DRH/CRS nº 07/2009, sobre o concurso público para ingresso no curso técnico de segurança pública da Polícia Militar de Minas Gerais, extraem-se os seguintes preceitos: .. k) não ter sido reprovado no PMMG, caso contrário, instituição militar ou força similar; não ter sido exonerado por “má conduta” durante a vigência do Regimento Disciplinar da PMMG ou sob o conceito “C” durante a vigência do Código de Ética e Disciplina Militar do Estado de Minas Gerais; não ter sido absolvido ou demitido da PMMG ou do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, com base no art. Comandante do Segundo Batalhão da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, no uso das atribuições estabelecidas no art. 18, IV, inteira Resolução nº. Polícia Militar do Estado de Minas Gerais e;.
No estado de Minas Gerais, não há norma que permita essa reabilitação, possibilidade que Foureaux informa que os ex-militares excluídos poderão prestar concursos públicos na área do quartel militar normalmente após a passagem de 02. (dois) anos contados da data de sua exclusão. Seus efeitos são contraditórios e ex tunc, ou seja, seria apenas entre as partes reclamantes, entre aquele impedido de reingressar como sujeito ativo e o Estado de Minas Gerais como sujeito passivo, com efeitos retroativos até o início do processo. O presente trabalho teve como objetivo investigar a inconstitucionalidade da exigência de ingresso na PMMG, presente em despacho de licitação pública, que impede o retorno de quem já foi demitido ou absolvido.
Não era objeto de análise de mérito se uma pessoa com algum comportamento era incompatível com o exercício do serviço público, ainda mais em um cargo público militar que carrega consigo uma grande tradição como a bicentenária Polícia Militar de Minas Gerais, que é a estado do órgão público mais visível para toda a comunidade. Tendo em vista que o edital da PMMG apresenta seus requisitos básicos para ingresso que não estão previstos e previstos na lei estadual que define a matéria, que diz mais do que lei, é considerado inconstitucional.