Nesse sentido, o objetivo desta dissertação é destacar os meios alternativos de resolução de conflitos (conciliação, mediação e arbitragem), analisando seus conceitos e aspectos. O método processual trata de aspectos históricos e comparativos, ao fazer comparações entre métodos alternativos de resolução de conflitos.
A SOCIEDADE, OS CONFLITOS, O ACESSO A JUSTIÇA E OS
A sociedade e o Direito
- O Poder Jurisdicional do Estado e o processo contemporâneo
- O Conflito de Interesses
- A crise social e a origem do Conflito
- Formas de conflito
- O conflito como algo positivo
É precisamente neste ambiente de Estado social que se inicia a definição do acesso aos tribunais como um direito fundamental, constitucionalmente protegido. 4) o direito de remover todos os obstáculos que impeçam o acesso efetivo aos tribunais com tais características14.
O acesso à Justiça e seus obstáculos
- Origem Histórica
- Conceito do princípio constitucional do acesso à justiça
- O problema do acesso à Justiça
Devido ao atraso de processos que assola o nosso Poder Judiciário, garantido constitucionalmente pelo acesso dos cidadãos à Justiça, o Sistema Judiciário está cada vez mais lento, menos eficiente e consequentemente menos justo. Analisemos agora alguns dos obstáculos mais relevantes que contribuem para a dificuldade de implementação efectiva do princípio do Acesso à Justiça.
A crise do Judiciário ou do Estado
- Morosidade do processo
- Falta de estrutura (Física e de Recursos Humanos)
- Volume de serviço
- Duplo grau de jurisdição
- Crise do Judiciário ou do Estado
Nesse panorama, além do aumento quantitativo dos direitos perseguidos, observa-se também uma transformação qualitativa, ou seja, além da sobrecarga do número de processos endereçados ao judiciário, a complexidade das relações sociais cria outro problema a ser enfrentados pelo juiz estadual, operando uma diversificação exaustiva de solicitações aos mecanismos tradicionais de resolução de conflitos. A demora processual decorrente das formalidades do processo, bem como o elevado índice de processos que tramitam no Poder Judiciário e o tempo gasto até o final de um processo, são inimigos da efetividade da função pacificadora do Estado, causando o enfraquecimento do judiciário.
A APLICAÇÃO DOS MEIOS ALTERNATIVOS DE SOLUÇÃO DE
O paradigma da judicialização dos conflitos
A minimização da legalização dos conflitos é igualmente má tanto para o poder judicial como para a própria população. Essa busca resultou no surgimento de meios não-contraditórios de resolução de conflitos, denominados meios alternativos de pacificação social, incluindo mediação, conciliação e arbitragem.
As técnicas de solução de conflitos mais utilizadas no sistema brasileiro
- A Heterocomposição
- A Autocomposição
A autocomposição dos conflitos faz com que as próprias partes busquem soluções para suas controvérsias, com poder de decisão, caracterizado pelo consentimento espontâneo das partes interessadas. Segundo o professor André Gomma de Azevedo (2004), a autocomposição pode ser direta, quando apenas os envolvidos estão presentes, ou assistida (também chamada de indireta ou triangular), quando um terceiro neutro, sem poder de decisão, ajuda a compor a disputa. , cooperação para que as partes cheguem ao resultado.
Os meios alternativos de solução de conflitos mais utilizados
- A Conciliação e seus aspectos
- Técnicas de conciliação
- A Mediação e seus aspectos
- Natureza jurídica, requisitos e campo de atuação da Mediação
- Espécies de Mediação
- A Arbitragem - Breves Notas (Histórico e Aspectos)
Dentre os tipos de mecanismos de autocomposição verificados no direito brasileiro, encontramos: [a] conciliação, onde as partes resolvem seus conflitos por meio da presença de um conciliador, que as reúne, aconselha e ajuda na sugestão de possíveis acordos; [b] mediação, que se caracteriza pela presença de um terceiro, o mediador, que ouve as partes e formula sugestões de decisões, mas sempre prevalece a vontade das partes; [c] negociação, que pode ser entendida como um meio de resolução de conflitos em que as partes envolvidas dialogam e estabelecem um acordo sem a intervenção de terceiros. A conciliação é uma forma de autocomposição onde as partes encontram formas de mitigar o conflito através da negociação. Porém, para melhor incentivar o acordo entre as partes, é necessário ter perfeito controle sobre o processo.
Deve haver diálogo e cooperação entre as partes, sendo que a participação do mediador facilita a conversa e mostra que ambas as partes podem beneficiar onde prevalece o acordo alcançado. A mediação pode ser resumida como uma técnica de resolução de conflitos, seja na esfera judicial ou extrajudicial, de forma não conflituosa, na qual as partes possam encontrar os seus verdadeiros interesses e preservá-los com o auxílio de um perito capacitado e qualificado (mediador). ). com um acordo que deixou todos satisfeitos. Compreendo, no entanto, que distinguir um perito que irá trabalhar na área da mediação é uma mera formalidade que ultrapassa o próprio objectivo da mediação (não um formalismo excessivo), uma vez que a partir do momento em que as partes num litígio decidem espontaneamente aderir à mediação como forma de resolver indiretamente os seus conflitos, confirmaria ou legitimaria melhor a mediação judicial ou extrajudicial como mecanismo de pacificação social.
De acordo com as partes envolvidas - arbitragem de direito público, quando ocorre entre países, e arbitragem de direito privado, quando as partes envolvidas são pessoas físicas;
Os Juizados Especiais de Pequenas Causas
- A conciliação informal
O princípio da simplicidade tem uma finalidade específica, que está prevista no artigo 13.º da Lei dos Juizados Especiais, que estabelece a validade dos atos processuais, independentemente da sua simplicidade no âmbito processual. Abordagem Histórica e Jurídica dos Juizados Especiais Cíveis aos Atuais Juizados Especiais Cíveis e Criminais Brasileiros, 2008. Apesar dos problemas existentes no âmbito dos tribunais especializados, cabe destacar que ele contribui sobremaneira para facilitar o acesso aos tribunais.
Atualmente em Santa Catarina pode-se dizer que a instituição da conciliação está amplamente difundida no âmbito dos Tribunais de Conciliação, tanto que a prática atual é incentivar a criação e instalação de fóruns municipais denominados Casa da Cidadania ou Cidadania. Tribunais, principalmente em municípios que não contêm províncias. A ascensão dos Tribunais Especiais e das Casas da Cidadania tem como consequência lógica aumentar a eficácia e a credibilidade da instituição da reconciliação como instrumento de pacificação social, algo que anteriormente não era alcançado por todos os cidadãos. Nesse sentido, seguindo a linha de desenvolvimento dos Juizados Especiais, surge a ideia dos tribunais de mediação informal, como mais uma forma de pacificação ainda mais rápida dos conflitos sociais.
Na prática, é um procedimento utilizado para resolver conflitos relacionados a direitos disponíveis e que é realizado antes mesmo da formação do processo, ou seja, a parte comparece em uma das unidades dos Juizados Especiais Cíveis da comarca e informa quais são. procurando por. estará e tem a marcação de uma sessão de conciliação para tentar chegar a um acordo entre as partes.
PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
A Questão da disponibilidade dos direitos patrimoniais no Direito Brasileiro na
- O Princípio da Legalidade
- O Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público
No entanto, ainda existem algumas visões opostas, que se baseiam principalmente na premissa do respeito pelos princípios da legalidade (a necessidade de uma lei específica que permita a consensualidade na administração pública) e na indisponibilidade do interesse público. O administrador público é obrigado a procurar a melhor solução para o interesse público e o princípio da legalidade não constitui obstáculo à atuação administrativa consensual como meio de concretização do interesse público coletivo. Nessa abordagem, como o objeto controvertido é negociável, ou seja, tratando-se de direito disponível, a Administração pode resolver a controvérsia por meio de solução consensual, especialmente porque a sujeição da Administração a leis rígidas não garante a melhor prossecução do bem público. . interesse.
No Estado Constitucional Democrático, o conceito de interesse público configura a medida e a finalidade da função administrativa, e apresenta-se como um princípio que legitima as ações no âmbito da administração pública57. A distinção de Alessi deixa claro que os interesses públicos primários e secundários nem sempre coincidem, pois, como podemos constatar, existem interesses de gestão que não estão disponíveis, nomeadamente todos aqueles interesses que dizem respeito à satisfação imediata do interesse público (interesse primário). . e por outro lado, os interesses disponíveis da administração pública (interesse secundário), onde se aplicaria a consensualidade. O interesse geral não se confunde com o mero interesse da administração ou do Ministério Público; O interesse público reside na correta aplicação da lei e confunde-se com a implementação concreta da justiça.
Seguindo estas considerações, podemos concluir que a disponibilidade de direitos de propriedade não pode ser confundida com a indisponibilidade de interesse público.
A aplicação dos meios alternativos de resolução de conflitos na Administração
- A Conciliação na Administração Pública
- A Mediação na Administração Pública
- A Arbitragem na Administração Pública
- Política Pública de Resolução dos Conflitos (CNJ)
- O Projeto de Lei de alteração do Novo Código de Processo Civil e de
A atuação da Administração Pública passou a ser regida por um perfil democrático de direito, de caráter participativo e consensual. Portanto, mesmo na Administração Pública, a conciliação pode ser utilizada como forma eficaz de resolução de conflitos e com o objetivo de evitar que conflitos de interesses sejam levados ao Poder Judiciário (questões que podem. Os órgãos da Administração Pública direta e indireta do A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem submeter à mediação os litígios de que sejam partes.
Embora a lei permita a utilização da arbitragem na administração pública direta, ainda existem algumas divergências doutrinárias sobre a sua utilização. A arbitragem está umbilicalmente ligada ao conceito de Administração Pública Consensual, além de fazer parte do desenvolvimento do Estado Ocidental75. Quanto ao segundo argumento, é preciso dizer que a Administração não zela pelo interesse público nem se abre.
O certo é que existe um dispositivo na legislação brasileira que permite a arbitragem na administração pública direta, o que fortalece o entendimento de sua viabilidade.
Formação de equipe interdisciplinar para a implementação dos métodos
O âmbito deste tema é uma reflexão mais profunda sobre a simetria que deve ser assegurada na formação de uma equipa interdisciplinar para implementar métodos alternativos de resolução de conflitos nos diferentes domínios da administração pública. Formar uma equipe interdisciplinar nem sempre é fácil. Porém, para garantir a sua formação, é interessante firmar convênios com universidades interessadas em implementar o projeto e oferecer formação específica e avançada para a formação desses profissionais. A implementação da conciliação e da mediação fora do poder judiciário visa facilitar a resolução dos conflitos sociais, por serem mais rápidas e pacíficas.
No caso de conflitos manifestos, ou seja, conflitos de natureza material, por exemplo a exigência de pagamento de uma dívida, reparação de danos, onde a conciliação é muito eficaz, certamente não é necessária a formação de uma equipe interdisciplinar. Podemos citar a formação de um Conselho de Conciliação Fiscal nas prefeituras, no âmbito da CDL ou do Procon. No caso de conflitos latentes, a mediação passou a ser mais aplicável, possibilitando a formação de um grupo de mediação dentro das esquadras, evitando assim a necessidade de instauração de ações cíveis ou criminais com menor potencial ofensivo.
A seguir serão apresentados alguns modelos práticos em que é possível ou já atuante implementar a conciliação e a mediação como forma de resolver conflitos pré-processuais.
Aplicação prática da conciliação ou mediação nos órgãos públicos
- No âmbito da Delegacia de Polícia Civil a fim de dirimir os conflitos sociais
2 Salvo disposição em contrário, a confidencialidade aplica-se às partes, aos seus advogados, consultores técnicos e outras pessoas de sua confiança, que tenham participado direta ou indiretamente no procedimento de mediação. I - a solicitação de uma das partes para início de procedimento de mediação ou sua disposição em participar desse procedimento; III - declarações ou fatos reconhecidos por qualquer das partes durante o procedimento de mediação;
1º O disposto no caput aplica-se também aos processos arbitrais ou judiciais relativos ao conflito que é ou foi objeto do procedimento de mediação. O Ministério da Educação – MEC deve incentivar as instituições de ensino superior a incluírem a disciplina de mediação em seus currículos como método extrajudicial consensual para prevenir e resolver conflitos. Isto permite a possibilidade de o procedimento de mediação ser conduzido através da Internet ou de outro meio de comunicação não presencial.
Ser formado por escola ou entidade reconhecida pelo Conselho Nacional de Justiça ou pela Escola Nacional de Mediação e Conciliação do Ministério da Justiça como autorizada a formar mediadores. 29 O convite para início de procedimento de mediação extrajudicial poderá ser feito por qualquer meio de comunicação. Para exercer a mediação pública, podem ser criados Centros de Mediação dentro de cada entidade ou organismo público.
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