Nesse sentido, reconhece-se a importância das sequências didáticas como estratégia de exploração de textos literários, a fim de apresentar um trabalho significativo a partir de obras de literatura infanto-juvenil indicadas pelo Programa Nacional Biblioteca Escolar (PNBE). Assim, o debate sobre o ensino da literatura se sobrepõe ao debate sobre a leitura, pois a escola deve ensinar mais do que “literatura”, é “ler literatura” (COLOMER, 2007). Neste sentido, valida-se a ideia da importância da leitura literária no Ensino Básico para a formação de leitores hábeis, uma vez que a literatura, quando bem produzida, permite a exploração da experiência humana, o enriquecimento da imaginação e da sensibilidade através da experiência ficcional.
Portanto, a prática do ensino de literatura se faz necessária como processo de formação de um leitor que saiba dialogar no tempo e no espaço com sua cultura e se reconheça como membro ativo da comunidade de leitores.
O letramento literário
Paulino e Cosson (2009, p. 67) definem “[..] letramento literário como o processo de apropriação da literatura como construção literária de significados”. Paulino e Cosson (2009, p. 69) apontam que “[..] essa intensa interação verbal que é o primeiro procedimento para a compreensão do letramento literário envolve tanto a leitura quanto a escrita, pois [..] ambas fazem parte do mesmo processo de construção de sentidos da literatura”.
A literatura infantil e juvenil
Não se trata apenas de os incluir no espaço escolar, mas de lhes dar o devido protagonismo cultural e pedagógico, a partir da seleção do que é oferecido ao aluno e do tratamento didático dado a este tipo de textos literários, utilizando estratégias , que se adapta à sua abordagem e exploração. Nessa perspectiva, não há como evitar que a literatura, principalmente quando se pensa em literatura produzida para crianças e jovens, quando se torna conhecimento escolar, não se torne escola, pois a literatura infantil e juvenil teve sua expansão intimamente ligada à escola e literatura juvenil. o novo público que queria formar, ou seja, tornou-se uma espécie de texto literário produzido para ser consumido na escola ou por meio dela. Isso certamente ajudou a esvaziar o texto literário de suas potencialidades e, assim, afastar os alunos das práticas de leitura literária e, em muitos casos, desenvolver nelas resistência e aversão.
Esses pesquisadores já defenderam a importância da literatura infanto-juvenil na formação de leitores, bem como seu estatuto literário (FERNANDES, 2013). Em relação às décadas de 1970 e 1980, é importante, portanto, destacar o crescimento da oferta de literatura voltada para crianças e jovens. Ao se falar em literatura infanto-juvenil, deve-se levar em conta que se trata do olhar de quem já tem uma experiência social e cultural de mundo.
Segundo o autor, a primeira conclusão a que se chega é que as obras de literatura infanto-juvenil "têm se configurado como novos modelos na representação literária do mundo". Ou seja, deve-se conhecer o público a que se destina a obra literária e, se possível, auxiliar os alunos na escolha, para que sejam feitas apenas indicações que satisfaçam o gosto do professor. Para apresentar livros a leitores iniciantes, é preciso investir na mediação da leitura.
Os mediadores de leitura
Essa perspectiva pressupõe que bibliotecários, auxiliares e professores devem transmitir práticas de leitura significativas a partir dos acervos disponíveis na escola para que os alunos possam participar efetivamente desse espaço de compartilhamento de saberes. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) promoveu medidas para formar acervos bibliotecários e utilizá-los nas escolas, entre elas o Programa Nacional Biblioteca Escolar (PNBE), que se tornou um dos principais meios de aproximação dos alunos com os livros literários. Os alunos observam os textos por alguns momentos e escolhem um dos textos para ler silenciosamente.
Após a gravação dos vídeos, o professor pode sugerir a criação de um grupo de Whatsapp da turma para que os vídeos possam ser compartilhados entre os alunos com amigos ou até mesmo um canal no site do Youtube para divulgação dos vídeos. Também pode ser solicitado aos alunos que visitem o blog http://contosbemcontados.blogspot.com.br, de onde foram retirados os textos, para ler outros textos que acharem interessantes. É possível que os alunos falem sobre outros filmes e textos que leram ou viram que abordam o mesmo tema.
O pão pode ser feito e assado na escola e distribuído aos alunos na sala para que todos possam apreciar o resultado desse processo. O professor também deve articular com os alunos como será a apresentação no dia do evento (por exemplo, uma escala). Para a socialização dos textos com a comunidade escolar, propõe-se uma colaboração com a biblioteca e com outros professores de português da escola, para que os alunos escritores possam mostrar os seus textos a outros alunos e sair do espaço da sala de aula.
Paulino e Cosson (2009) apontam que a alfabetização literária só pode ocorrer de forma efetiva se os alunos puderem entrar em contato direto e contínuo com textos literários. Reforça, portanto, a premissa de que é fundamental que os agentes desse trabalho, que estão em contato direto com os alunos e com os acervos de literatura distribuídos às bibliotecas, sejam mediadores de leitura no espaço escolar. Acredita-se que essa metodologia seja adequada para trabalhar com alunos do ensino fundamental de escolas públicas brasileiras.
É objetivo do PNBE 2013 que os alunos possam aplicar práticas de leitura e escrita para se comunicar com a cultura letrada socialmente distribuída, que promove o pleno exercício da cidadania.
O PNBE e outras políticas públicas de leitura
Os critérios de seleção das obras literárias do PNBE
As obras literárias do PNBE na realidade escolar
A relevância das sequências básicas como proposição didática
As sequências didáticas básicas, segundo Cosson (2012), visam sistematizar a abordagem do texto em sala de aula, envolvendo três aspectos metodológicos: técnica. A autora informa que existem várias possibilidades de atividades para motivação: a construção de uma situação em que os alunos respondam a uma pergunta ou enfrentem um tema, com atividades orais e escritas; abordagem dos processos de trabalho na construção; interação tanto com o princípio estrutural do texto quanto com seu tema, entre outras possibilidades. Outro elemento fundamental no processo motivacional é a presença de um elemento lúdico, pois a motivação afeta as expectativas do leitor.
Os intervalos podem consistir em atividades específicas, como ler outros textos menores relacionados ao texto maior, ler um capítulo ou seção de um capítulo juntos, usar uma entonação de voz diferente ou leitura dramatizada, entre outras coisas. Esses intervalos devem ocorrer regularmente durante o tempo destinado à leitura extracurricular, que, segundo Cosson (2012), não pode ser um período muito longo para que não se perca o foco da atividade. A interpretação procede da inferência para construir o significado de um texto dentro de um diálogo envolvendo autor, leitor e comunidade.
Para Cosson (2012), é muito importante que o aluno tenha a oportunidade não só de ler, mas de refletir sobre a obra lida e poder compartilhar essa reflexão por meio de um diálogo com a comunidade escolar. Esse tipo de atividade auxilia o aluno a perceber os diferentes recursos utilizados na construção do texto literário, bem como sua compreensão para construir o sentido do texto (PAULINO; . COSSON, 2009). Em tal proposição, o texto deve ser utilizado na formação de um leitor competente, ou seja, como meio de formar cidadãos para a leitura.
Sequências didáticas para o letramento literário
Enquanto Aurora: momentos de uma infância brasileira (2012), de Margarida
Pão feito em casa: três jovens. Uma receita. Alguns segredos (2012), de Rosana
Nesse momento, em que os alunos têm o primeiro contato com a obra e, consequentemente, com o autor, é importante que sejam apresentadas algumas informações sobre a mesma. Nesse período, para garantir a realização da leitura, o professor pode promover dois intervalos (COSSON, 2012), durante os quais os alunos leem um ou dois capítulos e comentam o texto lido. Aqui, o professor deve propor uma atividade de interpretação para que os alunos mostrem que entenderam o que leram até aquele momento, e uma atividade que inclua a descrição das pessoas apresentadas até aquele momento.
Os alunos podem apontar o que gostaram no livro, os temas abordados, os desafios que enfrentam. Utilizando a receita da última página do livro, o professor pode sugerir que os alunos tragam os ingredientes necessários e, junto com o professor e a equipe de almoço, reservem um tempo para experimentar o cozimento do pão. Para isso, o professor, juntamente com a turma, reproduzirá todo o cenário da obra, para que os alunos tenham que dar “corpo” aos personagens do livro, com a construção do perfil de cada um em tamanho real, se pode.
Nesta atividade, os alunos podem ser motivados a utilizar diversos materiais reciclados como papelão, sobras de tecidos, maquiagens sem uso, roupas velhas, entre outros. Para um melhor aprendizado, os alunos podem escrever fanfictions em pequenos grupos para que possam discutir, comentar e opinar durante o processo de escrita. Para criar o blog, o professor pode contar com o apoio do professor de informática e ajudar os alunos a escolher a cor, a fonte, as barras, os gadgets.
Histórias para jovens de todas as idades (2012), de Laura Sandroni
É também colocar-se diante do texto, reconhecê-lo, questionar e ampliar seus significados, sendo responsabilidade da escola promover a alfabetização literária, que se baseia em um tratamento didático diferenciado da leitura literária em sala de aula. Portanto, a descrição das diversas atividades do PNBE ao longo dos anos foi adequada para se ter uma dimensão da abrangência do programa e sua finalidade em oferecer diferentes tipos de leitura literária para alunos de escolas públicas, com diferentes autores, gêneros. , temas e apresentações culturais. Acreditamos que a seleção de obras literárias do PNBE se situa no horizonte amplo da literatura como direito de todos e da literatura mais circunscrita como parte da formação escolar do leitor.
Edital para inscrição e seleção de obras literárias para o Programa Nacional Biblioteca Escolar - PNBE Inheems 2015. Edital para inscrição de acervos literários no processo de avaliação e seleção para o Programa Nacional Biblioteca Escolar - PNBE/2014. Edital de inscrição de acervos literários no processo de avaliação e seleção do Programa Nacional Biblioteca Escolar - PNBE/2013.
A intriga do acervo: a literatura nas bibliotecas escolares por meio do Programa Nacional Biblioteca Escolar. EDITAL DE INSCRIÇÃO E SELEÇÃO DE LITERATURA PARA A BIBLIOTECA DO PROGRAMA NACIONAL DA ESCOLA. As obras literárias a serem avaliadas e distribuídas pelo Programa Nacional Biblioteca Escolar 2013 devem contribuir para que a escola pública brasileira conduza os alunos a uma leitura emancipatória, por meio do acesso a textos literários de qualidade que ofereçam experiências significativas e estimulem a reflexão e a criatividade participando da construção de significados para o texto.
O que se espera dessas obras é que forneçam subsídios para a formação de leitores autônomos, apreciadores das diversas possibilidades de leitura que um texto literário pode oferecer. O vizir Sabag afirma que a distribuição das moedas entre as oito caixas é feita de tal forma que é possível desatrelar do total qualquer quantia, de um dinar, sem abrir nenhuma caixa, ou seja, sem mexer nas moedas.