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EMPREGADO PÚBLICO.

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Academic year: 2023

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A monografia intitulada: “Aposentadoria espontânea de servidores públicos como óbice à aplicação da súmula nº 390, I do TST”. Esta monografia tem como foco o direito trabalhista e o direito administrativo e tem como tema: “A inaplicabilidade da súmula nº 390, I do TST, tendo como óbice a aposentadoria espontânea de servidores públicos”.

AGENTES PÚBLICOS

  • AGENTES POLÍTICOS
  • AGENTES HONORÍFICOS
  • AGENTES CREDENCIADOS
  • AGENTES MILITARES
  • AGENTES PARTICULARES EM COLABORAÇÃO COM O PODER PÚBLICO 13

Para a estudiosa Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014, p. 656), os agentes políticos desempenham atividades típicas de governo e exercem um mandato para o qual são eleitos apenas chefes de executivos federais, estaduais e municipais, ministros e secretários. , além de senadores, deputados e vereadores. Celso Antônio Bandeira de Melo (2014, p. 251) diz que a ligação desses agentes com o Estado não é de natureza profissional, mas sim política. Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014, pp. 655-656) também diz que as funções desempenhadas pelos agentes políticos estão diretamente relacionadas aos órgãos governamentais ou ao próprio governo, e sua forma de investidura são as eleições.

Para Celso Antônio Bandeira de Melo (2014, p.254), agentes honorários são aqueles que são livremente designados para formar comissões técnicas em razão de sua suposta elevada reputação e conhecimento em determinados assuntos. Em sua Doutrina de Direito Administrativo, Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014, p.661) define Agentes Militares como os indivíduos que prestam serviços às Forças Armadas: Marinha, Exército e Aeronáutica (art. 142, caput, e § 3º da Lei Federal). Constituição), e as Polícias Militares e Bombeiros Militares estaduais, distritais e territoriais, com vínculo estatutário sujeito a regime jurídico próprio, mediante remuneração paga aos cofres públicos. Segundo definição de Celso Antônio Bandeira de Melo (2014, p.257), essa categoria de agentes é constituída por sujeitos que, sem perder a condição de indivíduos, desempenham funções públicas, mesmo que às vezes apenas de forma episódica. a) Delegação do Poder Público, que para Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014, p.664), são aqueles que exercem serviços notariais e de registro, leiloeiros, tradutores e intérpretes públicos, bem como funcionários de empresas concessionárias e autorizadas de serviços públicos .

Celso Antônio Bandeira de Melo (2014, p.258) esclarece que a delegação em si é a ação subsequente ao concurso, e seu significado é justamente atribuir um serviço específico para a cura de determinado sujeito, não devendo portanto ser confundido com uma qualificação simples, ou seja, com ato de reconhecimento de qualidades pessoais para o desempenho de funções deste tipo. b) A segunda categoria de Pessoas Físicas em colaboração com o Poder Público são os Gestores de Empresas Públicas, que, diante de situações de risco, assumem a gestão para atender antecipadamente às necessidades públicas. Na definição de Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014, p.664), são aqueles que assumem espontaneamente determinado papel público em situações de emergência, como no caso de epidemias, enchentes e incêndios. Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014, p.595) diz que funcionário público é um termo utilizado tanto em sentido amplo para se referir a todas as pessoas que prestam serviços ao Estado e a unidades administrativas indiretas, com vínculo empregatício, quanto de forma uma mais restrita, que exclui aqueles que prestam serviços a entidades com personalidade jurídica de direito privado.

Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014, p.657) explica ainda que, ao serem nomeados, ingressam em uma situação jurídica pré-definida a que estão submetidos ao tomar posse e sem qualquer chance de modificar as regras vigentes por meio de contrato, mesmo com o consentimento da Administração Pública e dos funcionários públicos, por se tratarem de normas de ordem pública, vinculativas e inderrogáveis ​​pelas partes.

EMPREGADOS PÚBLICOS

CONCEITO E CARACTERÍSTICAS

Da mesma forma, Dirley da Cunha Júnior (2012, p. 269, 270) explica que são servidores públicos aqueles que mantêm vínculo profissional e permanente de trabalho com entidades de direito privado, administração pública indireta e instituições jurídicas, instituições privadas constituídas e mantidas pelo poder público, empresas públicas e sociedades de economia mista sujeitas ao regime da CLT, que é aplicado com derrogações decorrentes da aplicação de normas constitucionais, como as que exigem concurso público para investimento e a proibição de acumulação remunerada. Celso Antônio Bandeira de Melo (2014, p. 263) destaca que nos entes de direito público (União, estados, municípios, distrito federal e em suas administrações indiretas, órgãos de direito público relevantes e fundações) existem tanto servidores que ocupam cargos quanto as transportadoras funcionam. Só existem empregos em empresas públicas e empresas de economia mista e fundações governamentais de direito privado, que são pessoas de direito privado sob administração indireta.

Assim, dentro da administração pública é possível encontrar funcionários que a ela estejam vinculados seja por vínculo jurídico, administrativo ou por vínculo CLT, levando em consideração neste caso desvios relativos à investidura em razão dos princípios que norteiam a administração pública.

REGIME JURÍDICO

A nível federal, o regime de emprego público dos funcionários da Administração Direta, dos funcionários autárquicos e das fundações é regido pela Lei n. 9.962, segundo a qual o pessoal da CLT será regido pela CLT, salvo disposição em contrário da lei, o que não é preciso dizer, pois, como a União tem competência exclusiva para legislar sobre o Direito do Trabalho (art. 22, I do Constituição), fica claro que, através de legislação específica para servidores federais, pode divergir da legislação trabalhista. Em relação à Lei nº. 9.962 José dos Santos Carvalho Filho (2008, p explica que, por ser federal, a lei só terá aplicação no âmbito da Administração Federal direta, autônoma e fundamental, excluindo-se as empresas públicas e as sociedades de economia mista. A lei prevê que o O regime de emprego público será regido pela CLT (Decreto-Lei nº 5.452/43) e legislação trabalhista correlata, que julgar conveniente, salvo disposição em contrário da lei.

Segundo Celso Antônio Bandeira de Melo (2014, p.263), é importante esclarecer que os empregos públicos são agentes contratados para o desempenho de tarefas de trabalho permanente, em regime de vínculo empregatício, e que seus empregados estão sujeitos à disciplina legal que, apesar de sofrer influências inevitáveis ​​decorrentes do caráter governamental do contratante é essencialmente o que se aplica aos trabalhadores terceirizados em geral. Portanto, o capítulo seguinte demonstrará como interpretar e tratar a aplicação da aposentadoria espontânea e da extinção do contrato de trabalho desses servidores em serviço com base na interpretação da Constituição da República.

APOSENTADORIA ESPONTÂNEA E O FIM DO CONTRATO DE TRABALHO 21

EFEITOS DA APOSENTADORIA ESPONTÂNEA SOBRE O CONTRATO

Neste ponto é necessário analisar mais detalhadamente os efeitos que a reforma espontânea cria no contrato de trabalho, pelo que é necessário analisar a evolução histórica e procurar conceitos relacionados com o contrato de trabalho. Segundo Cláudia Pereira Vaz de Magalhães (2010), que diz que o contrato de trabalho com previsão legal no art. Segundo Sérgio Pinto Martins apud Cláudia Pereira Vaz de Magalhães (2010), a rescisão do contrato de trabalho é o fim do vínculo empregatício, cujas obrigações para com os contratantes cessam.

Segundo Amauri Mascaro do Nascimento apud Ricardo Rodrigues Ferreira (2013, p.02), sempre esteve claro que a aposentadoria, a pedido do empregado, extingue o contrato de trabalho e é, portanto, motivo natural de sua rescisão. Em caso de aposentadoria espontânea, o contrato de trabalho é rescindido, mesmo que o empregado continue trabalhando na empresa após o recebimento do benefício social. A cessação do contrato de trabalho por reforma espontânea do trabalhador exclui o direito a indemnização nesta matéria.

A aposentadoria espontânea não é motivo para rescisão do contrato de trabalho se o empregado continuar prestando serviços. É justamente daí que surge o problema, uma vez que a aposentadoria espontânea não é mais uma forma de rescisão do contrato de trabalho, os servidores públicos geralmente almejam alcançar uma renda mensal maior com a simultânea percepção de aposentadoria. remunerados pelo seu emprego público, buscam continuar atuando na administração pública, mesmo após a aposentadoria espontânea, pretendendo neste momento o reconhecimento integral da estabilidade constitucional prevista no artigo 41 da Constituição Federal.

  • OBSTÁCULOS CONSTITUCIONAIS
  • CONGRUÊNCIA HERMENÊUTICA
  • INTERESSE PÚBLICO
  • EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA
  • RESULTADOS SOCIAIS

O reconhecimento da estabilidade previsto no artigo 41 da CF, utilizando a súmula nº. 390, I TST para servidores após aposentadoria espontânea, acarretará na inaplicabilidade da regra de não acumulação de vencimento/vencimento com rendimentos de inatividade em situação completamente oposta com base na ADIn nº. 1.770, que ao declarar inconstitucional o parágrafo 1º do artigo 453 da legislação trabalhista consolidada e ao estabelecer o entendimento de que a aposentadoria espontânea não extingue o contrato de trabalho, pois um de seus fundamentos é a vedação da possível e eventual acumulação. Dessa forma, segundo o ponto de vista do próprio ex-ministro Joaquim Barbosa, a ideia e o entendimento de que a aposentadoria de um servidor público é causa de obstáculo à continuidade do contrato de trabalho e ao vínculo com a administração pública direta , de forma autônoma e fundamental, é cabível, e quando atos contrários a isso, as normas constitucionais ainda são violadas. Considerando os obstáculos constitucionais acima elencados, que impedem a acumulação de salários e benefícios, a aposentadoria espontânea de um servidor público é, por si só, a causa de impedir a continuidade do emprego público, o que exclui, portanto, a aplicação da súmula nº. 390, TST.

A aposentadoria espontânea de servidor público altera as circunstâncias fáticas assumidas pelo artigo 41 da Constituição Federal, o que impede sua subsunção, e qualquer aplicação causaria uma inconsistência hermenêutica, uma vez que o beneficiário originário da norma no mesmo estado ou situação se o governo funcionário é. não tem a garantia de que seja amplamente reconhecido. No entendimento de Ricardo Rodrigues Ferreira (2013, p.07), sendo o servidor, portanto, aposentado e recebendo uma remuneração mensal independentemente da continuidade ou não do seu contrato de trabalho, não restam motivos para o reconhecimento e aplicação da Súmula nº 390, I do TST e à luz de toda a análise feita acima, a aposentadoria espontânea tem o poder de alterar as circunstâncias jurídicas presumidas que permitiriam a subsunção do artigo 41 da CF/88, de modo que sua eventual aplicação enseje uma incongruência hermenêutica, uma vez que a garantia da norma é amplamente aplicada aos servidores públicos, mas a mesma não é garantida ao beneficiário originário da norma. A impossibilidade de ruptura da relação contratual no momento da reforma do servidor público acaba por conduzir a um ciclo de estagnação na Administração Pública.

Ressalta-se aqui que a permanência dos servidores públicos na administração após a aposentadoria provoca uma espécie de procrastinação, esgotamento da força de trabalho e diminuição da produtividade. Portanto, levando em conta toda a pesquisa bibliográfica realizada e todos os argumentos acima apresentados, aceita-se que a aposentadoria espontânea de servidores públicos seja um obstáculo à implementação do Súmula nº. 390, I do TST. Para a elaboração deste trabalho monográfico e de toda a investigação realizada, concluiu-se que o Resumo n.º. 390, I do TST é inaplicável aos servidores públicos, para que estes mantenham a estabilidade prevista no artigo 41 da Carta Magna, mesmo após a aposentadoria espontânea.

A aposentadoria espontânea do Servidor Público como impedimento à aplicação da Súmula nº. 390, I, do Tribunal Superior do Trabalho.

Referências

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